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De Influenciadores, “Skin in the Game” & Expertise

EXPERTISE: palavra de origem francesa que significa experiência, especialização, perícia. Conjunto de conhecimentos de alguém”.

Não é saber o que importa, mas saber aquilo que NÃO importa.” Novamente é a superioridade da Via Negativa, pois sabemos mais aquilo que NÃO é. O conhecimento é, pois, SUBTRATIVO.

Dias atrás com o Silas Rodrigues e o Leo Moratta o tema treinamento veio à tona. Acho que o Silas quem disse: sabe como sei que Bosu, prancha, fitball e esses malabarismos NÃO funcionam (pra ganho de força)? Porque quem orienta NÃO usa isso em SEU próprio treino pessoal. Elas mandam os OUTROS usarem. Eles não usam!

Uns leitores se assustaram qdo eu disse que NÃO leio artigos e que pra algumas coisas você NÃO precisa ler absolutamente NADA. O meio FILTRA a você o que REALMENTE importa.

Veio à tona uma denúncia GRAVE. 3 famosos influenciadores britânicos foram gravados aceitando ($$) promover uma bebida pra perda de peso. Só que eles NUNCA tinham experimentado e o produto tinha propositadamente um ingrediente LETAL ao ser humano.

Voltamos ao “faça o que eu faço” DESDE QUE de graça! Eu NUNCA vi alguém que recomendasse BCAA, Coenzima Q10 ou Palatinose que USE isso e que não tenha benefício ($) por usar. Temos que: ou a pessoa NÃO usa porque sabe que NÃO funciona, ou SÓ usa porque isto lhe é conveniente ($)! Expertise é sem precisar ler NADA saber que esse consumo NÃO é bom!

A teoria do Silas me fez lembrar de um episódio de anos atrás. Eu me reunia com mais 5 treinadores, todos experientes, conhecidos e ainda hoje no mercado. Corríamos 12km juntos 2 vezes na semana. Zero educativos, sem alongar (antes ou depois), sem hidratação a cada 15 minutos, sem FC, sem tênis pra “nossa pisada” (ganhávamos tênis), sem análise biomecânica. Por quê? Porque SABEMOS o que importa. Ignoramos o que não importa. É nosso EXPERTISE.

 *****

p.s.: tempo atrás postei agradecimento a uma marca por me enviar um tênis que escolhi. Um influencer que gosto muito mandou mensagem dizendo que me igualei aos que critico. Ele disse pra NÃO agradecer, ou agradecer postando link de venda comissionada. O meu ponto é: eu NÃO posso ter NENHUM benefício ($).

ESPORTE & NUTRIÇÃO: que sejam vistos SEMPRE aos olhos do natural

Porque a realidade é soberana“…

É comum aqui a pessoa que discorda vir com o discurso do “mostre estudos“. Isso é ignorância lógica, burrice metodológica. É como se EU precisasse mostrar que palatinose NÃO funciona quando na verdade cai sobre “ela” o ônus da prova, de que é melhor.

Eu NÃO preciso de estudos quando basta olharmos à realidade, que é sempre soberana.

NA NATUREZA NÃO EXISTE RECOMPENSA ANTES DO ESFORÇO

O argumento de que nosso desempenho físico precisa de alimento prévio NÃO se sustenta porque nosso máximo desempenho e eficiência se faz necessário JUSTAMENTE na ausência de comida, quando precisamos encontrá-la usando nosso físico!

Não comemos para fazer exercício. Fazemos é exercício para comermos! Só um acadêmico ou nutricionista pra ser míope o suficiente pra pensar o contrário!

Tem mais! Dizer que pós-treino é essencial IGNORA a realidade de que MUITAS vezes o indivíduo FALHA na obtenção do alimento. Ou seja…

PRÉ-TREINO e PÓS-TREINO (esse após todas as sessões) são ECOLOGICAMENTE NÃO-naturais!

