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O Dilema da Ração – skin in the game.

Uma coisa que donos de cães e gatos devem ter SEMPRE em mente é que o comprometimento ÚNICO e MAIOR de uma fabricante de ração para animais está EXCLUSIVAMENTE com a saúde financeira da própria EMPRESA. Ela NÃO tem comprometimento NENHUM com a saúde de seus animais de estimação. Esta é uma responsabilidade 100% SUA, intransferível.

Há aqui nessa relação indústria-tutores uma assimetria de interesse, pois o mercado quer acima de tudo vender mais. Então ele quer ganhar a preferência pelo sabor e fazer o animal comer mais do seu produto. Isso acontece enquanto o outro lado da negociação quer acima de tudo saúde e praticidade. Pois 2 estudos recentes da USP vieram jogar mais luz nesse assunto.

As embalagens de ração (para cães e gatos) normalmente exibem a imagem de alimentos que seriam grande parte da composição do produto em questão. Pois pergunto: você já viu alguma com foto de milho ou de (farinha de) vísceras de frango? Não, certo? Pois estes 2 são os ingredientes que os animais de estimação do Brasil mais consomem!

Um dos trabalhos analisou 25 marcas de ração para cães e encontrou que em média os produtos têm 60% de nutrientes de origem animal e 40% de vegetais. Quase tudo se reduzindo a milho e frango. Lobos, que são MUITO mais próximos dos cães do que nós somos de qualquer primata, NÃO consomem grãos. Mas os fabricantes de rações ideias acham essa composição uma boa ideia.

Quando vamos para a área dos felinos temos que a composição de 28 marcas de comida pra gato foi parecida. Em somente um em cada 5 produtos havia menos do que 10% de conteúdo de origem vegetal. Porém, mais importante que aos cães, gatos são animais carnívoro estritos! Ignorar isso é tão doente quanto querer alimentar coelhos ou vacas com carne, leões com alface!

PAGAR MAIS RESOLVE?

Antes fosse… As rações classificadas como premium, mais caras e que teoricamente seriam de melhor qualidade são TAMBÉM compostas fundamentalmente de frango e milho.

As fórmulas de ração para animais de estimação podem variar em proporções de ingredientes, mas os ingredientes básicos são os mesmos. Pode-se afirmar como disse a renomada pesquisadora Marion Nestlé, que o conteúdo de ração para animais de estimação é muito parecido e a diferença mais importante entre uma marca e outra não é o aspecto nutricional, é o preço.

O QUE FAZEM É CRIME?

NÃO. O que a indústria faz ao te enganar tem respaldo da lei.

Nos EUA, uma espécie de norte da nossa regulamentação desse mercado, um alimento que possui na embalagem a palavra “dinner”, “nugget” ou “formula”, precisa conter apenas 25% do alimento anunciado, neste caso a carne. Já se o produto (ração) vem com a palavra “contém”, ele precisa por lei ter apenas 3% do alimento em questão!

Para ser ainda mais preciso, nesta “regra dos 25%” e na “regra dos 3%” o fabricante tem o direito resguardado de nomear seu produto, por exemplo, dizendo que ele é feito com arroz e frango no título. Porém, na realidade, esses dois ingredientes precisam corresponder a apenas 25% da ração (excluindo a água necessária para formulá-la). Mas mais do que isso, como são dois ingredientes nomeando o produto, eles precisam ter ao menos 3% de um deles (e ao menos 22% do outro), surgindo assim a possibilidade bem recorrente de uma ração intitulada como de frango e arroz ter 22% (ou mais) de arroz e somente 3% de subprodutos da ave. Você leu certo.

É um direito do setor, não há infração legal aqui! E já quando falamos de saboro assunto piora. Um produto pode carregar a expressão “Sabor Contrafilé” já que a lei dá direito ao fabricante de nem precisar sequer colocar nada de contrafilé que não apenas seu sabor artificialmente.

