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JAMAIS ouça o que o governo tem a dizer sobre Nutrição!

É um grave equívoco o governo se meter dando recomendações nutricionais. Primeiro porque ele não entende NADA do assunto. E segundo porque quando errar, não irá admitir que esteve sempre errado, então é um caminho sem volta.

Outro equívoco é conceitual. Dieta boa se faz não ao comer coisas boas, mas ao NÃO comer coisas “ruins”. Você não pede ao fumante para fazer mais exercícios ou comer legumes, você pede que ele NÃO fume (ou fume menos). Ao não comer ruim, sobra o bom. Diferença simples, mas CRUCIAL.

O governo não só pede mais do “bom”, como ERRA ao defini-lo. A população, olhando-se os dados disponíveis, fez o que lhe foi pedido. Menos carne vermelha, mais laticínios desnatados, mais grãos e mais frutas. O que aconteceu? Engordou como nunca e por isso adoeceu.

E o que nos pedem? Menos carnes! Faz sentido? NÃO.

Ao se pedir menos carnes ignoramos que a dieta americana padrão já é PELO MENOS 75% vegana! 99% das calorias de junk food são veganas!

Não é ruim comer vegetais! O problema NUNCA FOI comer abobrinha ou tomate, mas comer:

1. Alimentos processados e refinados: FARINHAS e AÇÚCAR;

2. Alimentos NÃO-naturais à espécie: GRÃOS e INDUSTRIALIZADOS;

3. Gorduras de adição: ÓLEOS VEGETAIS e MESMO os mais naturais (manteiga, azeite, banha…)

E ao NÃO comer calorias de alimentos “ruins” ou NÃO-naturais, nos sobra alimentos “bons” (ODEIO usar o termo “bom” porque induz o leigo a achar que comer mais pimentão compensa o milk-shake, o ideal seria dizer alimentos “naturais”).

As diretrizes atuais são um enorme equívoco porque pedem MAIS alimentos processados (óleos vegetais e laticínios desnatados), NÃO-naturais (grãos) e MENOS de alimentos nutricionalmente MUITO ricos (carnes).

Por fim, quando se quer ou precisa perder peso (gordura), colocar manteiga no café é estúpido! “Derramar” azeite na salada também! Ambos são REFINADOS. Uma pessoa para emagrecer precisa ser low-carb porque ela já é HIGH fat.

Banha é Lindy. Nutrição não!

“A NATUREZA NÃO FAZ NADA EM VÃO” (Aristóteles)

Vocês já devem ter se deparado aqui nas minhas redes referências ao “Efeito Lindy”. O conceito, popularizado por Nassim Taleb em Antifrágil, fala sobre a ação do tempo na expectativa de algo não-perecível.

Ou seja, o tempo de vida deste algo dita a segurança com que este algo estará entre nós no futuro. Se algo funciona, ele é Lindy! Usar Banha é Lindy, por exemplo. Voltaremos à ela!

Sempre falo aqui: o tempo é a maior e melhor variável de análise de risco e segurança de algo.

E aí voltamos a Aristóteles, que tem uma frase célebre no assunto: “Se há um jeito melhor do que o outro, você pode ter certeza que o melhor é o modo da natureza.”

Na melhor obra que existe sobre hidratação no esporte, Waterlogged, Tim Noakes faz referências dizendo que vendedores e falsos especialistas (nutricionistas e fisiologistas IPIs, “Intelectuais Porém Idiotas”) tentam nos convencer que o ser humano é o único animal do mundo que não sabe quando precisa se hidratar.

Em Endure (de Alex Hutchinson) um fisiologista IPI explica que Haile Gebrselassie poderia correr MUITO mais rápido se bebesse mais água. No “raciossímio” dele um Labrador idiota (e o fisiologista igualmente idiota) sabe quando se hidratar, mas Haile, um dos maiores atletas de todos os tempos não.

