Arquivo da categoria: Low-Carb vs Lo-Fat

Sobre GRÃOS e valor nutricional

Um conceito muito pouco divulgado e compreendido na Nutrição (NUNCA tive na faculdade, por exemplo) é o que trata da riqueza nutricional de um alimento. Para isso você PRECISA considerar 2 elementos: quantidade de nutrientes (isso parece bem óbvio) e a de energia (bem menos óbvio, mesmo entre profissionais).

Para dizer que AVEIA, por exemplo, é nutritiva, rica em fibras, você precisa atropelar ou fingir não saber (ou não saber mesmo!) 2 coisas: que ela oferece POUCA fibra (muito mais carboidrato) e MUITO pouca fibra por caloria consumida. Dizer que AVEIA é saudável e fonte de fibras por TER fibra é dizer que açúcar mascavo é saudável por ter vitaminas. Em AMBOS os casos você ignora a energia consumida.

ENTRAM OS GRÃOS

Em TODAS as rodadas de perguntas aparecem questões sobre arroz. Necessários? Saudáveis? Maléficos?

Eu NÃO consumo (nem recomendo!) NADA de grão que não seja PURA indulgência e consumo MUITO reduzido. Se a história da humanidade fosse resumida em 24 horas, grãos passaram a ser consumidos nos últimos 5 MINUTOS.

GRÃOS NÃO são naturais à dieta humana. Ponto. São frutos da Revolução Agrícola (não confunda com a Industrial).

Por não serem naturais, eles são consumidos agora de forma refinada (agora sim, após a Revolução Industrial) são de certa forma bem TOLERADOS em nossa dieta, o que é bem DIFERENTE de ser bem-vindo à dieta!

POR QUE NÃO CONSUMIR GRÃOS?

Por 2 lógicas. A primeira é porque não são NATURAIS à nossa dieta. O tempo é a MAIOR e MELHOR variável para cálculo de risco. Se por 23h55 estava “tudo bem” SEM grãos e nos últimos 5 minutos comemos grãos e estamos MUITO doentes, por PRECAUÇÃO você o TIRA da dieta.

A segunda razão é também de ordem lógica. Grãos possuem toxinas e anti-nutrientes para impedir que os herbívoros (e nós humanos) comam a prole da planta, afinal, grãos são sementes!

GRÃOS são ainda fonte abundante de carboidrato (e nutricionalmente MUITO pobres), o macronutriente NÃO essencial à vida humana, reduzi-lo assim parece lógico.

Por fim, não me pergunte por que devemos cortar consumo de GRÃOS. Mas pergunte, sim, aos nutricionistas por que diabos consumi-los!

O mito do “carne demais pra um cão”…

Veja o que um leitor me mandou. Continuo na sequência:

“Minha cachorrinha de 12 anos foi diagnosticada com diabetes. A Veterinária me indicou uma ração caríssima (R$45/kg). Pois bem, o principal componente da ração, é cevada (73g de carboidratos a cada 100g). Questionei a grande quantidade de carboidratos (faço low-carb há 2 anos, perdi muitos quilos) se não afetaria na sua glicemia.

Ela respondeu que a ração é de “baixo IG”, balanceada, blablablá… e que o tratamento somente pode ser feito usando essa ração. Sugeri usar uma dieta low-carb, porém ela refutou na hora dizendo que o excesso de proteína iria acabar com os rins e com o fígado dela.

Fiz 5 medições de glicose (a pedido da veterinária), a alimentação dela já começou com a tal ração… como esperado, o glicemia dela subiu muito após as refeições…”

Voltei. Sei que corro o risco de soar repetitivo, mas as diretrizes nutricionais, seja em cães, seja em humanos, VIVEM de negar a realidade. Ao cão, um animal que na oferta da carne opta por ser carnívoro e que, quando é intolerante ao carboidrato (essa é a definição para diabetes), a ele recomendam que coma muito… carboidrato.

