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Obesidade e aposentadoria no Esporte.

Tempo atrás eu criticava o uso de esteiras no treinamento de corredores. Aí alguém disse que então eu precisava avisar a NFL, em uma clara alusão de que se os americanos fazem, só podem estar corretos e eu errado. A NFL é uma empresa fenomenal, mas quem entende MESMO de velocidade é o atletismo e seus velocistas, não a NFL. E você não tem velocistas americanos e jamaicanos treinando em esteira, então errado está a NFL. Eu só apontei o óbvio.

A NFL ainda faz vista grossa ao doping e ao número de concussões, ou seja, basta ligarmos os dois pontos… ela é uma empresa, os atletas são apenas um caminho. Tenha skin in the game sempre!

Estou falando isso porque li ontem uma matéria sobre a obesidade entre jogadores aposentados. Chegamos à Lua, mas ainda temos a ideia do balanço calórico como diretriz “oficial” no emagrecimento. Quando você vê um ex-atleta ficar obeso é MUITO tentador achar que é essa a culpa: comer demais, gastar de menos.

Um dia volto ao tema para explicar do motivo de isso ser pensamento por aproximação. O que quero é chamar a atenção a algo mais agonizante, desesperador.

A parte mais dura frustrante e angustiante da minha rotina é ver gente (bem) acima do peso se dedicando, se esforçando, treinando arduamente porque acredita que o exercício é ferramenta essencial ao emagrecimento. NÃO É.

  1. Se você precisa treinar (ou fazer jejum) para manter o peso ou emagrecer é porque sua dieta é RUIM.
  2. Você deveria fazer atividade física por mil motivos, emagrecer NÃO é um deles!

No texto do New York Times estão as orientações de sempre aos ex-atletas. Entre elas algumas interessantes como a de abandonar o sedentarismo, consumir menos pães e açúcar, e comer menos vezes. Uma das estratégias para ganhar peso na fase profissional, aliás, era a de comer MAIS vezes ao dia, a MESMA estratégia sugerida na Nutrição para quem quer PERDER peso. Faz sentido?!

Óbvio que não! Entre a NFL e uma diretriz nutricional, eu fico SEMPRE com a NFL (skin in the game). Se a NFL diz que comer mais vezes engorda, eu acredito NELA, não nos meus ex-professores que NUNCA treinaram NINGUÉM porque a NFL depende de atletas mais pesados, uma vantagem competitiva. É a ideia de ter a pele em jogo!

Porém, entre as orientações para atletas aposentados perderem peso está o consumir menos carboidrato trocando por… aveia, um alimento que digo aos meus clientes ser “o açúcar não doce”. Eles ainda são orientados a tomar smoothies (um modo caro de vender algo ruim, o suco) e shakes proteicos, um alimento que fornece calorias e nada de saciedade.

Mais angustiante é ver atletas de mais de 150kg tendo que nadar e fazer elíptico por 1h00 por sessão. Você acha que eles emagrecem? Lógico que não! É só ir na largada das corridas… correr NÃO torna as pessoas magras. Os atletas nem sequer, como eles mesmo relatam no artigo, têm forças para irem treinar!

Isso porque é JUSTAMENTE quando temos uma grande fonte de energia endógena (gordura corporal) nosso cérebro avisa ao corpo de que não precisamos mais ser ativos para encontrar comida. Já disse antes aqui: é um ENORME erro interpretativo esperar que uma pessoa com sobrepeso seja MAIS ativa, mais disposta.

Esse indivíduo tem tamanho estoque energético endógeno que o corpo cronicamente pede, implora por sedentarismo, preguiça. E quando você oferece alimentos LIXOS como aveia, grãos, smoothies, você mantém alto os níveis de insulina, impedindo fisiologicamente o corpo de acionar os estoques de gordura corporal.

Não é que o sedentarismo leve ao sobrepeso, como a NFL e a nutrição pensam. É o sobrepeso desses caras que leva à preguiça e ao sedentarismo! Enquanto não entendermos isso, esses caras continuarão a agonizar com 200kg. Eles morrerão tentando em vão por culpa desses “especialistas”.

