Obesidade e Aposentadoria no esporte – parte 5

O homem da foto é Orlando Franklin. Ele é um ex-jogador profissional da NFL, a poderosa franquia americana de Futebol Americano. Ao se aposentar Franklin decidiu emagrecer.

As diretrizes da Nutrição dizem que, apesar de nossa Biologia, o nosso peso é resultado de uma equação matemática, consequência do (des)balanço entre calorias ingeridas e gastas.

Uma das duas orientações principais é reduzir o consumo calórico. Basicamente passar fome, ou comer alimentos com gosto de serragem. Isso porque há 2 elementos que dão sabor ao ser humano: carboidrato e gordura.

A ortodoxia pede que você corte a gordura (dieta low-fat) e passe a tirar sabor do carboidrato, justamente o nutriente que estimula a produção do nosso hormônio engordativo (insulina).

Por um delírio coletivo, os profissionais da ortodoxia acham ser possível ter dietas insípidas (a menos que venham com elementos artificiais) e carregadas do elemento engordativo (+carboidrato -> +insulina -> +gordura corporal). *aqui um adendo, o nutriente mais rico, a proteína, é temida pela ortodoxia.

A outra ponta da diretriz pede maior gasto energético. Mas como gastar mais calorias que os atletas mais bem pagos do mundo segundo a Forbes??

Franklin, que não é da área, mas possui “pele em jogo”, escolheu outra saída. Sabe qual?

O ex-jogador adotou a Dieta Paleo.

Vou confessar uma coisa: a primeira vez que ouvi falar da dieta eu a rechacei com força. Como a dieta “do homem das cavernas” pode ser melhor que a dos doutores que me deram aula??

Enquanto meus professores negam a realidade, a Dieta Paleo replica a dieta que serviu MUITO BEM à espécie por centenas de milhares de anos. Com ela – atenção! – é MUITO difícil engordar porque ela NÃO estimula nosso hormônio mais engordativo!

Em um ambiente BIOLOGICAMENTE NÃO engordativo, o corpo de Franklin foi voltando ao equilíbrio, saiu do ESTADO METABÓLICO (=síndrome) de obesidade e derreteu 38kg.

Como disse, eu tinha MUITO preconceito com o conceito Paleo, mas ele tem algo que a Nutrição não tem: um histórico de SEGURANÇA e de ENORME sucesso evitando a obesidade.

WORKSHOP Jejum, Saúde & Atividade Física!

É com enorme alegria que chegamos pra lançar nossa turma 3 do Workshop JEJUM, SAÚDE & ATIVIDADE FÍSICA!
Uma semana inteira falando o que você nunca ouviu sobre o tema!
Duvida? Participe! Encontrará coisas que nunca te disseram! 

Você sairá mais afiado do que a maioria dos profissionais da área!

QUANDO? De 14 a 18 de dezembro.

O SAL, uma história – parte 4.

Ou ainda: sobre SAL, CABRAS, ALCES, NORMAL & SUPERNORMAL

Um amigo me enviou dias atrás as imagens de cabras subindo enormes e assustadoras barreiras verticais para poderem lamber suas pedras em busca de sal. Recebi também a notícia de órgãos canadenses pedindo que a população por segurança não deixe os alces lamberem os carros (em busca de sal).

A maioria dos especialistas dirá para você evitar o sal. Já a mãe natureza, MUITO mais sábia, ensina animais a correrem enormes risco de vida atrás desse elemento ESSENCIAL à vida.

Reforço: é mais fácil morrer (ou matar alguém) retirando sal do que dando sal em excesso.

Esse ponto é crucial para entender a questão do sal! Sua falta é tão perigosa que animais correm riscos atrás dele. E por que não precisamos nos preocupar com seu excesso? Por dois motivos:

O primeiro é que o corpo não sabe lidar bem com a falta de sal, mas sabe MUITO bem o que fazer de forma segura com seu excesso.

E o segundo motivo é uma consequência disso. O sal nos dá um feedback (retroalimentação) do tipo NORMAL. Isso quer dizer que quando consumimos sal em quantidade suficiente o corpo tem um modelo que sinaliza pedindo que paremos.

Mas há ainda outro tipo de feedback, o do tipo SUPERNORMAL. Esse é aquele que faz você querer consumir algo sem parar! Você quer consumir mais e mais, até quase morrer por causa de suas consequências. Você tem essas características no açúcar e nos narcóticos, por exemplo. Mas você NÃO tem isso no sal ou na carne!

O sal – novamente, é essencial que compreenda isso para melhor entender nossa relação com este elemento – é um marcador de MUITOS alimentos que possuem feedback do tipo supernormal.

