Dica Ruim #3

Corte o consumo de gordura saturada e de açúcar

Uma das coisas que eu daria um rim pra poder ensinar a mim mesmo ainda quando estava estudando Nutrição lá atrás é: não tema a gordura saturada natural dos alimentos.

Um dos maiores equívocos lógicos é: ao ser incapaz de analisar devidamente os dados e informações a pessoa mistura tudo e condena o produto final da soma.

Coloquialmente falando: você joga fora a água da banheira com o bebê dentro.

Hoje no supermercado um senhor de 85 anos explicava a uma mulher que ele só usa banha e às vezes azeite. E ele emendava: “isso aqui (óleos vegetais) é veneno”. Minha avó fazia a mesma coisa.

A tese de que gordura saturada faz mal é tão frágil e pode ser derrubada em 2 pontos tão básicos que fico constrangido que eu não tenha percebido antes:

  1. O leite materno é o alimento mais rico que existe em gordura saturada;

2. Há literalmente milhões de anos o homem se alimenta de gordura saturada (carnes) sem encontrarmos problemas.

Existe um trocadilho que eu gosto é para não culparmos a carne pelo mal que o açúcar fez.

Nosso medo de gordura saturada é fruto de 2 enormes erros “científicos”. O colesterol, mal compreendido no começo do século passado em um estudo mambembe feito com coelhos (herbívoros) e que NÃO encontrou resultados semelhantes quando feito com cães.

E o segundo são os estudos dos 7 Países e o das 6 Nações. Em ambos o autor FRAUDOU os resultados. Mas uma vez que as diretrizes já haviam sido traçadas, o governo não mais podia voltar atrás.

Concluindo, a minha recomendação vai novamente bem distante da oficial no Reino Unido: NÃO tenha medo NENHUM da gordura saturada natural dos alimentos! E fuja é do açúcar!

Dica Ruim #2

A segunda das 8 dicas britânicas para manter a saúde é: “Coma muitas frutas e vegetais”.

Novamente a minha orientação passa bem longe disso.

A justificativa dos ingleses é que você precisa de 5 porções diárias de frutas e vegetais. De onde viria essa informação?

Quem me conhece há mais tempo sabe que uso um trocadilho com uma frase que não é de minha autoria: “Nutrição não é Ciência, é um sentimento.”

A recomendação de 5 porções por dia é baseada em evidências ou ciência? Não. Nada. É um número que foi inventado sem qualquer base. Tanto é que varia. EUA pedem 9. Austrália? 7. Dinamarca 6. Irlanda 4 ou mais. Suíços, belgas e austríacos 5.

Ou seja, cada país chuta um número qualquer. Mas querem saber qual a âncora, a base de saída dessa diretriz? Em 1991 um evento de combate ao câncer nos EUA juntou forças com uma entidade. Quais eram os patrocinados da entidade? Produtores de frutas e sucos.

Interessante, não? Seria mais ou menos como pedir à Nestlé determinar qual a recomendação diária de seus produtos em nossa dieta. É pedir para as raposas cuidarem do galinheiro.

Como a Nutrição não tem qualquer cuidado com suas diretrizes, você passa anos na faculdade aprendendo a entupir as pessoas de frutas. Acontece que esse alimento é o doce da natureza. Pobre em nutrientes, rico em açúcar, pobre em fibras. Na natureza ele é um sinalizador de engorda nos animais. Por que seria diferente nos humanos?

Para piorar, o Reino Unido diz à sua população que na impossibilidade de comer frutas, serve beber suco. Você consegue imaginar alguém acreditando que refrigerante emagrece ou te mantém saudável? Por que suco faria isso?

É basicamente fé, é basicamente pensamento mágico e sentimento.

Nos meus atendimentos a minha recomendação passa bem longe da dos britânicos. Seria mais ou menos assim:

Coma muita proteína. E trate a fruta como uma sobremesa, ou seja, não são diárias nem em todas as refeições”.

Não esqueça se mandar o texto ao seu amigo que acha que está abafando tomando suco…

Dica Ruim #1

Quem já conhece esse espaço sabe da minha descrença quando o assunto é saúde e diretrizes oficiais. Basicamente defendo que governo não deveria jamais se meter no assunto alimentação. Nunca acertaram no passado. Não parece que aprenderam com ele. Não há sinais de que no futuro serão melhores.

Quando eu quis aprender sobre corrida eu fui à África. É natural termos a inclinação de “Pele em Jogo”, de ir atrás dos melhores. Não faz sentido então ir atrás dos piores.