Faz sentido? Não, lógico que não! Isso é delírio de toda uma categoria que não precisa estudar nutrição na faculdade para cuidar de nossos animais.

Dizer que a proteína da carne irá “acabar com os rins e com o fígado” desse animal, é como achar que um coelho não pode comer muito mato. O rim e fígado desses animais são feitos para trabalhar com essas demandas. Ou então é como sugerir que fazer atividade física faz mal porque irá “acabar” com nosso coração. É um pensamento burro, raso.

Vamos aos fatos, ao que há de evidência sobre carne fazer mal aos órgãos dos cães?

Quando olhamos estudos controlados temos que não há efeitos deletérios aos rins como consequência de uma dieta rica em proteínas em cães saudáveis.

Este trata-se de um temor infundado e falso que faz muitos pensarem que a alta ingestão de proteína pode afetar a saúde renal. Não estamos aqui negando que uma maior ingestão proteica poder ser questionada em cachorros com problemas renais pré-existentes, forçando estes a realmentereduzir sua ingestão proteica pela sua dificuldade em excretar diversas substâncias.

Para explicar esta questão de a dieta em animais com patologias específicas determinar a segurança ou não de algo em um animal saudável, gosto de usar uma analogia. Quando você tem uma perna quebrada, você não deveria sair fazendo caminhada pelo parque, mas isso nem de longe significa que sair para andar no parque resulte em uma perna quebrada. Ou seja, é um enorme engano supor que um cão que tenha rins saudáveis irá adquirir problemas porque o organismo de um animal com insuficiência renal não pode lidar perfeitamente com a excreção de proteínas.

Há aqui outra questão de ordem semântica. Uma dieta que seria hiperproteica em um animal herbívoro, por exemplo, pode não ser a um animal carnívoro como um lobo, que tem demandas proporcionais muito maiores para esse macronutriente. Oferecer uma dieta hiperproteica, ou seja, com “grande quantidade de proteína” como determina a definição do dicionário, a um animal como um cão não pode ser considerado nocivo à priori quando esta é a norma na natureza.

Um temor inicial de estresse renal de um criador que desconhece a fundo estudos na área de dietas é até compreensível. Porém, um veterinário profissional sugerir ou insistir com essa argumentação diante de tantas evidências, é sinal de ignorância ou vontade e desejo pessoal de ignorar tais evidências.

Primeiro temos que ter sempre em mente que cães parecem não ter um limite superior de consumo de proteína e carnes que trariam prejuízos à sua saúde ou integridade renal, um mito que sobrevive entre nós humanos e que é sempre levantado quando alguém sugere oferecer carne a um cachorro. Estudos já foram feitos tentando derrubar essa ideia.

Cães estão mais do que aptos a lidarem com enormes quantidades diárias de carne sem prejuízo à sua saúde. Um estudo, por exemplo, não encontrou correlação entre consumo proteico e comprometimento na saúde renal. Os cães tiveram 75% da massa dos rins retirada e foram alimentados com mais de 55% de suas calorias advindas das proteínas e ainda assim após quatro anos nada foi observado.

Os resultados de mais de 10 estudos experimentais com cães não encontraram evidências dos benefícios da redução de ingestão proteica nesses animais em diminuir também problemas renais.

Como dito, esta é uma preocupação recorrente seja em humanos ou em animais. Porém, ainda em 2005 um estudo concluía que uma dieta rica em proteínas (hiperproteica) não contribui com a falência renal. Por isso este é um temor que você não deveria ter.

Se diante evidências seu veterinário insiste nisso, você sabe o que eu penso…
 

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O que Dostoievsky nos ensina sobre Nutrição…

CARBOIDRATO É NÃO-ESSENCIAL. Ou ainda:

“ACIMA DE TUDO, NÃO NEGUE A REALIDADE”

Tenho um grandessíssimo amigo que sempre usa uma frase de Dostoevsky (em “Irmãos Karamazov“): “Acima de tudo, não minta para si mesmo”.

