Arquivo da categoria: Emagrecimento

Todo janeiro é sempre igual…

O que engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, mas entre o Ano Novo e o Natal”… Essa frase faz sentido? Em partes! Um levantamento BEM interessante mostra que os americanos engordam entre o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) e o Ano Novo um peso do qual eles nunca mais se livram. Sendo assim, CUIDADO! Talvez agora seja MESMO a hora de fazer regime!

A mudança no calendário tem um poder quase incalculável de nos motivar. Roberto Pompeu de Toledo chamou de gênio quem teve “a ideia de cortar o tempo em fatias” porque isso “industrializou a esperança, (…) aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente”.

Hoje fui à academia. Tudo deserto. Sabendo que mesmo ao contrário do que diz o ditado, em média REALMENTE ganhamos um peso do qual não mais nos livramos. Então, encare a realidade! Se mexa! Não só no sentido de ir treinar (já que atividade física é INEFICIENTE ferramenta pra isso)! Mas comece HOJE a mudança a que se propôs no final de dezembro!

A imagem que separei neste post foi de uma pesquisa que fiz no Google… repare no padrão… há picos de procura pela palavra DIETA em janeiro, para depois o interesse cair enquanto sobe o número da balança.

Você pode esperar 2a feira para começar, mas saiba que até lá estará já ao menos dias ATRASADO. A gente SABE que se você começar 2a feira e não AMANHÃ, no final do ano você renovará a promessa, tudo começará outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente. Mas será tudo igual…

Comece! De verdade! Uma dieta saudável é uma das coisas que melhor você pode fazer pela sua saúde.

O Esporte sempre ensinou à Nutrição

Estou lendo a biografia da velocista Betty Robinson (EUA). O livro “Fire on the Track” conta o triunfo das primeiras velocistas olímpicas da história. Na viagem transatlântica da delegação americana até Amsterdã, sede dos Jogos Olímpicos de 1928, aconteceu um equívoco que se repetiria em 1936 na viagem até Berlim. Para oferecer o máximo de conforto aos seus atletas, os dirigentes resolveram oferecer um conforto que nunca serviu para construir excelência atlética.

A bordo do S.S. Roosevelt os atletas tinham à sua disposição acesso livre a: biscoito com molho de carne, galinha frita, panquecas com cobertura, tortas, cookies, licor, chocolate e sorvete. Para surpresa dos dirigentes, e acho que somente deles, os atletas chegaram à Europa muito acima do peso.

Um jornal inglês fez piada com o ocorrido, isso porque à bordo do navio britânico os atletas tinham: chá, salada, galinha, carne bovina e vegetais cozidos. E o que aconteceu com a delegação da rainha? Mantiveram a forma.

De um lado por décadas a Nutrição Esportiva tenta nos convencer que um praticante qualquer de atividade física não só pode como até mesmo “deve” comer alimentos ricos em carboidratos refinados (farinhas). Isso seria essencial ao desempenho.

E de outro lado a Nutrição insiste com sua teoria nunca testada de que a causa do ganho de peso é o balanço calórico positivo (consumo maior que gasto).

A Nutrição vive de teorias, o Esporte de prática. Para manter a forma de seus atletas, o comitê britânico manteve longe do navio alimentos “engordativos”. Já os atletas americanos mesmo treinando diariamente e incessantemente pelo cais e academias da embarcação só viu seu peso subir.

Um dos maiores delírios das diretrizes atuais à sociedade é ficar repetindo o mantra ineficaz de que para manter a forma ou perder a obesidade que assola o planeta deveríamos nos mexer mais. Isso não serviu para manter a silhueta dos melhores e mais dedicados atletas do planeta um SÉCULO atrás. Mas a Nutrição insistentemente ignora um célebre ditado: é BURRICE esperar resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa.

“Damos conselhos, mas não exemplos”.