Então por que dar ouvidos ao que dizem as autoridades britânicas quando o assunto é comer bem ou emagrecimento? O Reino Unido é a nação mais obesa do continente. Suas diretrizes se assemelham em muito com a dos EUA, país sabidamente muito obeso.

Sabe o que ambos têm em comum? Diretrizes similares e totalmente alinhadas às quais aprendemos nas faculdades de Nutrição. Então minha máxima é: o governo (ou o nutricionista tradicional) te pediu algo, faça o diametralmente oposto! É mais seguro, mais eficaz e mais garantido! Lembre-se: eles são os piores! Não ensinam o sucesso, mas possuem a receita do fracasso.

E ao cair nas 8 orientações oficiais dada aos ingleses, descobri que faço o completo oposto de pelo menos 6 delas (6 e meio, na verdade). Comecemos hoje pela UM:

Baseie sua dieta em vegetais de alto amido”.

Segundo essa dica “muy amiga” você deveria consumir 1/3 de sua dieta em pães, batatas, arroz, massa e grãos. Minha dica vai 100% na contramão.

Minha versão: baseie sua dieta em carne (qualquer corte e de qualquer animal) podendo acompanhá-la de vegetais de BAIXO amido. Basicamente minha dica é: evite aquilo que o governo britânico pede que você coma na dica Um.

A lista britânica é formada 100% por alimentos não-naturais à espécie, de baixo valor nutricional e riquíssima em um elemento NÃO-essencial à saúde e sabidamente engordativo: o amido. Amido é glicose pura que ingerido estimula nosso hormônio mais engordativo, a insulina.

Qualquer pecuarista sabe que amido engorda. Os especialistas dizem que ele emagrece. Quem tem pele em jogo e é competente no que faz? Pecuaristas. Então eu fico 100% com eles.

Amanhã destrincho a dica 2.

Marque seu amigo que acha que emagrecerá comendo isso!

Dicas ruins

Uma pergunta comum que voltou a ser feita este final de semana na caixa de perguntas do meu stories foi:

Como fazer pra ganhar peso?

Sim, mesmo em um mundo obeso há pessoas que querem saber como fazer para ganhar peso! Natural e esperado!

Acontece que no fundo no fundo sabemos que a absoluta maioria de quem pergunta isso quer mesmo é saber como fazer pra ganhar peso na forma de músculos. Aí complica!

Isso porque a área da Nutrição Esportiva é talvez o maior engodo que existe no setor. Para vender caro seus serviços ruins ela fez toda uma multidão achar que ganhar massa muscular é algo relacionado à dieta… Que a pessoa iria pra academia se dedicar e os músculos não proliferariam porque não sabem comer.

É uma tolice sem igual!

Ganhar músculo é tão difícil que homens ao longo da história se sujeitaram a injetar hormônio de cadáver (GH) e mesmo de uso veterinário… morreram de overdose, de câncer… Loucuras impensáveis ao praticante ocasional que o Nutri Esportivo diz ser apenas falta de pré-treino e BCAA.

Enquanto finalizo meu novo livro (Em Defesa do Jejum) eu caí na lista de 8 dicas que o governo Britânico orienta a quem quer emagrecer. Dessas 8, aos meus clientes eu peço que façam o OPOSTO, o contrário de PELO MENOS 6.

O Reino Unido é atualmente o país mais obeso da Europa. Ou seja, o governo de lá é bom mesmo é em fazer o cidadão doente e obeso. Nos próximos dias listarei aqui as tais 8 dicas. E vou explicar, tal qual expliquei em meu story, que se e você quer engordar, basta ir ao nutricionista convencional e dizer a ele que quer… emagrecer.

Você leu certo! Não leu errado! Vou te explicar, começando amanhã, porque ao seguir a diretriz convencional você engorda e adoece.

Envie esse texto àquele amigo(a) que está lutando com a balança e está fazendo errado. Vou ajudá-lo(a)!!

A maior mentira que te contaram sobre emagrecimento na corrida:

É QUE ELA EMAGRECE…

E se alguém te dissesse uma verdade difícil de engolir? A de que a corrida é uma PÉSSIMA ferramenta para emagrecer o praticante.

Por literalmente décadas muitos novos praticantes aderiram à corrida na esperança de que ela fosse uma maneira de queimar o excesso de peso. Em vão.

Não falo isso com orgulho, mas com empatia. Como treinador e alguém que gosta de correr é meio angustiante ver tanta gente abraçar esse esporte porque essa pessoa deseja acima de tudo perder peso.

