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Por que não consumo Xilitol

Nem Eritritol, nem Maltitol.

Em casa temos apenas um adoçante: stevia. Tento usar o mínimo possível. Acho sucralose o de melhor sabor dentre todos, mas como acredito que acessibilidade é uma questão CRUCIAL a uma boa dieta, justamente POR ISSO não o tenho em casa.

Qual o problema da sucralose? Há apenas UM problema na sucralose: nós não sabemos seus efeitos. Há 30 anos fazemos uso mais massificado deste adoçante sem encontrar problemas graves em seu consumo. Você pode munido de evidências razoáveis argumentar que ele agride a flora intestinal e que pode ter impacto negativo no controle de peso e mesmo na saúde. Nada muito além disso.

Câncer? Mortes? Eu jamais iria tão longe, nem com ele nem com outros adoçantes que parecem menos seguros, como o aspartame ou a sacarina.

Num cenário assim, de temor e incertezas sobre a segurança dos atuais adoçantes comercializados, o xilitol, que é um poliálcool, ganha popularidade. Sabor doce, de comércio liberado e baixas calorias ele parece bom demais para ser verdade. E é aí que mora o perigo…

TODA AÇÃO GERA REAÇÃO

Um dos meus melhores professores na faculdades de Nutrição em sua primeira aula na disciplina Biologia I me abriu os olhos a um conceito básico dos adoçantes. Ele nos disse o que já sabíamos décadas atrás e que seguimos (sem) saber: as consequências de seu consumo. Por literalmente milhões de anos ensinamos nosso organismo que após o consumo de algo doce, haveria energia disponível. E de repente, do dia pra noite, podemos ingerir litros e quilos de alimentos doces sem NADA de energia. O corpo entra em pane. Ele NUNCA teve que lidar com isso. Ele vai reagir. Como? Não sabemos. Ninguém sabe! Ainda não houve sequer UMA geração que o consumiu do nascimento até a 3a idade.

“NÃO HÁ ALMOÇO GRÁTIS”

Atualmente proliferam receitas e recomendações para usarmos o xilitol. O que recomenda a prudência? FUJA. Com quais argumentos? A Nutrição tem um histórico MISERAVELMENTE incompetente ao tentar nos oferecer alternativas “melhores”. Ela pediu que trocássemos gordura saturada por óleos vegetais. Errou. Que trocássemos manteiga por margarina. Que substituíssemos o jejum por refeições frequentes. Errou. Leite e laticínios integrais pelos desnatados. Errou.

Parece não ter havido UMA VEZ sequer na HISTÓRIA um acerto das diretrizes nutricionais em suas alternativas sugeridas!

Sucralose PARECE ter um custo relativamente baixo à saúde. Porém, quando sinalizamos de que há uma alternativa segura ao açúcar (xilitol) isso é a promessa de almoço grátis, de que você vai ter o sabor doce sem o preço dele. Essa é a ingenuidade dos especialistas ao adotar um hábito como seguro por causa de suas consequências opacas no atual momento.

Por fim, tenho duas cachorras. Cães parecem trituradores, comem o que acham… lixo, fraldas, grama, terra… mas xilitol? Elas NÃO podem comer. Pode ser FATAL em cães! Semanas atrás, na última vez que compramos xilitol, ao cair na mesa percebemos que as formigas desviavam dele. Aquilo me deu medo. De lá pra cá NUNCA mais.

Devemos regular nossa exposição ao sabor doce. Fim de papo. Não há alternativa segura. Aceite pagar o preço ao aplacar esse desejo. Quando quero doce, vou no açúcar. Tento o mínimo possível. Você deveria fazer o mesmo. Entre ele, adoçantes e xilitol, NADA parece ser mais seguro que o velho, engordativo e viciante pó branco. Ao menos dele sabemos o preço que nos cobra.

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“Diz-me o que comes; eu te direi quem és”.

Parafraseando alguém dia desses: não sei bem como a coisa funciona, mas parece certo que o projeto “mundo vegano” recebeu um reforço orçamentário recentemente.