Nenhum médico obtém prazer com a saúde de seus amigos; nenhum soldado, com a paz de sua cidade.”*

OU AINDA:

Nunca pergunte ao médico o que você deveria fazer. Pergunte a ele o que ele faria se estivesse em seu lugar. Você ficaria surpreso com a diferença.”
(Gerd Gigerenzer)

Tempo atrás sentei com calma pra conversar com um amigão, um dos caras que mais admiro e respeito na área de treinamento. Ele estava “voando”, na melhor forma física da vida mesmo com pouco tempo e já pra lá dos 20-30 anos. Ele me contava da sua rotina de treino. Treinava com MUITA intensidade, menos de 1h30 por semana e em paralelo havia decidido abolir o carboidrato da dieta.

Mas eu perguntei se seus clientes continuavam “high-carb” e a treinar uma hora por dia por 3 vezes na semana.

Lógico!”, ele disse.

Estou escrevendo isso no vácuo de um levantamento revelador (Hendrix, J.K. et al, 2019). Uma pesquisa feita com médicas sobre emagrecimento dá razão às citações do texto. O que as médicas fazem quando ELAS estão querendo manter o peso ou emagrecer? JEJUM e dieta CETOGÊNICA!

Mas o que elas mais recomendam aos PACIENTES querendo emagrecer? Jejum? Cetogênica? Não! Para eles é restrição calórica mesmo!

A Dieta Mediterrânea é uma das maiores invenções (no sentido de farsa mesmo!) recentes. Você acha que as médicas usam nelas? Óbvio que não! Elas recomendam é aos… PACIENTES! A eles até dietas comerciais emagrecedoras valem!

*Nul medecin ne prent plaisir à la santé de ses amis mesmes, dit l’ancien Comique Grec, ny soldat à la paix de sa ville: ainsi du reste.

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

Nos EUA “fat is the new black”?

Talvez fotos de ambientes públicos revelem mais sobre os nossos tempos do que qualquer análise antropológica seja capaz de fazer. Vez ou outra rolam fotos no whatsapp com momentos que as lentes fotográficas capturaram de praias e espaços públicos nos anos 60 e 70, ou mesmo fotos de então crianças nos anos 80. O que se vê? Uma sociedade que era magra, mas que “especialistas” tentam explicar sua obesidade dizendo que ela é genética. Para isso precisaríamos que uma mutação tivesse transformado radicalmente nossa espécie que estava em forma por milhões de anos até décadas atrás e que agora sofre MAJORITARIAMENTE com o excesso de peso.

Não existe obesidade na natureza. Basicamente a natureza NÃO oferece aos animais alimentos de forma a deixá-los patologicamente gordos. O homem é o animal que, ao fazer seu alimento, faz algo que o adoece. NADA é capaz de engordar mais do que o alimento que o homem produz (ou fabrica).

E aqui uma dica! Quer engordar? Coma alimentos processados. Quer emagrecer? Não consuma NADA que não seja alimentos não-processados. Por isso que é DOENTIA (para não dizer burra) a ideia de que óleos vegetais (soja, canola, girassol ou milho) sejam alimentos e não venenos. Mesmo azeite e óleo de côco devem ser consumidos com MUITA parcimônia. “Carne vegetal”? Deixe para os que acham que vão salvar o planeta. (*os demais óleos vegetais podem ter seu consumo ZERADO, assim como a visita a qualquer profissional de “saúde” que os recomendes)

Escrevo essas linhas no vácuo de uma pesquisa que parece mostrar que ou o americano desistiu de vez da vida ou decidiu que estar gordo é a nova moda. O país nunca esteve tão acima do peso, mas AINDA ASSIM eles dizem cada vez mais estarem com o peso ideal e/ou cada vez mais dizem que não pretendem perder peso.

Ou eles desistiram de perder os quilos extras porque já sabem que as diretrizes nutricionais são uma tremenda piada (e isso não deixa de ser triste) ou não enxergam problemas com o sobrepeso (há uma onda que tenta vender a ideia do obeso saudável).

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

De azeitonas, mangas e suco de tomate…

Estava em férias pela Grécia. Um dos produtos locais é o azeite. Eu NUNCA tinha visto tantas oliveiras carregadas e elas existem pelas ruas em canteiros abertos. A azeitona é biologicamente uma fruta, igual uma manga, um limão e um… tomate.