Falo isso ainda porque a corrida é um esporte extremamente agressivo às articulações e mesmo muito monótono. Então é de certa forma desesperador ver gente se dedicando a algo pelo qual não tira muito prazer, mas insiste na prática talvez ou somente porque correr faria esse praticante emagrecer.

É um raciocínio equivocado achar que correr emagrece somente porque você vê corredores magros e leves. Para usar isso como evidência você precisaria então assumir que jogar basquete ou vôlei te faria mais alto. Você sabe que não faz!

Na verdade, esses esportes (basquete ou vôlei) selecionaram os praticantes mais altos. Assim como o sumô selecionou os fortes e gordos. A corrida por sua vez seleciona pessoas leves.

Ah, mas o gasto energético…

Da mesma maneira que correr te dá mais sede e acabada a sessão você se hidrata, é verdade que correr gasta mais energia, e ela te faz, adivinhe, comer mais!

Evidências não faltam! O maior e mais cuidadoso levantamento nesse assunto envolvendo corrida mostrou que corredores não perdem peso nem mesmo treinando MUITOS quilômetros.

Veja bem, eu teria muito a ganhar caso a corrida fosse um bom emagrecedor, afinal o mundo está obeso e eu sou treinador! Aliás, a falácia de que a corrida te faz emagrecer é um equívoco que tem certamente vida longa, isso porque treinadores ganham ($$) com isso. E o nutricionista tem ainda a quem culpar (dirá que você foi indisciplinado com seus treinos).

Mas é uma verdade inconveniente! A corrida não irá te emagrecer. O que te emagrece é O QUE você come entre um treino e outro.

DIETA: O que NÃO funciona para melhorar meu desempenho na corrida?

1. SUBSTITUIR “COMIDA DE VERDADE”.

Chamamos de “comida de verdade” alimentos que “encontramos na natureza”. Ao mergulhar na vida e carreira dos melhores do mundo (de hoje e do passado) há uma recorrência enorme no tipo de alimentação. Cada um comia conforme as tradições, culturas e hábitos de seu povo, mas SEMPRE comiam “comida de verdade”!

Você não encontrará na história atletas cuja base vinha em pacotes, embalagens ou pós. Mesmo os que enriqueceram no esporte seguem consumindo comida de verdade. Não é questão de dinheiro.

2. “DIETA ESPECIAL PARA CORREDORES.”

Analisadas as razões que explicam o desempenho de corredores encontramos 3 enormes fatores: volume de treino, a capacidade de dissipar calor (a “máquina” esquenta e não pode ferver) e baixo peso.

A dieta de quem corre não tem que ter alimentos ou elementos específicos, ela tem é que cumprir duas máximas: manter a saúde do indivíduo E seu baixo peso. Não importa como!

Alguém que come muito carboidrato e pesa 85kg vai sempre ser uma versão piorada de si mesmo comendo menos dele e pesando 65kg, por exemplo. Não é qual macronutriente ou vitamina é melhor. A questão é: qual dieta te mantem leve!

3. IMITAR A DIETA DOS CAMPEÕES

Eu disse coma “comida de verdade”. É completamente diferente de comer a MESMA comida da elite.

Cada esporte escolhe seus melhores atletas. O amador faz o oposto: ele escolhe o esporte. Os melhores do mundo têm, além de treinamento e dedicação, são natos com capacidades específicas que os fazem elite quando submetidos ao treinamento.

Você aceita não ter a envergadura de LeBron James, a velocidade de Cristiano Ronaldo, a agilidade de Neymar. Por que acha que tem a mesma tolerância ao carboidrato que a elite africana? Uma das coisas que faz o africano correr “naturalmente” a 3min/km é a tolerância pra ingerir carboidrato de uma forma que você não consegue sem demonstrar sua intolerância: o ganho de peso.

A necessidade de estar leve SUPLANTA o consumo de carboidrato. Você não terá isso nem na faculdade!

Por que nutricionistas atacam low-carb e jejum?

Já reparou a quantidade de nutricionistas que se identificam como Fulano.Nutri, Nutri-Beltrana nas redes sociais? Tenho comigo que isso acontece de forma meio incomum. Isso tem um preço.

Na Nutrição (não exclusivo dela!) as crenças acabam moldando a identidade desses profissionais! E se nossa identidade está de forma tão severamente arraigada às crenças e a um grupo em particular (no caso a ortodoxia da Nutrição), qualquer ameaça ao status quo é uma ameaça à própria pessoa! É como se a sobrevivência da teoria do déficit calórico fosse a sobrevivência do Fulano.Nutri… ou que óleos vegetais sendo desbancados, desbancaríamos assim a Nutri-Beltrana.

