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Jejum & Saúde – Live

Você sabe o que é JEJUM? Os benefícios? O que quebra? Por que tanta gente resolveu falar disso agora? As vantagens, segurança, etc..?
Pois nesta 4a feira, eu e a Paula Narvaez faremos um live DEFINITIVA pra tirar todas as suas dúvidas para que VOCÊ possa FAZER e PRATICAR sem mistérios, sem atravessadores, sem consulta!
Tudo isso por apenas R$9,90!! É agora ou nunca!!
Vem com a gente! Clique aqui e garanta sua inscrição! A prática mais segura e natural da humanidade sem mistérios e com os benefícios à sua mão e seu alcance!
 

Workshop – Jejum e Corrida

Vocês sabem o quanto nos últimos tempos tenho defendido o hábito do jejum. Essa prática, mais do que natural e antiga, é segura e muito bem-vinda quando o assunto é saúde. Ela voltou a ganhar destaque no vácuo de releituras feitas por grandes profissionais munidos de estudos bem conduzidos que quebram inúmeros dos boatos e interpretações equivocadas sobre seus resultados em nossa saúde.

Em meio a um mundo trancafiado ouvindo recomendações sem evidências e embasamento sobre imunidade trago uma oportunidade única que você não pode deixar passar sem aproveitar! Juntei-me à Paula Narvaez, uma corredora experiente, para orientarmos os interessados e entusiastas resolvendo na base da via negativa inúmeros problemas. Quando? Agora!

Venha com a gente! Ontem em uma live em nossos Instagram lançamos a primeira turma desse novo workshop Jejum & Corrida!

Essa é uma prática realizada por bilhões de pessoas (não é força de expressão!), porém, ainda assim incompreendida! Vamos tirar todas as suas dúvidas! Funcionou por milhares de anos, vai funcionar com você! Vamos te dar a receita e o passo-a-passo!

Para isso separei aos fieis leitores do meu blog um desconto exclusivo de 25% que se encerra hoje! Aproveite!

Como? Clicando aqui!

Para maiores informações você pode ainda entrar em nosso site! Mas aproveite que o desconto de 25% é apenas hoje!

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QUANDO? Por 7 dias, começando na 5a feira da semana que vem (23/julho).

COMO? 2 lives (Zoom) e 4 dias via whatsapp.

Inscrições? Clicando aqui!

Live/Palestra beneficente: como emagrecer

Nesta próxima 3a feira dia 02 de junho às 19h00 vou realizar uma live 100% beneficente em forma de palestra interativa (aberta a perguntas)! Tema? COMO EMAGRECER fazendo diferente de tudo que já te disseram!
Todo o valor arrecadado com as inscrições será revertido em prol ao Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil. A aula terá duração de cerca de uma hora e será transmitida via YouTube (em link fechado compartilhado com os inscritos duas horas antes). Para ajudar é bem simples! Basta se inscrever neste link aqui.
São apenas R$50 que podem fazer a diferença a quem precisa! Posso contar com sua ajuda??

Donos com sobrepeso? Cães mais gordos!

Vivemos em um mundo tão maluco que especialistas debatem se a crise global de obesidade tem causa majoritariamente genética. Segundo esta lógica, em questão de décadas mudamos os genes do globo. Seria tudo uma grande coincidência que a mudança nas diretrizes nutricionais (que pede que consumamos mais carboidrato, menos gordura, consumamos laticínios desnatados, comamos 6 vezes por dia, usemos óleos vegetais, nos movimentemos mais e aumentemos nosso consumo de grãos e frutas) tenha vindo junto desta explosão da obesidade.

Fazemos o que pedem, engordamos. É genética? NÃO. É pura miopia dos especialistas. Não há NADA (além do “se movimente mais”) em suas diretrizes que não PIORE nossa briga com a balança.

Os dados de um interessante levantamento dinamarquês veio nos apontar o óbvio: pessoas com sobrepeso são duas vezes mais propensas a ter cães também com sobrepeso.

Comparado com a Nutrição Humana, a Medicina Veterinária é igualmente ineficiente e incompetente quando o assunto é sobrepeso em cães e gatos. Não espanta que a conclusão do estudo também seja míope: “os tutores desses cães obesos são em parte culpado porque alimentam seus animais mais vezes e com guloseimas”.