Escrevo isso no dia que vejo o post de um ultramaratonista profissional que diz esticar o desconforto mesmo APÓS o fim do treino como que estendendo a sessão. Não poderia concordar mais! Fazia isso “escondido” há tempos. Pra mim NUNCA fez sentido a história do comer pós-treino quando sem fome!

A Nutrição Esportiva DELIRA ao criar a diretriz de comer após o treino baseando a lógica do profissional no amador. Isso não faz o MENOR sentido!

Como a nutrição esportiva, ao contrário do esporte, NÃO se baseia na prática, mas em FÉ, ela deve ser SEMPRE QUE POSSÍVEL evitada.

PALATINOSE – 3 funções essenciais

Pro leitor entender, palatinose é basicamente um açúcar caro. Pro leigo saber, tudo que termina em “ose” na nutrição possui grandes chances de ser açúcar (glicose, frutose, dextrose… palatinOSE). A dificuldade que profissional de saúde tem com carboidrato é de não entender que ele vai virar açúcar no organismo (e isso NÃO É necessariamente ruim!!!)… É a FÉ que rege basicamente todas as diretrizes da área.

Não me pergunte pra quê ingerir palatinose antes ou durante a corrida… Eu não sei a razão… O que eu sei é que em um mundo com tamanho fluxo de informação aprendi que ela serve pelo menos pra 3 coisas. E a última dela é ESSENCIAL.

1. ELA ATRAPALHA. Skin in the game.

Esporte é a prática mostrando sua superioridade funcional sobre a teoria. Em TUDO no esporte você antes observa a prática e só então CRIA a teoria, a explicação. NÃO o inverso. Se os melhores do mundo não ficam carregando palatinose antes dos treinos, quem a consome gera um ritual que tira o foco daquilo que REALMENTE importa. Mantra: faça aquilo que os melhores da prática fazem, não o que teóricos pregam!

2. ILUDE.

São conhecidos os efeitos do placebo. A pessoa que acha que palatinose funciona pra algo só nos reforça o poder do placebo. A energia que ela oferece é tão irrisória, é tão sem fundamento, que somente um nutricionista ou um acadêmico ou um vendedor são capazes de defender vantagens de seu consumo. Então, e aqui não há nenhum problema, é preciso admitir que seu efeito é TÃO SOMENTE como placebo. É como uma confissão: sua eficiência se baseia num conhecido NÃO-funcionamento. Ela te ilude ou ainda: você PRECISA ser iludido.

3. ELA POUPA O MEU TEMPO (o meu mesmo!!)

Ela me ajuda porque de cara sei duas coisas. A primeira: eu sei que quem consome foi enganado (e aqui vale dizer: NÃO há NENHUM problema nisso! Eu mesmo fui enganado por anos nas faculdades… Seja por professores que nunca correram, seja por professores que invertiam a ordem essencial de prática e teoria, seja por professores que não sabiam o que estavam falando e ainda pelo pior tipo deles, professores que nos forçavam a comprar seus livros nas disciplinas que davam.

Além do uso da palatinose me mostrar quem foi iludido, enganado (reforço: não há NENHUM problema aqui!), em uma vida corrida ela me mostra ainda que o profissional que recomenda ou não tem IDEIA do que está falando (e é só burrinho, coitado). Ou está só nos vendendo mesmo. Aí é preciso de classificá-lo pelo que ele é: vendedor. E não há mal nisso. É só mais direto. E poupa meu tempo.

O delírio do pré-treino

Duas perguntas recebidas no Instagram me reforçam o delírio coletivo de toda uma sociedade (que os autores das perguntas não se ofendam, os exemplos são apenas sintomas sociais). Ei-las:

1. Quanto tempo após comer se pode correr sem perder rendimento?

2. O que comer antes de treinar?

Na minha experiência – vamos lá – eu NUNCA conheci um Nutricionista que entendesse de esporte. Eu não disse que eles não existem! Só disse que não conheço nenhum. NEM. UM.

