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Gorduras Boas e pensamento libertador.

No dia a dia eu tenho várias heurísticas, aqueles atalhos mentais que servem para facilitar nossa vida. Quando o assunto é Nutrição tenho várias delas. Por exemplo, se um profissional de saúde diz que Quinoa e Feijão são fontes proteicas, já o coloco na gaveta dos vegetarianos, herbívoros ou dos low-fat, daqueles que morrem de medo de gordura na dieta. Se o profissional diz que quinoa e feijão são é fonte de carboidrato (e são mesmo, basta olhar suas composições), já sei que deve ser de uma linha mais low-carb.

Outra heurística minha diz respeito ao entendimento da pessoa sobre Gorduras. Repare, não deve haver UM veículo ou profissional realmente competente que para citar exemplos de “gorduras boas” não diga nada muito além do “abacate, nozes e azeite” (faça esse exercício no Google, chega a ser divertido a ponto de dar risada tamanha a limitação dos especialistas). Isso se chama bloqueio mental. Por mais que esse profissional tente aprender, se atualizar, quebrar conceitos e ideias equivocadas, ele fica preso a conceitos ultrapassados, arraigados há muito em sua mente.

Um desses conceitos é o de que haja “gorduras boas”. Isso não existe! Na natureza se nos alimentamos naturalmente de um alimento há milhares de gerações, esta gordura é por si só segura, ela não é ruim, o que é diferente de ser boa. Do contrário, se ela é sintética (como a gordura trans ou os óleos vegetais industrializados como o de Canola, de Girassol, de Soja, de Milho, etc.) esta é uma gordura RUIM ou no mínimo NÃO-segura.

Quem defende o contrário tem que fazer um contorcionismo argumentativo que não sobrevive à lógica (ou que nos entrega à ignorância deste profissional no assunto), afinal, abacate e azeite não têm composições lipídicas radicalmente diferentes das da… CARNE.

RECOMENDAR PEIXE É ANTES DE TUDO SER INÚTIL

Gordura boa é gordura segura!

Você dificilmente encontrará nos exemplos de “gorduras boas” a CARNE. E aqui NÃO vale citar PEIXE. Por que não?

O que diferencia um profissional de um leigo é entre outras coisas que aquele consiga oferecer a este algo, uma informação, que o leigo não saiba da área de atuação. Uma vez que não deve haver estudos sobre peixes que tenham desfechos negativos com o consumo desse alimento, ou seja, consumir mais peixe sempre está relacionado a uma melhor saúde, o Nutricionista (ou Médico) vir dizer para comer peixe é tão dispensável ou tão inútil quanto o Educador Físico vir dizer que fazer exercício é bom, ou o Médico vir dizer que fumar faz mal, ou o homem do tempo na TV dizer que a chuva molha. Sem agregar informação, o nutricionista que cita peixe é entre outras coisas um inútil, ele é dispensável.

Útil é o profissional que vem a você e fala: coma carne, sua gordura é segura e não faz mal.

A CARNE PODE SER LIBERTADORA

Escrevi tudo isso porque mesmo perfis de Instagram que soam como esclarecidos (como o Jejum Intermitente, por exemplo) são incapazes de citar a carne como “boa”. Citam o queijo e o azeite, alimentos feitos pelo homem. É um misto que mora entre a ingenuidade e a arrogância tão humana de achar que podemos superar e melhorar a natureza. Limitar as gorduras boas a peixe, abacate, azeite e castanhas é sinal claro de quem desconhece a composição desses alimentos e a da carne. Ou lhes falta discernimento ou entendimento técnico.

Aos nutricionistas que falam essas bobagens (que carne não é uma grande fonte de gordura essencial), fica meu desafio Skin in the Game: eu fico sem comer abacate, azeite e castanhas. Vocês ficam sem a carne. Vejamos quem perde mais.

Fica aqui o recado, se você segue profissionais dispensáveis, que não conseguem saber aquilo que você já sabe (peixe e abacate, uma fruta de baixo açúcar, são saudáveis), e que não conseguem sair do bloqueio mental de que carne também seja fonte segura de gordura uma gordura essencial, talvez seja hora de trocar de profissional, pois este é mais do que dispensável.

*mas se seu médico ou nutricionista recomenda preferência por óleo de Canola, Deus tenha piedade de você

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