Voltemos à banha…

Quando falei que óleo vegetal é o PIOR alimento a se ter na cozinha (SIM, pior que açúcar) sabe quem veio defender essa substância comestível de 100 anos que NUNCA foi testada antes de ser recomendada? Analfabetos? Vendedores? Leigos?

NÃO! Nutricionistas! Não foi minha avó analfabeta (que usava banha!), mas professores de faculdade que me diziam que eu deveria deixar de usar banha (milhares de anos) para usar óleo de canola, algo 100% industrializado.

Não é que à Nutrição falte aulas de lógica elementar, de risco, de matemática… falta também filosofia. Pois NUNCA em sã consciência alguém iria sugerir deixar de usar banha, “o modo da natureza”. É uma ideia tão estúpida que só podia vir de acadêmicos.

Como chegamos até aqui??

Nos últimos dias escrevi 10 dicas de alimentação. As pessoas sempre me perguntam como chegamos onde chegamos no assunto nutrição… como deixamos que as diretrizes tenham sido desenhadas de forma a ADOECER e a ENGORDAR a sociedade. Muita gente (não são poucas) acreditam e fazem teorias da conspiração. Eu não acredito! De verdade!

Um livro reconta muito bem o nó legal e tributário em que estamos. Em “Sal, açúcar, gordura” (Salt Sugar Fat) o vencedor do Pulitzer Michael Moss revela como podemos ser pessimista quanto ao futuro. Quem conhece a história por trás da teoria de que a gordura saturada faria mal se dá conta que Ancel Keys (um homem inteligentíssimo) fez o que qualquer acadêmico faria: distorceu o que tinha em mãos pra se provar certo.

Como TODA a categoria caiu na mentira, hoje não podem voltar atrás e admitir o equívoco. Eles não têm saída! Se admitirem que estavam SEMPRE errados, perdem crédito ($).

Eu não acredito em complô e lobbying da indústria alimentar e farmacêutica. Elas não precisam disso! Nutricionistas, Médicos e acadêmicos (professores principalmente) fazem isso de graça por elas. Minhas duas avós morreram analfabetas praticamente. Elas comiam banha. Meus professores? ELES quem me fizeram por anos consumir canola.

Eu NUNCA tive um treinador (todos eles formados e ex-atletas) que pedisse pré-treino ou lanche pós-treino. Foram meus professores (que nunca correram) que dizem que é preciso. Minhas avós sem irem à escola sabem mais sobre alimentação que 98% de meus professores. Elas nunca usariam redes sociais para defender um alimento industrializado, como os óleos vegetais industrializados. Quem faz isso é em sua maioria – sempre bom reforçar – gente titulada (Nutricionista, Médico, acadêmicos…).

Obesidade e Aposentadoria no esporte – parte 4

Já escrevi algumas vezes sobre esporte e aposentadoria aqui nas minhas redes (aqui e aqui e aqui). Atletas vivem de seus corpos, dependem de muito músculo e boa forma. Venho, porém, trazendo exemplos que contradizem TUDO o que as diretrizes nutricionais pregam em sinal claro que elas não fazem IDEIA do que vem nos recomendando.

Kyle Long se aposentou da NFL, a principal liga de futebol americano, e apareceu praticando atividade física 30kg mais magro do que quando era profissional. O que pedem nutricionistas a quem quer emagrecer? Gaste mais energia do que consome (come).

Como um aposentado pode gastar mais energia que um dos atletas mais bem pagos do mundo? Difícil, não? Se o corpo de Long obedecesse ao pensamento mágico da Nutrição (balanço calórico como causa) ele estaria com o peso de antes ou passando fome, certo?

