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Sessão de autógrafos – O Nutricionista Clandestino!

Semana que vem, noite de autógrafos!

É com enorme prazer e satisfação que fazemos o convite para a sessão de autógrafos e lançamento da 2a edição da obra “O Nutricionista Clandestino” na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos (SP)!

Semana que vem, 5a feira dia 10/Maio a partir das 19h00, estarei recebendo você, leitor, na Livraria Cultura para dividir esse momento!

Será um prazer! Na semana que vem diremos qual a promoção!

Endereço: Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros

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Módulo: Nutrição Moderna

Olá!

Se você aprecia as ideias que encontra aqui neste blog, em nossas fan-pages no Facebook, no Blog Recorrido ou nas ideias defendidas no livro O Nutricionista Clandestino, escrevo para informar que daqui menos de 15 dias, no sábado 30 de setembro no bairro de Moema em São Paulo (SP), irei ministrar um curso das 9h00 às 18h00 sobre Nutrição Moderna, abordando controle de peso, Emagrecimento, Prevenção e Controle do Diabetes (tipo 2).

Você sabe que não custo de dizer que a população vem seguindo à sua maneira tudo o que é pedido e defendido nas diretrizes oficiais nutricionais. Ainda assim, nunca tivemos uma sociedade tão obesa e doente. Será que a direção que é pedida não está errada?

Venha conosco conferir o que você não encontra hoje facilmente em lugar nenhum!

Para maiores informações, escreva para artedaforca1@gmail.com !

Obrigado!

Danilo Balu

Nutrição tem muito de Corrida: chegam a ser aborrecidas de tão simples.

OU AINDA

As pessoas que são recompensadas para oferecer opções complicadas, não têm incentivos para simplificar as soluções”.

Vira e mexe me perguntam por que não escrevo regularmente em algum espaço. Preguiça não é. Por sua simplicidade, você NÃO vai encontrar em NENHUMA coluna ou espaço fixo (seja revista, site, rádio, TV…) um profissional BOM E que tenha algo de pertinente a dizer sobre o assunto. Eu só toparia um espaço regular por duas razões: por ingenuidade (em achar que dá para mudar essa característica inerente da nutrição) ou por arrogância (em achar que eu conseguiria o que ninguém consegue).

Você não pode esquecer NUNCA que uma revista, por exemplo, tem 2 interesses ESSENCIAIS no assunto: vender suplementos e entreter. Informar NÃO é um objetivo fundamental. Como eu sei? Ela sobrevive sem informar, porém, morre sem aqueles 2 primeiros. Então quando ela precisa vender, ela chama aqueles profissionais que todos do mercado sabem por nome, sobrenome e preço, fizeram até carreira acadêmica em cima disso. E quando precisam entreter, elas chamam os malabaristas, os que oferecem opções complicadas, complexas, com vícios rebuscados meio pedantes como falar “ingesta” em vez de ingestão. Eles “não têm incentivos para simplificar”, afinal, vivem de convencer o leitor, que acha que está sendo informado, que sem ele adoecerá se não houver alguém ensinando e complicando o básico: comer.

Dá para afirmar com MUITA segurança: aquela coluna que você lê tentando aprender algo de nutrição, com certeza faz-lhe mais mal do que bem. Vai por mim. Como eu sei? Por uma outra heurística: não tenho mesmo como saber que não haja no mundo sequer um cara pertinente com espaço fixo e regular. Faço, pois, o raciocínio inverso (não 100% válido, é verdade) de que NENHUM dos bons tem espaço regular (convites obviamente não lhes faltam). Ou seja, parece justamente que para ser pertinente, a pessoa precisa em primeiro lugar entender que a nutrição é tão simples que não há como ser malabarista. O vender vira só questão de caráter mesmo.

Deixe isso para quem precisa falar “ingesta” para você.

NOTA DE RETRATAÇÃO.