Você não vai NUNCA ver entidades falando sobre este problema, mas se você ou mesmo um veterinário (!) sugerir dar carne a um cão ou gato, ambos terão problema.

Surreal, não?
 

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O maior aliado do VEGANISMO é a Ideologia, não a Ciência

Você pode optar pelo Vegetarianismo (e suas vertentes) porque tem dó de comer animais ou por qualquer motivo. A razão diz respeito apenas a você! Mas é inegável: o maior aliado do vegetarianismo é a IDEOLOGIA.

Dias atrás recebi um texto de um grupo de plano de saúde que tenta “ensinar” o leitor a virar vegetariano. Se uma empresa que vive de nós nos sentirmos doentes diz que faz bem, é porque deve fazer mal!

Fiz no site (e em portais famosos) a busca por citações à Dieta Carnívora. Obviamente que sem sucesso.

Ambas as dietas, vegetariana e carnívora, se apoiam na exclusão total de um grupo de alimento. Dois pilares fundamentais da Nutrição como profissão (ainda que completamente mal compreendidos e equivocados) são: equilíbrio e variedade. Como haver equilíbrio pregando que não se consuma um enorme grupo?

Porém, apenas uma delas encontra torcedores nas instituições dando aulas: aquela que combate de forma puritana e ignorante o consumo de alimentos de origem animal.

A Nutrição é um curso superior no qual você PRECISA negar a realidade. Em qualquer faculdade você encontra professores vegetarianos que vão empurrar sua ideologia aos alunos atropelando a lógica, aquela que mostra que por centenas de milhares de anos nossa espécie consumiu carne. Mas eles acham que em uma questão de décadas ela passou a nos matar de câncer, coração e diabetes.

É possível, como foi comigo, você atravessar um curso inteiro tendo que estudar “os benefícios do vegetarianismo” sem jamais ouvir NADA a respeito da dieta carnívora porque ela não tem torcedores no mundo acadêmico.

Como eu disse, os motivos que levam você a abandonar o consumo de carnes ou vegetais, diz respeito a você. Eu acredito que a dieta ideal não passa por nenhuma das duas! O que me espanta é olhar os “especialistas” de sempre fazendo contorcionismo argumentativo e atropelando a lógica para defender uma delas. Eles só não admitem que são torcedores. São só ignorantes mesmo.

****

Por que tanto se fala em veganismo atualmente? Porque há toda uma agenda em prol dela. O lucro ao fabricante é muito maior. Ou como diz P. D. Mangan: Você pode não estar interessado em veganismo, mas o veganismo está interessado em você!

E nada mais efetivo do que começar pelas faculdades e pelos “especialistas” de sempre, aqueles ouvidos pela TV.

 

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Obesidade e aposentadoria no Esporte – parte 2

Joe Thomas é um ex-jogador da NFL com 10 participações no Pro-Bowl, o All Star do futebol americano, sua modalidade. Ele é lembrado como um dos maiores da história em sua posição. Recém-aposentado, ele queria se livrar do excesso de peso que traz vantagem competitiva na NFL. Para isso ele perdeu 34kg de 148kg!

Recentemente Thomas deu uma entrevista e explicou não como emagreceu, mas como ele fazia para engordar, ficar “grande”. Ele disse que ele era considerado “pequeno” (undersize). Sabe como ele fazia? Nas palavras DELE:

  1. Ele comia a cada 2 horas;
  2. Ele consumia açúcar, carboidrato e massa (pasta);
  3. Ele não podia pular refeições “para não emagrecer”;

O Esporte e a Pecuária sabem como engordar MUITO melhor do que a Nutrição sabe emagrecer. Por quê? Porque esporte e pecuária vivem de resultados, a nutrição vive de intenções. Os primeiros têm skin in the game, pele em jogo, a nutrição não. Isso explica quase tudo.

Thomas é hoje um aposentado, treina BEM menos e pesa BEM menos. Ele é mais magro do que quando era um dos melhores e mais bem pagos atletas do mundo em uma das ligas mais excruciantes do planeta. Como isso é possível?