Já escrevi aqui como não faz muito sentido buscar orientação com Nutricionista com sobrepeso. Se ele não sabe emagrecer a si próprio, como pode ensinar você a comer melhor?

Um dono de cachorro gordo não sabe direito aquilo que o faz ter sobrepeso. Não espere que ele saiba alimentar um cão. Não à toa a incidência de crianças acima do peso também é maior em pais obesos (mas os míopes dirão que é genético).

Tente engordar um cão com alimento da espécie. Convido você: TENTE engordar um cão dando carne. Tente! Você não consegue! Agora dê ração e snacks comerciais e veja o que acontece…

Não é sobre genética! Esta ideia como causa da globesidade é ESTÚPIDA. Não é necessariamente sobre comer muito ou muitas vezes. Mas é PRINCIPALMENTE sobre O QUE você dá ao seu animal.

O que come seu gato??

Eventualmente recebo mensagens perguntando se os conceitos tratados em meu livro O Veterinário Clandestino, que trata sobre causas e possíveis soluções para a obesidade canina, servem também para gatos. Apesar do conteúdo não perder significado quando trocamos a palavra “cachorro” por “gato” em uns 70% do livro, temos que considerar que cães e gatos são animais MUITO distintos. Cães são onívoros com predileção carnívora, enquanto gatos são estritamente carnívoros.

A ideia de que um gato é vegano carrega o mesmo conceito se dissermos que meu tatataravô era escravo no canavial. Nenhum dos dois o fez por opção. O senhor dos escravos e a lei da época fizeram de meu tatataravô escravo, a ideologia e a insensatez do(a) dono(a) do gato o fez vegano.

Vira e mexe recebo comentários de que eu devia deixar a dieta de cães e gatos com veterinários, como se esses estudassem o tema em sua formação (acreditem, não estudam!). Eu tenho skin in the game. Eu e a Maíra que mandamos na dieta de nossos cães e gatos.

O motivo discuto em meu livro: há ENORME assimetria de interesses quando o assunto é ração. As empresas querem vender o produto ao DONO, a saúde do animal fica em 4o ou 5o plano, afinal, uma das maiores estratégias é fazer o gato e cachorro comerem MAIS, não melhor!

E AQUI ENTRA CREME PUFF

Creme Puff é a gata mais longeva que se tem notícia. Ela viveu por 38 anos, bem mais do que o dobro da média dos gatos domésticos. O mais lógico seria estudar o que ela comia. E quando mergulhamos nos seus hábitos temos que seu dono Jake Perry tinha ainda outro gato um tanto longevo, Grandpa. Este viveu por incríveis 34 anos. Bom, você poderia dizer que temos que ser cautelosos, pois o segredo poderia estar nos genes dessa família de gatos. Aqui a surpresa: os gatos NÃO eram da mesma “família”.

E o que Perry dava aos gatos? Bacon, ovos (de peru), aspargos, brócolis e café com creme de leite. Explique isso a um veterinário! Ele dirá que está errado. Que certo é darmos ração, que tem grãos, um alimento não-natural à espécie, MUITO mais carboidrato e 4 vezes mais ferro que o adequado, deixando gatos obesos e insuficientes renais.

Esse assunto de alimentação animal sempre me parece esquizofrênico. É REGRA no mercado os ~especialistas~ dizendo que o certo não é você dar alimento natural à espécie, mas uma massaroca ultra-processada. A coisa é tão surreal que um estudo (TOWNSEND et al, 2019, The Condor) ofereceu cheeseburguer a corvos. Até aí ok, mas a conclusão é SURREAL ao sugerir que pode haver benefícios com a consequente elevação dos níveis de colesterol.

Se há dificuldade de se entender que cheeseburguer não é comida para corvo, quanto tempo acha até que entendam que ração não é o ideal a um gato? Pois é…

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Veterinário Clandestino! Se preferir a versão impressa, compre aqui!

Palestra dia 23 de Fevereiro (em SP)!

Em parceria com o canal Corrida no Ar (o maior do YouTube) farei sábado dia 23/2 em São Paulo (SP) uma palestra sobre Nutrição na Corrida.