Prezado(a) leitor(a),

Em conformidade e atendendo a uma notificação extrajudicial a mim enviada dias atrás pelos procuradores da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E DA SÍNDROME METABÓLICA, a ABESO, escrevo abaixo uma mensagem de retratação por alegações que, segundo eles, eram “inverídicas” e buscavam a “atingir a honra, retirar a credibilidade e prestígio da ABESO”.

Fui pego de surpresa. Vocês sabem que não ligo a mínima para o que a ABESO diz sobre o assunto Nutrição. Acredito que a entidade tem enorme talento e competência de errar por completo no tema, do início ao fim, quando fala sobre recomendações no emagrecimento, diabetes e controle de peso. Não acho também que eles liguem muito para o que eu falo. Afinal, somos tão antagônicos, com interesses tão distantes na matéria, que nunca um diálogo seria formado espontaneamente. Porém, isso não os tira o direito legítimo de exigir o que exigem quando estão certos.

Incomodou à ABESO que em meu texto em questão eu dizia que eles possuíam um comportamento e “relação acintosa, promíscua, desavergonhada, condenável e vendida”. E em parte eles estão corretos, com a razão: eu ultrapassei o limite do razoável e do justo para com a entidade.

Recorrendo ao dicionário temos:

Acintoso: adj. Apoquentador; que provoca aborrecimento; que contraria e aborrece. Provocador;

No dia que escrevo isso, assisti no Jornal Hoje matéria explicando que o Brasil atualmente tem em sua população cerca de 60% de pessoas com sobrepeso e 20-25% de pessoas obesas. A entidade publica em seu site a 4a edição das Diretrizes Brasileiras de Obesidade (2016). A parte referente ao tratamento dietético é um equívoco científico de seu início ao fim.

A ABESO se orgulha de ser uma entidade com 500 associados (de diversas profissões) espalhados por todo o país. Fico eu imaginando a quantos obesos e doentes seu discurso não chega. A obesidade, não é preciso dizer, é um gravíssimo problema brasileiro e global. Pois as diretrizes de uma entidade que carrega em seu nome a palavra estudo, parece feito sem ele. Ou eles não estudam ou a cada linha que leem, entendem tudo pelo avesso. A obra parece feita por um estudante que em seu trabalho “enche linguiça” sem relacionar diretamente as referências do que vai dito, porque sabe que um professor mal pago e demasiado atarefado não se dará ao trabalho de verificar tudo.

Conseguiram. O que vai na parte em questão é tão pobre do ponto de vista de evidências e rigor científico, que eu prefiro acreditar que a disposição das referências, na verdade falta delas, é para deixar claro que no assunto eles se baseiam em fé, esperança, hipóteses e ciência sem rigor e muito mal feita. Se você tentar verificar o que é dito, se verá de mãos atadas. Sem poder recorrer às bases de tal pensamento retrógrado, tal como eles, vai ter que aplicar a fé. Tudo isso em u problema seríssimo.

Mesmo dentro da diretoria da entidade, reduzir obesidade a uma questão matemática é um método, não a exceção. Um dos seus diretores disse que (por ter 4 calorias por grama, igual o açúcar) “exagerar no consumo de proteína – em forma de whey protein, por exemplo – engorda”. Essa fala, vindo de alguém importante lá dentro mostra o nível raso do debate do tratamento da obesidade.

Ainda segundo o dicionário, temos:

Promíscuo: (…) Que abarca elementos desonestos; que contém imoralidade ou degradação moral.

Desavergonhadamente: De modo sem-vergonha; de maneira a não sentir arrependimento ou constrangimento por seus atos condenáveis: mentia desavergonhadamente. Descaradamente; de modo descarado; em que há atrevimento: comportava-se desavergonhadamente.

Condenável: adj. Que se consegue condenar; que merece ser condenado; suscetível ou digno de censura; que pode ou deve receber críticas; censurável ou repreensível.