Pois é, mas quando perguntado o que ele fez para derreter 30kg de gordura em pouco tempo sabe o que Long respondeu? Vou dar alternativas. A primeira parte:

A. Mudou seus Treinos;

B. Mudou sua Dieta;

 

B, sabe por quê? Porque a Nutrição é que cuida da gordura (o que ele queria perder). Esporte cuida é dos músculos! Segunda parte:

X. Ele mudou O QUE come;

Y. Ele mudou QUANTO come;

 

Sabe qual a resposta dele? Mudou O QUE come. E dos 3 macronutrientes eu deixo pra VOCÊ responder o que ELE disse que cortou:

1. CARBOIDRATO

2. Gordura

3. Proteína

E aí?! O que você acha? SEMPRE digo aqui, esporte tem skin in the game e é pura prática, Nutrição tem ZERO ski on the game e é pura teoria e pensamento mágico.

Obesidade e aposentadoria no esporte – parte 3

Semana passada trouxe aqui o caso do ultramaratonista Michael McKnight que correu 160km à base de água e eletrólitos, o que vai na contramão das diretrizes nutricionais esportivas, que são fundamentadas em muita fé, pouca prática e nenhuma observação. Hoje lhes trago Marshal Yanda, um dos melhores guards da NFL.

Yanda se aposentou de um esporte que exige uma montanha de músculos. Muito acima do peso de um não-profissional, do que é saudável, ele decidiu perder o excesso de gordura. Em 3 meses o ex-jogador perdeu 30,5kg. Bom, né? Vamos ver como?

Na imagem 2 desse post eu coloco sua dieta típica de jogador e a adotada pra derreter o excesso de gordura. A base da Nutrição estabelece que nosso peso é fruto do balanço calórico. Gaste mais do que consome e você emagrece, coma mais, engorde. Ou seja, trata as calorias como IGUAIS, seria QUANTO comemos e não O QUE comemos.

O problema: associação não é necessariamente causa. Se você perguntar ao meu professor na USP que ainda fala essas bobagens por que sua sala tem gente, ele dirá que é porque entrou mais gente na sala do que saiu e não necessariamente a CAUSA de termos que estar lá (assinar a lista porque ninguém merecia ver aquilo). Entrar mais gente que sair foi uma CONSEQUÊNCIA da real CAUSA (termos que estar presentes lá pra ter presença).

Você pode argumentar: “Balu, a dieta pós-NFL tem menos calorias”. SIM, tem! Até meu ex-professor acertaria essa. A Física e a Matemática estão certas! Energia não vira esperança (apenas quem pede pra comermos carboidrato complexo acha isso!). Mas repare no que vai em amarelo. São alimentos ricos em carboidrato. Yanda decidiu por cortá-los da dieta e é a retirada deles (e NÃO das calorias!) que dá condições ao corpo para que se queime gordura! O motivo: é com baixos níveis de insulina que ocorre a lipólise. Isto está em qualquer livro vagabundo de fisiologia, mas as faculdades fingem não estar.

Repare o que vai ainda em lilás. Yanda cortou um shake/smooth (“calorias líquidas” dão baixa saciedade) e antecipou sua última refeição, aumentando o jejum, que é o MELHOR jeito não-medicamentoso de se diminuir os índices de insulina possibilitando assim: (sim!) acesso às reservas de gordura (que ele quer queimar)!

Se ele cortasse igualmente as calorias e não os carboidratos, ele ainda teria níveis elevados de insulina, não tendo acesso à gordura corporal e assim teria fome! É o que acontece quando você segue a dieta padrão do Nutri-Nesfit. POR ISSO ninguém a segue por mais que poucas semanas e POR ISSO que a profissão é um fracasso, já que o histórico da dieta hipocalórica é de redundante fracasso.

p.s: Yanda cortou ainda parte do consumo de gordura porque um corpo high-fat como ele era não precisa de gordura exógena… ele assim precisa é ser low-carb para ter acesso, para poder queimar o high fat corporal.

p.s.2: já escrevi duas vezes sobre NFL, obesidade e aposentadoria… a primeira aqui e outra vez também usando um exemplo prático aqui.

 

Os 4 piores alimentos a se ter em casa!

