Arquivo da categoria: Diretrizes

De Ramadã, jejum e a Nutrição como religião

Ontem começou mais um Ramadã, o jejum anual dos muçulmanos, que é quando por aproximadamente 30 dias seguidos eles praticam um jejum que os impede de comer durante o dia, entre o nascer e o pôr-do-sol.

Umas das coisas que merece nossa atenção é que o período do Ramadã varia ao longo dos anos, possibilitando assim, uma análise interessante de seus efeitos.

O Ramadã nos ensina muito sobre o jejum com outras finalidades, pois o crente que for idoso, criança, estiver muito doente, amamentando ou for gestante, está dispensado da prática.

Um dos tantos objetivos da prática do jejum está, veja só, a correção pessoal e o autodomínio.

O QUE O RAMADÃ ENSINA AO ESPORTE?

Quando escrevia meu livro “O Treinador Clandestino” mergulhei no tema porque, como dito, por ser em períodos diferentes do ano isso possibilitava analisar de forma mais interessante os efeitos da prática no desempenho de atletas. Isso porque eles possuem calendários rígidos de competição.

E o que encontrei? Que cruzando-se os dados NÃO conseguimos ver qualquer risco aumentado de lesão, assim como não notamos perda de desempenho!

JEJUM E DIRETRIZES NUTRICIONAIS

É meio inexplicável as diretrizes nutricionais condenarem o jejum com a ideia NÃO fundamentada de que o jejum engorde ou promova perda de massa magra. Há ainda outra esquizofrenia da categoria, que diz que o jejum (uma restrição alimentar) aumente as chances de distúrbios alimentares (ex: bulimia e anorexia).

De vez em quando as pessoas me perguntam se no futuro as diretrizes nutricionais sairão do atual delírio coletivo. Sou bem pessimista e me explico.

A população muçulmana é de cerca de 1 bilhão de pessoas. Falamos assim de uma religião milenar e com uma amostragem quase incalculável. Se os malefícios que a ortodoxia da Nutrição diz que o jejum acarreta fossem de alguma forma verdade, teríamos aqui evidências em números que tornariam as afirmações incontestáveis.

Não é o caso. Não há números que mudem o posicionamento na Nutrição. Isso porque ela é uma profissão que não se move por ciência, mas puramente por fé. E fé não se discute.

O que um galo nos ensina sobre jejum?

No blog Viva Toscana fui apresentado à lenda do “Gallo Nero”, símbolo de um vinho local.

Em tempos medievais, Firenze e Siena lutavam pela posição da fronteira dos territórios. Entre elas encontrava-se a valorizada região de Chianti, local do vinho.

Cansados de tantas batalhas decidiram terminar o impasse com uma disputa peculiar. Um desafio com só 2 cavaleiros, um de cada cidade. Ao nascer do sol, quando o galo cantasse, cada cavaleiro partiria de sua respectiva cidade em direção à oposta. A fronteira seria determinada no exato ponto em que eles se encontrassem.

Os cidadãos de Siena escolheram um galo branco e o deram comida pra que ao nascer do sol ele tivesse o canto mais forte. Já os fiorentinos escolheram um galo preto e não lhe deram comida. Ou seja, jejum.

No dia do desafio, o preto fiorentino começou a cantar antes do nascer do sol. Já o galo branco, satisfeito por tanta comida, dormia. Assim, o cavaleiro fiorentino iniciou seu galope mais cedo que o de Siena que teve que esperar até o galo cantar.

O resultado foi que os dois cavaleiros se encontraram havia poucos quilômetros dos muros de Siena, e assim a República Fiorentina ganhou a região do Chianti!

A natureza ensina demais. Qualquer um que já teve um cachorro sabe como eles ficam prostrados depois de comer. Quem usa cão como segurança do lar sabe que não deve dar jantar.

É na ausência de alimento que nossos sentidos ficam mais à flor da pele. Olfato, visão, paladar e… capacidades atléticas.

É na ausência do alimento que temos que ter nosso máximo desempenho para superar a caça, por exemplo. Animais aumentam sua energia exógena no JEJUM, ou seja, na falta da endógena! E ficam letárgicos quando há energia endógena (após comer ou no caso da obesidade).

