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De Foie Gras, Terremotos, Sucos e Nutricionistas – Parte 2.

Um nutricionista que sugere suco de fruta como algo saudável ou seguro é amoral, inútil e antes de tudo um incompetente. É uma questão lógica, de risco. Mas é também uma questão de fisiologia.

Foie Gras é uma iguaria culinária feita com fígado de gansos. Para ela ser melhor, o fígado da ave tem que estar patologicamente gordo, doença essa que em humanos chamamos de Esteatose Hepática, um acúmulo de gordura nas células do fígado. Ela pode ser dividida em doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou doença gordurosa não-alcoólica do fígado, quando não existe histórico de ingestão de álcool significativa.

Como o próprio nome diz, ocorre por acúmulo de gordura no fígado. Você não tem dificuldade de encontrar ~especialista~ que diga que a primeira abordagem seria retirar/diminuir a ingestão de gordura na dieta. Não duvido que esse profissional ache que se você comer ervilha, você ficará verde.

O fígado tem algumas particularidades. É ele quem metaboliza “todo” o álcool que ingerimos (isso já é sabedoria popular). O que muita gente não sabe é ele também quem metaboliza “toda” a frutose que consumimos.

Como adoecemos os gansos os engordando? Dando uma quantidade estúpida de glicose na forma de milho forçadamente goela abaixo dos animais, com mangueiras, diretamente em seu estômago. Milho é um grão, tal qual arroz, um alimento rico em amido. O que é amido? Um polímero de glicose, ou seja, centenas de moléculas de glicose ligadas uma a uma que em sua boca e seu estômago viram… “pura” glicose. E atualmente sabemos que a esteatose hepática é muito comum em outras condições que não as relacionadas ao abuso da ingestão crônica de álcool (“doença gordurosa não alcoólica do fígado”).

O QUE OS GANSOS DOENTES NOS ENSINAM?

Suco de laranja, o mais consumido, tem em sua composição cerca de 28g a cada 250ml de suco. Uma lata de Coca-Cola (350ml) tem 37g. Vc pode dizer que um é industrializado o outro é natural. Duas observações: a Coca-Cola é feita com açúcar de milho, tão natural quanto uma laranja, em uma composição de aproximadamente 55% de frutose e 42% de glicose, composição mto parecida com o açúcar branco de mesa (50-50%). E o suco de laranja? Formado por frutose E glicose, tal qual… refrigerantes!

Lembra da história do fígado? É ele e só ele quem metaboliza a frutose que ingerimos. Só que ele tem um “teto” de armazenamento que é de cerca de 100-120g (*precisamos assumir que esse tanque não se esvazia completamente). O que ele faz com o excesso? O transforma no melhor jeito de depositar energia em nosso corpo: gordura.

Suco de laranja é a história do evento de cauda… em uma sentada eu consigo tomar 500ml (56g de açúcar), 1L… isso sem contar o que eu vou ingerir de glicose e frutose além do suco. Porém, suco e refrigerante são bebidas “universalizadas” apenas recentemente. Vamos olhar o histórico?

Um sinal indicativo do futuro sombrio que nos aguarda é saber que a presença dessa doença era praticamente desconhecida em crianças até 15 anos atrás. Agora estima-se que 1 em cada 10 delas tenha esteatose hepática (sempre do tipo não alcoólico). Mas se você olhar apenas aos garotos mexicanos e americanos obesos, essa chance passa a ser de 50%! Mais! Em 2001 de cada 100 transplantes de fígado nos EUA, um era em razão da doença. Em 2010 esse valor já estava em 10%.

O especialista em diabetes Gerald Reaven (Stanford University), por exemplo, diz que para induzir ratos a adquirir esse problema, basta aumentar a frutose da dieta. Como o açúcar frutose (de refrigerantes E sucos) é metabolizado no fígado, seu excesso geraria esse acúmulo adiposo no órgão.

Um estudo oferecendo 480ml de suco de uva por 3 meses causou resistência à insulina em mulheres, doença atrelada à doença do fígado (HOLLIS et al, 2009). Se seu nutricionista topar tomar o dobro disso (1L por 6 meses), aí ele pode usar o raciocínio torto dele para dizer que suco é uma bebida saudável e segura.

Será que ele topa? Ou ele vai usar um dos discursos mais estúpidos da Nutrição, o da “moderação e equilíbrio”?

*fruta pode dar o mesmo problema? Um copo de suco usa cerca de 3,5 laranjas. Você consegue beber 1, 2 copos. Eu nunca vi alguém comendo isso na minha frente. “É o Risco, estúpido”. 

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (você encontra a versão impressa aqui)

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De Foie Gras, Terremotos, Sucos e Nutricionistas.

Antes de mais nada, para seguir lendo, é importante que saiba desde já o seguinte: Nutrição não é uma ciência.

Eu não sei exatamente o que ela é. Mas lhe é mais útil que sempre quando veja um Nutricionista, que você o enxergue como um religioso. E isso não é ruim! O religioso de certa forma quer o seu bem. O nutricionista convencional também é assim. E para tal ele frequentemente abre mão da ciência em nome da fé dele.