ÓLEOS VEGETAIS

NUNCA fomos tão enganados! A ideia que um produto 100% industrializado como os Óleos Vegetais (Soja, Milho, Girassol e Canola) é um bom alimento para consumo é ultrajante! Esses óleos são as piores alternativas alimentares que você tem para usar na cozinha. Eles são obesogênicos (sim, engordam), inflamatórios e fazem mal ao coração. Muito importante: Azeite NÃO entra neste grupo!

Não há NENHUMA justificativa para usá-lo em casa, uma vez que ele é 100% substituível sem perda de sabor por alternativas (mais caras) como o azeite e o óleo de côco ou outras (mais em conta) como a banha e manteiga. Se seu profissional de saúde pede que você insista e não troque o óleo vegetal, sou eu que insisto: troque de profissional.

MARGARINA

A história da farsa das recomendações nutricionais passa pelo delírio da recomendação da margarina. É comum ver profissional da área sugerindo. Se existe UM alimento que NÃO deveria ser consumido é ela. Ela é 100% substituível (ganhando em qualidade nutricional, sabor e segurança) pela MANTEIGA. Manteiga passou pelo crivo do tempo, a margarina NÃO. Proibir dar margarina aos prisioneiros de guerra deveria estar no Tratado de Genebra. Se seu profissional de saúde recomenda margarina, você não precisa de inimigos.

ADOÇANTES

Não importa qual! Xilitol? Sucralose? Stevia? NADA. Um dos maiores responsáveis pela atual crise de obesidade no planeta não é sedentarismo, genética (que piada!) ou açúcar, mas haver ALIMENTOS ENGORDATIVOS de forma MUITO barata muito acessível 24 horas por dia. A solução que o mercado dá? Produtos de segurança NÃO comprovada “ao nosso alcance muito barato 24 horas por dia”. Você enxerga um padrão aqui? Se você não tem em casa, você não consome. Simples assim.

SUCOS DE FRUTA

Em casa é melhor beber vinhos ou destilados (com responsabilidade) porque ele dá um feedback que o açúcar não dá. Frutas são os doces da natureza. Suco é o refrigerante da natureza. Se você não pode beber Coca-Cola quando quer, por que acha que suco pode? Faz algum sentido? Seu profissional de saúde fala que suco é saudável? Ele te quer gordo e doente pra te atender, só pode ser isso!

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Sobre Ovos…

Parece que saiu mais um daquele estudos associativos que são inconclusivos e LONGE do definitivo, quase inúteis, quando falamos de definição de diretrizes ou recomendações.

Vou colocar uma parte que falo de OVOS no meu livro “O Nutricionista Clandestino”…

 

Os ovos, por exemplo, talvez sejam o melhor exemplo de alimento saudável e seguro que sofre de tempos em tempos alguma restrição e são condenados. O ovo é um alimento TÃO nutritivo a ponto de permitir que uma célula fecundada possa dar origem a um filhote de galinha.

O ovo é um dos alimentos mais demonizados na atual cultura de combate ao colesterol na dieta porque ele é rico nesse nutriente. Porém, seu consumo não aumenta os valores do colesterol LDL. A questão é que o colesterol na dieta NÃO necessariamente implica em elevação da colesterolemia e o ovo nunca teve seu consumo provado como perigoso.

Além disso, o ovo é um alimento de alto valor nutricional, possuidor de vitaminas, minerais e antioxidantes. Ele acaba por MELHORAR o perfil lipídico aumentando os valores do colesterol HDL. Outros estudos mostram que o consumo de ovos NÃO está relacionado com aumento do nosso risco cardíaco. Como está na gema a maior parte dos nutrientes, a recomendação facilmente encontrada para que se descarte a gema comendo apenas a clara, poderia ser descrita como uma das mais ESTÚPIDAS recomendações nutricionais de toda a história da Nutrição.