Quando era moleque, em minhas férias escolares ia a Tietê (SP), cidade de minha avó. Quando era época de manga (frutas são sazonais, tenha isso em mente! O homem é que a fez disponível por 365 dias ao ano) a molecada subia no pé para pegar as mangas ainda verdes que AINDA ASSIM são mais doces que qualquer azeitona ‘in natura’.

As oliveiras gregas não contam com crianças brigando para comê-las ainda no pé. Por quê? Porque elas carecem daquilo que faz as pessoas comerem frutas de sobremesa: açúcar.

Por que as pessoas não fazem saladas de frutas com azeitonas, limão, berinjela, maracujá e tomate? Porque são baixas em açúcar e relativamente altas em fibras.

 

As pessoas buscam em uma fruta o mesmo que buscam em um bombom, um kit-kat ou num Oreo: muito açúcar, baixa fibra. Quando não encontram, como acontece na azeitona ou no tomate, não o consomem como fruta. Ou, no melhor dos casos, fazem SUCO de tomate, que é um modo de você CONCENTRAR o açúcar e REDUZIR a fibra.

Não entendo a dificuldade que profissional de saúde tem de não entender algo tão básico: SUCO oferece MUITO açúcar em escala NÃO-NORMAL, sendo assim, NÃO TEM COMO seu consumo ser saudável!

As frutas como as conhecemos hoje foram TÃO alteradas para ter MUITO açúcar, POUCA fibra e estar disponível o ano todo, que devem ser consumidas com muita moderação. Legumes e folhas SIM. Fruta? É indulgência.

O delírio do pré-treino

Duas perguntas recebidas no Instagram me reforçam o delírio coletivo de toda uma sociedade (que os autores das perguntas não se ofendam, os exemplos são apenas sintomas sociais). Ei-las:

1. Quanto tempo após comer se pode correr sem perder rendimento?

2. O que comer antes de treinar?

Na minha experiência – vamos lá – eu NUNCA conheci um Nutricionista que entendesse de esporte. Eu não disse que eles não existem! Só disse que não conheço nenhum. NEM. UM.

Certa vez conversava com um cliente acima do peso e ele me dizia que queria perder peso correndo. Expliquei que ele, nordestino, poderia vir caminhando de sua cidade até SP e AINDA ASSIM lhe sobraria gordura corporal de sobra. Aqui 2 pontos:

– Corrida/caminhada gasta poucas calorias;

– O desafio não é gastar, é conseguir ACESSAR sua reserva energética.

Porém, e esses Nutri-Nesfit que recomendam suplemento e pré-treino JAMAIS entendem – até porque não sabem NADA de esporte – , você NÃO TEM acesso à sua reserva pré-alimentado! Por vários motivos. Um fisiológico é que comer eleva os níveis de insulina que INIBEM a queima de gordura. Isso está na aula 2 de Fisiologia (na primeira o professor se apresenta e fala as datas da prova). O nutricionista que prescreve pré-treino em amador deve ter faltado nessa aula.

O motivo conceitual é mais simples! Não faz sentido NENHUM comer antes de atividade física porque em nosso modelo evolutivo os ancestrais quando jejuavam por não TER comida estavam procurando por ela, eram fisicamente ATIVOS. Sendo assim, o padrão é fazer ATIVIDADE FÍSICA enquanto estiver em jejum! Nenhuma criatura selvagem adulta descansa quando não possui calorias!

Tem mais! É JUSTAMENTE quando temos grande fonte de energia endógena (gordura corporal) que nosso cérebro avisa ao corpo de que NÃO precisamos mais ser ativos pra encontrar comida. Já disse aqui: é um ENORME erro interpretativo esperar que alguém com sobrepeso seja MAIS ativo, mais disposto.

Energia endógena –> letargia e sedentarismo.

Energia exógena –> descanso.

A Nutrição como prática VIVE de negar a realidade. Por isso é um fracasso.

Sobre GRÃOS e valor nutricional

Um conceito muito pouco divulgado e compreendido na Nutrição (NUNCA tive na faculdade, por exemplo) é o que trata da riqueza nutricional de um alimento. Para isso você PRECISA considerar 2 elementos: quantidade de nutrientes (isso parece bem óbvio) e a de energia (bem menos óbvio, mesmo entre profissionais).