Basta ver o número de reportagens, ~pesquisas~ e matérias fazendo paralelos entre sustentabilidade e melhor saúde nos alimentos de origem vegetal.

Então na próxima vez que um ativista vier lhe dizer que o mundo precisa se alimentar de forma mais “vegetal”, explique que a dieta americana, por exemplo, já tem mais de 70% das calorias vindas de fontes… VEGETAIS.

A frase de 2 séculos do francês J. A. Brillat-Savarin na abertura do texto diz muito sobre o mundo contemporâneo. No momento que escrevo estou fazendo 15 dias na Dieta Paleo, onde não entram laticínios, grãos, açúcar e óleos vegetais, além dos alimentos processados. Eu DUVIDO você conseguir engordar (ou adoecer!) se alimentando em uma dieta estritamente paleolítica!

E aí entro no meu segundo ponto. Sua dieta está na linha na mesma porcentagem das calorias que você consegue obter se alimentando exclusivamente daquilo que encontra em uma feira e um açougue. Simples, não?!

Assim como na Paleo eu arrisco que você NÃO adoece/engorda se sua alimentação for à base de planta (folha & legume) e bicho (carne & ovos). NÃO me importa a distribuição do que você come desde que seja DENTRO desta amostra!

E por que o mundo está OBESO??

Uma análise recente com +230.000 produtos alimentares encontrou que 71% são ultra-processados e que dos mais vendidos 86% os são. Isso é o OPOSTO do feira/açougue, planta/bicho…

A indústria que te empurra “hambúrguer impossível”, açougue vegano, ovo-não-sei-o-quê, whey protein de ervilha não te vende saúde, vende os MESMOS alimentos ultra-processados que adoeceram e engordaram todo um planeta!

Pense nisso!

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As armadilhas do supermercado – BISCOITOS.

A SOBREMESA (DE GOSTO RUIM) DISFARÇADA…

Um mito na Nutrição ainda vai demorar muito a cair: a ideia de que devemos comer a cada 3 horas para não reduzir nosso metabolismo.

A ideia é tão ESTÚPIDA por si só que espanta ver gente da área a defendendo. Uma explicação básica para essa vida longa é que esta é uma ideia patrocinada. Com dinheiro mesmo! Afinal, para que isso seja feito exige que compremos pequenos lanches. E isso por outro lado explica por que o jejum, seguro e eficiente, não vingue com a mesma força: NINGUÉM o patrocina(rá) (falamos novamente de dinheiro mesmo).

Semana passada falei como a indústria envelopou toda uma seção de sobremesas refrigeradas como sendo saudável (iogurte). Temos ainda outro caso INCRÍVEL nos supermercados: biscoitos “saudáveis”.

O termo em si já é surreal… Mas olhemos com atenção. Uma das marcas mais famosas coloca sempre uma atriz magra e naturalmente linda comendo um produto com gosto de serragem passando a ideia de que isso a emagrece, a deixa bela, acelera o seu, o dela, o nosso metabolismo.

Quando comparamos esse produto com o Oreo, por exemplo, talvez o biscoito mais famoso do mundo, temos que ali no “falso saudável” há a mesma quantidade de açúcar que uma bolacha sabidamente indulgente (Oreo)!

Mais!

Quando comparamos com outra bolacha, Calipso, a coisa PIORA. A “saudável” tem MAIS carboidrato que uma sobremesa que viciou toda minha geração.

Faz sentido?!
Óbvio que NÃO.

O que a indústria faz é chamar uma sobremesa – ruim, mas sobremesa – e suas concorrentes todas como snack saudável. Uma você comeria para emagrecer, é ruim e engorda. A outra, que é gostosa (acho Oreo horroroso, mas gosto é gosto) você evita comer para poder emagrecer e ela engorda MENOS que aquela com gosto de serragem! PORÉM, a propaganda dá a entender que é o melhor a se fazer!

