O que nunca te contaram sobre Hipertensão…

Dizem que devemos consumir sal com moderação. Profissionais correm para dizer que ele é nocivo, pois causaria hipertensão e risco cardíaco e renal. Mas… Será mesmo!? Qual a base disso? Ciência ou Fé?

Como tantas coisas nas diretrizes nutricionais, ainda que devessem existir evidências, elas não existem. A meta foi inventada SEM fundamento. A tese do sal como precursor de hipertensão (crônica) é de 1904 (Ambard & Beauchard) e baseada em SEIS pacientes. Depois deles, ALLEN reforçou o coro com apenas QUATRO estudos entre 1920 e 1922 não replicados. Muito mais grave foi KEMPNER em 1944 que criou a sua “Dieta do Arroz” para tratar hipertensos.

Esse médico alemão foi quem convenceu uma geração de médicos que espalharam a tese. Sua dieta restringia fortemente o sal. Funcionou em parte. O que ele fez? Basicamente duas coisas. A primeira foi NÃO revelar que não deu certo em muita gente. Nada mais humano. A outra foi ignorar que a dieta mexia com inúmeros outros nutrientes, entre eles, a dieta continha altas quantidades de Potássio, um sabido nutriente que influencia positivamente na redução da hipertensão.

Como acreditavam na tese sal-hipertensão, era preciso bater o martelo. Como fizeram isso? Simples. Como precisavam de um número, a qualquer custo, eis então que chancelaram tudo apoiando-se basicamente em um único estudo. O Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) de 2001 e que durou apenas 30 dias com somente 412 indivíduos. Realmente o DASH observou uma queda da pressão no grupo que reduziu o sal. Porém, ela foi pequena, modesta e em nada descobriu sobre seus efeitos na hipertensão ou nos efeitos crônicos na mortalidade ou no risco cardíaco ao longo prazo. NADA.

É o delírio coletivo mais uma vez aplicado no mundo real na Nutrição. Pois vejamos… Quando dado acesso livre a sal, as pessoas consomem quantidades semelhantes dele, não importa de onde sejam. E nem por isso o mundo é hipertenso. Mais do que isso. 80% das pessoas não são sensíveis ao sal, ou seja, não sofrem aumento momentâneo dela. Mais do que isso. Entre pré-hipertensos 75% também não são sensíveis! Ou seja, consomem sal, não aumentam sua pressão. Ainda mais revelador: 55% dos hipertensos também não o são! Incrível, não? Agora o mais revelador. Veja abaixo como era o consumo de sal nos EUA ao longo da história (*lembrando que hoje a recomendação é algo como 6g/dia). Repare!

1.500: 40g/dia (!)
1.600: primeiro caso de hipertensão!
1.800: ~20g/dia

Não faz sentido, faz? Como comiam 7 VEZES mais da meta atual sem hipertensão? Mais dados… vejamos a incidência da doença na história americana:

1900: 5-10%
1939 (Chicago): 11-13%
1975: 25%
2004: 31%
2014: 33%

Porém, o consumo de sal caiu até ~1.800 e não se alterou muito nos últimos 50 anos! Basicamente Médicos e Nutricionistas estão nos dizendo que a incidência da doença vem subindo ainda que venhamos comendo menos sal do que comíamos quando não sofríamos da doença!

Faz algum sentido pra você? Para mim não.

É verdade que para muitos, comer sal/sódio tem um efeito agudo (imediato, mas nem tanto) no aumento da pressão. Isso porque ao ingerir sal, o corpo retém mais água para compensar o aumento da concentração de sódio no sangue. Por isso que alimentos salgados dão sede, é uma resposta natural, é a homeostase “cuidando” do equilíbrio do corpo. O resultado desta retenção líquida é um aumento da pressão que cairá apenas quando os rins conseguirem eliminar o sal e a água. Ou seja, é uma hipertensão momentânea. Porém, pressão não é necessariamente sempre ruim. Fosse assim, como atividade física também a aumenta, teríamos que sugerir não fazermos exercícios.

Essa fobia por má interpretação das consequências do sal é um equívoco perigoso. Isso porque ao ficarmos focando toda nossa atenção nele como causador de graves problemas como a hipertensão, corremos o enorme risco de deixar passar o verdadeiro “vilão” causador do problema. Mais do que isso, sal (sódio) é essencial à vida. Não sabemos ainda qual o excesso de sal que nos faz mal, mas já sabemos que pouco dele, próximo das metas sugeridas pelos profissionais de Saúde, sim, é bem perigoso.

Se SAL não é vilão, quem pode sê-lo? Há populações que consomem muito pouco sal que praticamente não sofrem de hipertensão. E há ainda populações que comem muito sal e também não sofrem. Há algo em comum entre elas: elas comem pouco açúcar.