Para dizer que AVEIA, por exemplo, é nutritiva, rica em fibras, você precisa atropelar ou fingir não saber (ou não saber mesmo!) 2 coisas: que ela oferece POUCA fibra (muito mais carboidrato) e MUITO pouca fibra por caloria consumida. Dizer que AVEIA é saudável e fonte de fibras por TER fibra é dizer que açúcar mascavo é saudável por ter vitaminas. Em AMBOS os casos você ignora a energia consumida.

ENTRAM OS GRÃOS

Em TODAS as rodadas de perguntas aparecem questões sobre arroz. Necessários? Saudáveis? Maléficos?

Eu NÃO consumo (nem recomendo!) NADA de grão que não seja PURA indulgência e consumo MUITO reduzido. Se a história da humanidade fosse resumida em 24 horas, grãos passaram a ser consumidos nos últimos 5 MINUTOS.

GRÃOS NÃO são naturais à dieta humana. Ponto. São frutos da Revolução Agrícola (não confunda com a Industrial).

Por não serem naturais, eles são consumidos agora de forma refinada (agora sim, após a Revolução Industrial) são de certa forma bem TOLERADOS em nossa dieta, o que é bem DIFERENTE de ser bem-vindo à dieta!

POR QUE NÃO CONSUMIR GRÃOS?

Por 2 lógicas. A primeira é porque não são NATURAIS à nossa dieta. O tempo é a MAIOR e MELHOR variável para cálculo de risco. Se por 23h55 estava “tudo bem” SEM grãos e nos últimos 5 minutos comemos grãos e estamos MUITO doentes, por PRECAUÇÃO você o TIRA da dieta.

A segunda razão é também de ordem lógica. Grãos possuem toxinas e anti-nutrientes para impedir que os herbívoros (e nós humanos) comam a prole da planta, afinal, grãos são sementes!

GRÃOS são ainda fonte abundante de carboidrato (e nutricionalmente MUITO pobres), o macronutriente NÃO essencial à vida humana, reduzi-lo assim parece lógico.

Por fim, não me pergunte por que devemos cortar consumo de GRÃOS. Mas pergunte, sim, aos nutricionistas por que diabos consumi-los!

”Mas sempre comemos arroz-feijão e não éramos obesos…”

Semana passada estive no interior de Sergipe visitando a parentada. Não precisa ser especialista para saber que arroz, feijão, farinha, macarrão, mandioca, tapioca e frutas são partes majoritárias no cardápio. Carne? Pouca, muito pouca. Mas a imagem que ainda temos é de magreza e pobreza.

Visito a região desde sempre (menos do que gostaria ou deveria). Quando era menino era quase uma aula prática de Biologia ou Geografia. Crianças desnutridas. Agora que volto adulto a obesidade é rampante, mesmo em povoados que dependem financeiramente do Bolsa Família.

O que se conclui? Que o amido dos grãos ou raízes não engorda, que a culpa é do “balanço calórico”. Se você quer estar à frente da absoluta maioria dos especialistas em Nutrição, basta você entender algo que a ortodoxia faz questão de não entender: a questão calórica EXISTE, óbvio! Não se nega a realidade! O que é preciso entender é que ela é uma CONSEQUÊNCIA de uma dieta ruim, não CAUSA dela.

CORRER É BOM?

Lógico! Mas se você tem um fêmur (ou tíbia) trincado, é uma péssima escolha de exercício. Arroz e feijão com farinha é veneno? ÓBVIO que não! Mas em um caso de obesidade passa a ser uma EXCELENTE alternativa MOMENTANEAMENTE restringir fortemente seu consumo. GRÃO é alimento de sociedade POBRE (um dia falo mais à respeito). Ele é MUITO pobre nutricionalmente.

Se o balanço calórico positivo e a obesidade são AMBOS CONSEQUÊNCIAS de uma dieta ruim, não CAUSA, temos que MELHORAR, ENRIQUECER a dieta comendo alimentos RICOS nutricionalmente.

E QUAIS SÃO OS ALIMENTOS NUTRICIONALMENTE RICOS?

(fora de ordem) Carnes, Ovos, Legumes de baixo amido, Castanhas e Cogumelos.