Não negar a realidade tem sido o meu motto este ano. Soubemos agora que a poderosa ADA (Associação Americana de Diabetes), que sempre pareceu mais lutar em prol da doença que dos doentes, que sempre gostou mais do dinheiro que do diabético, FINALMENTE reconheceu que nosso corpo NÃO tem uma necessidade mínima deste macronutriente.

Um dos capítulos de meu livro “O Nutricionista Clandestino” é JUSTAMENTE sobra a NÃO-essencialidade do carboidrato. O que isto quer dizer? Que este é um nutriente que TOLERAMOS, que NÃO HÁ necessidade mínima diária de consumo dele. Que na ausência dele a saúde PODE ser mantida SEM prejuízos.

O que faz a Nutrição tradicional? Nega a realidade. Ela usa um nutriente NÃO-essencial, DISPENSÁVEL à “manutenção” da saúde, como BASE de nossa alimentação. Isso é delírio coletivo. Isso é alucinação de toda uma categoria que se julga especialista.

O mais perturbador disso tudo é que esta é uma informação que sabemos em um estudo clássico de 1967 e que TODAS as entidades, sociedades e associações de saúde decidiram TODAS ignorar. Sabe por quê?

Porque para negar a realidade elas decidiram, “acima de tudo”, mentir para elas mesmas.

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Obesidade e aposentadoria no Esporte – parte 2

Joe Thomas é um ex-jogador da NFL com 10 participações no Pro-Bowl, o All Star do futebol americano, sua modalidade. Ele é lembrado como um dos maiores da história em sua posição. Recém-aposentado, ele queria se livrar do excesso de peso que traz vantagem competitiva na NFL. Para isso ele perdeu 34kg de 148kg!

Recentemente Thomas deu uma entrevista e explicou não como emagreceu, mas como ele fazia para engordar, ficar “grande”. Ele disse que ele era considerado “pequeno” (undersize). Sabe como ele fazia? Nas palavras DELE:

  1. Ele comia a cada 2 horas;
  2. Ele consumia açúcar, carboidrato e massa (pasta);
  3. Ele não podia pular refeições “para não emagrecer”;

O Esporte e a Pecuária sabem como engordar MUITO melhor do que a Nutrição sabe emagrecer. Por quê? Porque esporte e pecuária vivem de resultados, a nutrição vive de intenções. Os primeiros têm skin in the game, pele em jogo, a nutrição não. Isso explica quase tudo.

Thomas é hoje um aposentado, treina BEM menos e pesa BEM menos. Ele é mais magro do que quando era um dos melhores e mais bem pagos atletas do mundo em uma das ligas mais excruciantes do planeta. Como isso é possível?

Semanas atrás eu falava sobre o drama que companheiros de liga dele vivem ao engordarem quando param de jogar. O que recomendam os “especialistas” de sempre? O OPOSTO do que Thomas fez para emagrecer! Recomendam o OPOSTO do que a Pecuária faz para engordar grandes mamíferos.

  1. Pedem para comermos regularmente, a cada 3 horas para acelerar o metabolismo. Um sinal CLARO de que não têm IDEIA do que estão falando.
  2. Pedem para cortar gorduras, aumentando assim o consumo de carboidrato, macronutriente usado para engordar Thomas e os rebanhos.
  3. Condenam o jejum, deixando o corpo em constante estado anabólico.

Faz sentido para você? Lógico que não faz!

Entre a prática eficiente e o sonho de quem nega a realidade, vocês sabem com quem eu fico!

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O AÇÚCAR nos faz agir como crackeiros.

Tempo atrás escrevi sobre um povo que vive na região do deserto de Kalahari, ao sul da África. Nele falei sobre como a escassez e a abundância moldaram e moldam nossa saúde ao longo de toda a evolução.

Sigo estudando esse povo e assim cheguei ao modo interessante como eles buscavam por mel. Até hoje eles não dominam o refino do açúcar. O ser humano tem uma atração e um prazer tão grande pelo sabor doce que isso nos faz capaz de ficarmos viciados pelo açúcar.