Semanas atrás eu falava sobre o drama que companheiros de liga dele vivem ao engordarem quando param de jogar. O que recomendam os “especialistas” de sempre? O OPOSTO do que Thomas fez para emagrecer! Recomendam o OPOSTO do que a Pecuária faz para engordar grandes mamíferos.

  1. Pedem para comermos regularmente, a cada 3 horas para acelerar o metabolismo. Um sinal CLARO de que não têm IDEIA do que estão falando.
  2. Pedem para cortar gorduras, aumentando assim o consumo de carboidrato, macronutriente usado para engordar Thomas e os rebanhos.
  3. Condenam o jejum, deixando o corpo em constante estado anabólico.

Faz sentido para você? Lógico que não faz!

Entre a prática eficiente e o sonho de quem nega a realidade, vocês sabem com quem eu fico!

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O Esporte tem “Skin in the game” (pele em jogo). A Nutrição NÃO.

Dias atrás postei no meu instagram (@DaniloBalu) minha lista de melhores livros de corrida/atletismo. Essa semana irei atualizar a lista. Nela agora irá “Tigerbelle”, a biografia da ESPETACULAR Wyomia Tyus, primeira pessoa (homem ou mulher) a ser bicampeã olímpica dos 100m (1964 & 68). Era uma mácula que eu carregava.

Leia abaixo o trecho que separei e traduzi:

Você está muito grande! Você nunca foi tão grande! E você está perto da prova mais importante da sua vida. Nós vamos ter que fazer algo. Você precisa se afastar da mesa. Você precisa se afastar das batatas, precisa se afastar do arroz e precisa se afastar do pão.”

 

A frase foi dita por Ed Temple, primeiro americano a ir duas vezes seguidas a Jogos Olímpicos como treinador de atletismo, algo que era proibido. Isso dá um indício de como ele era especial.

Mr. Temple, como era chamado, sem saber a diferença entre insulina e glucagon tinha apele em jogo. Pedia à sua melhor velocista para perder peso. Como? Jejum e evitando arroz, massa e pão. Resultado? Ouro e recorde mundial!

Aí vem nutricionista e pede o quê ao amador? Comer de 3 em 3h e ênfase onde? Carboidrato! Minha bronca é ENORME quando vejo nutricionista falando em “peso ideal” ou em empurrar carboidrato goela abaixo de atleta amador é porque para mim fica CLARO justamente que eles NÃO entenderam NADA ainda desse esporte!

Temple entendia como o peso é CRUCIAL. Por isso que em 2008 o americano Chris Solinsky assombrou o mundo do atletismo. Não era só um recorde. Ele era o primeiro atleta na história com mais de 70kg a entrar no clube dos sub-27minutos nos 10.000m!

Entre os maratonistas o clube sub-2h06 tem uma MINORIA de atletas com mais de 60kg. Por quê? Porque peso (baixo) importa MUITO! Por isso que algumas atletas japonesas APANHAM de seus treinadores quando ganham peso.

A imagem abaixo que ilustra esse texto e é uma plotagem do peso dos fundistas nos Jogos Olímpicos do Rio/2016. Este é um padrão que se reproduz, não importando a edição olímpica!

Quando um nutricionista oferece carboidrato a um atleta acima do peso, ele dificulta que ele PERCA peso, um ENORME limitante de desempenho. Sabemos que low-carb é a estratégia nutricional que MELHOR traz perda de peso e que torna mais FÁCIL a manutenção de um baixo peso.

NÃO há correlação de (maior) consumo de carboidrato com desempenho. Mas HÁ uma relação de (menor) peso com melhor desempenho. Entendeu, nutricionista? Se você empurra carboidrato a um atleta eu SEI que você ainda NÃO entendeu esse esporte. Controle do peso vem À FRENTE de qual macronutriente consumir quando falamos em desempenho!

Simples assim.