Tive a experiência de treinar com 2 lutadores profissionais de MMA. Perguntei no treino nem tão cedo se haviam comido. NÃO. Motivo: manter o estado de alerta. Não deve ser agradável tomar um chute giratório na boca logo às 10h00.

E nos meus treinos na Etiópia? Atletas 100% em jejum.

Mas certo devem estar meus ex-professores que não trabalham com esporte ou o nutricionista de assessoria, que pede suco de beterraba, palatinose, bisnaguinha, água de côco…

A Nutrição e o Desconforto

Por quase 50 anos as diretrizes nutricionais nos dizem o que devemos comer e fazer para sermos magros e saudáveis. E ano a ano a sociedade está cada vez mais gorda e mais doente. Seria nossa culpa? Teríamos todos de forma incrivelmente sincronizada passado a sermos preguiçosos?

NÃO. Quando olhamos os dados populacionais temos que absolutamente TUDO que nos foi pedido pela maioria dos profissionais de saúde foi acatado. Então qual o problema?

Você que lê isso provavelmente briga sem sucesso com a balança. Veja bem, falo isso e acerto sem mesmo te conhecer porque as diretrizes nutricionais são tão equivocadas que atualmente mais da metade da população está acima do peso. Terrível, não?!

Quer uma notícia boa? A culpa NÃO é sua! E nós vamos explicar por que!

Mas veja bem, a solução -acredite! – é MUITO simples.

Mas ela não é nada FÁCIL.

Falo isso porque depois de décadas de total ineficiência naquilo que nos pedem, parte dos profissionais da área está mudando o discurso, num reconhecimento claro de que não sabem o que falam e que o que falaram não funciona: agora assumem o discurso do “pode um pouco de tudo”.

Como pode um pouco de tudo? JUSTAMENTE comer de tudo que nos fez estar obesos e doentes!

Em que área da atividade humana só temos direitos e não deveres? “Não se vive pela vontade, se vive pelo dever.”

A Nutrição tenta agora no convencer que dá para emagrecer vivendo em um buffet infantil. Seria uma exceção em – repito – todos os campos da atividade humana.

Quando revisitamos o que faz alguém engordar (ou emagrecer) há um enorme alento: dá para emagrecer sem fome! Dá para emagrecer comendo MUITO de alimentos que foram por meio século condenados pelas diretrizes que nos fizeram doentes e obesos.

Mas há ainda certo desconforto. Porque temos o direito de comer carne, gordura, por exemplo. Mas há deveres! Deixar de comer alimentos processados e não-naturais à espécie que geram prazer desmedido. E abrir mão de certo prazer.

Concorda?

Sobre dieta, restrições e Vid4 Lok4

Sempre que vejo um nutricionista, acadêmico ou professor dizendo que ”dieta restritiva não funciona” eu automaticamente o encaixo em basicamente 3 categorias (ou uma combinação delas). Nunca falhou! São elas:

O que não entende a lógica mais elementar, o demagogo e o ignorante.

Vejamos “dieta” no dicionário: “regime alimentar prescrito (…) com a privação total ou parcial de alguns alimentos específicos. Privação de alguns alimentos por razões de saúde.”

Então aquele que diz que uma dieta é restritiva ou não conhece um termo técnico (dieta) ou o dicionário. Parafraseando um raciocínio de Nassim Taleb, a gente pode incorporar alguma dieta em nossas vidas (trapaceando às vezes) porque ela “domestica a iatrogenia da abundância”. A dieta, assim, impõe limites à nossa vontade de comer o que der na telha.

O termo “dieta restritiva” se apoia na incapacidade técnica do profissional em questão em não saber argumentar contra a dieta low-carb e cetogênica sem oferecer algo que não tenha aquilo que ele diz que ambas têm: restrição.

Falo low-carb porque é sempre o alvo da afirmação estúpida.

Isso porque o Nutri Nesfit vai falar “sou contra restrição”, mas vai apoiar uma alternativa limitando calorias ou grandes refeições. Sabe qual o sinônimo de “limitar” no mesmo dicionário que ele não abre? Restringir!