É desesperador! 

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A Dieta Carnívora e o Experimento com N=1

Semana passada terminei pouco mais de 1 semana experimentando a Dieta Carnívora. Demorei para achar uma foto boa que a resuma bem, porque as pessoas pensam que é só comer picanha. Basicamente nela você come livremente CARNE (de qualquer tipo), OVOS & DERIVADOS DE LEITE (qualquer queijo, creme de leite, requeijão, chantilly e nata) conforme a fome o guia. Nada mais.

Funciona? Depende para quê…

Quer melhorar seus indicadores sanguíneos (glicemia, colesterol e TG)? Melhoram e não é pouco. Emagrecer? Sim, e não é pouco! Por quê?!

Basicamente porque dieta “boa” é mais sobre o que NÃO comer. A dieta carnívora, por experiência própria, ao contrário do que muita gente pensa, é difícil! Nela, não há NADA de açúcar, não há cerveja, não há farinha, não há pão… Quando você tira tudo isso, não “tem como” engordar, não “tem como” seus indicadores não melhorarem.

Não falta teórico que diga que exercício exige carboidrato. Com zero dele segui treinando normalmente 2x ao dia, bati meu recorde no TGU (Turkish Get Up) e no Double Clean, trabalhei, fiz tudo. Só um acadêmico que tenha lido muito para afirmar essa bobagem de que exercício exige carboidrato. Um prático vai lá, ignora e faz.

Mas… a Carnívora é a ideal??

Nem de longe acho isso! Fiz por puro experimento. A acho incompleta, tenho convicção de que ela vai CONTRA a nossa natureza e nossa evolução (assim como o vegetarianismo, o que dizer do veganismo). Mas ela atende uma premissa da qual sou fiel e enorme seguidor: não-linearidade da dieta.

Dieta e exercício são sobre extremos. Por isso cálculo de nutrientes diários é de uma tolice sem tamanho (*aqui novamente somente acadêmicos muito estudados para poder defender tamanha besteira). A carnívora atende a um lado de nosso onivorismo e nos “protege” de vegetais que oferecem em escala gigante alguns micronutrientes dos quais, SIM, algumas vezes deveríamos evitar (alguns mais, outros menos). E seguindo esse raciocínio o vegetarianismo temporário também seria MUITO bem-vindo (farei esse ano!).

Se você é diabético, EXPERIMENTE! Está num platô de emagrecimento? Experimente! Está com alguma intolerância/alergia sem saber de onde vem? Experimente! Mas se acha uma boa ideia levá-la ao longo prazo, saiba que não faz sentido! Tem que distorcer DEMAIS a lógica para dizer que os 2 extremos (carnívora e vegetarianismo) estão algo próximos do ideal.

*perdi peso mesmo comendo muita carne (acem moído, sobrecoxa e barrigada) com queijo e uns 4-5 ovos também com queijo ao dia. Isso sacia assustadoramente. Fiz jejum sem me programar uns dias porque a noite caiu e a fome não deu as caras.

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A pobre e mal compreendida Caloria*…

Vez ou outra ainda meio que se espantam quando digo que não faço cálculo calórico de gasto nem de consumo de meus clientes. Pra quê faria isso? A vida é curta pra gastar tempo com coisa sem muita utilidade. Eu não calculo nem o volume dos maratonistas que dou treino. E olha que a correlação “volume x desempenho” na corrida existe e é MUITO forte! Já na Nutrição a correlação “calorias x peso” não existe! Então pra que fazer isso?

Esporte vive de resultado, Nutrição de intenção. Só isso explica eficiências tão discrepantes. NÃO se mede a eficiência de um treino de maratona pelos quilômetros. NÃO se mede a eficiência de um treino de força pela tonelagem (carga do exercício multiplicada pelo número de séries e repetições do treino todo). NÃO se mede a competência do funcionário pelas horas trabalhadas.