 

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Sobre Ovos…

Parece que saiu mais um daquele estudos associativos que são inconclusivos e LONGE do definitivo, quase inúteis, quando falamos de definição de diretrizes ou recomendações.

Vou colocar uma parte que falo de OVOS no meu livro “O Nutricionista Clandestino”…

 

Os ovos, por exemplo, talvez sejam o melhor exemplo de alimento saudável e seguro que sofre de tempos em tempos alguma restrição e são condenados. O ovo é um alimento TÃO nutritivo a ponto de permitir que uma célula fecundada possa dar origem a um filhote de galinha.

O ovo é um dos alimentos mais demonizados na atual cultura de combate ao colesterol na dieta porque ele é rico nesse nutriente. Porém, seu consumo não aumenta os valores do colesterol LDL. A questão é que o colesterol na dieta NÃO necessariamente implica em elevação da colesterolemia e o ovo nunca teve seu consumo provado como perigoso.

Além disso, o ovo é um alimento de alto valor nutricional, possuidor de vitaminas, minerais e antioxidantes. Ele acaba por MELHORAR o perfil lipídico aumentando os valores do colesterol HDL. Outros estudos mostram que o consumo de ovos NÃO está relacionado com aumento do nosso risco cardíaco. Como está na gema a maior parte dos nutrientes, a recomendação facilmente encontrada para que se descarte a gema comendo apenas a clara, poderia ser descrita como uma das mais ESTÚPIDAS recomendações nutricionais de toda a história da Nutrição.

O colesterol LDL por sua vez parece que visto isoladamente tampouco é um ótimo marcador. Essa é a conclusão feita por um levantamento com 231.986 pacientes hospitalizados que possuíam níveis de LDL adequados.

Fim da citação.

Coma seu ovo tranquilamente! Há milhares de anos são consumidos de forma SEGURA. É ÚTIL saber que profissional reforçou o coro de que ovo nos mata do coração… isso facilita a NOSSA vida pra identificar quem ainda não entendeu NADA de Nutrição.

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Mel é saudável?

O SABOR DOCE ESCONDE O FERRÃO DO CONSUMO CRÔNICO

Melhor ainda… pergunto: Mel é bom pra saúde?

Complicado. Sempre que atribuímos o caráter de BOM para algo na Nutrição caímos em uma armadilha. Isso dá a entender que mais desse elemento (no caso mel) seria sempre melhor à saúde. Mas NÃO é verdade!

Temos que ter em mente que nosso corpo não lê rótulos. Ele não sabe se o açúcar que você consumiu vem do mel, do mel industrial ou da Coca-Cola. Ele sabe SIM que vai ter que lidar (o fígado na verdade) com aquela frutose toda consumida de algum jeito.

Mas o especialista disse que “faz bem” e que por isso é “saudável”. Bom, operadores de raio-X, isoladas todas as variáveis, tendem a viver mais do que a população média porque estão expostos à uma radiação que em excesso mata a nós humanos.

O QUE NÃO MATA, NOS FORTALECE

A gordura vegetal (chamemos de ômega-6) NÃO é RUIM! Os óleos vegetais industrializados (canola, girassol, milho, soja e margarina) são RUINS porque são industriais, mas porque PRINCIPALMENTE nos oferecem um consumo em escala NÃO-normal.

O MEL na natureza é raro, escasso, sazonal. Sendo assim ele só PODERIA ser consumido assim para ser saudável… de tempos em tempos, sazonalmente e de forma rara, bem eventual.

Não faz sentido ALGUM dizermos que alguns microelementos (seja frutose do mel ou não, radiação, álcool ou outro qualquer que venha do vinho, por exemplo) são bons ou ruins. É a FREQUÊNCIA de sua exposição que dirá se fará bem ou mal ao organismo.

MODERAÇÃO É A CHAVE?