Uma das coisas mais agradáveis que tive esse ano orientando 3 pessoas em particular foi que elas eram todas hipertensas, medicadas e ao mudar a dieta deixaram de tomar remédio (liberadas pelos respectivos médicos). Como? Ao reduzir o açúcar, essa redução do seu consumo de açúcar (e de carboidratos) gerou uma perda de água por causa da queda inevitável dos níveis de insulina quando restringimos esses alimentos. Assim, os rins acabam liberando sódio e também água, reduzindo a pressão.

Isso não é uma invenção minha. Você aprende isso na aula 2 de “Fisiologia e Endocrinologia”… de que a insulina faz o rim reabsorver o sódio. Aí voltamos ao começo de tudo. O que as populações que se entupiam de sal em 1.500 até 1.900 tinham em comum? Baixíssimo consumo de açúcar. E qual o nutriente que vem crescendo regularmente em seu consumo década a década desde 1900, tal qual a hipertensão? Bingo – Açúcar!

No non-sense que são as diretrizes, o açúcar até 1980 NÃO tinha limite superior de consumo. Sal, gordura saturada e colesterol todos ainda têm. O limite superior ao açúcar só chegou em 2002: 25% das calorias totais.

Por fim, não só a restrição de sal é inútil do ponto de vista teórico ou prático (a pressão cai pouquíssimo e o que mais assusta: em muitos ela e a FC em repouso sobem como resposta fisiológica à retenção do sal, gerando maior estresse fisiológico pela falta de um nutriente essencial à vida).

Para acabar (prometo!) sugerir consumir menos sal é como sugerir ao diabético anda não medicado que beba menos água. Estúpido, mas há muita gente que sugere o primeiro, mas não concebe recomendar o segundo. Se números ajudam a te convencer, vou te dar de brinde um dado que 99% dos profissionais de saúde desconhecem: a recomendação atual é de cerca de 6g de sal por dia. Nossos rins são capazes de filtrar isso a cada 5 minutos.

Faz sentido pra você?

*não sou médico e jamais orientei alguém a tomar ou largar remédios para pressão alta. Mas se você vem evitando sal e é hipertenso, entendeu o recado… é bem provável que seu foco esteja no pó branco errado… converse com seu médico. 

**Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (você encontra a versão impressa aqui)

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Você gosta muito de chocolate? Ou: o mito do chocolate saudável.

Nos últimos anos proliferaram as recomendações de profissionais da Saúde dizendo “coma chocolate”. Para mim é como ver surgir uma recomendação “beba refrigerante” vindo da mesma categoria profissional. Você não tem nenhuma dificuldade em encontrar sugestão do tipo: “coma chocolate 70% (ou mais)”. Mas… Vamos ver sua composição de macronutrientes?

Uma barra de 100g de 85% tem cerca de 5-8g de açúcar (*net carb). Uma de 70% por volta de 20-25g. Um 50-60% quase 40g. Já vemos aqui que estamos falando de magnitudes bem discrepantes. Ou então você tem que assumir que adoçar uma xícara de café com um sachê é o mesmo que usar 5 ou 9.

Colocar na mesma gaveta um chocolate 85% que tem uma barra INTEIRA o que há de açúcar em 4 quadrados de um chocolate 70% para mim soa como sinal de falta de intimidade do profissional (Médico ou Nutricionista) com números ou com letras. Mas… E como compramos essa ideia de que é saudável comer chocolate?

Pois bem, em 1982 a fabricante Mars (dona das marcas como M&M’s, Snickers e Twix) fundou o Mars Center for Cocoa Heath Science para liderar pesquisas no assunto. Pois a Vox analisou 100 estudos e encontrou que em 98% deles os resultados são favoráveis ao alimento. É muito bom para ser verdade. ESSE é o ponto! Digamos que é bom DEMAIS para ser verdade, para se acreditar. O trabalho foi de um sincronismo que o acaso parece não explicar. A Mars Symbioscience, criada apenas em 2005, divulgou via assessoria de imprensa 140 estudos à imprensa enquanto a Nestlé e Hershey´s, por exemplo, também têm suas linhas de pesquisa, patrocínio e propaganda.

A jogada e as consequências foram geniais. Em 10 anos (2007-2017) a venda de chocolate nos EUA aumentou U$5 BILHÕES (ou inacreditáveis 1/3). Boa parte disso com endosso de nutricionistas, médicos e com propaganda gratuita da mídia que têm eles como consultores.

Mas aqui UM porém: “apesar do esforço da indústria até o momento, o chocolate ainda não demonstrou ter benefícios para a saúde a longo prazo”. Isso pouco importa para quem vende, que vive propagandeando benefícios não-existentes, tampouco para quem consome, que tem seu racional para comer um doce como quem faz um bem à própria saúde como se comesse aspargos ou couve-flor. Como o ser humano gosta de endosso, ele faz essa molecagem apoiada por gente de avental que alega que chocolate amargo faria bem como um legume qualquer. É improvável que faça.