Pra que diabos calcular calorias, então?? Nós nem sequer SABEMOS nem CONSEGUIMOS calculá-las! TUDO é mera extrapolação. Aproximação MUITO porca! Calcular “g” (gravidade) como sendo 10 (versus 9,80665 ao nível do mar) e Pi sendo 3 (e não 3,14159265359…) só dá certo em prova do ensino médio. No mundo real a ponte cai!

Admitisse que não entende de Matemática, Física nem da Lógica mais elementar, a Nutrição aceitaria a ideia de que o controle de peso é algo BIOLÓGICO, não aritmético! O provavelmente mais incrível e mais fascinante estudo já realizado nesse tema, o “Minnesota Starvation Experiment” (1950) encontrou JUSTAMENTE que a restrição calórica como causa NÃO explica a perda de peso. Por quê? Porque ela é BIOLÓGICA e não aritmética!

SETE DÉCADAS depois e essa abordagem CONTINUA sendo a usada (nas universidades e no mundo real) para emagrecimento com um histórico SECULAR de fracasso. Respondesse pelos resultados, como o Esporte, e não pelas intenções, estaria TODO MUNDO no olho da rua! As faculdades já teriam sido fechadas! Por isso que NUNCA devemos dar ouvido ao que dizem as diretrizes nutricionais!

Calcular gasto e consumo calórico é brincar de Deus, achar que controlamos algo sem nem sequer saber princípios básicos da Biologia, o QUE DIZER de Física e Matemática?!?

PERDER (ou manter) peso é sobre O QUE se come! DANE-SE as calorias! Ela é secundária, terciária, um coadjuvante! Eu NUNCA calculei. SIGO sem fazer isso. Por quê? Porque eu sei que NÃO CONSIGO fazer esse cálculo sem fazer a ponte cair.

Enfim, se o profissional ou professor que você tem nunca leu nada da obra de 1950, desconfie dele. Mas se ele ainda mesmo lendo NÃO entendeu a obra e nega a realidade, FUJA dele! Vai por mim…

*o titulo deste texto é uma homenagem ao belo livro de Bill Lagakos. Ambos, autor e obra, deveriam ser obrigatórios, porém, seguem ignorados pela academia brasileira, a mesma que ainda ensina essas equações toscas de cálculo calórico sem sequer entender Física ou Matemática

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O bom zoológico é aquele que mantem obesos apenas fora das jaulas

Vocês sabem da importância que dou ao aspecto evolutivo. Para mim, basta olhar ao mundo a sua volta, sem tentar negar a realidade, como faz Nutrição, ou para trás no tempo, como manda a lógica mais elementar. Fazendo assim a maioria das respostas aparece sem muito esforço.

Foi basicamente assim que escrevi meu livro mais recente (“O Veterinário Clandestino”). Por que animais similares aos domésticos NÃO engordam na Natureza? Não existe obesidade entre Lobos. Mais da metade dos cães o são. Entre os felinos igual: zero obesidade na natureza, porém, mais da metade dos gatos sofrem por serem gordos quando possuem donos.

O ser humano é o mais inteligente animal na natureza, mas é também o ÚNICO que produz o alimento para SE ADOECER. E ele é tão eficiente nisso que ele adoece QUALQUER animal que se alimente disso.

Por exemplo, babuínos quando expostos a sobras de alimentos humanos ficam marcadamente obesos. Não é somente isso. Seus marcadores sanguíneos como insulina e glicemia ficam piores. Este achado não é isolado.

 

Outro estudo, também com babuínos, encontrou que os selvagens sem acesso a sobras de alimentos dos humanos tinham 2% de gordura corporal, já os que tinham uma dieta similar à nossa alcançavam em média 23%. E uma meta-análise com uma amostragem de 20.000 mamíferos de diferentes espécies, como primatas e roedores, encontrou que o peso médio desses animais vivendo próximos a humanos e se alimentando em parte de nossas sobras fez subir sua gordura corporal média.