NÃO. Moderação é um dos MAIORES erros da Nutrição. Um dia falo melhor a respeito. Mas comer 1kg de mel numa sentada provavelmente é MUITO melhor do que comermos 50g de mel por 20 dias. (*vocês entenderam bem a ideia nesses números arbitrários)

 

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Manteiga e Ovos? NÃO! Fast food e Margarina? Pode!

As recomendações dietéticas à população são PURO fruto de política, não de ciência. NÃO são resultados de pesquisas, mas de acordos com a indústria e o pensamento por aproximação dos especialistas. Esses que dão aula. São assim os guias, são assim também TODOS os cursos superiores na área. Você NÃO aprende nutrição fazendo faculdade.

Semanas atrás um distribuidor de alimentos britânico veio a público protestar. O motivo você tem na foto que ilustra este texto. Nela não parece haver nada de errado, mas quando você olha a imagem original, descobre que ela foi editada para poder ser veiculada no metrô londrino.

A edição (à revelia da empresa!) cortou da foto: baconovos e a manteiga da mesa. Por quê? Boa pergunta!

Vira e mexe me perguntam o que eu acho do novo “Guia Alimentar para a população brasileira”. Ele é melhor do que o anterior, mas não deixa de ser ruim. Sabe por quê? Porque governos não deveriam nunca se meter com isso porque NÃO irão admitir que estavam errados o tempo todo.

Atualmente está em debate novas regras para rotulagem de alimentos. Pois sem NENHUM fundamento a nutrição ortodoxa já condenou 2 nutrientes ESSENCIAIS à vida: a gordura saturada e o sal. E em paralelo recomenda como base da dieta o único macronutriente NÃO-essencial, o carboidrato. Faz sentido? Lógico que não faz! Eles fazem malabarismos para explicar o delírio coletivo da categoria.

Por causa dessa alucinação a lei pede que alimentos consumidos de forma segura por séculos e séculos (como bacon, queijo e ovos) sejam retirados de qualquer anúncio. Mas o mais incrível é que o McDonald’s PODE fazer anúncios no local porque está dentro das regras!

SIM, você leu certo!

A ideia de indicar que alimentos ricos em gordura saturada, sal e calorias são ruins cria a condição absurda e IRRACIONAL de que alimentos NATURAIS como abacate, ovos, carnes, peixes e frutos do mar NÃO POSSAM ser recomendados. Mas margarina (um VENENO que até HOJE a Nutrição recomenda) e fast food possam!

Faz ALGUM sentido pra você?!?
Eu juro que tento entender… 

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Por que insistimos TANTO com vegetais?

Por que insistimos TANTO dizendo que vegetais deveriam ser a base da dieta? Deixando de lado a questão de sustentabilidade, para mim a razão é puramente ideológica, não fisiológica.

Não precisa ser especialista para deduzir que vegetais têm por peso menos calorias que alimentos de origem animal. Pois a ideia de que uma dieta hipocalórica (restrição energética) deveria ser a primeira abordagem no combate da obesidade (seja em cães ou humanos) tem um histórico TÃO longo e deprimente de INEFICIÊNCIA que somente acadêmicos e especialistas (veterinários e nutricionistas) podem ainda defendê-lo.

Dias atrás recebi inbox o post de uma veterinária especialista em Nutrição. Ela está claramente acima do peso (e antes de me chamar de gordofóbico, isso só parece um artifício “ad-hominem”), mas tenta passar a impressão de que entende de como fazer um cão, gato ou pessoa emagrecerem. O texto não é pra explicar por que NÃO deveríamos procurar especialistas em Nutrição que estejam fora de forma (*por “skin in the game”, por pele em jogo, não deveríamos contratar alguém que não faz aquilo que prega, no caso, emagrecer, porque a estratégia ou não é feita ou não funciona, excetuando-se aqui graves sérios de doença).

Em um dos posts dela um cão para emagrecer recebe uma refeição que – acredite! – é um refogado de legumes e verduras (!!) e “um pedacinho de carne”. Eu não sei de onde alguém pode tirar que um cão poderia ou deveria ter na dieta “abobrinha, cenoura, chuchu, folhas ou grãos”.