O colesterol LDL por sua vez parece que visto isoladamente tampouco é um ótimo marcador. Essa é a conclusão feita por um levantamento com 231.986 pacientes hospitalizados que possuíam níveis de LDL adequados.

Fim da citação.

Coma seu ovo tranquilamente! Há milhares de anos são consumidos de forma SEGURA. É ÚTIL saber que profissional reforçou o coro de que ovo nos mata do coração… isso facilita a NOSSA vida pra identificar quem ainda não entendeu NADA de Nutrição.

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Mel é saudável?

O SABOR DOCE ESCONDE O FERRÃO DO CONSUMO CRÔNICO

Melhor ainda… pergunto: Mel é bom pra saúde?

Complicado. Sempre que atribuímos o caráter de BOM para algo na Nutrição caímos em uma armadilha. Isso dá a entender que mais desse elemento (no caso mel) seria sempre melhor à saúde. Mas NÃO é verdade!

Temos que ter em mente que nosso corpo não lê rótulos. Ele não sabe se o açúcar que você consumiu vem do mel, do mel industrial ou da Coca-Cola. Ele sabe SIM que vai ter que lidar (o fígado na verdade) com aquela frutose toda consumida de algum jeito.

Mas o especialista disse que “faz bem” e que por isso é “saudável”. Bom, operadores de raio-X, isoladas todas as variáveis, tendem a viver mais do que a população média porque estão expostos à uma radiação que em excesso mata a nós humanos.

O QUE NÃO MATA, NOS FORTALECE

A gordura vegetal (chamemos de ômega-6) NÃO é RUIM! Os óleos vegetais industrializados (canola, girassol, milho, soja e margarina) são RUINS porque são industriais, mas porque PRINCIPALMENTE nos oferecem um consumo em escala NÃO-normal.

O MEL na natureza é raro, escasso, sazonal. Sendo assim ele só PODERIA ser consumido assim para ser saudável… de tempos em tempos, sazonalmente e de forma rara, bem eventual.

Não faz sentido ALGUM dizermos que alguns microelementos (seja frutose do mel ou não, radiação, álcool ou outro qualquer que venha do vinho, por exemplo) são bons ou ruins. É a FREQUÊNCIA de sua exposição que dirá se fará bem ou mal ao organismo.

MODERAÇÃO É A CHAVE?

NÃO. Moderação é um dos MAIORES erros da Nutrição. Um dia falo melhor a respeito. Mas comer 1kg de mel numa sentada provavelmente é MUITO melhor do que comermos 50g de mel por 20 dias. (*vocês entenderam bem a ideia nesses números arbitrários)

 

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Manteiga e Ovos? NÃO! Fast food e Margarina? Pode!

As recomendações dietéticas à população são PURO fruto de política, não de ciência. NÃO são resultados de pesquisas, mas de acordos com a indústria e o pensamento por aproximação dos especialistas. Esses que dão aula. São assim os guias, são assim também TODOS os cursos superiores na área. Você NÃO aprende nutrição fazendo faculdade.

Semanas atrás um distribuidor de alimentos britânico veio a público protestar. O motivo você tem na foto que ilustra este texto. Nela não parece haver nada de errado, mas quando você olha a imagem original, descobre que ela foi editada para poder ser veiculada no metrô londrino.

A edição (à revelia da empresa!) cortou da foto: baconovos e a manteiga da mesa. Por quê? Boa pergunta!

Vira e mexe me perguntam o que eu acho do novo “Guia Alimentar para a população brasileira”. Ele é melhor do que o anterior, mas não deixa de ser ruim. Sabe por quê? Porque governos não deveriam nunca se meter com isso porque NÃO irão admitir que estavam errados o tempo todo.

Atualmente está em debate novas regras para rotulagem de alimentos. Pois sem NENHUM fundamento a nutrição ortodoxa já condenou 2 nutrientes ESSENCIAIS à vida: a gordura saturada e o sal. E em paralelo recomenda como base da dieta o único macronutriente NÃO-essencial, o carboidrato. Faz sentido? Lógico que não faz! Eles fazem malabarismos para explicar o delírio coletivo da categoria.