Frutas? Não. Grãos? Não. Tubérculos? Não.

Restringir esses alimentos no caso de sobrepeso/obesidade é o deixar de correr no caso da perna quebrada. Não é difícil de entender, vai…?

Por fim, no povoado que fico há hoje mais açúcar, refrigerante, sorvete e pães que a família mais rica jamais comeu décadas atrás. É sobre a DISPONIBILIDADE de comidas “erradas” que a sociedade tem hoje.

Emagrecedor: Xadrez vs Corrida

O ano é 1984, o Campeonato Mundial de Xadrez é temporariamente adiado porque o defensor do título, o russo Anatoly Karpov, havia perdido 10kg por causa das partidas.

Em outra edição, 20 anos depois, era a vez do campeão Rustam Kasimdzhanov sair 8kg mais magro.

Eu sempre falo que a ideia de que nosso peso (para mais ou para menos!) é resultado da teoria nunca antes DEVIDAMENTE testada do “balanço calórico” ainda permanece viva e forte é porque ela é apaixonante! (na verdade ela já foi N vezes refutada)

Ela é tão simples! É só jogar um conceito matemático em algo que SABEMOS ser biológico. Nela você ainda joga a culpa do sobrepeso em um fator meio puritano (a gula e preguiça do obeso!) e tira 100% das costas do especialista o caráter de incompetente por não compreender de conceitos básicos de sua área.

Se um profissional de saúde Marciano chegasse à Terra e fosse a um parque público sairia de lá com a teoria de que correr engorda, tamanha é a quantidade de pessoas acima do peso correndo.

Mentira!

Sabe por quê? Porque depois ele iria à África ver quenianos e etíopes magérrimos também correndo e concluiria que não é que corrida engorda ou emagrece.

É que africanos correm PORQUE são magros (e não para FICAR magros). E que os amadores acima do peso correm porque querem ser magros porque aqueles que são pagos para nos emagrecer ainda não entenderam que é uma questão de biologia… É sobre O QUE se come… E que não é matemático, sobre o QUANTO se come.

Donos com sobrepeso? Cães mais gordos!

Vivemos em um mundo tão maluco que especialistas debatem se a crise global de obesidade tem causa majoritariamente genética. Segundo esta lógica, em questão de décadas mudamos os genes do globo. Seria tudo uma grande coincidência que a mudança nas diretrizes nutricionais (que pede que consumamos mais carboidrato, menos gordura, consumamos laticínios desnatados, comamos 6 vezes por dia, usemos óleos vegetais, nos movimentemos mais e aumentemos nosso consumo de grãos e frutas) tenha vindo junto desta explosão da obesidade.

Fazemos o que pedem, engordamos. É genética? NÃO. É pura miopia dos especialistas. Não há NADA (além do “se movimente mais”) em suas diretrizes que não PIORE nossa briga com a balança.

Os dados de um interessante levantamento dinamarquês veio nos apontar o óbvio: pessoas com sobrepeso são duas vezes mais propensas a ter cães também com sobrepeso.

Comparado com a Nutrição Humana, a Medicina Veterinária é igualmente ineficiente e incompetente quando o assunto é sobrepeso em cães e gatos. Não espanta que a conclusão do estudo também seja míope: “os tutores desses cães obesos são em parte culpado porque alimentam seus animais mais vezes e com guloseimas”.

Já escrevi aqui como não faz muito sentido buscar orientação com Nutricionista com sobrepeso. Se ele não sabe emagrecer a si próprio, como pode ensinar você a comer melhor?

Um dono de cachorro gordo não sabe direito aquilo que o faz ter sobrepeso. Não espere que ele saiba alimentar um cão. Não à toa a incidência de crianças acima do peso também é maior em pais obesos (mas os míopes dirão que é genético).

Tente engordar um cão com alimento da espécie. Convido você: TENTE engordar um cão dando carne. Tente! Você não consegue! Agora dê ração e snacks comerciais e veja o que acontece…

Não é sobre genética! Esta ideia como causa da globesidade é ESTÚPIDA. Não é necessariamente sobre comer muito ou muitas vezes. Mas é PRINCIPALMENTE sobre O QUE você dá ao seu animal.