É a tara pelos vegetais! Você olha na natureza e os carnívoros estritos (felinos) ou predominantes (lobos) são magros. Já os herbívoros, muitas vezes gordos. Qual a sugestão dela (e de MUITOS “especialistas”), então? Tirar a carne (que oferece muita energia/nutrientes e que SEMPRE os manteve magros) para dar vegetal, que NUNCA foi consumido naturalmente e que atualmente JÁ É a base das rações engordativas.

A mesma profissional aparece tomando açaí com granola e deixando o gato lamber. Ela NÃO sabe ainda que esse combo a ENGORDA, NÃO é saudável e que NUNCA foi consumido por felinos. 

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O AÇÚCAR nos faz agir como crackeiros.

Tempo atrás escrevi sobre um povo que vive na região do deserto de Kalahari, ao sul da África. Nele falei sobre como a escassez e a abundância moldaram e moldam nossa saúde ao longo de toda a evolução.

Sigo estudando esse povo e assim cheguei ao modo interessante como eles buscavam por mel. Até hoje eles não dominam o refino do açúcar. O ser humano tem uma atração e um prazer tão grande pelo sabor doce que isso nos faz capaz de ficarmos viciados pelo açúcar.

Sempre que vejo nutricionista dizendo para optarmos pelo açúcar mascavo eu enxergo um pneumologista dizendo para que a população opte pelo Marlboro Light, um cigarro mais saudável. Ou então que fume charuto cubano, um cigarro mais “natural”.

Não existe tal coisa!

Tempo atrás, quando escrevi sobre o vício que o açúcar proporciona, um nutricionista disse em tom bravo que açúcar não vicia. Ele mesmo, que estava com enorme sobrepeso, consumia apenas porque “ele queria”, que ele “poderia parar quando bem entendesse”, num típico argumento de viciado que não reconheceu ainda a doença.

E assim voltamos à tribo de Kalahari…

Não havendo docerias, ao avistarem uma abelha, o indivíduo esperava o trabalho da operária e SEGUIA o inseto o quanto fosse preciso até encontrar a colmeia! É ou não coisa de crackeiro?! E se ele a perdesse de vista ele voltava ao lugar, não importasse onde, para buscar mais pistas.

Essa tribo, que desconhece a obesidade e o câncer, não pratica a agricultura, ou seja, vive de caça e coleta. Ao contrário do que pregam alguns profissionais low-carbers mais radicais, eles consomem inclusive tubérculos, alimentos de alto amido (glicose) e baixos nutrientes. Porém, eles vivem muito é do resultado de sua caça.

E assim voltamos ao texto original: é sobre escassez e sobre não-linearidade!
Não há linearidade na dieta daquele povo, seja de calorias (aqui entra o jejum forçado), seja de alimentos vegetais (dependendo do acaso de encontrar ou não raízes), seja de alimentos de origem animal (ter sucesso ou não de caça).

E diferentemente de um brasileiro típico, por exemplo, uma tribo economicamente miserável varia mais seu cardápio do que nós que comemos apenas partes “nobres” (e nutricionalmente mais pobres) de 3 animais, enquanto eles os comem por inteiro, inclusive miúdos (as partes mais ricas), dos quais numa inversão ilógica e irracional fugimos.

SIM, o açúcar vicia. Mas mais do que isso: ele PRECISA ser muito restrito.

Dieta é sobre DESEQUILÍBRIO! Almejar por “equilíbrio”, seja de nutrientes (“recomendações nutricionais”, as DRIs) ou de qualquer alimento (ex: uma fruta ao dia) vai CONTRA o mais essencialnão foi assim que nos desenvolvemos como espécie.

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Obesidade e aposentadoria no Esporte.