O que faz humanos engordar (açúcar, carboidratos refinados e processados, grãos, fast food…), parece TAMBÉM fazer engordar a outros animais selvagens. Por que não engordariam você? Por que não engordariam seu animal?

Talvez seja por isso que até hoje a indústria de ração se negue na justiça a fornecer essas informações de carboidrato e açúcar ao consumidor. Quer dizer, ao dono, que oferece isso ao seu animal tão querido.

E aqui há ainda um paradoxo. O zoológico de San Diego, por exemplo, famoso e premiado mundialmente, cultiva 67 tipos de bambus para alimentar diferentes animais. As diversas aves recebem dietas bem específicas e diferentes. Há lá uma ideia de RECRIAR um ambiente natural. É a questão evolutiva da qual falava, é olhar ao mundo à nossa volta.

E se olharmos em quem VISITA o zoológico? MUITO mais da metade estará acima do peso. Ou seja, quando a direção do zoológico dá aquilo que os animais comem eles mantêm a forma, os visitantes, comendo comida feita por humanos engordam e adoecem.

É por isso que é proibido alimentar os animais lá porque se você for aos quiosques comprar comida e der aos animais, eles ficarão como nossos cães e gatos domésticos: morbidamente obesos. Isso porque a melhor coisa que sabemos fazer é comida para engordar, para matar precocemente.

Por isso que quando um profissional de saúde vem e diz que grãos não engordam, que açúcar não adoece, que farinhas não são problemas, ele não é só incompetente. Mais do que isso, ele ignora a questão evolutiva, que tem no tempo a variável mais robusta de segurança que existe. Ele faz pior que isso. Ele se recusa a olhar o mundo à sua volta, ele nega a realidade.

Fuja desse tipo!

Para o seu bem!

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Cru vs Cozido vs Ração

4ª feira cheguei tarde e cansado do treino, não havia legumes, querendo descansar não pensei duas vezes: vou dar carne e ovo cru para as cachorras. E só!

SEMPRE que comento que dou comida crua me questionam se eles não trariam riscos de contaminação aos meus animais. Qualquer dono de cachorro sabe bem onde seu animal coloca o focinho e sua boca o dia todo.

Será que um animal que tem um estômago com um pH por volta de 1.5, mais ácido do que o nosso, seria tão sensível à contaminação alimentar? Será que essa acidez estomacal não serve evolutivamente JUSTAMENTE para lidar melhor com alimentos e ambientes não-esterilizados?

Porém, por mais que pareça seguro e vantajoso do ponto de vista evolutivo, as poderosas associações American College of Veterinary Nutrition (ACVN), American Veterinary Medical Association (AVMA) e a American Animal Hospital Association (AAHA) não compartilham dessa ideia.

A ração canina como a conhecemos hoje é algo inventado há cerca de meio século, não é o alimento cru quem tem que se provar superior, e sim o contrário. Cabem às associações trazer evidências que mostrem que as rações secas, as mais consumidas, são superiores. Trouxeram?

NUNCA.

JAMAIS.

A ACVN, AVMA e AAHA não devem fazer isso de graça ($$), lógico! Até porque recomendam isso sem citar vantagens da ração sobre dieta crua. Sabe por quê? Porque não TEM COMO elas serem inferiores! Cães evoluíram por milhares de anos comendo alimentos crus OU cozidos, não ração!

Um estudo recente (ALGYA et al, 2017) mostra ainda que sem querer o nível de delírio e dissonância cognitiva dos autores. No texto está que as dietas cozidas e cruas acabaram sendo mais digeríveis do que a ração como resultaram em níveis mais baixos de triglicerídeos no sangue (algo bom!) do que a dieta de ração, embora fossem mais gordurosos (o que é bom também, pois aumenta a palatabilidade!). Aí completa dizendo haver um benefício potencial das dietas não tradicionais.

Como assim não-tradicionais?!?

Por 15.000 anos cães comeram alimento cru, há 50 comem ração e o não-tradicional é o natural?! Faz sentido!