No mercado do emagrecimento, no farmacêutico e dos suplementos nutricionais é mais do que comum a pressão do mercado, de grandes empresas que tentam empurrar a comercialização de remédios e suplementos nutricionais. Há uma relação antiga e viciada de aproximação de empresas que pagam bônus, vantagens, prêmios a quem mais vender seus produtos, precise o paciente/cliente ou não. O que mais importa, é a venda.

É o Nutricionista que vende BCAA e suplemento, é o endocrinologista que prescreve remédio em farmácia de manipulação sempre ganhando sua comissão, é o médico que tem relação próxima às empresas que pedem que ele prescreva sua marca, não a da concorrência. O profissional só tem a ganhar quando entra no jogo. Você pode acreditar que não há problema algum nisso, que a boa-fé é suficiente. Mas você tem também o direito de achar que há unicórnios e gnomos escondidos pela mata.

Sabendo e reconhecendo um problema, a pessoa (ou entidade) teria que buscar fugir dessas armadilhas. A entidade não parece não muito preocupada com isso. Pelo contrário. O difícil é encontrar uma entidade que seja tão fiel aos seus parceiros comerciais.

Em sua mensagem a mim, eles deixam claro que são sem fins lucrativos. Eu gosto de dinheiro. Tenho mais do que certeza que eles também gostam muito. Não há problemas, é uma questão individual, de cada um. Agora o COMO você ganha, isso já nos importa um pouco mais.

A ABESO conta constantemente com gordos patrocinadores da indústria farmacêutica. Há erro legal nisso? Não mesmo! É correto? Aí já não podemos dizer com essa segurança. Mas se eles não vendem remédio, estaria OK, certo? Pois é, eles não vendem, muitos de seus associados indiretamente sim. Trabalhei por muitos anos com patrocínios de eventos e atletas, o que você mais busca é um patrocinado como a ABESO, defenda seu discurso, sua marca, seus produtos, sua onipresença. Será que colocando tanto dinheiro na entidade o patrocinado consiga aquilo que quer? Pois pode estar certo, a ABESO é preocupantemente fiel aos seus parceiros comerciais.

“(…) não dá para imaginar o tratamento da obesidade sem os medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central em decorrência da fisiopatologia da obesidade” (diretora da entidade)

Quando a Anvisa proibiu a venda de anfetaminas, uma classe de inibidores de apetite, “diferentes entidades” participaram de audiências públicas e encontros para sensibilizar parlamentares a defender o uso desses remédios, você a esta altura já deve imaginar qual foi uma das mais ativas… é a tal da fidelidade a quem te apoia financeiramente. O alívio de outra diretora era tão grande que ela disse: “A gente fica na torcida”.

Como não ficar?

É uma defesa sistemática. Outra diretora em entrevista, quando perguntada sobre tratamento da diabetes foi taxativa: medicamentos e insulina. Veja bem, sobre uma doença de intolerância a um nutriente NÃO essencial ela NÃO citou a mais básica e fundamental das abordagens, a dieta restritiva.

Outros 2 diretores seguem o discurso, ou defendendo amplamente os medicamentos ou dando curso (sobre medicamentos, dieta parece ser tolice).

O padrão às vezes não é sobre produtos farmacêuticos, mas sobre patrocinador. Veja a fala abaixo de outro diretor falando sobre o refrigerante mais famoso do mundo, que possui uma parceria comercial com a entidade:

“Estamos muito felizes em nome da ABESO, pela iniciativa de uma empresa que tem oferecido cada vez mais bebidas de baixas calorias para aqueles que precisam aderir a uma dieta, o que facilita a mudança no estilo de vida”

Mais um dígito no contrato e acho que consigo imaginar o abraço fraterno do diretor agradecendo efusivamente pelos refrigerantes existirem, caso contrário emagrecer seria algo muito difícil, quiçá inviável.