Como NÃO existe na natureza alimentos que tenham açúcar (ou amido) E gordura, estes são comidas com feedback supernormal. Fast-food é assim! Só que o problema do fast-food NÃO é o sal, mas a combinação de açúcar, amido e dos óleos vegetais!

Encare o sal, um marcador, quase como os carros de bombeiro. Eles não CAUSAM o incêndio (hipertensão), mas lá estão quando ele acontece! Vilanizar o sal é vilanizar os bombeiros. Porém, ambos são MUITO bem-vindos!

Jejum & Saúde – Live

Você sabe o que é JEJUM? Os benefícios? O que quebra? Por que tanta gente resolveu falar disso agora? As vantagens, segurança, etc..?
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O SAL, uma história – parte 3.

Vou falar algo que NUNCA te contaram! A insulina (liberada quando consumimos açúcar, grãos, tubérculos e suas farinhas) sinaliza aos rins pra que eles retenham sódio. Isso pra que o corpo retenha mais água pra aumentar o volume plasmático, diluindo o açúcar (glicose), fazendo cair a glicemia.

Imagine que sua casa tem ao todo 50m de canos (nossas artérias). Os 50m de cano da casa tem que agora acomodar mais água. Só que com os mesmos 50m, mais água significa aumento da pressão!

É ISSO que acontece quando elevamos nossa insulina ao comer muito amido ou açúcar. Não que o AÇÚCAR (ou o amido e glicose) retenham sal, mas é a INSULINA que faz isso! Veja que curioso: não é o SAL, mas o AÇÚCAR (insulina!) que eleva a pressão! O sal é a ferramenta pra elevá-la, não é a CAUSA!

Hipertensão é assim causada pelo corpo em resposta ao consumo de AÇÚCAR & AMIDO! NÃO de sal!

A miopia na turma da saúde vem ainda por outra razão. Muitos alimentos industrializados são ricos em sal! Isso porque o sal é um estabilizador e um elemento que dá mais palatabilidade às receitas (pergunte a qualquer doceira de mão cheia, elas colocam pitadas de sal nas receitas de doce). Ele é barato, prático e eficiente! O refrigerante é doce? SIM! E nele vai muito SAL! A indústria SABE há décadas desse poder dele!

Por isso ainda que quando um hipertenso emagrece (geralmente reduzindo seus níveis de insulina, o hormônio engordativo) a hipertensão também cai! (nisso até “especialistas” de meia tigela da TV acertam sem saber pedindo que emagrecimento. Não é o peso que tem que cair, mas os níveis de insulina!)

Estou quase acabando!

Caso amanhã inventem fast-food com ZERO sal (ou sódio) ele continuará sendo maléfico ao hipertenso porque fast-food por natureza tem carboidrato refinado, elevando a INSULINA, ele contendo ou não sal.

Pra encerrar, o cético deve estar pensando: “quer dizer então que o Balu se acha o gênio que viu algo que o mundo inteiro nunca viu?”

NÃO! TUDO que escrevi acima está na página 2 de qualquer livro VAGABUNDO de fisiologia! É sabido há muito tempo! Não se esqueça: diretrizes nutricionais e médicas envolvendo saúde, emagrecimento e hipertensão são baseadas em sentimento, desejo e pensamento por aproximação.

O SAL, uma história – parte 2.

Falei dias atrás sobre borboletas beberem lágrimas de tartarugas e elefantes lamberem sal pra conseguir sódio.
Nutricionistas e médicos vivem falando que SAL faz mal, que causa hipertensão… SERÁ?!?
As diretrizes recomendam sal com moderação. Mas a absoluta maioria de nós ultrapassa o valor pedido.
Os especialistas alegam que sal é perigoso porque aumenta a pressão arterial e o risco cardíaco e renal. Existem evidências? Se bem me conhece já deve imaginar que não, afinal, as diretrizes não se baseiam em evidências, mas em sentimentos e desejos.
Consumir sal tem um efeito AGUDO no aumento da pressão. O corpo retém mais água pra compensar o aumento do sódio. Por isso alimentos salgados dão sede, é uma resposta natural, é o corpo cuidando do equilíbrio. A retenção líquida aumenta a pressão que cairá quando os rins eliminarem sal e água. Ou seja, é uma hipertensão MOMENTÂNEA.
O desafio é descobrir quando o efeito agudo vira crônico com consequências sérias. Ao focarmos a atenção no sal/sódio como causa corremos o risco de deixar passar o verdadeiro vilão.
A origem da teoria do sal como causa da hipertensão é de 1940 quando o médico Wallace Kempner desenvolveu a “dieta do arroz” e SEM EVIDÊNCIAS convenceu uma geração de médicos sobre a tese.
A dieta dele restringia fortemente o sal. Porém, Kempner também mexia com a quantidade de OUTROS nutrientes. Quando a dieta não funcionava, usava-se o argumento tão usado quando não se sabe a resposta do problema: terceirizava a culpa. Se a pressão não caía, a culpa era do paciente. É como fazem hoje quando a pessoa não emagrece cortando calorias!
Não existem evidências que justifiquem as recomendações para reduzir o consumo de sódio. Mais do que isso: não sabemos qual o excesso de sal que faz mal, mas sabemos que POUCO sal é BEM PERIGOSO! Exemplo: a dose equivalente para fazer um rato hipertenso equivale a 500g de sal a um humano adulto!
Bom, o que era hipótese virou norma, AINDA QUE SEM provas. A diretriz hoje se apoia em um ÚNICO estudo, o DASH, feito em 2001 e que durou apenas 30 dias com somente 412 indivíduos!
Como é bem típico na Nutrição, as diretrizes quanto ao consumo de sal parecem ignorar a ciência!