NUNCA.

JAMAIS.

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“É normal não sentir fome nessa dieta…?”

Eu poderia pagar um mordomo teclando por mim se ganhasse R$5 por cada pessoa orientada que me faz essa pergunta depois de eu sugerir mudanças simples em seus hábitos alimentares.

Uma das maiores armadilhas na história foi quando meio século atrás um renomado profissional estabeleceu uma relação de consumo calórico com obesidade. Veja bem, ele disse que havia relação, mas concluiu equivocadamente que era de CAUSA.

Sim, “equivocadamente”. A ideia de que comer (de)mais é o que engorda está tão arraigada que mesmo sendo SEM EVIDÊNCIAS ou mesmo sem FUNDAMENTO, segue sendo ensinada àqueles que irão cuidar (bem mal) de nossa silhueta: Nutricionistas, Educadores Físicos e até Médicos.

Lembro que no final de um curso fiz um trabalho apenas explicando a falta de embasamento desta afirmação (“obesidade é consequência de um desbalanço calórico”). A professora disse que foi o melhor texto que leu, pena que eu estaria equivocado, afinal, “obesidade é consequência de um desbalanço calórico”.

Ela falou que eu precisava me embasar em estudos (que dei às dezenas) e para me rebater ela não foi capaz de listar um sequer. Se uma professora que só trabalha com isso e já comprou uma ideia sem embasamento apenas porque é bonita e porque sua professora assim ensinou, bobagem eu querer tentar convencê-la. Ela vive errada, mas não pode estar errada frente aos clientes, por isso os profissionais de Nutrição NUNCA admitirão que por décadas orientam de forma completamente equivocada.

Essa frase que ouço sempre (“é normal não sentir fome nessa dieta?”) é só um achado incrível de Gary Taubes em ação. Ele cunhou uma frase que abriu os olhos de MUITOS profissionais mundo afora: não engordamos porque comemos demais, mas comemos demais porque estamos engordando. Isso como consequência de um desbalanço hormonal na maioria das vezes (??) gerado pela insulina.

Quando se muda a dieta da pessoa de forma mais simples do que se imagina, ela passa a emagrecer e – olha que bonito! – sem fome porque o corpo passa a usar sua energia de sobra (gordura corporal) como fonte.

Não é que a pessoa está emagrecendo porque não sente fome, ela não sente fome porque está emagrecendo!

Obrigado, Taubes!

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Sobre oferta, Saúde, Cronicidade & Obesidade

OU AINDA: o que a Nutrição aprende com o Esporte

No mundo do Esporte a coisa é bem simples: você observa o que fazem/fizeram os melhores e copia. Dando certo, você replica (*seu treinador de corrida dirá a você que o seu treino é individual). Dando “não tão certo” você ajusta. Dando errado você esquece.

A diferença básica entre Esporte e Nutrição é que no primeiro o profissional é avaliado pelos resultados, no segundo pelas intenções.

Nosso corpo ao longo dos milhares de anos de sua evolução foi moldado pela natureza para saber lidar, saber gerenciar picos. Já disse o poeta que “a dose faz o veneno”!

Picos eventuais (de glicemia, de consumo de álcool, de frequência cardíaca, na expressão da força…) não só NÃO fazem mal, como fazem BEM.

O Esporte entendeu isso MUITO bem. Qualquer treinador meia-boca sabe que para ficar forte, é preciso levantar muito peso (picos). E para correr uma Maratona é necessário vez ou outra correr muitos quilômetros. A Nutrição quando fala em “equilíbrio” na dieta dá a entender que entendeu tudo pelo avesso. Ou não entendeu NADA.

Um relatório do NCHS (EUA) revelou que em 24 horas 40% dos americanos terão feito AO MENOS UMA refeição em um fast-food. NÃO É coincidência que um dos países mais obesos e doentes do mundo tenha tamanha presença crônica em um fast-food.