Certa vez conversava com um cliente acima do peso e ele me dizia que queria perder peso correndo. Expliquei que ele, nordestino, poderia vir caminhando de sua cidade até SP e AINDA ASSIM lhe sobraria gordura corporal de sobra. Aqui 2 pontos:

– Corrida/caminhada gasta poucas calorias;

– O desafio não é gastar, é conseguir ACESSAR sua reserva energética.

Porém, e esses Nutri-Nesfit que recomendam suplemento e pré-treino JAMAIS entendem – até porque não sabem NADA de esporte – , você NÃO TEM acesso à sua reserva pré-alimentado! Por vários motivos. Um fisiológico é que comer eleva os níveis de insulina que INIBEM a queima de gordura. Isso está na aula 2 de Fisiologia (na primeira o professor se apresenta e fala as datas da prova). O nutricionista que prescreve pré-treino em amador deve ter faltado nessa aula.

O motivo conceitual é mais simples! Não faz sentido NENHUM comer antes de atividade física porque em nosso modelo evolutivo os ancestrais quando jejuavam por não TER comida estavam procurando por ela, eram fisicamente ATIVOS. Sendo assim, o padrão é fazer ATIVIDADE FÍSICA enquanto estiver em jejum! Nenhuma criatura selvagem adulta descansa quando não possui calorias!

Tem mais! É JUSTAMENTE quando temos grande fonte de energia endógena (gordura corporal) que nosso cérebro avisa ao corpo de que NÃO precisamos mais ser ativos pra encontrar comida. Já disse aqui: é um ENORME erro interpretativo esperar que alguém com sobrepeso seja MAIS ativo, mais disposto.

Energia endógena –> letargia e sedentarismo.

Energia exógena –> descanso.

A Nutrição como prática VIVE de negar a realidade. Por isso é um fracasso.

Emagrecedor: Xadrez vs Corrida

O ano é 1984, o Campeonato Mundial de Xadrez é temporariamente adiado porque o defensor do título, o russo Anatoly Karpov, havia perdido 10kg por causa das partidas.

Em outra edição, 20 anos depois, era a vez do campeão Rustam Kasimdzhanov sair 8kg mais magro.

Eu sempre falo que a ideia de que nosso peso (para mais ou para menos!) é resultado da teoria nunca antes DEVIDAMENTE testada do “balanço calórico” ainda permanece viva e forte é porque ela é apaixonante! (na verdade ela já foi N vezes refutada)

Ela é tão simples! É só jogar um conceito matemático em algo que SABEMOS ser biológico. Nela você ainda joga a culpa do sobrepeso em um fator meio puritano (a gula e preguiça do obeso!) e tira 100% das costas do especialista o caráter de incompetente por não compreender de conceitos básicos de sua área.

Se um profissional de saúde Marciano chegasse à Terra e fosse a um parque público sairia de lá com a teoria de que correr engorda, tamanha é a quantidade de pessoas acima do peso correndo.

Mentira!

Sabe por quê? Porque depois ele iria à África ver quenianos e etíopes magérrimos também correndo e concluiria que não é que corrida engorda ou emagrece.

É que africanos correm PORQUE são magros (e não para FICAR magros). E que os amadores acima do peso correm porque querem ser magros porque aqueles que são pagos para nos emagrecer ainda não entenderam que é uma questão de biologia… É sobre O QUE se come… E que não é matemático, sobre o QUANTO se come.

Diabetes do tipo “Nutris Esportivos”

Veja a conclusão do seguinte estudo feito com atletas de ALTO nível, desses que vivem indo em “nutri esportivo”: “ao contrário das expectativas a glicemia alta parece ser uma preocupação MAIOR do que a baixa glicemia mesmo naqueles com MAIOR gasto de energia e consumindo ABAIXO da ingestão recomendada de carboidratos”. Do grupo estudado, 30% desses atletas (que treinam MUITO e competem BEM melhor que você) tinha PRÉ-diabetes!