E – repito – não há problema nisso.

Sou à minha medida religioso. Poucas vezes me emocionei tanto diante de um túmulo, como me emocionei no Vaticano em frente ao do João Paulo II. Mas nem por isso acho que o Papa Francisco possa ser candidato a um Nobel que não seja o da Paz. Porque ele não defende a ciência, mas a fé católica. Ser religioso não faz de alguém moralmente melhor ou pior “per se”. Um nutricionista não é mau per se, mas pode fazer mal, muito mal, justamente por disfarçar em sua fala uma ciência que não existe.

Tempo atrás houve um debate sobre suco ser ou não saudável. Uma blogueira, mostrando sua falta de intimidade com fisiopatologia, teria dito que suco faz mal. Nutricionistas, mostrando sua falta de intimidade com conceitos básicos de lógica, disseram que não.

FAZ OU NÃO FAZ?

Um desavisado diria que água em excesso faz mal. Porém, quando falamos de consumo voluntário, ainda que não infalível, temos que talvez que o primeiro indicador lógico de que algo possa fazer mal (ou não fazer bem) é sobre seu consumo “ad libitum” (a bel-prazer, à vontade) implicar riscos consideráveis. Em nome de uma melhor (ou boa saúde) podemos comer bomba de chocolate ad libitum? Não. E comer brócolis ad libitum? Sim. Vodka ad libitum? Não. Água? Sim. Laranja? Sim. E Suco de laranja?? (*ou de qualquer outra fruta.)

Quando um nutricionista vem em um suposto compromisso com a ciência afirmar “me traga um estudo que mostre que suco faz mal”, ele recorre ao argumento de que um estudo querendo promover lesões ao fígado em crianças ou adultos seria possível. Não, não seria. Eu não posso eticamente querer acabar com o fígado ou engordar um grupo de pessoas.

Esse argumento falha ainda em outro ponto. Evidência de ausência (de danos) é diferente de ausência de evidências. Mais do que isso, as evidências (ainda que não 100% seguras, falarei outro dia) já nos mostram quem está errado no debate. Um profissional de saúde que fala que “não existem estudos” está querendo dizer que todos os cisnes são brancos, que há evidência de ausência. Quando a ÚNICA coisa CERTA a ser feita é buscar cisnes pretos para provar-se errado em um incansável exercício de ausência de evidências.

Ou então ele pode ainda fazer algo moralmente maior:

O quanto você realmente acredita em algo só pode se manifestar através do que você está disposto a arriscar por isso.”
OU AINDA
Faça o que você fala!

Um nutricionista que diz que “OK beber suco” o tomaria em quantidades absurdas? Digamos 2L por dia por 6 meses? E por que absurdas? Porque o risco à saúde de bebermos sucos está justamente em seu caráter de ser um evento de cauda. O que seria isso? Eventos de cauda não são mensurados na grande maioria das análises. Os eventos de cauda podem ser positivos ou negativos e são praticamente impossíveis de prever ou quantificar. Eles são a priori invisíveis, imprevisíveis, difíceis de mensurar e podem ser extremamente destrutivos.

Lembra do nutricionista argumentando a dupla falácia “não há estudos”?
Não há estudos sobre paraquedas. Ele saltaria sem um? Ele beberia 2L por 6 meses?

Suco faz mal (pronto, já sabe o que eu acho) por alguns fatores:
1. Ele não pode ser consumido ad libitum.
2. Sua capacidade de fazer estrago está em seu caráter de podermos consumir muitas calorias (açúcar) que NÃO é possível na forma de fruta.

Suco é o terremoto que mata muito. A fruta é o asteroide que pode matar alguém. As calorias (na forma de açúcar) do suco vêm com a magnitude de um terremoto enquanto as de uma fruta caem como asteroides.

Por fim, não esqueçamos nunca que como a Nutrição convencional ainda não é ciência, temos que partir para outras facetas ou mesmo filosofia para buscar explicações. Nutrição, tal qual religião, ainda é uma cultura de fé. A ciência é a da dúvida. Temos que ter medo das certezas quando quem discursa não corre o próprio risco. Ou então beba 2L de suco por dia antes.

Se você chegou até aqui, dentro de alguns dias explico fisiologicamente o porquê suco não deveria jamais ser consumido como outra coisa que não seja sobremesa (o momento que abrimos voluntariamente mão da saúde em nome do prazer).

O Nutricionista que te fala que “suco tudo bem” é amoral, não o faz por mal. E ele o é sem deixar de ser inútil (por não te proteger, dando conselhos baseados em raciocínio que qualquer um faria). Mas ele é antes de tudo um incompetente. 

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (você encontra a versão impressa aqui)

Sílvio Santos, Jejum e Nutrição.

É sintomático que dois memes de Nutrição tenham sido compartilhados na mesma semana. Já chego a eles.