Uma vez, em tom de piada, expliquei a uma cliente que no intervalo do trabalho fazia mais sentido ela tomar uma Heineken long neck (12g de carboidrato por garrafinha) que um desses biscoitos que ela comia, pois engordaria menos! Mas a indústria nos convenceu do contrário.

Apelando a uma frase histórica de Churchill que disse que “entre a desonra e a guerra, (os franceses) escolheram a desonra e terão a guerra”, aquele que come esses produtos, entre a saúde e o sabor escolheram a saúde e ficarão sem os dois! 

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As armadilhas do supermercado – IOGURTES.

Os supermercados (ao lado dos restaurantes do tipo buffet) são os melhores laboratórios que existem quando o assunto é Nutrição. Por isso sempre vou com meus clientes lá!

Uma parte onde sempre paro é a de IOGURTES. Iogurte nada mais é que uma combinação de LEITE+FERMENTO+(ação do)TEMPO. Qualquer coisa (eu disse qualquer coisa!) agregada nesse trio, o aproxima mais a um Chandelle. (*sim, comprar “iogurte” proteico, a nova moda, é de um erro tremendo… caro, ruim e nutricionalmente pior porque tem 17 ingredientes)

A sacada mais genial da indústria alimentar foi transformar toda uma seção de sobremesas refrigeradas nomeando-a como “iogurtes”.

Veja um exemplo da Vigor (eu tenho absolutamente NADA contra a marca… Todas as marcas são iguais nesse critério)… Um iogurte natural REAL deles tem 10g de carboidrato. Mas ele é azedo, né? E se colocarmos ameixa. Ameixa é fruta, a diretriz nutricional diz que fruta é saudável, então o iogurte fica melhor, correto?

Pois agora o mesmo copo passa a ter 28g de carboidrato. Seria mais ou menos como pegar o copo original e colocar quatro sachês de açúcar. E o de sabor Cenoura/Mel/Laranja? Não menos pior… 26g…. o mesmo que 3 daqueles pacotes de açúcar…

E se optarmos pelo CHANDELLE? Bingo! 20g! Tem MENOS que o iogurte com FRUTA!

Quando optamos por iogurtes desnatados (que por isso têm MAIS carboidrato que os integrais) ou optamos por sobremesas disfarçadas de iogurte (como esses de frutas) acabamos levando algo de gosto PIOR achando que é mais saudável que aquele de gosto MELHOR.

Ah, mas e as calorias“…

É um ERRO CONCEITUAL achar que nosso corpo responde à aritmética e não à Biologia.

Fique esperto nas compras! 

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“Não são as calorias, estúpido!”*

Fiz propositadamente um trocadilho com uma frase célebre. Isso porque aos meus clientes eu SEMPRE falo: me importa MUITO pouco o quanto você come, mas O QUE você come!

Não trabalho com quantidades nem porções. Considero que acho inútil a contagem de calorias (com fórmulas feitas por uma especialidade que não trabalha nem tem apreço seja por matemática ou física). Aliás, se ter ciência do consumo calórico fosse MESMO importante, como a sociedade teria permanecido magra (ou longe da globesidade) por MILHARES de anos? Como teríamos feito isso se o conceito que temos de calorias é muito recente (além de extremamente falho)?

Exatamente quando escrevo este texto, ao acabar com outros colegas um experimento de ficarmos 28 dias na Dieta Paleo, vejo que divulgaram um estudo REVELADOR! Pela primeira vez se demonstrou de forma forte a relação de CAUSALIDADE entre alimentos processados e os não-processados, ou seja, aquilo que chamamos de “comida de verdade”, uma das bases da dieta paleolítica.

No estudo as pessoas comiam por 15 dias um dos grupos de alimentos ad libitum, ou seja, SEM controle das porções. O que aconteceu? Ao comerem “comida de verdade”, elas emagreceram 1kg. Reforço: sem controle calórico.

Já quando comeram por 15 dias alimentos processados elas ENGORDARAM 1kg.