Sempre que vejo nutricionista dizendo para optarmos pelo açúcar mascavo eu enxergo um pneumologista dizendo para que a população opte pelo Marlboro Light, um cigarro mais saudável. Ou então que fume charuto cubano, um cigarro mais “natural”.

Não existe tal coisa!

Tempo atrás, quando escrevi sobre o vício que o açúcar proporciona, um nutricionista disse em tom bravo que açúcar não vicia. Ele mesmo, que estava com enorme sobrepeso, consumia apenas porque “ele queria”, que ele “poderia parar quando bem entendesse”, num típico argumento de viciado que não reconheceu ainda a doença.

E assim voltamos à tribo de Kalahari…

Não havendo docerias, ao avistarem uma abelha, o indivíduo esperava o trabalho da operária e SEGUIA o inseto o quanto fosse preciso até encontrar a colmeia! É ou não coisa de crackeiro?! E se ele a perdesse de vista ele voltava ao lugar, não importasse onde, para buscar mais pistas.

Essa tribo, que desconhece a obesidade e o câncer, não pratica a agricultura, ou seja, vive de caça e coleta. Ao contrário do que pregam alguns profissionais low-carbers mais radicais, eles consomem inclusive tubérculos, alimentos de alto amido (glicose) e baixos nutrientes. Porém, eles vivem muito é do resultado de sua caça.

E assim voltamos ao texto original: é sobre escassez e sobre não-linearidade!
Não há linearidade na dieta daquele povo, seja de calorias (aqui entra o jejum forçado), seja de alimentos vegetais (dependendo do acaso de encontrar ou não raízes), seja de alimentos de origem animal (ter sucesso ou não de caça).

E diferentemente de um brasileiro típico, por exemplo, uma tribo economicamente miserável varia mais seu cardápio do que nós que comemos apenas partes “nobres” (e nutricionalmente mais pobres) de 3 animais, enquanto eles os comem por inteiro, inclusive miúdos (as partes mais ricas), dos quais numa inversão ilógica e irracional fugimos.

SIM, o açúcar vicia. Mas mais do que isso: ele PRECISA ser muito restrito.

Dieta é sobre DESEQUILÍBRIO! Almejar por “equilíbrio”, seja de nutrientes (“recomendações nutricionais”, as DRIs) ou de qualquer alimento (ex: uma fruta ao dia) vai CONTRA o mais essencialnão foi assim que nos desenvolvemos como espécie.

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O bom zoológico é aquele que mantem obesos apenas fora das jaulas

Vocês sabem da importância que dou ao aspecto evolutivo. Para mim, basta olhar ao mundo a sua volta, sem tentar negar a realidade, como faz Nutrição, ou para trás no tempo, como manda a lógica mais elementar. Fazendo assim a maioria das respostas aparece sem muito esforço.

Foi basicamente assim que escrevi meu livro mais recente (“O Veterinário Clandestino”). Por que animais similares aos domésticos NÃO engordam na Natureza? Não existe obesidade entre Lobos. Mais da metade dos cães o são. Entre os felinos igual: zero obesidade na natureza, porém, mais da metade dos gatos sofrem por serem gordos quando possuem donos.

O ser humano é o mais inteligente animal na natureza, mas é também o ÚNICO que produz o alimento para SE ADOECER. E ele é tão eficiente nisso que ele adoece QUALQUER animal que se alimente disso.

Por exemplo, babuínos quando expostos a sobras de alimentos humanos ficam marcadamente obesos. Não é somente isso. Seus marcadores sanguíneos como insulina e glicemia ficam piores. Este achado não é isolado.

 

Outro estudo, também com babuínos, encontrou que os selvagens sem acesso a sobras de alimentos dos humanos tinham 2% de gordura corporal, já os que tinham uma dieta similar à nossa alcançavam em média 23%. E uma meta-análise com uma amostragem de 20.000 mamíferos de diferentes espécies, como primatas e roedores, encontrou que o peso médio desses animais vivendo próximos a humanos e se alimentando em parte de nossas sobras fez subir sua gordura corporal média.