Cada um conta a si a mentira na qual quer acreditar. E um artifício é usar o que dizem as pessoas de jaleco, que como nos mostra o histórico, tem taxa de erro muito maior que de acerto. Basicamente, se você quer comer muito chocolate, o consuma sabendo que ele é o que é, um doce, uma sobremesa. Existem os menos piores (85%) e os piores (de 70% para baixo, sem meio termo).

Para fechar, reforço: “apesar do esforço da indústria até o momento, o chocolate ainda não demonstrou ter benefícios para a saúde a longo prazo”. Não existe chocolate saudável. Ponto final.

*O que digo aos meus clientes…. se você NÃO tem problema de peso, pode comer o quanto quiser do 85%. O quanto quiser. Se tem, quanto menos, melhor.

Módulo: Nutrição Moderna

Olá!

Se você aprecia as ideias que encontra aqui neste blog, em nossas fan-pages no Facebook, no Blog Recorrido ou nas ideias defendidas no livro O Nutricionista Clandestino, escrevo para informar que daqui menos de 15 dias, no sábado 30 de setembro no bairro de Moema em São Paulo (SP), irei ministrar um curso das 9h00 às 18h00 sobre Nutrição Moderna, abordando controle de peso, Emagrecimento, Prevenção e Controle do Diabetes (tipo 2).

Você sabe que não custo de dizer que a população vem seguindo à sua maneira tudo o que é pedido e defendido nas diretrizes oficiais nutricionais. Ainda assim, nunca tivemos uma sociedade tão obesa e doente. Será que a direção que é pedida não está errada?

Venha conosco conferir o que você não encontra hoje facilmente em lugar nenhum!

Para maiores informações, escreva para artedaforca1@gmail.com !

Obrigado!

Danilo Balu

Sílvio Santos, Jejum e Nutrição.

É sintomático que dois memes de Nutrição tenham sido compartilhados na mesma semana. Já chego a eles.

No âmbito das relações humanas e profissionais, uma é defendida por quem detém via Estado o monopólio de um setor: o atendimento a quem quer emagrecer. Você nunca tem dificuldades para encontrar Nutricionista e Educador Físico dizendo que você deve ir a um deles caso queira cuidar da sua saúde e da dieta. Porém, há um aspecto crucial na área da saúde. É o que chamamos de Dissociação de Interesses. Um quer dinheiro, o outro quer saúde (*e NÃO há problema ALGUM nisso). Duvida? Eu poderia dar consultoria a alguém por 10 anos (como dou ao mesmo cliente há mais de 10 anos). Ele me paga mensalmente. Gratuitamente eu faria isso por talvez 10 semanas, não mais. Leve essa proposta ao profissional da saúde que lhe diz que a maior preocupação dele é com a sua saúde. Reforço: não há crime aqui!

Porém, no campo das ideias quem decide quem é e quem não é especialista é o TEMPO, não o Estado, não uma carteirinha de uma classe profissional que só serve para sugar o trabalho alheio sem precisar entregar NADA. Isso mesmo: CRN e qualquer outro “C” ganha dinheiro sem precisar fazer NADA. VOCÊ quem trabalha para sustentar vagabundo. *mas é divertido que você não tem nenhum trabalho para encontrar muita gente que ache normal. É até curioso que implicitamente fique aqui um reconhecimento de que essa pessoa não se sinta nem segura sem alguém o atestando que ele seja útil para algo.

Tempo atrás conheci o Efeito Lindy, que é uma das heurísticas mais robustas que existem. O efeito diz que a expectativa de vida de uma ideia é proporcional ao seu tempo de vida.


Aplicado aos tênis de corrida – prometo já chegar na Nutrição/Emagrecimento – os maiores atletas por bem mais da metade do século passado corriam com tênis sem suporte. Desde o final dos anos 70 a indústria tenta nos empurrar um novo conceito de tênis que não só não se mostra eficiente (como evidencia qualquer pesquisa preguiçosa que qualquer um pode fazer), como seus próprios tênis, de tão ruins que são como conceitos de calçados seguros, vão morrendo temporada após temporada.

Você pode enganar a todos, mas apenas não engana a duas entidades: a Lindy e ao Tempo.

Essa semana tem uma imagem rolando chamando Jejum de moda. Ele tem sido registrado como seguro por pelo menos milhares de anos. Outro sempre chamado de moda é o Low-Carb, só que eis que ele sempre foi a regra. Sempre. O Low-Fat é algo inventado SEM estudos apenas por volta dos anos 60 e 70.