Ao olhar o gráfico, os especialistas de sempre, que dizem que jejum perde músculo, que gordura mata do coração e que carboidrato é essencial, só enxergarão uma coisa: quem engordou também comeu mais calorias.

SIM!

LÓGICO!

Isso é física elementar! O ponto é: o que é causa? O que é consequência?

O ser humano foi moldado por milhões de anos comendo “comida de verdade”. Quando nos deparamos com um alimento que NUNCA existiu em nossa evolução, temos um organismo NÃO preparado a isso. Nós assim não sabemos lidar com ele, não há mecanismo apurado de saciedade. Ele se desregula!

Se ele não se sacia, é uma ESTUPIDEZ achar que fazer alguém comer poucas calorias de um alimento processado é uma boa ideia. Basta para isso dar ao indivíduo aquilo para o qual ele foi FEITO para comer: comida de verdade.

Negar a realidade é uma especialidade da Nutrição. Irão especular os motivos pelos quais engordaram mais. Dirão que é a falta de fibras (não é), excesso de sal (também não)… Isso muito POUCO IMPORTA! O que importa é o resultado: não são QUANTAS calorias, estúpido! Mas DE ONDE elas vêm!
 

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Sobre o vício do açúcar.

Uma das coisas mais interessantes que aprendi quando pesquisava para escrever meu livro “O Veterinário Clandestino” é sobre o impacto que o açúcar tem no nosso consumo alimentar. Estudos feitos com ratos colocam em xeque a ideia do balanço calórico como regulador de saciedade. A coisa é MUITO mais complexa.

Em ratos que recebiam água com açúcar o consumo calórico aumentava. Ou seja, eles NÃO deixavam de comer um pouco da ração diária… PIOR, na verdade os ratos bebiam a água com açúcar e comiam MAIS da ração. Era assim, ratos à base de ração comiam X, mas quando recebiam também água com açúcar comiam X mais Y (além das calorias da bebida adocicada).

E o mesmo já foi feito com outros animais. O efeito do açúcar é mais do que apenas adoçar um alimento, ele nos faz comer mais dos dois! Ele DESREGULA nosso consumo energético.

Qualquer pessoa da indústria alimentar sabe disso. Não à toa eles colocam açúcar em praticamente TUDO. Objetivo? Nos fazer consumir mais do seu produto. E esta é uma prática recente sabe por quê? Porque somente agora açúcar se tornou barato.

Uma das coisas que mais ouço nos meus atendimentos é “sou formiga”, “gosto de doce”, “não vivo sem açúcar”. Há duas observações aqui. A primeira é que de certa forma é bom que você goste de doce, é um sinal de que você é normal. O ser humano foi feito para gostar de doce, de açúcar.

A segunda, um pouco mais séria, é que isto não te dá liberdade de satisfazer essa vontade sempre. Senão poderíamos fazer tudo conforme nossos desejos, mas a vida não pode ser assim.

Quando comecei a ideia dos 28 dias na Dieta Paleolítica, que não permite nem açúcar nem doces processados, uma das desculpas mais ouvidas dadas a mim por quem queria um motivo pra não participar foi: não aguento ficar sem doce.

Um conceito pouco compreendido é que essa vontade de consumo de doce não diminui quando consumimos algum doce no curto prazo, mas quando passamos a consumir MENOS dele no longo prazo. Para alguém reduzir esse vício, você não oferece mais da substância em questão, mas MENOS.

Isso entre outras coisas porque o excesso de açúcar TIRA a nossa sensibilidade ao sabor doce… É na AUSÊNCIA dele que os sentidos são regulados. Para melhorarmos nosso paladar doce precisamos é justamente comer MENOS dele.

Eu não sou daqueles que acha que o açúcar é um veneno. NADA na Nutrição deveria ser olhado que não seja aos olhos das doses e frequências de consumo.

Então, se você acha que “não vive sem açúcar” há grandes 2 equívocos. Sim, você vive sem, ainda que não tenha razões para fazê-lo. E segundo, justamente por achar que não vive sem, você deveria consumir MENOS. Até porque seu consumo nos faz comer mais, pior e vicia.