Sabe as recomendações que SEMPRE ouviram sobre hidratação, suplementação, carboidratos, janela metabólica, etc? Estarão lá, mas de um jeito completamente diferente de TUDO o que levaram vocês a crer esses anos todos!

Eu tenho certeza que você sairá repensando TUDO o que (acha que) sabe sobre Nutrição nesse esporte! É a minha meta!

E tudo por um valor que não paga o ônibus de 1 mês que eu pagava pra ir para a faculdade ouvir as baboseiras que tive que ouvir… e que repetem até hoje, acreditem!

Eu ouvi muitas bobagens naquele tempo! Na minha época eu tive que depender de informação vindo assim! Hoje você tem opção! Quero que com você seja diferente! Te faço um convite!

Para isso, inscreva-se clicando aqui!
QUANDO? Sábado dia 23/2, das 9h30 às 11h.
ONDE: Velocità Moema (SP).

Veja ainda este vídeo abaixo muito legal que o Sérgio Rocha fez explicando o evento!
Te espero lá!

Sessão de autógrafos – O Nutricionista Clandestino!

Semana que vem, noite de autógrafos!

É com enorme prazer e satisfação que fazemos o convite para a sessão de autógrafos e lançamento da 2a edição da obra “O Nutricionista Clandestino” na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos (SP)!

Semana que vem, 5a feira dia 10/Maio a partir das 19h00, estarei recebendo você, leitor, na Livraria Cultura para dividir esse momento!

Será um prazer! Na semana que vem diremos qual a promoção!

Endereço: Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros

Módulo: Nutrição Moderna

Olá!

Se você aprecia as ideias que encontra aqui neste blog, em nossas fan-pages no Facebook, no Blog Recorrido ou nas ideias defendidas no livro O Nutricionista Clandestino, escrevo para informar que daqui menos de 15 dias, no sábado 30 de setembro no bairro de Moema em São Paulo (SP), irei ministrar um curso das 9h00 às 18h00 sobre Nutrição Moderna, abordando controle de peso, Emagrecimento, Prevenção e Controle do Diabetes (tipo 2).

Você sabe que não custo de dizer que a população vem seguindo à sua maneira tudo o que é pedido e defendido nas diretrizes oficiais nutricionais. Ainda assim, nunca tivemos uma sociedade tão obesa e doente. Será que a direção que é pedida não está errada?

Venha conosco conferir o que você não encontra hoje facilmente em lugar nenhum!

Para maiores informações, escreva para artedaforca1@gmail.com !

Obrigado!

Danilo Balu

Nutrição tem muito de Corrida: chegam a ser aborrecidas de tão simples.

OU AINDA

As pessoas que são recompensadas para oferecer opções complicadas, não têm incentivos para simplificar as soluções”.

Vira e mexe me perguntam por que não escrevo regularmente em algum espaço. Preguiça não é. Por sua simplicidade, você NÃO vai encontrar em NENHUMA coluna ou espaço fixo (seja revista, site, rádio, TV…) um profissional BOM E que tenha algo de pertinente a dizer sobre o assunto. Eu só toparia um espaço regular por duas razões: por ingenuidade (em achar que dá para mudar essa característica inerente da nutrição) ou por arrogância (em achar que eu conseguiria o que ninguém consegue).

Você não pode esquecer NUNCA que uma revista, por exemplo, tem 2 interesses ESSENCIAIS no assunto: vender suplementos e entreter. Informar NÃO é um objetivo fundamental. Como eu sei? Ela sobrevive sem informar, porém, morre sem aqueles 2 primeiros. Então quando ela precisa vender, ela chama aqueles profissionais que todos do mercado sabem por nome, sobrenome e preço, fizeram até carreira acadêmica em cima disso. E quando precisam entreter, elas chamam os malabaristas, os que oferecem opções complicadas, complexas, com vícios rebuscados meio pedantes como falar “ingesta” em vez de ingestão. Eles “não têm incentivos para simplificar”, afinal, vivem de convencer o leitor, que acha que está sendo informado, que sem ele adoecerá se não houver alguém ensinando e complicando o básico: comer.