No âmbito das relações humanas e profissionais, uma é defendida por quem detém via Estado o monopólio de um setor: o atendimento a quem quer emagrecer. Você nunca tem dificuldades para encontrar Nutricionista e Educador Físico dizendo que você deve ir a um deles caso queira cuidar da sua saúde e da dieta. Porém, há um aspecto crucial na área da saúde. É o que chamamos de Dissociação de Interesses. Um quer dinheiro, o outro quer saúde (*e NÃO há problema ALGUM nisso). Duvida? Eu poderia dar consultoria a alguém por 10 anos (como dou ao mesmo cliente há mais de 10 anos). Ele me paga mensalmente. Gratuitamente eu faria isso por talvez 10 semanas, não mais. Leve essa proposta ao profissional da saúde que lhe diz que a maior preocupação dele é com a sua saúde. Reforço: não há crime aqui!

Porém, no campo das ideias quem decide quem é e quem não é especialista é o TEMPO, não o Estado, não uma carteirinha de uma classe profissional que só serve para sugar o trabalho alheio sem precisar entregar NADA. Isso mesmo: CRN e qualquer outro “C” ganha dinheiro sem precisar fazer NADA. VOCÊ quem trabalha para sustentar vagabundo. *mas é divertido que você não tem nenhum trabalho para encontrar muita gente que ache normal. É até curioso que implicitamente fique aqui um reconhecimento de que essa pessoa não se sinta nem segura sem alguém o atestando que ele seja útil para algo.

Tempo atrás conheci o Efeito Lindy, que é uma das heurísticas mais robustas que existem. O efeito diz que a expectativa de vida de uma ideia é proporcional ao seu tempo de vida.


Aplicado aos tênis de corrida – prometo já chegar na Nutrição/Emagrecimento – os maiores atletas por bem mais da metade do século passado corriam com tênis sem suporte. Desde o final dos anos 70 a indústria tenta nos empurrar um novo conceito de tênis que não só não se mostra eficiente (como evidencia qualquer pesquisa preguiçosa que qualquer um pode fazer), como seus próprios tênis, de tão ruins que são como conceitos de calçados seguros, vão morrendo temporada após temporada.

Você pode enganar a todos, mas apenas não engana a duas entidades: a Lindy e ao Tempo.

Essa semana tem uma imagem rolando chamando Jejum de moda. Ele tem sido registrado como seguro por pelo menos milhares de anos. Outro sempre chamado de moda é o Low-Carb, só que eis que ele sempre foi a regra. Sempre. O Low-Fat é algo inventado SEM estudos apenas por volta dos anos 60 e 70.

Pois se vivemos uma época racional regida pela irracionalidade de falsos especialistas, talvez a ferramenta mais útil e mais segura seja recorrer justamente ao tempo! Jejum e Low-Carb sempre estiveram entre nós. Já a entrada das recomendações defendidas pelas associações de sempre, que só vivem e só querem seu dinheiro, ocorre justamente quando o planeta vive sua pior crise de obesidade e diabetes.

Assim chegamos ao grande Sílvio Santos. Ele não é profissional de Saúde, ele tem algo a perder: sua Saúde. O que ele mais quer é saúde. E ele tem o tempo ao seu lado: não há como uma dieta low-carb engordá-lo. Por mera sabedoria de observação (seja do tempo, seja do que está em volta dele), ele concluiu que a restrição de carboidrato refinado serve para emagrecer duas fãs obesas. Não sei a opinião de quem criou a imagem, mas sei que vc não terá dificuldade de ver gente que se acha inteligente, profissional de saúde, achando que ela está certa. Que há moda em algo de milhares de anos. Eles precisam ter aulas de raciocínio lógico com SS, que não sabe diferenciar mitocôndria de pâncreas, mas sabe que não tem como o delírio do Low-Fat contradizer milhares de anos.

É o tempo, estúpido.”

Danilo Balu
autor

*se você gostou da análise que leu aqui e quer saber coisas que nunca lhe disseram sobre Nutrição e Emagrecimento, o convido a ler meu livro O Nutricionista Clandestino (também na versão impressa aqui).

Precisamos falar de Jejum.

Venho do futuro, mais precisamente do ano de 2057 e lá você AINDA encontra profissional recomendando comer a cada 3 horas para perder peso. Duvida? Dias atrás foi matéria do jornal “O Globo”. As diretrizes nutricionais têm ineficiência de passado brilhante (sempre ineficazes), e de um futuro promissor, basta ver o caso do óleo de coco de dias atrás, com especialistas das sociedades de cardiologia endossando a barbeiragem. Ou ainda os atuais alunos da minha antiga faculdade (EEFE-USP), coitados, que têm toda uma equipe obstinada a perpetuar seus delírios.

Fosse eu a defender comer a cada 3 horas baseado na fé, como eles, pediria ao jornal para omitir completamente meu nome na matéria. Mas essa turma não tem medo de passar vergonha! Contam com apoio das diretrizes oficiais, ainda que a ciência olhe feio, muito feio para eles, quase com pena.