Pois se vivemos uma época racional regida pela irracionalidade de falsos especialistas, talvez a ferramenta mais útil e mais segura seja recorrer justamente ao tempo! Jejum e Low-Carb sempre estiveram entre nós. Já a entrada das recomendações defendidas pelas associações de sempre, que só vivem e só querem seu dinheiro, ocorre justamente quando o planeta vive sua pior crise de obesidade e diabetes.

Assim chegamos ao grande Sílvio Santos. Ele não é profissional de Saúde, ele tem algo a perder: sua Saúde. O que ele mais quer é saúde. E ele tem o tempo ao seu lado: não há como uma dieta low-carb engordá-lo. Por mera sabedoria de observação (seja do tempo, seja do que está em volta dele), ele concluiu que a restrição de carboidrato refinado serve para emagrecer duas fãs obesas. Não sei a opinião de quem criou a imagem, mas sei que vc não terá dificuldade de ver gente que se acha inteligente, profissional de saúde, achando que ela está certa. Que há moda em algo de milhares de anos. Eles precisam ter aulas de raciocínio lógico com SS, que não sabe diferenciar mitocôndria de pâncreas, mas sabe que não tem como o delírio do Low-Fat contradizer milhares de anos.

É o tempo, estúpido.”

Danilo Balu
autor

*se você gostou da análise que leu aqui e quer saber coisas que nunca lhe disseram sobre Nutrição e Emagrecimento, o convido a ler meu livro O Nutricionista Clandestino (também na versão impressa aqui).

Sobre açúcar e vício

Domingo agora postei um texto de Gary Taubes que falava sobre a enorme dificuldade de você conseguir cortar carboidratos. Para colocar em perspectiva, Taubes é o pai do low-carb moderno e autor do livro mais importante escrito na Nutrição nos últimos 50 anos. Desconfie de quem diz trabalhar com emagrecimento e não tiver lido sequer o resumo do “Good Calories Bad Calories”, o “Por que Engordamos”.

Por não ser médico, nunca espere que ele encontre simpatia de gente da área da Nutrição. Ao recapitular pesquisas de mais de 100 anos, ele nos mostrou que absolutamente TUDO o que sabemos e aplicamos na área de emagrecimento, saúde do coração e controle de peso é um ENORME equívoco, uma grande mentira.

Taubes fala aquilo que boa parte dos nutricionistas ignora: nosso peso não é resultado de menos calorias ou de maior força de vontade em gastá-las, mas de escolhas alimentares sobre O QUE comer. E temos um enorme problema quando o talvez o alimento mais engordativo que existe, o açúcar, impacta justamente nossa capacidade de escolher corretamente. Por quê? Porque ele é viciante como uma droga ilícita. Sim, você leu direito.

O debate é recente. Começou de vez apenas nos anos 70, uma vez que até então sempre foi considerado seguro. Basta lembrar que até 1985 a diretriz americana dizia ser OK comer até 25% das calorias diárias via açúcar. Sim, você leu direito (2). Para complicar ainda mais, as pesquisas na área são complicadas. Pois como viciar voluntariamente alguém? Tente você conseguir autorização para oferecer açúcar e cocaína a crianças em nome da ciência. Ou aplicar heroína, açúcar e morfina em adultos em nome da saúde. Tente. Difícil, não?

Porém, quando visto com calma, não é difícil aceitar que a cocaína do jeito proibido, ou seja, em pó e refinada, é muito mais perigosa (e viciante!) do que sua versão em folhas de coca, consumidas legalmente na Bolívia sem graves efeitos colaterais sociais, por exemplo. Raciocínio similar valeria para o açúcar? Ou seja, refinar carboidrato em açúcar o tornaria mais potente? Por que não?

Pois bem, pesquisas feitas com ratos observou que 92% deles deixam o vício da cocaína de lado EM APENAS 2 DIAS para trocar por água com açúcar! Aliás, essa troca só não ocorreu com heroína! Isso porque o consumo de açúcar (mesmo na forma de suco de laranja!) libera dopamina e seu consumo regular faz que você precise cada vez mais dele para gerar a mesma satisfação. É como qualquer outra droga ou vício (em jogo, sexo, pornografia, cafeína…). Ainda que com outro poder, é cíclico, é viciante, é mais forte que a força de vontade.

Obviamente que ainda assim a coisa não pode ser apenas na base do achismo. Pois Robert Lustig, autor do ótimo documentário “A Verdade Amarga” (aqui com legendas em português), explica em seu livro “The Fat Chance” (ignorado nas faculdades brasileiras!) que há 7 critérios (tolerância, abstinência, desejo, compulsão…) que para definir algo como viciante tem que dar positivo em 3 ou mais. E açúcar cumpre os requisitos tanto em ratos quanto em macacos. Reforçando que não podemos fazer pesquisas com crianças e temos limites éticos para aplicar em adultos.