Dá para afirmar com MUITA segurança: aquela coluna que você lê tentando aprender algo de nutrição, com certeza faz-lhe mais mal do que bem. Vai por mim. Como eu sei? Por uma outra heurística: não tenho mesmo como saber que não haja no mundo sequer um cara pertinente com espaço fixo e regular. Faço, pois, o raciocínio inverso (não 100% válido, é verdade) de que NENHUM dos bons tem espaço regular (convites obviamente não lhes faltam). Ou seja, parece justamente que para ser pertinente, a pessoa precisa em primeiro lugar entender que a nutrição é tão simples que não há como ser malabarista. O vender vira só questão de caráter mesmo.

Deixe isso para quem precisa falar “ingesta” para você.

NOTA DE RETRATAÇÃO.

Prezado(a) leitor(a),

Em conformidade e atendendo a uma notificação extrajudicial a mim enviada dias atrás pelos procuradores da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E DA SÍNDROME METABÓLICA, a ABESO, escrevo abaixo uma mensagem de retratação por alegações que, segundo eles, eram “inverídicas” e buscavam a “atingir a honra, retirar a credibilidade e prestígio da ABESO”.

Fui pego de surpresa. Vocês sabem que não ligo a mínima para o que a ABESO diz sobre o assunto Nutrição. Acredito que a entidade tem enorme talento e competência de errar por completo no tema, do início ao fim, quando fala sobre recomendações no emagrecimento, diabetes e controle de peso. Não acho também que eles liguem muito para o que eu falo. Afinal, somos tão antagônicos, com interesses tão distantes na matéria, que nunca um diálogo seria formado espontaneamente. Porém, isso não os tira o direito legítimo de exigir o que exigem quando estão certos.

Incomodou à ABESO que em meu texto em questão eu dizia que eles possuíam um comportamento e “relação acintosa, promíscua, desavergonhada, condenável e vendida”. E em parte eles estão corretos, com a razão: eu ultrapassei o limite do razoável e do justo para com a entidade.

Recorrendo ao dicionário temos:

Acintoso: adj. Apoquentador; que provoca aborrecimento; que contraria e aborrece. Provocador;

No dia que escrevo isso, assisti no Jornal Hoje matéria explicando que o Brasil atualmente tem em sua população cerca de 60% de pessoas com sobrepeso e 20-25% de pessoas obesas. A entidade publica em seu site a 4a edição das Diretrizes Brasileiras de Obesidade (2016). A parte referente ao tratamento dietético é um equívoco científico de seu início ao fim.

A ABESO se orgulha de ser uma entidade com 500 associados (de diversas profissões) espalhados por todo o país. Fico eu imaginando a quantos obesos e doentes seu discurso não chega. A obesidade, não é preciso dizer, é um gravíssimo problema brasileiro e global. Pois as diretrizes de uma entidade que carrega em seu nome a palavra estudo, parece feito sem ele. Ou eles não estudam ou a cada linha que leem, entendem tudo pelo avesso. A obra parece feita por um estudante que em seu trabalho “enche linguiça” sem relacionar diretamente as referências do que vai dito, porque sabe que um professor mal pago e demasiado atarefado não se dará ao trabalho de verificar tudo.

Conseguiram. O que vai na parte em questão é tão pobre do ponto de vista de evidências e rigor científico, que eu prefiro acreditar que a disposição das referências, na verdade falta delas, é para deixar claro que no assunto eles se baseiam em fé, esperança, hipóteses e ciência sem rigor e muito mal feita. Se você tentar verificar o que é dito, se verá de mãos atadas. Sem poder recorrer às bases de tal pensamento retrógrado, tal como eles, vai ter que aplicar a fé. Tudo isso em u problema seríssimo.

Mesmo dentro da diretoria da entidade, reduzir obesidade a uma questão matemática é um método, não a exceção. Um dos seus diretores disse que (por ter 4 calorias por grama, igual o açúcar) “exagerar no consumo de proteína – em forma de whey protein, por exemplo – engorda”. Essa fala, vindo de alguém importante lá dentro mostra o nível raso do debate do tratamento da obesidade.

Ainda segundo o dicionário, temos:

Promíscuo: (…) Que abarca elementos desonestos; que contém imoralidade ou degradação moral.