Esses profissionais não buscam serem melhores (é quando tiramos o erro da frente que melhoramos), mas buscam apenas sobreviver. E defender a qualquer custo essas ideias (ainda que erradas!) é assim uma questão de sobrevivência!

Esses profissionais vivem atacando jejum, low-carb e cetogênica (e carnívora e Paleo, etc) não por razão técnica! Mas porque são exemplos de ameaças cada vez mais acessíveis ao leigo autodidata. Como o Fulano.Nutri tem sua identidade 100% atrelada à Nutrição (mas não a uma melhor nutrição!), é esperado esse anseio em atacar aquilo que ameaça o dogma da Nutrição.

Repare, por exemplo, que mesmo o Veganismo sendo inferior à Carnívora os profissionais não se manifestam. Sabe por quê? Porque o veganismo é a ortodoxia! Se é o status quo, não há porque se rebelar, uma vez que não é uma ameaça à identidade deles!

É a tática do medo! De falar que tudo é perigoso! Quando um professor vem e fala que jejum de 7 dias mata ele está mentindo… é mentiroso, é canalha, é mau caratismo.

Quando o Nutri Nesfit fala que jejum perde massa magra é a mesma coisa! Ele apela ao medo porque ele PRECISA destruir o conceito do jejum (ou low carb)… porque uma vez que o low carb (ou jejum) se sobrepõe à ortodoxia de comer farinha a cada 3 horas a Nutrição enterra antigas diretrizes e o Fulano e a Beltrana se sentirão mortos, pois essa é a identidade deles, não importa se certa ou errada.

“Se apaixone, mas nunca case com uma ideia.” 

O que Mark Wahlberg ensina sobre emagrecimento?

Você conhece o ator Mark Wahlberg? Gosto dele! Tem filme engraçado (Ted), unanimidade (Infiltrados), lixo (Transformers) e até cinebiografia (Invencível).

Ele teve que engordar 9kg pra um novo papel. Em quanto tempo? Apenas 3 semanas!

Sempre falo aos meus clientes: “destruir é mais fácil que construir”.

Por isso também que acho a ideia do Dia do Lixo de uma estupidez sem igual. Quando orientamos as pessoas no Desafio 21 Dias recebi gráficos das pessoas que na 2ª feira voltavam ao peso de 5ª feira anterior porque aliviavam a dieta.

Paula Narvaez já fez bons posts sobre isso… de como aliviar a dieta tem um peso – desculpe o trocadilho – subestimado.

Vocês sabem como o autor de Hollywood fez para engordar? Simples! Comeu várias vezes e fez visitas à padaria. Relato dele!

Engordar NUNCA teve relação causal, ou seja, de causa, com a ingestão calórica! É sobre QUAIS alimentos ingerimos que, por sua vez, sinalizam ao corpo que ele TEM QUE engordar e isso gera fome e POR consequência te faz engordar.

É mais ou menos como engravidar. A Paula (de novo ela) ganhou peso em nas duas gestações. Todos sabemos que não foi a cegonha que causou sua gravidez. A gravidez que fez a Paula ganhar peso! O nutricionista que fala em balanço calórico deve achar que comer muito faz uma mulher ter filhos!!

Meus sobrinhos… tenho 2 (8 e 10 anos)… comem igual dois demônios… e estão crescendo. Nem o mais estúpido dos defensores do balanço calórico acha que eles crescem porque comem demais… SENÃO que comem demais porque estão crescendo!

Wahlberg comeu demais porque comeu alimentos que sinalizavam que ele tinha que engordar! Igual a adolescência, igual a gestante… o superávit calórico é consequência hormonal.

Aí você vai na Nutricionista Nesfit e fala que quer emagrecer. O que ela pede? Que você coma várias vezes, evite gordura, coma grãos e mesmo farinhas.

Wahlberg tem pele em jogo. O salário dele depende do sucesso. A Nutri Cream Cracker não. E olha que engraçado… O ator pra engordar fez a mesma coisa que a nutrição ortodoxa pede que você faça para emagrecer.

O americano teve sucesso. A Nutrição é um retumbante fracasso em suas diretrizes. Quem está certo?

Eu tenho um palpite!

Livro: EM DEFESA DO JEJUM (pré-lançamento!)