“VOCÊ NÃO CONSEGUE PELO EXERCÍCIO SUPERAR UMA DIETA RUIM”

Lembre-se: tenha a sua volta profissionais que tenham skin in the game, pele em jogo! E quem manda você encher o rabo de carboidratos HOJE para correr 21km NÃO tem pele em jogo, afinal, as consequências do consumo crônico de carboidrato (especialmente aqueles na forma de LIXOS como os isotônicos e géis ou balinhas) se dará só quando já tiver passado sua consulta com ele.

A corrida (ou QUALQUER outra atividade física) NÃO te salvará do custo fisiológico do consumo crônico de carboidrato na forma de suplemento, suco e farinha.

Talvez você conheça Steve Redgrave, o maior remador britânico, um dos maiores da história. Sua dieta foi “cientificamente” elaborada por “nutris esportivos”. Ele consumia gel, balinhas de carboidrato (jujubas), geleia e treinava feito um cavalo… Redgrave treinava em uma semana mais do que você treina por mês. Hoje ele tem diabetes. Duvido que algum desses “nutris esportivos” ainda estejam ao lado dele na doença.

 

Por que ele caiu nesse conto?

Porque TODOS (eu tive aula com encantadores de serpente também!) fomos educados pela “ciência” de que tinha que ser assim… Eles, ingênuos (ou nem tanto, pois acreditam nisso entre outras coisas porque ganham dinheiro vendendo suplemento), acharam que não havia consequências inesperadas.

A tese do consumo crônico de carboidrato refinado, ou seja, SEM fibras (suplementos, sucos, géis, açúcar, frutas anabolizadas…) NUNCA foi a norma na espécie. “Nutris esportivos” AINDA acham que é melhor. Porém, a oferta frequente de energia NÃO é o padrão na natureza, que moldou nosso organismo.

Talvez caiba falar ainda de Rob Gronkowski, ex-jogador do New England Patriots que se junta a Joe Thomas de quem falei tempo atrás. Gronkowski perdeu quase 25kg em 1 ano mesmo treinando MUITO menos. Como?! Apenas deixou de seguir a “ciência” dos “nutris esportivos”. Talvez justamente POR ISSO não vire um diabético obeso.

Pergunto: o “nutri esportivo” que hoje te vende palatinose e a ideia de lanche pós-treino estará ao seu lado quando você estiver obeso e diabético??

O Esporte tem “Skin in the game” (pele em jogo). A Nutrição NÃO.

Dias atrás postei no meu instagram (@DaniloBalu) minha lista de melhores livros de corrida/atletismo. Essa semana irei atualizar a lista. Nela agora irá “Tigerbelle”, a biografia da ESPETACULAR Wyomia Tyus, primeira pessoa (homem ou mulher) a ser bicampeã olímpica dos 100m (1964 & 68). Era uma mácula que eu carregava.

Leia abaixo o trecho que separei e traduzi:

Você está muito grande! Você nunca foi tão grande! E você está perto da prova mais importante da sua vida. Nós vamos ter que fazer algo. Você precisa se afastar da mesa. Você precisa se afastar das batatas, precisa se afastar do arroz e precisa se afastar do pão.”

 

A frase foi dita por Ed Temple, primeiro americano a ir duas vezes seguidas a Jogos Olímpicos como treinador de atletismo, algo que era proibido. Isso dá um indício de como ele era especial.

Mr. Temple, como era chamado, sem saber a diferença entre insulina e glucagon tinha apele em jogo. Pedia à sua melhor velocista para perder peso. Como? Jejum e evitando arroz, massa e pão. Resultado? Ouro e recorde mundial!

Aí vem nutricionista e pede o quê ao amador? Comer de 3 em 3h e ênfase onde? Carboidrato! Minha bronca é ENORME quando vejo nutricionista falando em “peso ideal” ou em empurrar carboidrato goela abaixo de atleta amador é porque para mim fica CLARO justamente que eles NÃO entenderam NADA ainda desse esporte!