Veja, bem… não há em NENHUM desses casos ABSOLUTAMENTE NADA que infrinja a lei. Não há crimes, não há ilegalidade, não há sequer abusos puníveis. Nem sempre o legal é o certo a se fazer, nem sempre o ilegal é o errado. Há 2 jeitos de você tratar alguém, como um adulto entendedor de como as coisas funcionam na vida real ou como pessoas ingênuas, inocentes, quase burras. Se a pessoa não vê problemas nesses discursos que listei aqui, tudo bem. Está no seu direito.

Para mim a questão é o eterno e enorme problema da dissociação de interesses na saúde. Sabemos quem ganha quando produz e vende mais produtos, sabemos também quem ganha o bônus por vender mais aos pacientes. Mas sabemos muito bem quem exclusivamente perde (em dinheiro e saúde) por consumir remédio a mais.

O que ganha a ABESO aproximando remédios de seu público? Por que em seu principal simpósio de obesidade ela traz representantes das patrocinadoras a falar diretamente aos profissionais? Quem ganha? Quem perde?

Eu sei quem ganha e quem perde. A entidade finge parecer não saber. Mas o comportamento dela defendendo os interesses dos parceiros comerciais é de uma fidelidade arrebatadora. O problema é quem paga por isso…

Seria interessante, pois, ver o que a entidade tem a dizer sobre esse tipo de relação que, se não ilegal, cora de vergonha o rosto dos mais corretos.

Ainda que sem infringir a lei, suas diretrizes nutricionais citadas amparadas em fé e estudos sem rigor, feita em uma entidade que diz estudar o assunto; as repetidas e algumas graves (do ponto de vista de saúde) declarações feitas por diretores da ABESO, sua aproximação vantajosa com entidades que lucram quando um terceiro consome seus produtos indicados por profissionais de saúde me fizeram dizer que seu comportamento é acintoso (por provocar aborrecimento), é promíscuo (por conter imoralidade ou degradação moral), é desavergonhada (de maneira a não sentir arrependimento ou constrangimento por seus atos condenáveis) e é condenável.

Ainda que seja tudo isso a ABESO NÃO é VENDIDA! *e por respeito à entidade esta é a última vez que uso aqui a palavra em questão

Também por trabalhar com palavras, é com certa vergonha que admito que fui precipitado, equivocado, impulsivo no manejo das palavras a serem usadas na ocasião.

Por isso venho aqui humildemente, encarecidamente e atenciosamente pedir retratação por uso de tal palavra, que já foi devidamente retirada do texto original. As demais ficam.

Ainda que seja minha opinião, ela não deveria JAMAIS ter saído do campo pessoal para um texto aberto. Eu não tinha o direito de acusar assim, e por isso me retrato. Não importa qual o comportamento da ABESO, isso nunca, JAMAIS me deu motivo para insinuar ou afirmar que tenham tido tal repreensível atitude.

Peço sinceras desculpas. Estou, acreditem, arrependido de seu uso.

E para terminar, peço algo.

Em sua nota inicial a entidade disse que se não me retratasse, “isso implicaria a adoção de medidas administrativas, cíveis e criminais cabíveis visando a recomposição dos danos materiais e morais impostos”.

Então peço que nossa conversa e desavenças permaneçam no campo das ideias. Eu não sei de vocês (e vocês de mim) se respeitam idosos, se pagam imposto ou reciclam lixo. Isso não me importa. Minha diferença com vocês é enorme, quase completa, mas fica no campo das ideias. Vocês não gostam do que eu falo. Eu ignoro o que recomendam na Nutrição. Mas que, de novo, fique no campo das ideias. A gente sempre acaba descobrindo pelo comportamento do outro aquilo que ele mais quer, o que mais deseja. Neste momento estou há quase 2 anos em uma pendenga judicial com o CRN e o Sindicato que me pedem R$500.000. Sem jamais debaterem ideias, a sanha deles por esse dinheiro (e das anuidades) deixa-me claro o que eles mais querem. É sempre assim. Que com vocês a conversa seja diferente. É o que eu peço. Nem peço que gostem de mim, porque se uma entidade qualquer de Nutrição gostasse, é porque eu estaria fazendo muita coisa errada mesmo.