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Quem vigia a Nutrição?

Quis custodiet ipsos custodes?

OU…

Quem vigia a Nutrição?

Tem uma cena em “Batman vs Superman” (sim, adoro frases de filmes de super-heróis) em que debatem a necessidade de supervisionarem o homem de aço, afinal, e se ele decidir exterminar a humanidade? Um dos motes do Batman no filme é justamente impedir alguém tão poderoso de decidir-se por si só.

Falo isso porque semanas atrás foi amplamente compartilhado um estudo que saiu no ECO 2019 (European Congress on Obesity). Do que falava ele? Que de 9 conselhos dados por influenciadores digitais 7 estariam errados.

Mas… QUEM VIGIA O VIGILANTE?

A internet é lugar de tudo. Desde maravilhas úteis da informação gratuita com qualidade até de “Terra-Planismo” ou tutorial de como se fazer bomba caseira. Mais do que isso ela mudou o modo como a sociedade se relaciona, ela mudou o fluxo de informações.

Uma das observações MUITO felizes de Nassim Taleb sobre redes sociais é que ela trouxe de volta a conversa bidirecional, enfraquecendo a forma “unidirecional” da imprensa, por exemplo. Por isso o jornalista atual sofre tanto… ele não estava acostumado a ser questionado. Ele achava que estava certo e hoje vemos como erram (intencionalmente e por MUITAS vezes por incompetência) em uma frequência estupenda.

Com outras classes não é nada diferente. O livre acesso à informação técnica na área de saúde (seja médica, nutrição ou de treinamento físico, por exemplo) em redes sociais é um dos únicos lugares de nosso contraponto à narrativa ou aos conselhos e diretrizes oficiais.

E informação boa e gratuita gera medo justamente de quem cobra ($) por informação! Não à toa vivem a tentar descreditar quem não assina a cartilha ou quem não paga pedágio aos conselhos e associações (CRN, CREF, ABESO, etc…).

Veja bem, entrei no Medscape para ver quais seriam essas recomendações erradas. Aliás, Quem julga o que é errado??

Bom, vamos a alguns dos “erros” que encontrei no resumo do tal estudo.

ERRO #1
Não havia NENHUMA relação com informação. O problema era que os influenciadores não eram associados da Association for Nutrition. Nessa caça a “blogueiros” de nutrição não há NENHUMA preocupação genuína com saúde de terceiros, apenas preocupação com monopólio de quem pode falar sobre o assunto… sobre quem pode ganhar dinheiro com isso. É a única preocupação.

ERRO #2
As receitas dos perfis não atendiam às diretrizes de macronutriente (gordura, proteína e carboidrato). Ou seja, a diretriz britânica que engordou aquela população nas últimas décadas é o certo. O que fazíamos antes da era da Globesidade e éramos magros e saudáveis é errado.

ERRO #3
As dietas sugeridas extrapolariam as calorias recomendadas. O ano é 2019, mas a Association for Nutrition AINDA acha que obesidade é uma questão calórica não fisiológica!

ERRO #4
Era um erro se o perfil NÃO sugerisse contar calorias.

Lembre-se sempre de duas coisas… uma delas não tem caráter opinativo, é puramente conceitual. Nenhum profissional tem licença para dizer às pessoas (e a você) a quem elas podem ou não buscar conselhos técnicos. Eu procuro quem EU quiser. De TODOS os bons livros que li sobre Nutrição apenas UM foi escrito por nutricionista (Obesity, HARCOMBE) e ela NÃO pode atuar fora do Reino Unido. Entende meu ponto?

O segundo ponto é: nas diretrizes da Nutrição que dizem respeito à emagrecimento e dieta saudável você tem a certeza que encontrará as orientações erradas (eles erram com sucesso há 50 anos). Já o mundo sem regra da internet ao menos te dá opção de quem sabe achar alguém que acerte.
 