Temple entendia como o peso é CRUCIAL. Por isso que em 2008 o americano Chris Solinsky assombrou o mundo do atletismo. Não era só um recorde. Ele era o primeiro atleta na história com mais de 70kg a entrar no clube dos sub-27minutos nos 10.000m!

Entre os maratonistas o clube sub-2h06 tem uma MINORIA de atletas com mais de 60kg. Por quê? Porque peso (baixo) importa MUITO! Por isso que algumas atletas japonesas APANHAM de seus treinadores quando ganham peso.

A imagem abaixo que ilustra esse texto e é uma plotagem do peso dos fundistas nos Jogos Olímpicos do Rio/2016. Este é um padrão que se reproduz, não importando a edição olímpica!

Quando um nutricionista oferece carboidrato a um atleta acima do peso, ele dificulta que ele PERCA peso, um ENORME limitante de desempenho. Sabemos que low-carb é a estratégia nutricional que MELHOR traz perda de peso e que torna mais FÁCIL a manutenção de um baixo peso.

NÃO há correlação de (maior) consumo de carboidrato com desempenho. Mas HÁ uma relação de (menor) peso com melhor desempenho. Entendeu, nutricionista? Se você empurra carboidrato a um atleta eu SEI que você ainda NÃO entendeu esse esporte. Controle do peso vem À FRENTE de qual macronutriente consumir quando falamos em desempenho!

Simples assim.

 

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A pobre e mal compreendida Caloria*…

Vez ou outra ainda meio que se espantam quando digo que não faço cálculo calórico de gasto nem de consumo de meus clientes. Pra quê faria isso? A vida é curta pra gastar tempo com coisa sem muita utilidade. Eu não calculo nem o volume dos maratonistas que dou treino. E olha que a correlação “volume x desempenho” na corrida existe e é MUITO forte! Já na Nutrição a correlação “calorias x peso” não existe! Então pra que fazer isso?

Esporte vive de resultado, Nutrição de intenção. Só isso explica eficiências tão discrepantes. NÃO se mede a eficiência de um treino de maratona pelos quilômetros. NÃO se mede a eficiência de um treino de força pela tonelagem (carga do exercício multiplicada pelo número de séries e repetições do treino todo). NÃO se mede a competência do funcionário pelas horas trabalhadas.

Pra que diabos calcular calorias, então?? Nós nem sequer SABEMOS nem CONSEGUIMOS calculá-las! TUDO é mera extrapolação. Aproximação MUITO porca! Calcular “g” (gravidade) como sendo 10 (versus 9,80665 ao nível do mar) e Pi sendo 3 (e não 3,14159265359…) só dá certo em prova do ensino médio. No mundo real a ponte cai!

Admitisse que não entende de Matemática, Física nem da Lógica mais elementar, a Nutrição aceitaria a ideia de que o controle de peso é algo BIOLÓGICO, não aritmético! O provavelmente mais incrível e mais fascinante estudo já realizado nesse tema, o “Minnesota Starvation Experiment” (1950) encontrou JUSTAMENTE que a restrição calórica como causa NÃO explica a perda de peso. Por quê? Porque ela é BIOLÓGICA e não aritmética!

SETE DÉCADAS depois e essa abordagem CONTINUA sendo a usada (nas universidades e no mundo real) para emagrecimento com um histórico SECULAR de fracasso. Respondesse pelos resultados, como o Esporte, e não pelas intenções, estaria TODO MUNDO no olho da rua! As faculdades já teriam sido fechadas! Por isso que NUNCA devemos dar ouvido ao que dizem as diretrizes nutricionais!

Calcular gasto e consumo calórico é brincar de Deus, achar que controlamos algo sem nem sequer saber princípios básicos da Biologia, o QUE DIZER de Física e Matemática?!?