Na última pesagem de um cliente eu disse para ele que era hora de tentarmos fazer jejum (*aqui um adendo: as pessoas sempre que me encontram pela primeira vez acham que eu já vou de cara recomendar jejum, quando na verdade essa é a última abordagem em um programa). Por que sugeri isso? Como era de se esperar, a velocidade de perda de peso dele vinha reduzindo. Essa redução por si só joga por terra a tola e equivocada ideia do controle do peso como primordialmente uma consequência do balanço calórico.

Ritmo esse que caía, era hora então de uma nova quebra de homeostase. E a ideia era que fosse com jejum. Programamos em nosso último encontro de fazer de 12 e 18 horas de jejum algumas vezes por semana (mentira, tentei que fizesse jejum de 24 horas, sem sucesso). Ele fez e voilá… o ritmo de perda de peso dele voltou a aumentar.

Jejum não é sobre perder peso. É sobre saúde! Qualquer nutricionista ou nutrólogo acha normal e saudável você quebrar a homeostase de alguém estressando de forma controlada indo à academia empurrar um monte de peso por 45 minutos ou correndo 8km no parque. Mas muito desses acham um absurdo você estressar o corpo de modo controlado sem comer por 16 horas. Os mais fracos quando vão à academia ficam mais fortes. Os mais gordos quando fazem jejum – olhe que coisa inesperada – emagrecem. Nem por isso você quando está forte ou magro deveria parar de fazer os 2 (treinar e fazer jejum). A história de dezenas de milhares de anos diz que é seguro. Mas as diretrizes de 1970 para cá dizem que é perigoso.

Em quem você acredita?

Como eu sou teimoso, acho que as diretrizes que coincidem com a explosão de obesidade e de diabetes estão erradas do começo ao fim e que o que sempre foi feito e nunca nos adoeceu é o certo a se fazer.

Infelizmente não são poucas as diretrizes que não fazem nenhum sentido. No livro O Nutricionista Clandestino (você o encontra na versão impressa aqui) falo de como interpretamos completamente errado os estudos que tentavam explicar o controle de peso, como evitar diabetes ou o controle do nosso risco cardíaco. Faço o convite para que conheça alguns dos estudos ignorados na primeira obra sobre o tema escrita originalmente em português.

3 textos, 1 sintoma

Em menos de 24 horas recebi 3 textos que são sintomáticos. No primeiro ficamos sabendo que um macaco morbidamente obeso será tratado por “especialistas” com aumento de atividade física. Os gênios devem achar que o macaco está assim porque anda muito de carro e fica sentado à frente do computador, não porque consome alimentos processados, grãos e muito açúcar, alimentos estranhos à história da espécie. A presidente da ABESO inclusive acha que ele come é muito sal. Ou é ignorância ou má-fé dessa gente.

O texto seguinte era do Drauzio Varella na Folha de São Paulo, que apesar de ele não entender a razão pela qual engordarmos, o médico sabe que é uma falácia completa a ideia do exercício como eficiente emagrecedor. Não estamos ficando cada vez mais gordos porque nos movimentaríamos de menos, mas porque estamos como NUNCA consumindo alimentos errados (processados, açúcares, óleos vegetais, sucos, refrigerantes…).

Você pode colocar o texto de Varella na entrada da faculdades e consultórios, ele ainda assim passaria despercebido. As pessoas não verão aquilo que elas não querem enxergar, seja por ignorância ou por conveniência interessante ($$) mesmo. Duvida?

Em O Globo um texto fala sobre a capacidade do exercício em combater a obesidade. A presidente da Regional RJ da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia faz aquilo que se espera dela e da entidade que representa. Como se eles não tivessem um polegar opositor que os diferenciaria do macaco obeso, ela e seus colegas da SBEM quando estão dentro de um buraco, em vez de parar e pensar no que há de errado em suas ideias que NUNCA, JAMAIS funcionaram, acham que o melhor mesmo a fazer é continuar cavando. Eles são capazes de morrer cavados em sua própria incompetência e inegável ignorância no tema.

O modelo de tratamento da obesidade da ABESO e da SBEM. É melhor do que assumir que nunca souberam tratar adequadamente.

Para essa gente, não basta você coletar e mostrar dados de estudos que existem às DEZENAS mostrando que o exercício como emagrecedor é de uma limitação decepcionante. Eles não querem enxergar. A doutora e seus amigos não são pesquisadores, são torcedores, são fanáticos como extremistas religiosos que já decidiram a causa e a solução. Como o remédio deles NÃO funciona, eles tentam explicar o inexplicável. Como o tratamento é ineficiente, eles problematizam: “Nem sempre um exercício que é bom para seu vizinho é bom para você”.

O exercício é um dos melhores remédios jamais criados, mas NÃO serve para emagrecer. Como eles não conseguem acreditar nisso, eles acham que a dose é o problema. A culpa é sempre de outro, nunca da ignorância e incapacidade deles.