Essa semana conversava com um cliente que se culpa por beber cerveja aos finais de semana.  Final do ano passado alguns “especialistas” que não sabem matemática disseram que não havia dose mínima saudável para o consumo de álcool. Aí quando você olha os números você descobre que aqueles que bebiam UM POUCO de álcool tinham resultados MELHORES que os abstêmios.

O álcool é um agressor ao corpo. Assim como e o jejum e o exercício. Sem jejum, dá ruim. Sem exercício, dá ruim também. Sem álcool… entendeu? O mesmo vale para o café/cafeína, para a sujeira e tantos outros.

O que a modernidade/tecnologia fez foi aumentar a oferta daquilo que antes era raro e caro (ex: açúcar, farináceos, álcool, fast-food, que oferece tudo isso…). Hoje tudo é barato e acessível.

Quando um profissional vem e fala para você REDUZIR o consumo de carboidrato (low-carb), ou o de alimentos industrializados/ultraprocessados (paleo), ou sugerir o jejum, ele está apenas fazendo o MESMO que faz um treinador bom. Ele está pedindo que você REPLIQUE o ambiente em que seu corpo foi criado.

Healthy food

Um “especialista” que fala que low-carb ou jejum fazem mal não entendeu ainda absolutamente NADA. E aquele que fala que paleo não faz sentido, bom… deixa pra lá.

*O que muitos adeptos da dieta carnívora AINDA não entenderam é que deve haver um consumo superior de carne. Assim como os extremistas “low-carbers” TAMBÉM não entenderam é que eventuais picos de glicemia TAMBÉM devem fazer bem. Mas viver em sociedade torna praticamente IMPOSSÍVEL que isto vez ou outra não aconteça. 

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De Emagrecimento, Apostas e Diretrizes

Veja o gráfico abaixo desse post. Ele representa 4 amigos que fizeram uma aposta ($) de quem conseguiria perder mais peso em 1 ano. Um deles pediu minha orientação. Quem você acha dos 4 que estava sob minha orientação? OK, apelei nas cores, eu sei!

O legal depois de um ano foi ouvir dele que ele segue bebendo vinho, teve zero restrição com carne, conseguiu voltar a correr (sedentarismo é consequência, não causa do sobrepeso), e ainda influenciou – segundo ele – ao menos 20 pessoas falando das ideias.

Outra coisa legal é saber que dos outros, dois também tiveram abordagens “paleo/low-carb” com os profissionais procurados! Por quê? Porque FUNCIONA! Só as faculdades, repletas de professores fora de forma e/ou que não atendem que ignoram!

Apenas acadêmico ou “especialista“ distante da prática e negando a realidade, semskin in the game”, dirá que low-carb é curto prazo ou perigoso ou o que seja!

Depois que escrevi do Guia Alimentar Australiano, feito pelos mesmos “especialistas” de sempre, perguntaram sobre o modelo brasileiro. Não vou entrar no mérito que o acho apenas OK. Mais que isso!

Governos NÃO deveriam se meter em diretriz nutricional. Sabe por quê? Porque eles NUNCA vão voltar atrás e NUNCA vão admitir que há cinquenta anos estão 100% errados!

Vejamos agora o Canadá. Não tão grave quanto os australianos, os canadenses estão cada vez mais gordos. O que fizeram no novo guia? Eles extinguiram os grupos carne e laticínios. Qual a razão alegada?

A maioria dos canadenses não come bastante vegetais, frutas e grãos integrais. O que é necessário é uma mudança em direção a uma alta proporção de alimentos à base de plantas“.

Os “especialistas” retiram a carne, um dos alimentos nutricionalmente mais ricos que existem e recomendam mais soja, grãos e bananas. Eles ainda não entenderam NADA. São os maiores culpados pela crise de globesidade e pedem para que aumentemos a dose de um remédio que NUNCA funcionou.

Em 2019 você vai com quem? Com quem te engorda há meio século??

Como ter saúde?!? Fugindo dos “especialistas”!