Era isso!

Mais uma vez, desculpe-me pela tal palavra já devidamente retirada.

 

Sobre Dieta Personalizada e Equilíbrio

Uma pesquisa recente no PROTESTE fez um bom barulho. Basicamente sua conclusão era: dietas prescritas por nutricionistas podem não ser confiáveis. Antes de questionar os erros, entidades de classe como o CRN-3 ou o CFN fizeram o que se espera deles: atacaram sem reconhecer qualquer culpa própria. É só para isso mesmo que eles funcionam. Se engana quem pensa que eles têm alguma preocupação que seja com um paciente. *a pesquisa acabou em uma entrevista minha no jornal O Tempo que você pode ler aqui.

O irônico disso tudo é que parte da reclamação está no fato das dietas serem as mesmas a todos ainda que com problemas distintos. Como até relógio quebrado acerta duas vezes ao dia, o problema não é o remédio, mas quem o recebe.

O erro na Nutrição não está no discurso mentiroso e ignorante das entidades dizendo que a vantagem de um nutricionista é que ele irá prescrever um cardápio individualizado. Alguém com problema não quer solução única, que só ele tenha. Um doente quer antes de tudo um remédio, ainda que o mesmo funcione a todos!

Imagine a Medicina tendo que inventar um remédio exclusivo a cada doente! Imagine!

Imagine um treinador tendo que criar do zero treinamento a cada novo corredor. Imagine!

Isso não existe. A Nutrição dá o mesmo remédio que não funciona a (quase) ninguém, e é uma Ciência que está tão nas trevas porque entre outras coisas erra em não saber sequer identificar que seu problema não é o remédio ter que ser único, mas ele não funcionar! A abordagem de emagrecimento com redução calórica, quebrada em várias refeições ao dia (de 3 em 3 horas) e com baixa gordura é algo que estudo após estudo se mostra se basear na fé de quem se diz especialista, mas que se baseia na esperança e na boa vontade.

Não só o foco (individualização e não o remédio em si) está tão errado, como ele mesmo parece ser sobrevalorizado. Se ninguém espera que a Medicina (ou a Farmácia) invente um remédio diferente para cada doente por que a Nutrição e a Educação Física pensam serem capazes de fazer isso a cada novo cliente? Isso parece mais uma valorização de um serviço do que necessariamente buscar uma melhora dele. Novamente é a fé do discurso suplantando a prática.

Duas recomendações da Nutrição me tiram dos nervos: dieta equilibrada e individualizada.

 

DIETA EQUILIBRADA – um erro conceitual

Sobre equilíbrio, ele só existe no delírio do nutricionista, não na natureza, no mundo real. A dieta de todos os animais é baseada em extremos, no absoluto, são radicais. Mas o nutricionista acha que nós devemos comer com equilíbrio. O interessante é que isso equivale comer 33% de carboidrato, mas esse seria um equilíbrio do mal. Esse equilíbrio não pode, então não serve. É o mundo de sonho da categoria que enxerga um animal caçando carne e depois indo buscar folhas e grãos para montar a refeição.

Tem mais. Jantar de vez em quando mousse de chocolate é um equilíbrio, mas uma vez que você defende tamanha carga de açúcar, não precisamos pagar um profissional para orientar a fazer isso. Profissionais assim se tornam inúteis. Qualquer criança pode me orientar desse jeito, a comer um pouco de tudo, ainda que faça mal à minha saúde, sem me cobrar por essa sandice. Esse tipo de Nutricionista é aquele que sequer se posiciona. E quem não se posiciona não tem o que dizer. Se não tem o que dizer é no mínimo desnecessário.

O equilíbrio torna qualquer um nutricionista. O equilíbrio torna qualquer nutricionista totalmente dispensável.