E se de repente tudo o que você ouve dizer ou acha que sabe sobre jejum for um grande e enorme equívoco? E se de repente alguém te mostrasse, baseado em evidências sólidas e rigoroso controle, que esta prática milenar tem benefícios quase inimagináveis e nunca trazidos ao grande público de forma clara, didática e objetiva?

O jejum, ou seja, a abstinência voluntária de alimento e alimento, mas não de água, tem sido utilizado e praticado por nossa espécie desde os seus primórdios. Seja por falta de opção (miséria), seja por uma busca voluntária por seus benefícios. Porém, essa ferramenta de saúde é alvo constante de críticas por boa parte dos profissionais da área. 

​Diferentemente de muitos que emitem opiniões técnicas sem embasamento, o leitor verá que nenhum dos assuntos abordados no livro vem da opinião ou apenas “achismo” do autor. Não há uma tentativa de se reinventar a maneira ou a prática do jejum. O livro é apenas um veículo, em língua portuguesa, revisitando esta que é uma das práticas mais antigas e naturais de nossa espécie.

Revisitar esta prática não deixa de ser também um modo de rever nossa relação atual com a abundância constante de alimentos que parece ser uma das causas motores dos males de saúde, entre eles, a obesidade e todas as suas consequências prejudiciais à saúde.

​Será que combater o jejum, como fazem as diretrizes oficiais e os profissionais ortodoxos da saúde, é mesmo a melhor opção? Não estaríamos fazendo algo de muito errado ao abandonar um hábito que durante toda nossa existência mostrou ser fonte e promotora de saúde?

​Você verá na obra, por exemplo, que jejum não é nem nunca foi dieta! Que não há perda de massa magra em sua prática. Que ao contrário do que dizem em tempos de pandemias, ele é um poderoso promotor da imunidade. Assim como, impossível ignorar o tema em um mundo obeso e diabético, uma ferramenta útil no emagrecimento e no controle de inúmeras doenças.

​Leia e descubra por si só! Benefícios bem documentados na história e outros que você nunca imaginou haver. Venha em uma viagem com um material e estudos nunca antes publicados ou trazidos em língua portuguesa. Você vai se surpreender!

Visite o site oficial do livro e veja como adquirir o seu neste pré-lançamento!

De Ramadã, jejum e a Nutrição como religião

Ontem começou mais um Ramadã, o jejum anual dos muçulmanos, que é quando por aproximadamente 30 dias seguidos eles praticam um jejum que os impede de comer durante o dia, entre o nascer e o pôr-do-sol.

Umas das coisas que merece nossa atenção é que o período do Ramadã varia ao longo dos anos, possibilitando assim, uma análise interessante de seus efeitos.

O Ramadã nos ensina muito sobre o jejum com outras finalidades, pois o crente que for idoso, criança, estiver muito doente, amamentando ou for gestante, está dispensado da prática.

Um dos tantos objetivos da prática do jejum está, veja só, a correção pessoal e o autodomínio.

O QUE O RAMADÃ ENSINA AO ESPORTE?

Quando escrevia meu livro “O Treinador Clandestino” mergulhei no tema porque, como dito, por ser em períodos diferentes do ano isso possibilitava analisar de forma mais interessante os efeitos da prática no desempenho de atletas. Isso porque eles possuem calendários rígidos de competição.

E o que encontrei? Que cruzando-se os dados NÃO conseguimos ver qualquer risco aumentado de lesão, assim como não notamos perda de desempenho!

JEJUM E DIRETRIZES NUTRICIONAIS

É meio inexplicável as diretrizes nutricionais condenarem o jejum com a ideia NÃO fundamentada de que o jejum engorde ou promova perda de massa magra. Há ainda outra esquizofrenia da categoria, que diz que o jejum (uma restrição alimentar) aumente as chances de distúrbios alimentares (ex: bulimia e anorexia).

De vez em quando as pessoas me perguntam se no futuro as diretrizes nutricionais sairão do atual delírio coletivo. Sou bem pessimista e me explico.

A população muçulmana é de cerca de 1 bilhão de pessoas. Falamos assim de uma religião milenar e com uma amostragem quase incalculável. Se os malefícios que a ortodoxia da Nutrição diz que o jejum acarreta fossem de alguma forma verdade, teríamos aqui evidências em números que tornariam as afirmações incontestáveis.

Não é o caso. Não há números que mudem o posicionamento na Nutrição. Isso porque ela é uma profissão que não se move por ciência, mas puramente por fé. E fé não se discute.