Por causa dessa alucinação a lei pede que alimentos consumidos de forma segura por séculos e séculos (como bacon, queijo e ovos) sejam retirados de qualquer anúncio. Mas o mais incrível é que o McDonald’s PODE fazer anúncios no local porque está dentro das regras!

SIM, você leu certo!

A ideia de indicar que alimentos ricos em gordura saturada, sal e calorias são ruins cria a condição absurda e IRRACIONAL de que alimentos NATURAIS como abacate, ovos, carnes, peixes e frutos do mar NÃO POSSAM ser recomendados. Mas margarina (um VENENO que até HOJE a Nutrição recomenda) e fast food possam!

Faz ALGUM sentido pra você?!?
Eu juro que tento entender… 

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A Dieta Carnívora e o Experimento com N=1

Semana passada terminei pouco mais de uma semana experimentando a Dieta Carnívora. Demorei para achar uma foto boa que a resuma bem, porque as pessoas pensam que é só comer picanha. Basicamente nela você come livremente CARNE (de qualquer tipo), OVOS & DERIVADOS DE LEITE (qualquer queijo, creme de leite, chantilly e nata) conforme a fome o guia. Nada mais.

Funciona? Depende para quê…

Quer melhorar seus indicadores sanguíneos (glicemia, colesterol e Triglicerídeos)? Melhoram e não é pouco. Emagrecer? Sim, e não é pouco! Por quê?!

Basicamente porque dieta “boa” é mais sobre o que NÃO comer. A dieta carnívora, por experiência própria, ao contrário do que muita gente pensa, é difícil! Nela, não há NADA de açúcar, não há cerveja, não há farinha, não há pão… Quando você tira tudo isso, não “tem como” engordar, não “tem como” seus indicadores não melhorarem.

Não falta teórico que diga que exercício exige carboidrato. Com zero dele segui treinando normalmente duas vezes ao dia, bati meu recorde no TGU (Turkish Get Up) e no Double Clean, trabalhei, fiz tudo. Só um acadêmico que tenha lido muito para afirmar essa bobagem de que exercício exige carboidrato. Um prático vai lá, ignora e faz.

Mas… a Carnívora é a ideal??

Nem de longe acho isso! Fiz por puro experimento. Tenho convicção de que ela vai CONTRA a nossa natureza e nossa evolução (assim como o vegetarianismo, o que dizer então do veganismo). Mas ela atende uma premissa da qual sou fiel e enorme seguidor: não-linearidade da dieta.

Dieta e exercício são sobre extremos. Por isso cálculo de nutrientes diários é de uma tolice sem tamanho (*aqui novamente somente acadêmicos muito estudados para poder defender tamanha besteira). A carnívora atende ao nosso lado onívoro e nos “protege” de vegetais que oferecem em escala gigante alguns micronutrientes dos quais, SIM, algumas vezes deveríamos evitar (alguns mais, outros menos). E seguindo esse raciocínio, o vegetarianismo temporário também seria MUITO bem-vindo (pretendo fazer esse ano!).

Se você é diabético, EXPERIMENTE! Está num platô de emagrecimento? Experimente! Está com alguma intolerância/alergia sem saber de onde vem? Experimente! Mas se acha uma boa ideia levá-la ao longo prazo, saiba que não faz sentido! Tem que distorcer DEMAIS a lógica para dizer que os dois extremos (carnívora e vegetarianismo) estão algo próximos do ideal.

*perdi peso mesmo comendo muita carne (acém moído, sobrecoxa e barrigada) com queijo e uns 4-5 ovos também com queijo ao dia. Isso sacia assustadoramente. Fiz jejum sem me programar uns dias porque a noite caiu e a fome não deu as caras.

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