Acontece que aceitamos que o refrigerante mais conhecido do mundo não tenha mais cocaína, porém, o que pouca gente sabe é que essa retirada não impactou suas vendas 100 anos atrás, uma vez que o açúcar fosse mantido! Você pode alegar que era uma questão de gosto. As pesquisas dizem que é algo mais. Não só ela, a própria indústria sabe disso. Empresas de cigarro na metade do século passado passaram a injetar com sucesso açúcar nos cigarros com explosão nas vendas. A história passa ainda pela criação da mais conhecida marca de cereais matinais. O seu braço que era contra açúcar no desjejum infantil, quebrou. Já aquele que desenvolveu a técnica pioneira de injetar açúcar neles, é a maior do mundo no setor até hoje. Isso funciona com tudo. Não pode ser apenas gosto. Tem que haver algo mais do que coincidência.

Veja bem, Taubes em seu texto fala sobre vício. Que temos uma droga lícita e social que te faz agir irracionalmente, uma vez que você ignora o mal que ela faz à sua saúde em troca do enorme prazer que dá. Você não vai conhecer ninguém viciado em rabanete ou escarola. Porque ali o que há é carboidrato mais complexo e com muita fibra. Mas uma bomba de chocolate macia tem muito açúcar e/ou carboidrato refinado (farinhas). E isso te faz agir de modo viciado.

Ignorar que há vício em um alimento gostoso é achar que o mundo inteiro passou a comer açúcar coincidentemente. É má fé, ignorância no assunto ou teimosia. Estou longe de sugerir que nunca mais coma açúcar. É praticamente impossível socialmente (enquanto escrevo, há faz 4 dias 3 chandelles na minha geladeira compradas provavelmente por um duende ou gnomo). Mas você PRECISA SABER DE SEU CUSTO fisiológico. Deve evitar, limitar seu acesso. Mais do que isso: respeitar. O açúcar é provavelmente mais forte que você. E mais nocivo do que imagina.

*uma das coisas que mais ouvi de um Nutricionista que achou que seu CRN era evidência, foi que açúcar não pode ser viciante já que nem todos se viciam nele, o que é uma verdade. Pois nem todo mundo se vicia em maconha, cocaína, heroína, cigarro, álcool… Não é preciso que todos se viciem para que algo tenha essa característica.

Sobre Corrida, Jejum, Ramadã e o delírio de não encarar a realidade

Faz questão de uns 4 anos que publicações de corrida voltaram a dar destaque a algo que se faz há décadas: correr (ou fazer qualquer exercício) em jejum. Há um motivo fundamental para isso: é que para se gerar conteúdo, esses canais fazem um loop infinito, tal qual as antigas revistas de adolescente, eles revisitam de tempos em tempos o mesmo tema, afinal, algo precisa ser postado e publicado sempre, não importa sua qualidade.

Impressiona o hábito e tamanha insistência equivocada dos veículos em chamar treinadores para falar de Nutrição. Há um detalhe aí: você não deveria tratar desse assunto com treinadores como consultores, uma categoria que não estudou isso de modo central em sua formação. É como convidar um médico para falar em revista de veterinária, ou ter um engenheiro civil falando de Física no portal. Eles até sabem um pouco, mas seu raciocínio é quase sempre por aproximação, incompleto, falho.

E aí os veículos completam ainda com outro problema: convidam nutricionistas que têm enorme talento para falar bobagens. Não vou citar, vocês sabem quem são eles. Eles têm colunas fixas, uma característica muito comum de quem sabemos não ser muito bom.

Talvez o cerne da questão é que quem deveria entender a teoria criando hipóteses observando o mundo real faz tudo no sentido contrário, ou seja, eles dão mostras de não entender absolutamente nada. Por décadas as pessoas fizeram (e fazem!) atividade física em jejum sem NENHUM grande problema. Alguém estabelecer uma diretriz nutricional diferente não transforma a realidade!

Indo muito mais longe temos que o homem pré-histórico tinha que ter PELO MENOS um desempenho MUITO BOM em jejum. Houvesse hipoglicemia, tontura, desmaio, fraqueza ou perda de massa muscular quando não comesse de 3 em 3 horas, o homem antes do advento da geladeira, do supermercado e do micro-ondas, teria desaparecido, não teria conseguido correr atrás de sua próxima refeição. Quando um predador corre perseguindo sua presa ele não alonga, nem come “uma porção de carboidrato e proteína magra” antes. Sua preparação é a necessidade e a vontade. Seu corpo foi construído para que ele possa fazê-lo, não importando a bobagem que diga o colunista especialista.

Porém, o profissional da Saúde atual parece viver em um mundo de fantasia. Delírio esse sabemos não ser exclusivo da categoria dos nutricionistas, uma visita breve a portais como o da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva prova meu ponto. Aquilo é uma sequência de bobagens feitas por iletrados no assunto Nutrição. *e aqui nem vou perguntar se aquilo é de graça ou entrega de alguma compra, não creditemos ao mau-caratismo o que pode ser apenas explicado pela incompetência mesmo.