Albert Einstein certa vez teria dito que “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Vejamos então para onde a insanidade das orientações nutricionais nos levaram. Abaixo listo o que seria uma dieta DIÁRIA recomendada pelos “especialistas” (sempre em aspas) que montaram o Guia Alimentar Australiano, válido entre 2003 e 2013.

– 24 fatias de pão
– 5 porções de vegetais (*eles incluem grãos como sendo vegetais!)
– 2 frutas
– 2 porções de laticínios
– 1 (UM!) pedaço de carne magra (!!).
– 1 pedaço de bolo médio (!!!).
– Uma lata de refrigerante (!!!!)
– 2 bolas de sorvete.

SIM, foram especialistas que montaram essa dieta DIÁRIA! Acredite!

Eu costumo dizer que a Nutrição – digamos – ortodoxa é a arte de negar a realidade e cobrar ($) por isso.

O que aconteceu? Os australianos confiaram no que diziam os “especialistas” oficiais e a obesidade explodiu no país. Mais de 63% estão atualmente acima do peso! Quando você olha as estatísticas ao redor do mundo descobre que a população sempre segue o que lhe é pedido. E o que acontece? Ano após ano ela apenas engorda e adoece!

A foto abaixo que ilustra esse post é daquilo que nos disseram por DÉCADAS ser um café da manhã saudável. Ainda na graduação (acho que já contei isso) uma professora, dessas que montam pirâmides, não gostou que pra um trabalho de sua matéria eu montasse um cardápio diário de uma adolescente feita 100% no Mc Donald’s. Para azar dela a dieta INTEIRA no fast food cumpria 100% com as recomendações nutricionais que ela pedia! Sim! Juro! Ela queria me dar zero, mas teve que me dar 5.0, afinal, eu atingi TODAS as metas.

Quer mudar em 2019? PARE de ouvir o que essa gente recomenda! NÃO funciona! NUNCA funcionou! E eles NUNCA irão confessar que estiveram 100% do tempo equivocados desde o início!

Sabe o que mais Einstein disse?
No meio da dificuldade reside oportunidade.”

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GEL em prova de… 12km?!?

Coisa rápida…. Participei tempinho atrás de uma prova noturna em SP. Ela foi na distância de 6km e 12km. Já no quilômetro DOIS eles ofereciam – que rufem os tambores! – GEL de carboidrato!

E no quilômetro 5!? Isotônico! Daquele famoso, que criou sua fama com estudo malfeito, análise torta e pagando meio dúzia de professores que farejam dinheiro melhor do que qualquer pastor alemão de aeroporto é capaz. Alguns até foram professores meus (os picaretas! Não os cães!)! Quer nomes? Eles sempre assinam diretrizes dessas sociedades “idôneas”.

Água, já disse aqui, eu não bebo em prova nessa distância. Falo o mesmo para quem eu treino e corre mais ou menos na minha velocidade, independente do clima. Agora.. GEL…?!

Costumo dizer a quem oriento que sou portador também das notícias ruins, ainda que quem pague não queira sempre isso. Não sei qual seu ritmo, mas há uma regra praticamente universal: se você precisa de gel durante uma prova de 12km, tenho uma má notícia, você NÃO está pronto pra ela! Deixe-a de lado, treine mais. Você tem mais a ganhar treinando mais para encarar a distância no futuro e menos a perder ($). Talvez você até perca peso!

Se seu treinador pede que você use um gel nos 12km, troque de treinador!

Se seu nutricionista recomenda gel (ou isotônico), troque de nutricionista!

Se seu médico recomenda um dos 2, não precisa trocar! Minha dica é: não dê ouvidos apenas quando ele tocar no assunto esporte ou nutrição, igual os 2 de cima, ele muito provavelmente não sabe do tema!

E se trocar, procure um profissional que se perguntado se você precisa de gel/isotônico pra encarar 12km, ele(a) abra o jogo pra você explicando que você NÃO está pronto! Mesmo que você o faça com o olhar do Gato de Botas da foto…


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