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DIETA INDIVIDUALIZADA – um sonho

Você consegue imaginar você cuidando de 3 animais da mesma raça e para cada um deles dando um cardápio diferenciado que não seja na quantidade ditada pela fome DELES? Pois é. Tem muita gente da categoria que acha que sim. Que dá para ter 3 labradores e um só comer carneiro, outro carne e legumes e um outro ração.

Dieta individualizada é aquela espuma que a gente coloca no café para poder cobrar mais. Se você faz isso, ok. Mas se você acredita nessa espuma, você é de certa forma perigoso. Um porque você acha que tem mais controle do que realmente tem. E esses são justamente os mais perigosos.

 

A VOX veio com um artigo recente falando sobre dietas personalizadas. Fala de iniciativas que prometem (e não entregam) aquilo que nutricionistas dizem fazer. De duas uma: em breve podemos trocar uma consulta por um aplicativo gratuito no Google Play ou Apple Store, e a categoria desanda, ou ninguém desses entrega o que promete. Eu acho que ninguém entrega, mas a categoria não precisa necessariamente desandar.

Se você juntar 1.000 caboclos, homens, caucasianos, fisicamente ativos, entre 20 e 30 anos, com 70kg (+/-15kg) querendo correr uma maratona podendo seguir UM treino único, com certa segurança podemos dizer que mais de 80% irá melhorar suas marcas. Ponto. Nenhum treinador de grupo vai negar isso, que sabemos uma recomendação populacional de atividade física que tenha resultado positivo na média de uma população. Aqui temos que o esporte SABE o que funciona para o TODO (população) e aprende o que NÃO funciona para o indivíduo. É MUITO mais fácil, assim, acertarmos a população que o indivíduo, por uma questão de individualidade biológica, por uma questão de eliminação já tentada ao longo da história!

O mesmo na Medicina. Mil doentes. Aplique UM remédio em dose igual, e você sabe que a a maioria irá se curar.

Já na Nutrição, a população atual vem SEGUINDO as recomendações de menos gordura, menos calorias, mais exercício, menos carne, menos gordura saturada, mais frutas… (*essa afirmação você encontra respaldo nos levantamentos populacionais mais sérios mundo afora). PORÉM, ainda que seguindo, estamos cada vez mais gordos. A Nutrição, que NÃO sabe orientar no TODO, acredita que saberá guiar no individual, que lembremos, é mais difícil.

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A Nutrição ganharia MUITO mais se parasse com a tese sem fundamento de que sabe o que é melhor para um indivíduo quando ela ainda não descobriu nem entendeu o que funciona para a população. Ela só conseguirá chegar mais perto daquela, na hora que tiver dominado esta.

Por isso que prometer dieta personalizada e dieta equilibrada diz muito sobre o que o seu nutricionista sabe sobre como funciona Nutrição.

O patrocínio de profissionais de Saúde

Há 2 jeitos de você comprar a opinião de uma pessoa a patrocinando. O jeito mais caro é você pagar para ela falar aquilo que você quer ouvir. O outro é você pagar para que ela NÃO fale aquilo que você não quer ouvir. É assim em nossas relações do dia a dia. Seu chefe “paga seu salário” para você falar aquilo que ele quer ouvir e você se calar para aquilo que ele não gosta. Não brigue comigo, culpe o jogo.

No mundo dos patrocínios é assim também. Você paga, e tem alguém vendendo seu produto por você na forma de propaganda. Na corrida funciona da seguinte maneira: você paga um treinador e, ou ele finge que não sabe que tênis não serve para muita coisa, ou ele veste a camisa da empresa e o atribui capacidades incríveis. Depende do preço, lógico. Sempre. Nunca é de graça. Nunca.

Na Nutrição funciona de outra forma.

Atualmente há um grande debate porque vieram novamente à tona patrocínios de grandes fabricantes de refrigerantes que patrocinavam instituições de saúde e de diabetes! Isso mesmo! De entidades que deveria defender o interesse de doentes daquela enfermidade que não permite que você beba bebidas açucaradas!