Quando fui escrever o capítulo sobre jejum para meu livro O Treinador Clandestino, eu tinha dificuldades em encontrar estudos que explicassem a segurança e mesmo efeitos benéficos talvez exclusivos do jejum na corrida. Eu não precisei ir até a Pré-História nem ficar nesses textos de 2013 para cá. Aliás, usava esses textos apenas para saber o que era errado. Não falham nunca! E minhas buscas meio que por acaso caíram em um termo conhecido que me abriu um mundo. Não era ele fisiológico, era ele religioso. Mais precisamente o Ramadã.

Os muçulmanos fazem jejum religioso um mês por ano, comendo e se hidratando apenas entre o pôr e o nascer do sol. Este ano, como ele sempre muda, foi de 26 de Maio a 24 de Junho. Quando você observa o comportamento de atletas que fazem jejum (seja nos países islâmicos ou entre os religiosos espalhados pelo mundo) você observa que: não há queda de desempenho, não há redução nas sessões de treino, não há aumento do número de lesões nem aumento de ocorrências médicas entre praticantes.

E uma matéria recente da Dyestat me chamou atenção porque trata de algo que deveria já ter ser sido visitado por quem escreve no assunto: como é a rotina de alguns atletas muçulmanos durante o Ramadã. Ou seja, como é a realidade deles (e não o delírio dos especialistas) para lidar com seus treinos e competições sem poder comer nem beber absolutamente nada durante o dia claro?

Impressiona que mesmo entre atletas que precisam competir bem, ou seja, entre pessoas que não são meros participantes recreativos. Esses corredores ou competem em jejum ou quebram o jejum apenas em competições, não em treinos. E vale reforçar que o jejum religioso não possibilita sequer beber água. Já o jejum intermitente não-religioso é mais brando porque permite ao praticante se hidratar com água, chás e café (sem açúcar), e mesmo refrigerantes light/diet.

A alucinação coletiva de nutricionistas, médicos e treinadores que dizem que jejum compromete a massa muscular ou a segurança do atleta não sobrevive a uma pesquisa preguiçosa de estudos ou, reforço, do mundo real de décadas de atletismo ou de milhares de anos que não viram pessoas definhar sua massa muscular. Isso porque o jejum aumenta a liberação de adrenalina (maior atenção e maior queima de gordura) e aumenta ainda a liberação de GH (que promove a preservação de massa muscular, não à toa um hormônio muito utilizado nos anos 80 e 90 entre atletas que queriam se dopar).

Pois bem, essa questão de jejum é só mais um exemplo de como devemos primeiro olhar o que acontece, para só depois formarmos nossas hipóteses que expliquem a realidade. Gostem ou não, pratiquem ou não, acreditem ou não, o jejum (com ou sem atividade física) existe há milhares de anos. Estabelecer por diretriz que ele faz mal não o fará… nos fazer mal. Isso é apenas pensamento mágico! *para não dizer pensamento burro.

 

Lição de Casa

Você deveria treinar em jejum para correr melhor? Eu acredito que incluir algumas sessões leves em jejum pode ser muito beneficial, sim. Porém, é puro achismo. A minha aposta é porque jejum é uma quebra de homeostase, pivô no treinamento físico. Mas esse texto não é sobre DEVER, mas sobre PODER.

Então podemos treinar em jejum sem maiores prejuízos? A prática diz que não sendo sessões extenuantes em volume e/ou intensidade, que sim. E mesmo entre os habituados, até essas sessões podem ser feitas em jejum. Ou ainda, escrevendo em um modo um pouco mais mundano: não havendo fome, POR QUE DIABOS ter que comer antes de sair pra correr?!?

Mas nunca faltará “especialista” que em seu delírio ou ignorância no tema não vá tentar negar a realidade.

 

*como dito, no meu livro O Treinador Clandestino falo sobre corrida em jejum. Pouco falo disso no livro O Nutricionista Clandestino, mas eles estão sendo vendidos impressos em um combo com valor promocional, basta clicar aqui!

 

 

 

 

 

 

 

Precisamos falar de Jejum.

Venho do futuro, mais precisamente do ano de 2057 e lá você AINDA encontra profissional recomendando comer a cada 3 horas para perder peso. Duvida? Dias atrás foi matéria do jornal “O Globo”. As diretrizes nutricionais têm ineficiência de passado brilhante (sempre ineficazes), e de um futuro promissor, basta ver o caso do óleo de coco de dias atrás, com especialistas das sociedades de cardiologia endossando a barbeiragem. Ou ainda os atuais alunos da minha antiga faculdade (EEFE-USP), coitados, que têm toda uma equipe obstinada a perpetuar seus delírios.