O que faz humanos engordar (açúcar, carboidratos refinados e processados, grãos, fast food…), parece TAMBÉM fazer engordar a outros animais selvagens. Por que não engordariam você? Por que não engordariam seu animal?

Talvez seja por isso que até hoje a indústria de ração se negue na justiça a fornecer essas informações de carboidrato e açúcar ao consumidor. Quer dizer, ao dono, que oferece isso ao seu animal tão querido.

E aqui há ainda um paradoxo. O zoológico de San Diego, por exemplo, famoso e premiado mundialmente, cultiva 67 tipos de bambus para alimentar diferentes animais. As diversas aves recebem dietas bem específicas e diferentes. Há lá uma ideia de RECRIAR um ambiente natural. É a questão evolutiva da qual falava, é olhar ao mundo à nossa volta.

E se olharmos em quem VISITA o zoológico? MUITO mais da metade estará acima do peso. Ou seja, quando a direção do zoológico dá aquilo que os animais comem eles mantêm a forma, os visitantes, comendo comida feita por humanos engordam e adoecem.

É por isso que é proibido alimentar os animais lá porque se você for aos quiosques comprar comida e der aos animais, eles ficarão como nossos cães e gatos domésticos: morbidamente obesos. Isso porque a melhor coisa que sabemos fazer é comida para engordar, para matar precocemente.

Por isso que quando um profissional de saúde vem e diz que grãos não engordam, que açúcar não adoece, que farinhas não são problemas, ele não é só incompetente. Mais do que isso, ele ignora a questão evolutiva, que tem no tempo a variável mais robusta de segurança que existe. Ele faz pior que isso. Ele se recusa a olhar o mundo à sua volta, ele nega a realidade.

Fuja desse tipo!

Para o seu bem!

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“É normal não sentir fome nessa dieta…?”

Eu poderia pagar um mordomo teclando por mim se ganhasse R$5 por cada pessoa orientada que me faz essa pergunta depois de eu sugerir mudanças simples em seus hábitos alimentares.

Uma das maiores armadilhas na história foi quando meio século atrás um renomado profissional estabeleceu uma relação de consumo calórico com obesidade. Veja bem, ele disse que havia relação, mas concluiu equivocadamente que era de CAUSA.

Sim, “equivocadamente”. A ideia de que comer (de)mais é o que engorda está tão arraigada que mesmo sendo SEM EVIDÊNCIAS ou mesmo sem FUNDAMENTO, segue sendo ensinada àqueles que irão cuidar (bem mal) de nossa silhueta: Nutricionistas, Educadores Físicos e até Médicos.

Lembro que no final de um curso fiz um trabalho apenas explicando a falta de embasamento desta afirmação (“obesidade é consequência de um desbalanço calórico”). A professora disse que foi o melhor texto que leu, pena que eu estaria equivocado, afinal, “obesidade é consequência de um desbalanço calórico”.

Ela falou que eu precisava me embasar em estudos (que dei às dezenas) e para me rebater ela não foi capaz de listar um sequer. Se uma professora que só trabalha com isso e já comprou uma ideia sem embasamento apenas porque é bonita e porque sua professora assim ensinou, bobagem eu querer tentar convencê-la. Ela vive errada, mas não pode estar errada frente aos clientes, por isso os profissionais de Nutrição NUNCA admitirão que por décadas orientam de forma completamente equivocada.

Essa frase que ouço sempre (“é normal não sentir fome nessa dieta?”) é só um achado incrível de Gary Taubes em ação. Ele cunhou uma frase que abriu os olhos de MUITOS profissionais mundo afora: não engordamos porque comemos demais, mas comemos demais porque estamos engordando. Isso como consequência de um desbalanço hormonal na maioria das vezes (??) gerado pela insulina.