Não tente convencer alguém de uma ideia quando seu ganha-pão ($$) vem justamente da sua não compreensão…

A Nutrição, assim como a vida, é feita de escolhas

Um estudo publicado recentemente no Journal of the American College of Cardiology veio corroborar o encontrado em tantos outros levantamentos. Feito com mais de 900 pessoas acima do peso, basicamente dividiu-se os indivíduos em 3 grupos. Para um deles eles davam orientação (aconselhamento) e um guia alimentar (Health Canada Food Guide). Um segundo grupo não recebeu nenhuma orientação, porém, recebia semanalmente uma cesta com os alimentos recomendados no guia alimentar em questão. Por fim, um terceiro grupo recebia ambos: orientação (com guia alimentar) e a cesta semanal com os alimentos dito saudáveis.

Deixemos um pouco de lado que as atuais recomendações nutricionais oficiais no emagrecimento se baseiam em fé, não em ciência ou evidências. O que vale destacar é que depois de 6 meses houve nenhuma ou pouca diferença no peso, na cintura e na pressão arterial entre os 3 grupos. Para ser mais preciso, a perda média de peso foi de somente 1kg em 6 meses! Isso derruba MUITO do que se prega atualmente na Saúde Pública: especialistas defendem que devemos educar a população e que devemos aumentar o acesso a alimentos ditos saudáveis. Sim, é difícil discordar dessa política, mas agora podemos desconfiar que isto teria impacto irrisório, praticamente nulo na saúde da população. A Nutrição mais uma vez é pega na desilusão de viver em seu mundo de esperança que não funciona na vida real…

Mas… Por que educação e acesso a alimentos saudáveis pouco ajudam?

A explicação não é fácil, é baseado mais em conceitos do que em evidências. Gosto muito de duas ideias: a do conhecimento ser subtrativo e também o da via negativa. Resumindo e adaptando os 2 de modo quase perigoso temos que é bem mais fácil sabermos com segurança o que nos faz mal do que descobrirmos o que faz bem. E é bem mais fácil, usando a via negativa, saber aquilo que gera estresse ao organismo. Sabemos que açúcar (e farináceos, e doces, e refrigerantes…) fazem mal, mas é muito difícil saber se agrião ou beterraba, por exemplo, fazem bem.

A questão da alimentação tem uma particularidade fundamental que os profissionais de saúde parecem ignorar: é uma questão somatória. Você pode ficar sem correr, ou seja, para estudar o impacto da corrida na saúde, você pode deixar um indivíduo sem correr. Mas não há como deixar alguém sem comer. Uma vez que essa pessoa vai necessariamente comer algo, entra outra variável importantíssima: a pessoa ficou com sua saúde melhor (ou pior) porque ela comeu mais verduras ou porque ela deixou de comer fast-food? É muito mais fácil entender e descobrir qual seria o vilão em um fast-food (bastaria para isso analisar indivíduos que comem somente partes componentes de um sanduíche), mas é muito mais difícil descobrir os diferentes papéis quando há trocas, ou seja, parei de comer X-Salada com refrigerante e passei a ser vegetariano. Era o milk-shake que me fazia mal ou os legumes e folhas que fazem bem?? Sabemos que o primeiro é verdadeiro, mas ainda NÃO sabemos se o segundo o é!

Dividimos alimentos em mocinhos e bandidos. Mas fazemos isso muito mal.

Hoje não surpreenderia ninguém que a resposta dos profissionais da área à pergunta acima seria que ambos: um faz mal e o outro faz bem. Mas… será mesmo?!

Eu tenho enorme dificuldade em acreditar em super-alimentos (*OK, acredito que fígado bovino, cogumelos, brócolis e ovos são quase 4 super-alimentos). Mais do que isso, tenho enorme resistência em falar que alimentos como óleo de côco ou bebidas da moda como kefir ou bulletproof coffee são bons. Porque o erro daí em diante é generalizado. Quando eu era adolescente, eu chegava a comer – sem exagero – uma dúzia de laranjas quando estava doente, pois na minha cabeça quanto mais melhor, afinal, fruta é bom, não?! Mais de uma vez atendi pessoas que consumiam colheres de óleo de côco porque “é um alimento bom”, que só tomavam cafés especiais com manteiga. Pode parecer lógico, mas há uma enorme diferença entre um alimento fazer mal e outro alimento fazer bem! E uma vez que haja alimentos que façam bem, é muito diferente achar que mais dele signifique melhor.

Já sabemos que há alimentos que mesmo em quantidades muito pequenas são ruins, mas ainda NÃO sabemos se existem muitos alimentos que sejam por essência bons. E já sabemos que mesmo esses alimentos em grande quantidade NÃO fazem “mais bem”!