Tempo atrás eu criticava o uso de esteiras no treinamento de corredores. Aí alguém disse que então eu precisava avisar a NFL, em uma clara alusão de que se os americanos fazem, só podem estar corretos e eu errado. A NFL é uma empresa fenomenal, mas quem entende MESMO de velocidade é o atletismo e seus velocistas, não a NFL. E você não tem velocistas americanos e jamaicanos treinando em esteira, então errado está a NFL. Eu só apontei o óbvio.

A NFL ainda faz vista grossa ao doping e ao número de concussões, ou seja, basta ligarmos os dois pontos… ela é uma empresa, os atletas são apenas um caminho. Tenha skin in the game sempre!

Estou falando isso porque li ontem uma matéria sobre a obesidade entre jogadores aposentados. Chegamos à Lua, mas ainda temos a ideia do balanço calórico como diretriz “oficial” no emagrecimento. Quando você vê um ex-atleta ficar obeso é MUITO tentador achar que é essa a culpa: comer demais, gastar de menos.

Um dia volto ao tema para explicar do motivo de isso ser pensamento por aproximação. O que quero é chamar a atenção a algo mais agonizante, desesperador.

A parte mais dura frustrante e angustiante da minha rotina é ver gente (bem) acima do peso se dedicando, se esforçando, treinando arduamente porque acredita que o exercício é ferramenta essencial ao emagrecimento. NÃO É.

  1. Se você precisa treinar (ou fazer jejum) para manter o peso ou emagrecer é porque sua dieta é RUIM.
  2. Você deveria fazer atividade física por mil motivos, emagrecer NÃO é um deles!

No texto do New York Times estão as orientações de sempre aos ex-atletas. Entre elas algumas interessantes como a de abandonar o sedentarismo, consumir menos pães e açúcar, e comer menos vezes. Uma das estratégias para ganhar peso na fase profissional, aliás, era a de comer MAIS vezes ao dia, a MESMA estratégia sugerida na Nutrição para quem quer PERDER peso. Faz sentido?!

Óbvio que não! Entre a NFL e uma diretriz nutricional, eu fico SEMPRE com a NFL (skin in the game). Se a NFL diz que comer mais vezes engorda, eu acredito NELA, não nos meus ex-professores que NUNCA treinaram NINGUÉM porque a NFL depende de atletas mais pesados, uma vantagem competitiva. É a ideia de ter a pele em jogo!

Porém, entre as orientações para atletas aposentados perderem peso está o consumir menos carboidrato trocando por… aveia, um alimento que digo aos meus clientes ser “o açúcar não doce”. Eles ainda são orientados a tomar smoothies (um modo caro de vender algo ruim, o suco) e shakes proteicos, um alimento que fornece calorias e nada de saciedade.

Mais angustiante é ver atletas de mais de 150kg tendo que nadar e fazer elíptico por 1h00 por sessão. Você acha que eles emagrecem? Lógico que não! É só ir na largada das corridas… correr NÃO torna as pessoas magras. Os atletas nem sequer, como eles mesmo relatam no artigo, têm forças para irem treinar!

Isso porque é JUSTAMENTE quando temos uma grande fonte de energia endógena (gordura corporal) nosso cérebro avisa ao corpo de que não precisamos mais ser ativos para encontrar comida. Já disse antes aqui: é um ENORME erro interpretativo esperar que uma pessoa com sobrepeso seja MAIS ativa, mais disposta.

Esse indivíduo tem tamanho estoque energético endógeno que o corpo cronicamente pede, implora por sedentarismo, preguiça. E quando você oferece alimentos LIXOS como aveia, grãos, smoothies, você mantém alto os níveis de insulina, impedindo fisiologicamente o corpo de acionar os estoques de gordura corporal.

Não é que o sedentarismo leve ao sobrepeso, como a NFL e a nutrição pensam. É o sobrepeso desses caras que leva à preguiça e ao sedentarismo! Enquanto não entendermos isso, esses caras continuarão a agonizar com 200kg. Eles morrerão tentando em vão por culpa desses “especialistas”.

É desesperador! 

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