Quando se muda a dieta da pessoa de forma mais simples do que se imagina, ela passa a emagrecer e – olha que bonito! – sem fome porque o corpo passa a usar sua energia de sobra (gordura corporal) como fonte.

Não é que a pessoa está emagrecendo porque não sente fome, ela não sente fome porque está emagrecendo!

Obrigado, Taubes!

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Sobre oferta, Saúde, Cronicidade & Obesidade

OU AINDA: o que a Nutrição aprende com o Esporte

No mundo do Esporte a coisa é bem simples: você observa o que fazem/fizeram os melhores e copia. Dando certo, você replica (*seu treinador de corrida dirá a você que o seu treino é individual). Dando “não tão certo” você ajusta. Dando errado você esquece.

A diferença básica entre Esporte e Nutrição é que no primeiro o profissional é avaliado pelos resultados, no segundo pelas intenções.

Nosso corpo ao longo dos milhares de anos de sua evolução foi moldado pela natureza para saber lidar, saber gerenciar picos. Já disse o poeta que “a dose faz o veneno”!

Picos eventuais (de glicemia, de consumo de álcool, de frequência cardíaca, na expressão da força…) não só NÃO fazem mal, como fazem BEM.

O Esporte entendeu isso MUITO bem. Qualquer treinador meia-boca sabe que para ficar forte, é preciso levantar muito peso (picos). E para correr uma Maratona é necessário vez ou outra correr muitos quilômetros. A Nutrição quando fala em “equilíbrio” na dieta dá a entender que entendeu tudo pelo avesso. Ou não entendeu NADA.

Um relatório do NCHS (EUA) revelou que em 24 horas 40% dos americanos terão feito AO MENOS UMA refeição em um fast-food. NÃO É coincidência que um dos países mais obesos e doentes do mundo tenha tamanha presença crônica em um fast-food.

Essa semana conversava com um cliente que se culpa por beber cerveja aos finais de semana.  Final do ano passado alguns “especialistas” que não sabem matemática disseram que não havia dose mínima saudável para o consumo de álcool. Aí quando você olha os números você descobre que aqueles que bebiam UM POUCO de álcool tinham resultados MELHORES que os abstêmios.

O álcool é um agressor ao corpo. Assim como e o jejum e o exercício. Sem jejum, dá ruim. Sem exercício, dá ruim também. Sem álcool… entendeu? O mesmo vale para o café/cafeína, para a sujeira e tantos outros.

O que a modernidade/tecnologia fez foi aumentar a oferta daquilo que antes era raro e caro (ex: açúcar, farináceos, álcool, fast-food, que oferece tudo isso…). Hoje tudo é barato e acessível.

Quando um profissional vem e fala para você REDUZIR o consumo de carboidrato (low-carb), ou o de alimentos industrializados/ultraprocessados (paleo), ou sugerir o jejum, ele está apenas fazendo o MESMO que faz um treinador bom. Ele está pedindo que você REPLIQUE o ambiente em que seu corpo foi criado.

Healthy food

Um “especialista” que fala que low-carb ou jejum fazem mal não entendeu ainda absolutamente NADA. E aquele que fala que paleo não faz sentido, bom… deixa pra lá.

*O que muitos adeptos da dieta carnívora AINDA não entenderam é que deve haver um consumo superior de carne. Assim como os extremistas “low-carbers” TAMBÉM não entenderam é que eventuais picos de glicemia TAMBÉM devem fazer bem. Mas viver em sociedade torna praticamente IMPOSSÍVEL que isto vez ou outra não aconteça. 

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De Emagrecimento, Apostas e Diretrizes

Veja o gráfico abaixo desse post. Ele representa 4 amigos que fizeram uma aposta ($) de quem conseguiria perder mais peso em 1 ano. Um deles pediu minha orientação. Quem você acha dos 4 que estava sob minha orientação? OK, apelei nas cores, eu sei!