A pessoa precisa saber que quando ela come 3kg de brócolis com 1kg de amora por dia, ela não terá muitas condições de comer comida sabidamente ruim (doces, refrigerantes, fast-food, alimentos processados e industrializados…) ou, na pior das hipóteses, comerá necessariamente bem MENOS de alimentos SABIDAMENTE ruins. Uma pesquisa que estudasse uma população assim, inevitavelmente concluiria que brócolis e amoras são alimentos mágicos sem perceber que é a via negativa, ou seja, é a AUSÊNCIA desses estressores em questão que nos faz bem!

Isso mais confunde do que ajuda porque sabemos que algo ruim NÃO está sendo consumido, mas identificamos como algo que não é necessariamente BOM como tal.

Atualmente acreditamos equivocadamente que alguns grupos de alimentos (principalmente frutas, legumes e grãos) são tão bons, tão saudáveis, que seriam capazes até mesmo de reverter problemas de uma má alimentação. Eu penso BEM diferente. Não só acredito que esses alimentos nem sejam assim tão bons (seriam em sua maioria no máximo neutros) como – e isso a ciência está do meu lado – eles NÃO têm a capacidade de reverter os problemas que comer mesmo quantidade pequena de açúcar e gordura trans, por exemplo, nos traz.

Hoje encaramos a Nutrição como se, por exemplo, comer quinoa (ou qualquer alimento da moda) pudesse reverter os males de fumar. Não, não consegue! Assim como o cigarro faz mal INDEPENDENTEMENTE daquilo que você consuma, temos que lembrar que NÃO HÁ COMPENSAÇÃO na Nutrição. Ou você come mal ou você come bem por não comer o mal. Não existe comer uma somatória de forma a se neutralizar.

Quando analisamos dados populacionais, podemos observar que a população obedece a recomendação de comer mais frutas e legumes. Qualquer levantamento confirma isso. Mas a população não deixou de comer também os alimentos “maus”. Como não há fruta que compense fast-food, a população adoece. Hoje consumimos suplementos de ômega-3 achando que ele fará bem (não fará). A doença está que hoje, pelo consumo dos óleos industrializados (de soja, milho, girassol ou canola) consumimos muito ômega-6. Não é a falta do 3 que faz mal, é o excesso do 6! Na Europa alguns levantamentos interessantes mostram que passaram a comer mais frutas, SEM deixar de comer comida processada. Resultado? Uma Europa obesa e doente como nunca antes. Resumo: fruta pode ser chamada de alimento bom, mas NÃO faz diretamente NADA para ajudar quando temos uma má alimentação

Podemos fazer um paralelo assim: a área da Nutrição tenta tratar uma pessoa que tem muita dor quando corre recomendando muita fisioterapia, pedindo tênis caros, tratamentos inócuos, kinesio tape e muita fé tentando descobrir a solução do problema. Um jeito BEM mais fácil de tratar essa dor é pedir que essa pessoa simplesmente não corra, que faça N outras atividades que NÃO a corrida. Se ela quiser correr, terá dor, se ela quiser seguir comendo X-Salada e bebendo cerveja diariamente, ela VAI continuar goda. É simples assim. Não importa o quanto de quinoa ou almeirão ela coma. Esses e outros alimentos não fazem necessariamente bem, mas podem evitar que você consuma (ainda mais) dos que te fazem mal.

Sabe os 900 do estudo do início do texto? Eles comeram mais comidas saudáveis, mas não deixaram de comer as porcarias. O custo fisiológico do alimento processado é maior do que qualquer quantidade de beterraba que você coma.

TIRE o agente estressor que não haverá estresse.

Não procure alimentos mágicos, eles ou não existem ou ainda não sabemos quais são.

Quando Esquimós dão bola à Nutrição…

É sempre importante, diria eu fundamental, estudar Nutrição sem NUNCA tirar o pé da questão evolutiva, histórica. No e-bookO Nutricionista Clandestino” (e na versão impressa aqui) listo alguns casos de povos que se alimentavam de extremos, sem NENHUMA consequência negativa à saúde. E por que seria importante estudar ou saber isso? Pois temos na história povos que comiam enormes quantidades de gorda carne vermelha sem sofrer problemas cardíacos.

E todo nosso medo de carne vermelha (na verdade por falta de provas esse medo passou a ser gordura, depois gordura saturada e depois colesterol) vem de associações pobres, frágeis que não encontram nenhum suporte em uma análise bem-feita. Será no futuro reconhecidamente como uma das maiores vergonhas da Nutrição, uma área que se considera ciência, mas que é hoje em grande parte de suas diretrizes, apenas algo livre de evidências, é assim apenas uma crença sem um Deus a louvar.

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Na verdade louvam. A Nutrição tem seu demônio (a gordura saturada) e tem no carboidrato, um nutriente não-essencial à vida humana, o seu improvável herói.

Pois agora pelas mãos de pesquisadores russos nos chega que 2 povos na Sibéria, que por séculos se alimentavam basicamente de carne gorda e de peixe, fizeram involuntariamente mudanças em suas dietas. Qualquer diretriz nutricional diria para os Nenets e Khanty consumirem menos gordura saturada, menos colesterol e mais carboidratos.