O SAL, uma história.

Repare nas borboletas do  vídeo que vai abaixo… Elas pousam para beber a lágrima das tartarugas por causa do sal. Isso mesmo! Esse é um hábito desses insetos porque o sal é essencial à vida. Animais como os elefantes lambem pedras para conseguir sal.

Sal, aliás, é tão importante que era moeda de negociação na antiguidade.

Você sabia que é mais fácil matar alguém tirando sal do que dando sal?? Isso porque ele é um elemento que percebemos quando está em excesso. A ideia de que sal faz mal, aliás, é tão estúpida que só pode ser defendida por acadêmicos… Sal é um marcador de quando o alimento é processado, industrializado, ele não é a causa, mas um sinal da baixa qualidade nutricional.

A teoria de que sal causa hipertensão é de uma teoria preguiçosa ainda da metade do século passado, da qual falei bastante aqui. Ao longo dos séculos o consumo de sal, aliás, só caiu e o de hipertensão apenas… subiu!

Tirar o sal da comida é como achar que os sapatos dão ressaca porque sempre quando acorda morrendo de dor de cabeça percebe que dormiu com eles. Não são os sapatos, é o álcool! Não é o sal, é muito provavelmente o açúcar! (Foi ESTE que aumentou em paralelo com a hipertensão)

O convido então a ler o que nunca te contaram sobre sal e hipertensão!

Vid4 L0k4, consistência e o vegano que come carne

Fiquei feliz com os resultados do #Desafio21Dias3Dietas. Eu não prometo nada, mas tinha CERTEZA que emagreceriam. Eu e o Léo Moratta aprendemos mais do que esperávamos.

Por exemplo, deixar a Low-carb pro fim nos parecia óbvio, mas expôs MUITA gente a um vício que não controlam nem sabiam possuir. De óbvio passou a equívoco e de erro passou a ser uma lição, pois nada ensina melhor que a experiência. As pessoas puderam SENTIR como alguns alimentos VICIAM e POR ISSO devem ser evitados, não consumidos de forma “moderada”.

Outra lição é sobre a tola ideia do Dia do Lixo. Quem defende isso parece nunca ter lidado com o mundo real. Os resultados espantam! Recebi alguns dados de pessoas que se pesaram metodicamente. As pessoas voltavam 2a feira bem ACIMA do peso e nunca se dão conta!

É até curioso porque a pessoa te fala que fez a Carnívora “direitinho” e “só bebeu cerveja e um pouco de sorvete”. É mais ou menos como eu dizer que sou Vegano e “só” como 800g de costela todo jantar. 96% do tempo vegano! Ou a pessoa que come pão de queijo DIARIAMENTE e me diz que fez Paleo.

Veja bem, não dou a MÍNIMA pro que as pessoas (vocês) comem. Eu não me preocupo nem pro que quem me paga come! Imagina quem não me paga!? Se vocês tomam cerveja na Carnívora? Estou nem aí! Me pagando ou não!

Eu me preocupo SIM é QUANDO a pessoa está fazendo o que eu peço porque DAÍ EU tenho responsabilidade no resultado.

Só que eu SEI o que faço. E sei que é MUITO sem erro!

Mas às pessoas faltam CONSISTÊNCIA e ENTENDIMENTO da importância dela. Veja os gráficos. Em um com dados reais eu SEM olhar os dias EU localizei o final de semana. E depois fiz uma hipotética dupla com Vid4 L0k4 no final de semana e outro que no final de semana tinha um PEQUENO grau de liberdade (um vinho a mais na Carnívora, um Tubérculo na Paleo, uma indulgência na Low-carb).

Veja… veja o que acontece!