O legal depois de um ano foi ouvir dele que ele segue bebendo vinho, teve zero restrição com carne, conseguiu voltar a correr (sedentarismo é consequência, não causa do sobrepeso), e ainda influenciou – segundo ele – ao menos 20 pessoas falando das ideias.

Outra coisa legal é saber que dos outros, dois também tiveram abordagens “paleo/low-carb” com os profissionais procurados! Por quê? Porque FUNCIONA! Só as faculdades, repletas de professores fora de forma e/ou que não atendem que ignoram!

Apenas acadêmico ou “especialista“ distante da prática e negando a realidade, semskin in the game”, dirá que low-carb é curto prazo ou perigoso ou o que seja!

Depois que escrevi do Guia Alimentar Australiano, feito pelos mesmos “especialistas” de sempre, perguntaram sobre o modelo brasileiro. Não vou entrar no mérito que o acho apenas OK. Mais que isso!

Governos NÃO deveriam se meter em diretriz nutricional. Sabe por quê? Porque eles NUNCA vão voltar atrás e NUNCA vão admitir que há cinquenta anos estão 100% errados!

Vejamos agora o Canadá. Não tão grave quanto os australianos, os canadenses estão cada vez mais gordos. O que fizeram no novo guia? Eles extinguiram os grupos carne e laticínios. Qual a razão alegada?

A maioria dos canadenses não come bastante vegetais, frutas e grãos integrais. O que é necessário é uma mudança em direção a uma alta proporção de alimentos à base de plantas“.

Os “especialistas” retiram a carne, um dos alimentos nutricionalmente mais ricos que existem e recomendam mais soja, grãos e bananas. Eles ainda não entenderam NADA. São os maiores culpados pela crise de globesidade e pedem para que aumentemos a dose de um remédio que NUNCA funcionou.

Em 2019 você vai com quem? Com quem te engorda há meio século??

Como ter saúde?!? Fugindo dos “especialistas”!

Albert Einstein certa vez teria dito que “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Vejamos então para onde a insanidade das orientações nutricionais nos levaram. Abaixo listo o que seria uma dieta DIÁRIA recomendada pelos “especialistas” (sempre em aspas) que montaram o Guia Alimentar Australiano, válido entre 2003 e 2013.

– 24 fatias de pão
– 5 porções de vegetais (*eles incluem grãos como sendo vegetais!)
– 2 frutas
– 2 porções de laticínios
– 1 (UM!) pedaço de carne magra (!!).
– 1 pedaço de bolo médio (!!!).
– Uma lata de refrigerante (!!!!)
– 2 bolas de sorvete.

SIM, foram especialistas que montaram essa dieta DIÁRIA! Acredite!

Eu costumo dizer que a Nutrição – digamos – ortodoxa é a arte de negar a realidade e cobrar ($) por isso.

O que aconteceu? Os australianos confiaram no que diziam os “especialistas” oficiais e a obesidade explodiu no país. Mais de 63% estão atualmente acima do peso! Quando você olha as estatísticas ao redor do mundo descobre que a população sempre segue o que lhe é pedido. E o que acontece? Ano após ano ela apenas engorda e adoece!

A foto abaixo que ilustra esse post é daquilo que nos disseram por DÉCADAS ser um café da manhã saudável. Ainda na graduação (acho que já contei isso) uma professora, dessas que montam pirâmides, não gostou que pra um trabalho de sua matéria eu montasse um cardápio diário de uma adolescente feita 100% no Mc Donald’s. Para azar dela a dieta INTEIRA no fast food cumpria 100% com as recomendações nutricionais que ela pedia! Sim! Juro! Ela queria me dar zero, mas teve que me dar 5.0, afinal, eu atingi TODAS as metas.

Quer mudar em 2019? PARE de ouvir o que essa gente recomenda! NÃO funciona! NUNCA funcionou! E eles NUNCA irão confessar que estiveram 100% do tempo equivocados desde o início!

Sabe o que mais Einstein disse?
No meio da dificuldade reside oportunidade.”

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