Agora eles passaram a comer mais carboidrato. Resultado?

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Eis que aparecem os primeiros problemas de obesidade nesse povo Ártico!

Já expliquei como nossas avós são melhores que os Nutricionistas. O tempo sempre nos mostra o que é melhor: uma dieta de séculos ou teorias de 40 anos JAMAIS provadas, NUNCA antes testadas?

Quer engordar? Quer adoecer? Fácil! Ouça e siga com atenção o que um Nutricionista tradicional (o que segue as diretrizes) tem a dizer!

O porquê nossas avós são BEM melhores que os Nutricionistas. OU AINDA: o tempo como senhor da Razão.

Um dos temas que mais aprecio, mas sobre o qual eu dificilmente decido escrever muito é a latente ineficiência dos atuais tênis de corrida na diminuição das lesões nesse esporte. Se eu precisasse resumir em poucas palavras o recente histórico seria: nos últimos 40 anos os tênis ficaram maiores, mais pesados e (muito) mais caros. Agora os modelos convencionais contam com “tecnologias” que prometem muito. Mas na realidade conseguiram oferecer com evidências apenas maior conforto. Ou seja, não há vantagem ou menor índice de lesões, porém dão uma falsa sensação de segurança que é muitas vezes contraproducente.

A QUEM OUVIR?? – O que é um especialista? O que é um falso especialista? Em quem acreditar?

Você não terá problemas em encontrar nutricionista dizendo que você deve ir apenas com quem tem CRN, o que é uma tremenda bobagem; discurso de quem se preocupa mais com o próprio bolso do que com aquele que deseja emagrecer. No campo das ideias quem decide quem é e quem não é especialista é o tempo. E existe uma regra para isso, o Efeito Lindy, uma das heurísticas mais robustas que existem. O efeito diz que a expectativa de vida de uma ideia é porporcional ao seu tempo de vida.

Aplicado aos tênis de corrida, os maiores atletas por bem mais da metade do século passado corriam com tênis sem suporte. Desde os anos 70 a indústria tenta nos empurrar um novo conceito de tênis que não só não se mostra eficiente (como evidencia qualquer pesquisa preguiçosa que qualquer um pode fazer), como seus próprios tênis, de tão ruins que são como conceitos de calçados seguros, vão morrendo temporada após temporada.

Você pode enganar um corredor (nem tão) iniciante com suas propagandas chamativas, pode convencer o jornalista que só lê release, pode convencer aquele médico que faz lista de “tênis bom para o joelho”. Você apenas não engana duas entidades: Lindy e o Tempo.

Por isso que quando olhamos no tempo vemos que a fragilidade dos falsos argumentos não sobrevive ao tempo, uma vez que um dos discursos dos fabricantes diz que “esta versão está ainda melhor que a anterior” ainda que ela não tenha se mostrado em NADA mais segura que um tênis de corrida de 1965! É como o Comunismo/Socialismo, nunca deu certo em lugar nenhum, mas deveríamos continuar tentando. Para estes todos é muito triste quando o seu “mundo dos sonhos possíveis” encontra a vida real.

Fosse um modelo de tênis convencional de hoje superior aos da década de 60, o conceito desses teria morrido, mas continua vivo ainda que sem a força da propaganda. Por quê?

“Insanidade em indivíduos é algo raro – mas em grupos, festas, nações e épocas, ela é uma regra”. (Friedrich Nietzsche)

Por que tantos de nós correm com tijolos aos pés que não os protegem? Por que comemos 60% das nossas calorias justamente do nutriente que é não-essencial à vida? Por quê?

Vivemos uma época racional regida pela irracionalidade de falsos especialistas. Muitos deles montam suas teorias na segurança de não ter que submeter alguém previamente ao que pregam. E é ai que nossas avós são melhores do que nossos nutricionistas. Se na saúde você tiver que seguir ao acaso uma recomendação nutricional, marque um encontro com sua avó JAMAIS consulta com um Nutricionista.

Sempre que alguém vem e me chama de polêmico (o que não é verdade), repare que provavelmente estou apenas a dar peso a pesquisas que com rigor contradizem o senso-comum, seja na Nutrição ou sobre com qual tipo de tênis que deveríamos correr. Afirmações essas que eu sei que acarretam danos à reputação dos falsos especialistas, os especialistas em release, ou os ignorantes por conveniência, estes os mais desonestos. As ideias desses não sobrevivem honestamente ao tempo. Veja: são 40 anos para provar que tecnologia ajuda. Sem provas. São 40 anos seguindo cada vez mais as diretrizes nutricionais: nunca tivemos um mundo tão obeso. Esses especialistas (nutricionistas e defensores da tecnologia em calçados) são vulneráveis à prova do tempo e esperam que a realidade mude seu funcionamento, não suas teorias absurdas.