Desavergonhadamente: De modo sem-vergonha; de maneira a não sentir arrependimento ou constrangimento por seus atos condenáveis: mentia desavergonhadamente. Descaradamente; de modo descarado; em que há atrevimento: comportava-se desavergonhadamente.

Condenável: adj. Que se consegue condenar; que merece ser condenado; suscetível ou digno de censura; que pode ou deve receber críticas; censurável ou repreensível.

No mercado do emagrecimento, no farmacêutico e dos suplementos nutricionais é mais do que comum a pressão do mercado, de grandes empresas que tentam empurrar a comercialização de remédios e suplementos nutricionais. Há uma relação antiga e viciada de aproximação de empresas que pagam bônus, vantagens, prêmios a quem mais vender seus produtos, precise o paciente/cliente ou não. O que mais importa, é a venda.

É o Nutricionista que vende BCAA e suplemento, é o endocrinologista que prescreve remédio em farmácia de manipulação sempre ganhando sua comissão, é o médico que tem relação próxima às empresas que pedem que ele prescreva sua marca, não a da concorrência. O profissional só tem a ganhar quando entra no jogo. Você pode acreditar que não há problema algum nisso, que a boa-fé é suficiente. Mas você tem também o direito de achar que há unicórnios e gnomos escondidos pela mata.

Sabendo e reconhecendo um problema, a pessoa (ou entidade) teria que buscar fugir dessas armadilhas. A entidade não parece não muito preocupada com isso. Pelo contrário. O difícil é encontrar uma entidade que seja tão fiel aos seus parceiros comerciais.

Em sua mensagem a mim, eles deixam claro que são sem fins lucrativos. Eu gosto de dinheiro. Tenho mais do que certeza que eles também gostam muito. Não há problemas, é uma questão individual, de cada um. Agora o COMO você ganha, isso já nos importa um pouco mais.

A ABESO conta constantemente com gordos patrocinadores da indústria farmacêutica. Há erro legal nisso? Não mesmo! É correto? Aí já não podemos dizer com essa segurança. Mas se eles não vendem remédio, estaria OK, certo? Pois é, eles não vendem, muitos de seus associados indiretamente sim. Trabalhei por muitos anos com patrocínios de eventos e atletas, o que você mais busca é um patrocinado como a ABESO, defenda seu discurso, sua marca, seus produtos, sua onipresença. Será que colocando tanto dinheiro na entidade o patrocinado consiga aquilo que quer? Pois pode estar certo, a ABESO é preocupantemente fiel aos seus parceiros comerciais.

“(…) não dá para imaginar o tratamento da obesidade sem os medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central em decorrência da fisiopatologia da obesidade” (diretora da entidade)

Quando a Anvisa proibiu a venda de anfetaminas, uma classe de inibidores de apetite, “diferentes entidades” participaram de audiências públicas e encontros para sensibilizar parlamentares a defender o uso desses remédios, você a esta altura já deve imaginar qual foi uma das mais ativas… é a tal da fidelidade a quem te apoia financeiramente. O alívio de outra diretora era tão grande que ela disse: “A gente fica na torcida”.

Como não ficar?

É uma defesa sistemática. Outra diretora em entrevista, quando perguntada sobre tratamento da diabetes foi taxativa: medicamentos e insulina. Veja bem, sobre uma doença de intolerância a um nutriente NÃO essencial ela NÃO citou a mais básica e fundamental das abordagens, a dieta restritiva.

Outros 2 diretores seguem o discurso, ou defendendo amplamente os medicamentos ou dando curso (sobre medicamentos, dieta parece ser tolice).

O padrão às vezes não é sobre produtos farmacêuticos, mas sobre patrocinador. Veja a fala abaixo de outro diretor falando sobre o refrigerante mais famoso do mundo, que possui uma parceria comercial com a entidade:

“Estamos muito felizes em nome da ABESO, pela iniciativa de uma empresa que tem oferecido cada vez mais bebidas de baixas calorias para aqueles que precisam aderir a uma dieta, o que facilita a mudança no estilo de vida”

Mais um dígito no contrato e acho que consigo imaginar o abraço fraterno do diretor agradecendo efusivamente pelos refrigerantes existirem, caso contrário emagrecer seria algo muito difícil, quiçá inviável.