De coqueiro-anão, acadêmicos e lanchinhos

Estava dias atrás em Cuiabá. Paramos todos pra jantar em um restaurante em frente a um condomínio de alto padrão. Na calçada do prédio havia mini-coqueiros “trazidos do Uruguai”. (*na verdade coqueiros não são originários do nosso continente)

Qualquer pessoa (inclusive morador) que tentar andar pela própria calçada pelo qual paga um alto IPTU não conseguirá, ele corre o risco de furar o olho. Por quê? Porque o arquiteto ou o paisagista que decidiu por aquilo acha lindo sem precisar usar.

Em casa tínhamos no banheiro uma pia quadrada, linda, caríssima. Eu passava sempre mais tempo empurrando minha baba cheia de espuma pro ralo do que propriamente escovando os dentes.

Meses atrás fui à minha antiga faculdade encontrar um amigo. Por curiosidade enquanto ele não chegava fiquei lendo o mural. Na EEFE-USP estavam recrutando voluntárias na pré-menopausa pra um programa de musculação. Estudei lá de 1998 até 2001. E eles JÁ FAZIAM isso. Como pode se passar 20 anos e eles ainda estarem no MESMO lugar?

Na verdade a gente sabe o motivo!

Na EEFE-USP os professores NUNCA quiseram ajudar as mulheres de 50 anos! O paisagista que escolheu coqueiros anões faz aquilo para impressionar OUTROS paisagistas, não o morador. Assim como o arquiteto que acha uma boa perder tempo com pia quadrada quer é impressionar outros arquitetos, não o morador! O morador quem paga ($$$), mas o cliente final parece ser um terceiro.

CHEGAMOS AO ACADÊMICO QUE PRESCREVE LANCHINHO

Eu e o Léo Moratta chegamos à semana final do nosso #Desafio21Dias3Dietas e duas das coisas que mais ouvimos foram: “é libertador” e “funciona!”

SIM!

O Nutricionista que vem até você e prescreve 6 refeições diárias, lanchinhos e suplementos não faz isso pra VOCÊ, mas faz isso para impressionar a outros! SEMPRE foi assim em TODA a formação dele. Na faculdade tinha que impressionar professores, no mundo acadêmico impressionar seus pares em congressos e teses. Esse cara está POUCO LIGANDO pra você.

Enquanto a Nutrição não olhar o CLIENTE ele não fará uso daquilo que ele paga! A funcionalidade na Nutrição HOJE está em último lugar.

Suplementos? Métodos de treino? Educativos?

“É O PESO, ESTÚPIDO!”

Um levantamento francês encontrou que o peso dos 100 melhores maratonistas do mundo em 2011 é 3,2kg mais baixo que o peso dos top 100 em 1990. Pode parecer pouco, mas como quase a totalidade deles pesa menos de 60kg, estamos falando de 6% a menos de peso.

Nutricionistas IPI, médicos do esporte, corredor amador lento… esses caras parecem bêbados procurando a chave de casa embaixo do poste porque é só lá que o ambiente é iluminado.

Os melhores atletas SABEM o que determina o sucesso em seu esporte. Pareço repetitivo, mas já disse de graça aqui N vezes que na corrida o que importa é: volume de treino, capacidade de dissipar calor e baixo peso.

Quando o nutricionista-burro-IPI vem e diz que “não recomenda jejum no desempenho” ele apenas assina um atestado de ignorância. Primeiro porque os melhores do mundo o fazem há DÉCADAS (e um nutricionista-burro-IPI nunca ensina mais que os melhores).

E segundo porque jejum é um mecanismo de auxílio de BAIXO PESO. Agora volte lá e veja qual é umas das 3 variáveis determinantes de desempenho que listei de graça pra você.

Mas há sempre a opção de estarmos todos muito errados, lógico! Então sempre quando me marcam em publicação em que o nutricionista IPI pede pão francês ou bisnaguinha de pré-treino (ou um dos suplementos que ele tem que vender), me pergunto o que aconteceria se esse sábio estivesse na África, origem de 90 dos 100 melhores maratonistas do mudo… ele faria africanos fazer 42km em 1h35?

O que você acha? Os prós estão errados, mas o seu amigo da assessoria que corre a 4’35”/km está certo?

p.s.: agora na quarentena ajudei um amador em SEMANAS a perder ~14kg (sem fome, sem lanche, sem pré-treino, sem suplemento…). Fez em treino o que NUNCA fez em prova. Qual a conclusão do treinador? “Ah, se consumir mais carboidrato… vai voar…” Pois é! Nem mesmo ele entendeu que a lista que coloquei aqui NÃO fala NADA sobre consumo de carboidrato.