PERDER (ou manter) peso é sobre O QUE se come! DANE-SE as calorias! Ela é secundária, terciária, um coadjuvante! Eu NUNCA calculei. SIGO sem fazer isso. Por quê? Porque eu sei que NÃO CONSIGO fazer esse cálculo sem fazer a ponte cair.

Enfim, se o profissional ou professor que você tem nunca leu nada da obra de 1950, desconfie dele. Mas se ele ainda mesmo lendo NÃO entendeu a obra e nega a realidade, FUJA dele! Vai por mim…

*o titulo deste texto é uma homenagem ao belo livro de Bill Lagakos. Ambos, autor e obra, deveriam ser obrigatórios, porém, seguem ignorados pela academia brasileira, a mesma que ainda ensina essas equações toscas de cálculo calórico sem sequer entender Física ou Matemática

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Palestra dia 23 de Fevereiro (em SP)!

Em parceria com o canal Corrida no Ar (o maior do YouTube) farei sábado dia 23/2 em São Paulo (SP) uma palestra sobre Nutrição na Corrida.

Sabe as recomendações que SEMPRE ouviram sobre hidratação, suplementação, carboidratos, janela metabólica, etc? Estarão lá, mas de um jeito completamente diferente de TUDO o que levaram vocês a crer esses anos todos!

Eu tenho certeza que você sairá repensando TUDO o que (acha que) sabe sobre Nutrição nesse esporte! É a minha meta!

E tudo por um valor que não paga o ônibus de 1 mês que eu pagava pra ir para a faculdade ouvir as baboseiras que tive que ouvir… e que repetem até hoje, acreditem!

Eu ouvi muitas bobagens naquele tempo! Na minha época eu tive que depender de informação vindo assim! Hoje você tem opção! Quero que com você seja diferente! Te faço um convite!

Para isso, inscreva-se clicando aqui!
QUANDO? Sábado dia 23/2, das 9h30 às 11h.
ONDE: Velocità Moema (SP).

Veja ainda este vídeo abaixo muito legal que o Sérgio Rocha fez explicando o evento!
Te espero lá!

GEL em prova de… 12km?!?

Coisa rápida…. Participei tempinho atrás de uma prova noturna em SP. Ela foi na distância de 6km e 12km. Já no quilômetro DOIS eles ofereciam – que rufem os tambores! – GEL de carboidrato!

E no quilômetro 5!? Isotônico! Daquele famoso, que criou sua fama com estudo malfeito, análise torta e pagando meio dúzia de professores que farejam dinheiro melhor do que qualquer pastor alemão de aeroporto é capaz. Alguns até foram professores meus (os picaretas! Não os cães!)! Quer nomes? Eles sempre assinam diretrizes dessas sociedades “idôneas”.

Água, já disse aqui, eu não bebo em prova nessa distância. Falo o mesmo para quem eu treino e corre mais ou menos na minha velocidade, independente do clima. Agora.. GEL…?!

Costumo dizer a quem oriento que sou portador também das notícias ruins, ainda que quem pague não queira sempre isso. Não sei qual seu ritmo, mas há uma regra praticamente universal: se você precisa de gel durante uma prova de 12km, tenho uma má notícia, você NÃO está pronto pra ela! Deixe-a de lado, treine mais. Você tem mais a ganhar treinando mais para encarar a distância no futuro e menos a perder ($). Talvez você até perca peso!

Se seu treinador pede que você use um gel nos 12km, troque de treinador!

Se seu nutricionista recomenda gel (ou isotônico), troque de nutricionista!

Se seu médico recomenda um dos 2, não precisa trocar! Minha dica é: não dê ouvidos apenas quando ele tocar no assunto esporte ou nutrição, igual os 2 de cima, ele muito provavelmente não sabe do tema!

E se trocar, procure um profissional que se perguntado se você precisa de gel/isotônico pra encarar 12km, ele(a) abra o jogo pra você explicando que você NÃO está pronto! Mesmo que você o faça com o olhar do Gato de Botas da foto…


*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Treinador Clandestino!