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O mito do “carne demais pra um cão”…

Veja o que um leitor me mandou. Continuo na sequência:

“Minha cachorrinha de 12 anos foi diagnosticada com diabetes. A Veterinária me indicou uma ração caríssima (R$45/kg). Pois bem, o principal componente da ração, é cevada (73g de carboidratos a cada 100g). Questionei a grande quantidade de carboidratos (faço low-carb há 2 anos, perdi muitos quilos) se não afetaria na sua glicemia.

Ela respondeu que a ração é de “baixo IG”, balanceada, blablablá… e que o tratamento somente pode ser feito usando essa ração. Sugeri usar uma dieta low-carb, porém ela refutou na hora dizendo que o excesso de proteína iria acabar com os rins e com o fígado dela.

Fiz 5 medições de glicose (a pedido da veterinária), a alimentação dela já começou com a tal ração… como esperado, o glicemia dela subiu muito após as refeições…”

Voltei. Sei que corro o risco de soar repetitivo, mas as diretrizes nutricionais, seja em cães, seja em humanos, VIVEM de negar a realidade. Ao cão, um animal que na oferta da carne opta por ser carnívoro e que, quando é intolerante ao carboidrato (essa é a definição para diabetes), a ele recomendam que coma muito… carboidrato.

Faz sentido? Não, lógico que não! Isso é delírio de toda uma categoria que não precisa estudar nutrição na faculdade para cuidar de nossos animais.

Dizer que a proteína da carne irá “acabar com os rins e com o fígado” desse animal, é como achar que um coelho não pode comer muito mato. O rim e fígado desses animais são feitos para trabalhar com essas demandas. Ou então é como sugerir que fazer atividade física faz mal porque irá “acabar” com nosso coração. É um pensamento burro, raso.

Vamos aos fatos, ao que há de evidência sobre carne fazer mal aos órgãos dos cães?

Quando olhamos estudos controlados temos que não há efeitos deletérios aos rins como consequência de uma dieta rica em proteínas em cães saudáveis.

Este trata-se de um temor infundado e falso que faz muitos pensarem que a alta ingestão de proteína pode afetar a saúde renal. Não estamos aqui negando que uma maior ingestão proteica poder ser questionada em cachorros com problemas renais pré-existentes, forçando estes a realmentereduzir sua ingestão proteica pela sua dificuldade em excretar diversas substâncias.

Para explicar esta questão de a dieta em animais com patologias específicas determinar a segurança ou não de algo em um animal saudável, gosto de usar uma analogia. Quando você tem uma perna quebrada, você não deveria sair fazendo caminhada pelo parque, mas isso nem de longe significa que sair para andar no parque resulte em uma perna quebrada. Ou seja, é um enorme engano supor que um cão que tenha rins saudáveis irá adquirir problemas porque o organismo de um animal com insuficiência renal não pode lidar perfeitamente com a excreção de proteínas.

Há aqui outra questão de ordem semântica. Uma dieta que seria hiperproteica em um animal herbívoro, por exemplo, pode não ser a um animal carnívoro como um lobo, que tem demandas proporcionais muito maiores para esse macronutriente. Oferecer uma dieta hiperproteica, ou seja, com “grande quantidade de proteína” como determina a definição do dicionário, a um animal como um cão não pode ser considerado nocivo à priori quando esta é a norma na natureza.

Um temor inicial de estresse renal de um criador que desconhece a fundo estudos na área de dietas é até compreensível. Porém, um veterinário profissional sugerir ou insistir com essa argumentação diante de tantas evidências, é sinal de ignorância ou vontade e desejo pessoal de ignorar tais evidências.

Primeiro temos que ter sempre em mente que cães parecem não ter um limite superior de consumo de proteína e carnes que trariam prejuízos à sua saúde ou integridade renal, um mito que sobrevive entre nós humanos e que é sempre levantado quando alguém sugere oferecer carne a um cachorro. Estudos já foram feitos tentando derrubar essa ideia.