Veja, bem… não há em NENHUM desses casos ABSOLUTAMENTE NADA que infrinja a lei. Não há crimes, não há ilegalidade, não há sequer abusos puníveis. Nem sempre o legal é o certo a se fazer, nem sempre o ilegal é o errado. Há 2 jeitos de você tratar alguém, como um adulto entendedor de como as coisas funcionam na vida real ou como pessoas ingênuas, inocentes, quase burras. Se a pessoa não vê problemas nesses discursos que listei aqui, tudo bem. Está no seu direito.

Para mim a questão é o eterno e enorme problema da dissociação de interesses na saúde. Sabemos quem ganha quando produz e vende mais produtos, sabemos também quem ganha o bônus por vender mais aos pacientes. Mas sabemos muito bem quem exclusivamente perde (em dinheiro e saúde) por consumir remédio a mais.

O que ganha a ABESO aproximando remédios de seu público? Por que em seu principal simpósio de obesidade ela traz representantes das patrocinadoras a falar diretamente aos profissionais? Quem ganha? Quem perde?

Eu sei quem ganha e quem perde. A entidade finge parecer não saber. Mas o comportamento dela defendendo os interesses dos parceiros comerciais é de uma fidelidade arrebatadora. O problema é quem paga por isso…

Seria interessante, pois, ver o que a entidade tem a dizer sobre esse tipo de relação que, se não ilegal, cora de vergonha o rosto dos mais corretos.

Ainda que sem infringir a lei, suas diretrizes nutricionais citadas amparadas em fé e estudos sem rigor, feita em uma entidade que diz estudar o assunto; as repetidas e algumas graves (do ponto de vista de saúde) declarações feitas por diretores da ABESO, sua aproximação vantajosa com entidades que lucram quando um terceiro consome seus produtos indicados por profissionais de saúde me fizeram dizer que seu comportamento é acintoso (por provocar aborrecimento), é promíscuo (por conter imoralidade ou degradação moral), é desavergonhada (de maneira a não sentir arrependimento ou constrangimento por seus atos condenáveis) e é condenável.

Ainda que seja tudo isso a ABESO NÃO é VENDIDA! *e por respeito à entidade esta é a última vez que uso aqui a palavra em questão

Também por trabalhar com palavras, é com certa vergonha que admito que fui precipitado, equivocado, impulsivo no manejo das palavras a serem usadas na ocasião.

Por isso venho aqui humildemente, encarecidamente e atenciosamente pedir retratação por uso de tal palavra, que já foi devidamente retirada do texto original. As demais ficam.

Ainda que seja minha opinião, ela não deveria JAMAIS ter saído do campo pessoal para um texto aberto. Eu não tinha o direito de acusar assim, e por isso me retrato. Não importa qual o comportamento da ABESO, isso nunca, JAMAIS me deu motivo para insinuar ou afirmar que tenham tido tal repreensível atitude.

Peço sinceras desculpas. Estou, acreditem, arrependido de seu uso.

E para terminar, peço algo.

Em sua nota inicial a entidade disse que se não me retratasse, “isso implicaria a adoção de medidas administrativas, cíveis e criminais cabíveis visando a recomposição dos danos materiais e morais impostos”.

Então peço que nossa conversa e desavenças permaneçam no campo das ideias. Eu não sei de vocês (e vocês de mim) se respeitam idosos, se pagam imposto ou reciclam lixo. Isso não me importa. Minha diferença com vocês é enorme, quase completa, mas fica no campo das ideias. Vocês não gostam do que eu falo. Eu ignoro o que recomendam na Nutrição. Mas que, de novo, fique no campo das ideias. A gente sempre acaba descobrindo pelo comportamento do outro aquilo que ele mais quer, o que mais deseja. Neste momento estou há quase 2 anos em uma pendenga judicial com o CRN e o Sindicato que me pedem R$500.000. Sem jamais debaterem ideias, a sanha deles por esse dinheiro (e das anuidades) deixa-me claro o que eles mais querem. É sempre assim. Que com vocês a conversa seja diferente. É o que eu peço. Nem peço que gostem de mim, porque se uma entidade qualquer de Nutrição gostasse, é porque eu estaria fazendo muita coisa errada mesmo.

Era isso!

Mais uma vez, desculpe-me pela tal palavra já devidamente retirada.