Fosse eu a defender comer a cada 3 horas baseado na fé, como eles, pediria ao jornal para omitir completamente meu nome na matéria. Mas essa turma não tem medo de passar vergonha! Contam com apoio das diretrizes oficiais, ainda que a ciência olhe feio, muito feio para eles, quase com pena.

Na última pesagem de um cliente eu disse para ele que era hora de tentarmos fazer jejum (*aqui um adendo: as pessoas sempre que me encontram pela primeira vez acham que eu já vou de cara recomendar jejum, quando na verdade essa é a última abordagem em um programa). Por que sugeri isso? Como era de se esperar, a velocidade de perda de peso dele vinha reduzindo. Essa redução por si só joga por terra a tola e equivocada ideia do controle do peso como primordialmente uma consequência do balanço calórico.

Ritmo esse que caía, era hora então de uma nova quebra de homeostase. E a ideia era que fosse com jejum. Programamos em nosso último encontro de fazer de 12 e 18 horas de jejum algumas vezes por semana (mentira, tentei que fizesse jejum de 24 horas, sem sucesso). Ele fez e voilá… o ritmo de perda de peso dele voltou a aumentar.

Jejum não é sobre perder peso. É sobre saúde! Qualquer nutricionista ou nutrólogo acha normal e saudável você quebrar a homeostase de alguém estressando de forma controlada indo à academia empurrar um monte de peso por 45 minutos ou correndo 8km no parque. Mas muito desses acham um absurdo você estressar o corpo de modo controlado sem comer por 16 horas. Os mais fracos quando vão à academia ficam mais fortes. Os mais gordos quando fazem jejum – olhe que coisa inesperada – emagrecem. Nem por isso você quando está forte ou magro deveria parar de fazer os 2 (treinar e fazer jejum). A história de dezenas de milhares de anos diz que é seguro. Mas as diretrizes de 1970 para cá dizem que é perigoso.

Em quem você acredita?

Como eu sou teimoso, acho que as diretrizes que coincidem com a explosão de obesidade e de diabetes estão erradas do começo ao fim e que o que sempre foi feito e nunca nos adoeceu é o certo a se fazer.

Infelizmente não são poucas as diretrizes que não fazem nenhum sentido. No livro O Nutricionista Clandestino (você o encontra na versão impressa aqui) falo de como interpretamos completamente errado os estudos que tentavam explicar o controle de peso, como evitar diabetes ou o controle do nosso risco cardíaco. Faço o convite para que conheça alguns dos estudos ignorados na primeira obra sobre o tema escrita originalmente em português.

A enorme, antiga e fiel folha de pagamento do Diabetes

O ano ainda não chegou à metade, mas um texto publicado na semana passada pelo pertinente Jason Fung já concorre a um dos imperdíveis de 2017. Acho que já compartilhei aqui que o Conselho Regional de Nutrição (CRN) me processa, que a ABESO me ameaçou de processo e que a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) não compartilha de minhas ideias. E eu acho que sei bem o motivo.

Bom, em seu texto original em inglês, Fung explica a teoria do “follow the money” aplicando esse princípio de seguir o dinheiro, desta vez à Diabetes e Nutrição. A insulina é – e eu não sabia disso! – a droga mais vendida há UM SÉCULO! É uma gansa dos ovos de ouro maior que o controverso pato gigante da Fiesp!

Só que você não verá uma única empresa farmacêutica fazendo comercial direto a você. Isso porque eles têm quem faça isso por eles! Quem? Entre nas diretrizes sobre emagrecimento e controle de diabetes das entidades e associações de sempre (vocês sabem quais). Se você segui-las você terá NECESSARIAMENTE que consumir a droga de quem, coincidentemente, patrocina esses grupos! E a relação próxima das empresas com as entidades explica por que muitas das recomendações adoecem quem as segue.

Reforço: o texto de Fung é esclarecedor, é lúcido, é revelador. Mas ele era em inglês. Agora soube que o Paleodiario traduziu e publicou em português. É um texto obrigatório para quem ainda dá atenção às diretrizes de entidades de Nutrição.

Por fim, eu sou BEM pessimista, mas ainda acho que muita gente será chamada um dia para se explicar à sociedade. Leia o texto e português aqui.

No mais, no livro O Nutricionista Clandestino (na versão impressa aqui) explico com calma os sucessivos equívocos das diretrizes nutricionais perpetuadas por quem deveria ser um grupo de especialistas em Nutrição atendendo a você e não a quem patrocina.

Danilo Balu

3 textos, 1 sintoma

Em menos de 24 horas recebi 3 textos que são sintomáticos. No primeiro ficamos sabendo que um macaco morbidamente obeso será tratado por “especialistas” com aumento de atividade física. Os gênios devem achar que o macaco está assim porque anda muito de carro e fica sentado à frente do computador, não porque consome alimentos processados, grãos e muito açúcar, alimentos estranhos à história da espécie. A presidente da ABESO inclusive acha que ele come é muito sal. Ou é ignorância ou má-fé dessa gente.