Cães estão mais do que aptos a lidarem com enormes quantidades diárias de carne sem prejuízo à sua saúde. Um estudo, por exemplo, não encontrou correlação entre consumo proteico e comprometimento na saúde renal. Os cães tiveram 75% da massa dos rins retirada e foram alimentados com mais de 55% de suas calorias advindas das proteínas e ainda assim após quatro anos nada foi observado.

Os resultados de mais de 10 estudos experimentais com cães não encontraram evidências dos benefícios da redução de ingestão proteica nesses animais em diminuir também problemas renais.

Como dito, esta é uma preocupação recorrente seja em humanos ou em animais. Porém, ainda em 2005 um estudo concluía que uma dieta rica em proteínas (hiperproteica) não contribui com a falência renal. Por isso este é um temor que você não deveria ter.

Se diante evidências seu veterinário insiste nisso, você sabe o que eu penso…
 

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É sobre OFERTA, senhores…

Nada, absolutamente NADA na Nutrição deveria ser avaliado que não fosse à luz da oferta, da disponibilidade de seu consumo.

Mel é saudável? Já vi gente MUITO boa dizer que não. O que não falta é MUITO especialista dizer que é saudável. Então pergunto: ÁGUA é saudável?

Morrem mais corredores por excesso do que por FALTA de água. Exercício e Jejum são estresses. O que define se Água, Exercício, Mel ou Jejum são “bons”, fazem bem, é a magnitude e frequência deles.

Eu comprei côco pra comer, uma fruta de baixo açúcar. Dias antes disso uma pessoa insistia comigo que água de côco é “permitida” na dieta paleolítica (não é) argumentando que é um alimento pré Revolução Agrícola. Será?!

Veja o qto havia de água no meu coco. É a modernidade que faz o homem beber 1L dessa bebida sem comer uma lasca da fruta.

Quer beber água de côco na Paleo? Pode, beba seus 100ml, mas coma a fruta toda antes de poder beber mais.

Nosso corpo foi moldado com proporções e ofertas MUITO distintas dos dias atuais. É simulando isso que se acaba com os males modernos (Obesidade, Hipertensão e Diabetes).

“Equilíbrio” existe apenas na cabeça de especialistas que não entenderam que é o desequilíbrio que deveríamos buscar… 

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O que Dostoievsky nos ensina sobre Nutrição…

CARBOIDRATO É NÃO-ESSENCIAL. Ou ainda:

“ACIMA DE TUDO, NÃO NEGUE A REALIDADE”

Tenho um grandessíssimo amigo que sempre usa uma frase de Dostoevsky (em “Irmãos Karamazov“): “Acima de tudo, não minta para si mesmo”.

Não negar a realidade tem sido o meu motto este ano. Soubemos agora que a poderosa ADA (Associação Americana de Diabetes), que sempre pareceu mais lutar em prol da doença que dos doentes, que sempre gostou mais do dinheiro que do diabético, FINALMENTE reconheceu que nosso corpo NÃO tem uma necessidade mínima deste macronutriente.

Um dos capítulos de meu livro “O Nutricionista Clandestino” é JUSTAMENTE sobra a NÃO-essencialidade do carboidrato. O que isto quer dizer? Que este é um nutriente que TOLERAMOS, que NÃO HÁ necessidade mínima diária de consumo dele. Que na ausência dele a saúde PODE ser mantida SEM prejuízos.

O que faz a Nutrição tradicional? Nega a realidade. Ela usa um nutriente NÃO-essencial, DISPENSÁVEL à “manutenção” da saúde, como BASE de nossa alimentação. Isso é delírio coletivo. Isso é alucinação de toda uma categoria que se julga especialista.

O mais perturbador disso tudo é que esta é uma informação que sabemos em um estudo clássico de 1967 e que TODAS as entidades, sociedades e associações de saúde decidiram TODAS ignorar. Sabe por quê?

Porque para negar a realidade elas decidiram, “acima de tudo”, mentir para elas mesmas.

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