Repita comigo: não existe dieta que ofereça saúde ou emagrecimento sem algum tipo de restrição. Não existe.

Você só pode apoiar sua estratégia em cima de proteína, carboidrato, gordura, calorias, origem dos alimentos ou uma combinação disso tudo. Mas NÃO existe dieta sem restrição! Isso porque, repita comigo:

A dieta em nossas vidas, QUALQUER QUE SEJA ELA, domestica a iatrogenia da abundância. A dieta, assim, impõe limites à nossa vontade de comer o que der na telha. Ou seja, ela RESTRINGE e SEMPRE irá restringir algo. A menos que obviamente você queira pesar 140kg ou morrer aos 45 anos.

Conhece algum amigo que acredita que a dieta dele não é restrititva? Ele pesa menos de 150kg? Então marque aí!

A 2a Guerra Mundial e a Nutrição

Poucas coisas fazem o mundo avançar mais do que períodos de guerra, goste vc ou não. Nutrição e guerra andam mais próximos do imaginamos.

Na faculdade NUNCA essa relação me foi citada. Vou trazer umas curiosidades.

EMAGRECIMENTO

O mais espetacular estudo já feito no tema é o Minnesota Experiment Starvation. A obra feita por causa da 2a Guerra reconta um estudo irreplicável por questões éticas. Basta ler pra saber que a ideia do déficit calórico como promotor do emagrecimento não se sustenta que não seja por desejo, preguiça ou ignorância da categoria. Reforço: o estudo mais incrível e totalmente ignorado nas faculdades chega a conclusões que derrubam a tese central da profissão.

CIGARROS

O autor do tal estudo foi Ancel Keys, que virou nome da “ração K”, dada aos combatentes. O que ia nela entre outras coisas? Cigarro. Sim, médicos prescreviam cigarros aos “atletas” mais importantes da geração. Mas você aí ainda acha uma boa ideia seguir diretriz nutricional ortodoxa.

GORDURA MATA?

Pouca gente matou mais do que Keys ao longo da história moderna. Ele é o pai da teoria da gordura saturada (e depois colesterol) como causador de doenças cardíacas. A teoria, sem embasamento sólido, é até hoje o pilar das recomendações nutricionais e médicas pra saúde do coração. E você insiste em seguir diretriz nutricional ortodoxa.

JEJUM

A escassez de alimentos durante a guerra nos reforça a tese de que a alimentação regular (a cada 3 horas) não faz sentido algum. Números históricos do período mostraram que foi na AUSÊNCIA de refeições que a saúde britânica melhorou.

GLÚTEN

O cartaz real desse post pede aos britânicos pra não comer pão, deixar aos soldados. Na Holanda foi mais duro. Sem pães eles deixaram de consumir glúten. Médicos notaram a melhora da saúde das crianças celíacas que deixavam de morrer. Resolvia-se assim um mistério de séculos! Mas não falta quem ainda ache que restringir glúten seja ruim.

LEGADO ALEMÃO

Com o fim da Guerra “pegava mal” ser adepto da “ciência alemã”. Tudo de lá era pra ser enterrado. Bom ou ruim! Eles tinham o conceito da obesidade como algo biológico, não matemático. Mas em seu lugar, nos anos 50 ganhou força um trabalho falho que ia na direção oposta.

Super alimentos!

Bate um pouco de preguiça de responder algumas perguntas recorrentes no meu instagram como: iogurte é mesmo tudo isso? E o grão de bico? O que você acha do Kefir? Queijo é bom? E a quinoa??

Perguntaram sobre se correr faz o “leite (da mãe amamentando) secar”. No privado ela disse que amigas pararam de correr porque o médico, que nunca entende de esporte, pediu.

Eu disse: não é preciso muito pra convencer alguém a parar de treinar.

Agora tente convencer a mãe a parar de comer pudim. É mais fácil fazer parar de correr do que de fumar e beber por 9 meses.

Uma nutricionista X postou que nutrição não é sobre exclusão, é sobre inclusão. Não nos ensinam via negativa na faculdade. Tirar o estressor é sempre mais efetivo num tratamento. Por isso ela fala essa bobagem.

Quer 3 super alimentos?