O texto seguinte era do Drauzio Varella na Folha de São Paulo, que apesar de ele não entender a razão pela qual engordarmos, o médico sabe que é uma falácia completa a ideia do exercício como eficiente emagrecedor. Não estamos ficando cada vez mais gordos porque nos movimentaríamos de menos, mas porque estamos como NUNCA consumindo alimentos errados (processados, açúcares, óleos vegetais, sucos, refrigerantes…).

Você pode colocar o texto de Varella na entrada da faculdades e consultórios, ele ainda assim passaria despercebido. As pessoas não verão aquilo que elas não querem enxergar, seja por ignorância ou por conveniência interessante ($$) mesmo. Duvida?

Em O Globo um texto fala sobre a capacidade do exercício em combater a obesidade. A presidente da Regional RJ da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia faz aquilo que se espera dela e da entidade que representa. Como se eles não tivessem um polegar opositor que os diferenciaria do macaco obeso, ela e seus colegas da SBEM quando estão dentro de um buraco, em vez de parar e pensar no que há de errado em suas ideias que NUNCA, JAMAIS funcionaram, acham que o melhor mesmo a fazer é continuar cavando. Eles são capazes de morrer cavados em sua própria incompetência e inegável ignorância no tema.

O modelo de tratamento da obesidade da ABESO e da SBEM. É melhor do que assumir que nunca souberam tratar adequadamente.

Para essa gente, não basta você coletar e mostrar dados de estudos que existem às DEZENAS mostrando que o exercício como emagrecedor é de uma limitação decepcionante. Eles não querem enxergar. A doutora e seus amigos não são pesquisadores, são torcedores, são fanáticos como extremistas religiosos que já decidiram a causa e a solução. Como o remédio deles NÃO funciona, eles tentam explicar o inexplicável. Como o tratamento é ineficiente, eles problematizam: “Nem sempre um exercício que é bom para seu vizinho é bom para você”.

O exercício é um dos melhores remédios jamais criados, mas NÃO serve para emagrecer. Como eles não conseguem acreditar nisso, eles acham que a dose é o problema. A culpa é sempre de outro, nunca da ignorância e incapacidade deles.

Não tente convencer alguém de uma ideia quando seu ganha-pão ($$) vem justamente da sua não compreensão…

Nutrição tem muito de Corrida: chegam a ser aborrecidas de tão simples.

OU AINDA

As pessoas que são recompensadas para oferecer opções complicadas, não têm incentivos para simplificar as soluções”.

Vira e mexe me perguntam por que não escrevo regularmente em algum espaço. Preguiça não é. Por sua simplicidade, você NÃO vai encontrar em NENHUMA coluna ou espaço fixo (seja revista, site, rádio, TV…) um profissional BOM E que tenha algo de pertinente a dizer sobre o assunto. Eu só toparia um espaço regular por duas razões: por ingenuidade (em achar que dá para mudar essa característica inerente da nutrição) ou por arrogância (em achar que eu conseguiria o que ninguém consegue).

Você não pode esquecer NUNCA que uma revista, por exemplo, tem 2 interesses ESSENCIAIS no assunto: vender suplementos e entreter. Informar NÃO é um objetivo fundamental. Como eu sei? Ela sobrevive sem informar, porém, morre sem aqueles 2 primeiros. Então quando ela precisa vender, ela chama aqueles profissionais que todos do mercado sabem por nome, sobrenome e preço, fizeram até carreira acadêmica em cima disso. E quando precisam entreter, elas chamam os malabaristas, os que oferecem opções complicadas, complexas, com vícios rebuscados meio pedantes como falar “ingesta” em vez de ingestão. Eles “não têm incentivos para simplificar”, afinal, vivem de convencer o leitor, que acha que está sendo informado, que sem ele adoecerá se não houver alguém ensinando e complicando o básico: comer.

Dá para afirmar com MUITA segurança: aquela coluna que você lê tentando aprender algo de nutrição, com certeza faz-lhe mais mal do que bem. Vai por mim. Como eu sei? Por uma outra heurística: não tenho mesmo como saber que não haja no mundo sequer um cara pertinente com espaço fixo e regular. Faço, pois, o raciocínio inverso (não 100% válido, é verdade) de que NENHUM dos bons tem espaço regular (convites obviamente não lhes faltam). Ou seja, parece justamente que para ser pertinente, a pessoa precisa em primeiro lugar entender que a nutrição é tão simples que não há como ser malabarista. O vender vira só questão de caráter mesmo.

Deixe isso para quem precisa falar “ingesta” para você.