AVÓS vs PESQUISADORES

Por isso insisto com uma heurística: quer ir ao Nutricionista? Converse com sua avó. Com enorme chance de certeza afirmo que 85% das vovós estarão certas. Menos de 15% dos nutricionistas têm essa taxa. Por quê? Porque elas, nossas avós, comiam alimentos que foram a base da nossa dieta por muitos séculos. O Nutricionista não, ele vive de um pensamento mágico de teorias de apenas 40 anos que jamais foram postas à prova. Ele não tinha muito a perder, nossas avós e antepassados tinham.

Com tênis de corrida não é diferente. Por séculos os corredores, que dependiam do sucesso de sua corrida, usavam calçados com pouco suporte. Por que então dar ouvidos a jornalistas, fisioterapeutas e médicos que NÃO estudam DE VERDADE o assunto (pseudo-especialistas) e cuja parte de seu sucesso depende justamente do SEU fracasso (lesão) na corrida? Há uma enorme dissociação de interesses, como em quase todas as áreas da Saúde. A Nutrição não é em nada diferente.

A Dieta nas Festas

A piada dia: “o problema não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, mas o que comemos entre o Ano Novo e o Natal”. Faz sentido? Há estudos que mostram haver muita verdade nesse raciocínio de que nosso exagero ao final do ano sabota nossa silhueta. Os americanos, por exemplo, ganhariam muito peso entre o Dia de Ação de Graças (a quarta 5a feira de novembro) até 01 de Janeiro. Ou seja, um período de 6 semanas de engorda. Veja abaixo que este é um padrão em outros países e suas celebrações de final de ano e/ou religiosas.

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É um efeito “universal”: Natal, reveillon, datas festivas, Páscoa… geram ganho de peso considerável na população. Cuidado!

Um levantamento americano, além de confirmar o ganho de peso entre essas datas, traz algo muito mais importante: entre o final das férias e o pré-festas do ano seguinte as pessoas NÃO se livraram do que ganharam em 6 semanas! Seria mais ou menos assim: a pessoa engorda no final de ano, porém bem menos do que se imagina. Mas essa pessoa NÃO perde o que ganhou e vai assim acumulando peso, ano após ano.

Especula-se que anualmente cerca de 60% de nosso ganho de peso seria assim resultado de um descuido que ocorre em períodos muito restritos! Obviamente há enormes limitações por ser um estudo observacional com uma população que está no inverno, enquanto nós estamos no verão, justamente quando mais expomos nossos corpos em praias e ruas, por exemplo.

E não é só isso, como era esperado, para combater os excessos as pessoas correm para as academias! Repare abaixo no comportamento das pessoas que nas festas exageram no fast-food e tentam compensar com atividade física. *do Ano-Novo até meio de Janeiro é o único momento no qual academia ultrapassa o fast food. **quem acompanha este espaço sabe que atividade física é uma péssima ferramenta para perda ou controle de peso!

Outra regra:  a pessoa se esbalda no final do ano e corre para academia tentar compensar!

Outra regra: a pessoa se esbalda no final do ano e corre para academia tentar compensar!

Então o que fazer nesses casos? *E isso serve também para Páscoa, festinhas de criança, casamentos

– Primeiramente, tenha juízo, pois isso nunca faz mal a ninguém. Coma como se HOUVESSE amanhã;

– (Esta dica vale também para os que não param de perguntar o que comer ANTES de fazer jejum intermitente) Talvez valha priorizar ovos e/ou proteína na refeição anterior. Veja abaixo que as pessoas que comeram ovos, comeram menos na refeição seguinte. ATENÇÃO: muito possivelmente não há nada mágico no ovo! O resultado foi PROVAVELMENTE uma questão de macronutrientes (mais de um e/ou menos de outro), não do alimento em si. Não sabemos ainda se foi comer mais proteína, se foi comer menos carboidrato ou se comer ovos. Não sabemos!

Quem comeu mais ovos (proteínas), na refeição seguinte estava mais saciado do que quem comeu mais carboidrato.

Quem comeu mais ovos (proteínas), na refeição seguinte estava mais saciado do que quem comeu mais carboidrato.

– Por fim, treinar pode não fazer perder muito peso, mas melhora a resistência à insulina. Ou seja, ajuda! Exercício quase nunca fará mal! Se quiser treinar antes, ótimo! Quer treinar (LEVE!) depois? Melhor ainda! Por que não andar um pouco em vez de deitar e dormir? Mas reforço: não há exercício no mundo que compense você comer um pernil e tomar um balde de sorvete.

Boas festas!

Feliz 2017!

Jejum Intermitente e Corrida

Jejum Intermitente. O que é? Para o que serve?

Esta semana foi ao ar (abaixo) um vídeo do Corrida no Ar (o maior canal de corrida em português no YouTube) no qual falo sobre o que é o “jejum intermitente”, para o que serve, como funciona e o que traz de benefícios ao corredor e praticante de atividade física.

Em meu novo livro O Treinador Clandestino há um capítulo inteiro sobre o tema! Assim como em O Nutricionista Clandestino explico sobre a queda da resistência à insulina, talvez o maior e melhor benefício dessa prática milenar.

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