Porém, você deve estar se perguntando se os patrocinados não são mais fiéis à ciência do que ao patrocinador. Não, não são. Assim como já dei muita risada de piada sem graça de ex-chefe, sempre há um jeito de sermos mais fieis ao nosso bolso. A Observer em 2015 fez uma matéria MUITO pertinente mostrando como esses patrocínios de fato são eficientes! Os profissionais de saúde patrocinados recomendando seguidamente exercício e refrigerante!

E tem quem se venda por muito pouco, pouco mesmo. Abaixo veja como o simples ato de você pagar um almoço faz um médico receitar o remédio de quem pagou o almoço dele!

A cada almoço pago a um médico, aumenta a porcentagem de um determinado remédio receitado!

A cada almoço pago a um médico, aumenta a porcentagem de um determinado remédio receitado!

As pessoas fazem qualquer coisa por bem menos do que você imagina! Um par de tênis ao treinador e aumentam as chances da próxima maratona dos alunos dele ser com o tênis de quem banca a brincadeira!

Mas… e no Brasil?!

O CELAFISCS foi um dos institutos que apareceram na lista de parceiros de um fabricante de refrigerante. BINGO! Quando você recorre a eles para saber qual a solução para obesidade infantil, uma vez que ele é pago para NÃO falar a resposta que desagrade quem lhe paga, ele dá a mais conveniente: exercício. Ele terceiriza a culpa, ele dá risada da piada sem graça do chefe deles, como você pode atestar aqui ou na matéria abaixo.

Ele não é único, lógico. Ainda assim, quando o CELAFISCS fala algo sobre obesidade, acredite em mim, eles não valem nada!

Outro exemplo é a Sociedade Brasileira e Diabetes (SBD) que para mim é a maior patrocinadora pró-diabetes do país. Ninguém atua com mais dedicação em favor dessa doença, para azar das pessoas físicas que lhe pagam seus salários e ficarão doentes até o fim (antecipado) de suas vidas. Mas isso porque a equipe da SBD se mantem fiel às PJs que bancam seus simpósios. Eles são cuidadosos, não deixam muito à vista, mas use o Google Imagens e verá quem os patrocina. É sintomático. Cada fala de seu presidente, para mim, é um exemplo de fidelidade com fervor. Fidelidade a quem patrocina seu cuidadoso discurso que terceiriza a culpa, dá risada de piada sem graça, mas garante a venda dos fabricantes de remédios e alimentos inadequados aos enfermos.

Por fim, semana passada pude voltar à minha faculdade resolver umas pendências bobas. Nunca vi tanto curso extracurricular pago. Acho que quase todos ligando de alguma forma exercício com emagrecimento. A pessoa precisa saber SEMPRE de onde vem o dinheiro de que discursa. Isso explica muita coisa. Não espere nem mesmo de um Laboratório de Nutrição Esportiva, que deveria primar pela ciência, que ele abra mão de uma renda (os cursos são pagos, lembre-se!) que é o de transformar o exercício em emagrecedor.

Porém neste caso o modelo é o inverso, é o discurso de um instituto que patrocina toda uma categoria.

Seja bem-vindo! Começou!

livro1Seja bem vindo ao blog do livro” O Nutricionista Clandestino – as razões para a obesidade em um mundo cada vez mais gordo“! Semanalmente você encontrará aqui textos relacionados à saúde, emagrecimento, Nutrição, diabetes, low-carb/paleo e assuntos da área!

No livro que deu origem ao blog discuto como muitos mitos na Nutrição atrapalham nosso entendimento de um problema cada vez maior: a crise de obesidade no mundo.

Se você quer entender um pouco melhor minhas ideias, convido-o para ler os 2 textos na aba superior que falo sobre emagrecimento e exercício no combate ao sobrepeso.

Se você já os conhece, faço o convite para que mostre a algum colega que precisa rever muita coisa do assunto. No mais, fique de olho que semanalmente venho com novidades!

Até mais!