AÇÚCAR, ÓLEOS VEGETAIS e FARINHAS.

São 3 super alimentos negativos. Ou seja, retire os 3 da sua dieta (via negativa) e você verá a mágica acontecer.

Mas como ninguém quer correr, só quer comer pudim, vão seguir na ilusão buscando um Santo Graal e vão seguir perguntando… “E o iogurte? O queijo, o grão de bico, o kefir, a quinoa…”

P.s.: repare que nas imagens não há carne e ovos, 2 dos alimentos mais ricos que existem. Motivo: Nutrição não é ciência, é sentimento, é doutrinação.

Obesidade e Aposentadoria no esporte – parte 5

O homem da foto é Orlando Franklin. Ele é um ex-jogador profissional da NFL, a poderosa franquia americana de Futebol Americano. Ao se aposentar Franklin decidiu emagrecer.

As diretrizes da Nutrição dizem que, apesar de nossa Biologia, o nosso peso é resultado de uma equação matemática, consequência do (des)balanço entre calorias ingeridas e gastas.

Uma das duas orientações principais é reduzir o consumo calórico. Basicamente passar fome, ou comer alimentos com gosto de serragem. Isso porque há 2 elementos que dão sabor ao ser humano: carboidrato e gordura.

A ortodoxia pede que você corte a gordura (dieta low-fat) e passe a tirar sabor do carboidrato, justamente o nutriente que estimula a produção do nosso hormônio engordativo (insulina).

Por um delírio coletivo, os profissionais da ortodoxia acham ser possível ter dietas insípidas (a menos que venham com elementos artificiais) e carregadas do elemento engordativo (+carboidrato -> +insulina -> +gordura corporal). *aqui um adendo, o nutriente mais rico, a proteína, é temida pela ortodoxia.

A outra ponta da diretriz pede maior gasto energético. Mas como gastar mais calorias que os atletas mais bem pagos do mundo segundo a Forbes??

Franklin, que não é da área, mas possui “pele em jogo”, escolheu outra saída. Sabe qual?

O ex-jogador adotou a Dieta Paleo.

Vou confessar uma coisa: a primeira vez que ouvi falar da dieta eu a rechacei com força. Como a dieta “do homem das cavernas” pode ser melhor que a dos doutores que me deram aula??

Enquanto meus professores negam a realidade, a Dieta Paleo replica a dieta que serviu MUITO BEM à espécie por centenas de milhares de anos. Com ela – atenção! – é MUITO difícil engordar porque ela NÃO estimula nosso hormônio mais engordativo!

Em um ambiente BIOLOGICAMENTE NÃO engordativo, o corpo de Franklin foi voltando ao equilíbrio, saiu do ESTADO METABÓLICO (=síndrome) de obesidade e derreteu 38kg.

Como disse, eu tinha MUITO preconceito com o conceito Paleo, mas ele tem algo que a Nutrição não tem: um histórico de SEGURANÇA e de ENORME sucesso evitando a obesidade.

WORKSHOP Jejum, Saúde & Atividade Física!

É com enorme alegria que chegamos pra lançar nossa turma 3 do Workshop JEJUM, SAÚDE & ATIVIDADE FÍSICA!
Uma semana inteira falando o que você nunca ouviu sobre o tema!
Duvida? Participe! Encontrará coisas que nunca te disseram! 

Você sairá mais afiado do que a maioria dos profissionais da área!

QUANDO? De 14 a 18 de dezembro.

O SAL, uma história – parte 4.

Ou ainda: sobre SAL, CABRAS, ALCES, NORMAL & SUPERNORMAL

Um amigo me enviou dias atrás as imagens de cabras subindo enormes e assustadoras barreiras verticais para poderem lamber suas pedras em busca de sal. Recebi também a notícia de órgãos canadenses pedindo que a população por segurança não deixe os alces lamberem os carros (em busca de sal).

A maioria dos especialistas dirá para você evitar o sal. Já a mãe natureza, MUITO mais sábia, ensina animais a correrem enormes risco de vida atrás desse elemento ESSENCIAL à vida.

Reforço: é mais fácil morrer (ou matar alguém) retirando sal do que dando sal em excesso.

Esse ponto é crucial para entender a questão do sal! Sua falta é tão perigosa que animais correm riscos atrás dele. E por que não precisamos nos preocupar com seu excesso? Por dois motivos:

O primeiro é que o corpo não sabe lidar bem com a falta de sal, mas sabe MUITO bem o que fazer de forma segura com seu excesso.

E o segundo motivo é uma consequência disso. O sal nos dá um feedback (retroalimentação) do tipo NORMAL. Isso quer dizer que quando consumimos sal em quantidade suficiente o corpo tem um modelo que sinaliza pedindo que paremos.

Mas há ainda outro tipo de feedback, o do tipo SUPERNORMAL. Esse é aquele que faz você querer consumir algo sem parar! Você quer consumir mais e mais, até quase morrer por causa de suas consequências. Você tem essas características no açúcar e nos narcóticos, por exemplo. Mas você NÃO tem isso no sal ou na carne!

O sal – novamente, é essencial que compreenda isso para melhor entender nossa relação com este elemento – é um marcador de MUITOS alimentos que possuem feedback do tipo supernormal.

Como NÃO existe na natureza alimentos que tenham açúcar (ou amido) E gordura, estes são comidas com feedback supernormal. Fast-food é assim! Só que o problema do fast-food NÃO é o sal, mas a combinação de açúcar, amido e dos óleos vegetais!

Encare o sal, um marcador, quase como os carros de bombeiro. Eles não CAUSAM o incêndio (hipertensão), mas lá estão quando ele acontece! Vilanizar o sal é vilanizar os bombeiros. Porém, ambos são MUITO bem-vindos!

O SAL, uma história – parte 3.

Vou falar algo que NUNCA te contaram! A insulina (liberada quando consumimos açúcar, grãos, tubérculos e suas farinhas) sinaliza aos rins pra que eles retenham sódio. Isso pra que o corpo retenha mais água pra aumentar o volume plasmático, diluindo o açúcar (glicose), fazendo cair a glicemia.

Imagine que sua casa tem ao todo 50m de canos (nossas artérias). Os 50m de cano da casa tem que agora acomodar mais água. Só que com os mesmos 50m, mais água significa aumento da pressão!

É ISSO que acontece quando elevamos nossa insulina ao comer muito amido ou açúcar. Não que o AÇÚCAR (ou o amido e glicose) retenham sal, mas é a INSULINA que faz isso! Veja que curioso: não é o SAL, mas o AÇÚCAR (insulina!) que eleva a pressão! O sal é a ferramenta pra elevá-la, não é a CAUSA!

Hipertensão é assim causada pelo corpo em resposta ao consumo de AÇÚCAR & AMIDO! NÃO de sal!

A miopia na turma da saúde vem ainda por outra razão. Muitos alimentos industrializados são ricos em sal! Isso porque o sal é um estabilizador e um elemento que dá mais palatabilidade às receitas (pergunte a qualquer doceira de mão cheia, elas colocam pitadas de sal nas receitas de doce). Ele é barato, prático e eficiente! O refrigerante é doce? SIM! E nele vai muito SAL! A indústria SABE há décadas desse poder dele!

Por isso ainda que quando um hipertenso emagrece (geralmente reduzindo seus níveis de insulina, o hormônio engordativo) a hipertensão também cai! (nisso até “especialistas” de meia tigela da TV acertam sem saber pedindo que emagrecimento. Não é o peso que tem que cair, mas os níveis de insulina!)

Estou quase acabando!

Caso amanhã inventem fast-food com ZERO sal (ou sódio) ele continuará sendo maléfico ao hipertenso porque fast-food por natureza tem carboidrato refinado, elevando a INSULINA, ele contendo ou não sal.

Pra encerrar, o cético deve estar pensando: “quer dizer então que o Balu se acha o gênio que viu algo que o mundo inteiro nunca viu?”

NÃO! TUDO que escrevi acima está na página 2 de qualquer livro VAGABUNDO de fisiologia! É sabido há muito tempo! Não se esqueça: diretrizes nutricionais e médicas envolvendo saúde, emagrecimento e hipertensão são baseadas em sentimento, desejo e pensamento por aproximação.