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Meu experimento com a Coenzima Q10 (CoQ10)

Acabei recentemente outro experimento pessoal. Como sempre faço com essas papagaiadas que aparecem na corrida, terminei um período de 60 dias de suplementação com a CoQ10, a Coenzima Q10, uma das preferidas dos atuais “vendedores”.

Por que faço isso?

No começo, em meus tempos mais ingênuos, eu fazia porque acreditava. Foi ainda em 1997 que usei um tempo BCAA. Ex-professores, que não correm, não dão treino nem trabalham com corrida, apenas vendem para corredores, falavam de seus (supostos) benefícios. Então comprei (por isso ninguém tem que ter vergonha quando for enganado. Você só precisa rever por que você QUER SER enganado).

Eles ainda vivem de vender essas coisas. Deve ser duro 20 anos buscando evidências sem sucesso que não seja comissão…

Pra quem já usou palmilha de silicone, multivitamínico e até recovery pós-treino, 60 dias de Q-10 era fácil. Então comprei.

Comprei porque é mais honesto. 2 ou 3 telefonemas e teria amostras em casa (vez ou outra um desavisado me oferece “parceria” de suplemento… Ninguém elogia isso em rede social de graça!).

Primeiro efeito colateral: estou R$75 mais pobre. Único benefício observado: estou livre da ideia de que CoQ10 sirva pra algo na corrida.

Tem gente muito boa que acompanho que usa esse suplemento. Pedem que seus clientes (NÃO-corredores!) usem algumas semanas quando estão em transição de uma dieta “junk” para uma dieta low-carb.

Alguma intenção de desempenho? Não! Para evitar fadiga mitocondrial, buscando melhora de disposição e cognição nessa mudança de dieta.

Não há lógica para o desempenho. Dá um alívio ouvir isso dos 2!

Todo janeiro é sempre igual…

O que engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, mas entre o Ano Novo e o Natal”… Essa frase faz sentido? Em partes! Um levantamento BEM interessante mostra que os americanos engordam entre o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) e o Ano Novo um peso do qual eles nunca mais se livram. Sendo assim, CUIDADO! Talvez agora seja MESMO a hora de fazer regime!

A mudança no calendário tem um poder quase incalculável de nos motivar. Roberto Pompeu de Toledo chamou de gênio quem teve “a ideia de cortar o tempo em fatias” porque isso “industrializou a esperança, (…) aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente”.

Hoje fui à academia. Tudo deserto. Sabendo que mesmo ao contrário do que diz o ditado, em média REALMENTE ganhamos um peso do qual não mais nos livramos. Então, encare a realidade! Se mexa! Não só no sentido de ir treinar (já que atividade física é INEFICIENTE ferramenta pra isso)! Mas comece HOJE a mudança a que se propôs no final de dezembro!

A imagem que separei neste post foi de uma pesquisa que fiz no Google… repare no padrão… há picos de procura pela palavra DIETA em janeiro, para depois o interesse cair enquanto sobe o número da balança.

Você pode esperar 2a feira para começar, mas saiba que até lá estará já ao menos dias ATRASADO. A gente SABE que se você começar 2a feira e não AMANHÃ, no final do ano você renovará a promessa, tudo começará outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente. Mas será tudo igual…

Comece! De verdade! Uma dieta saudável é uma das coisas que melhor você pode fazer pela sua saúde.

Açúcar? Farinha? É de comer até morrer! Literalmente!

Ou AINDA: não são as calorias, estúpido!

A imagem abaixo viralizou no Twitter. Nela há um gambá que invadiu uma padaria e comeu tantos doces e farináceos que ficou assim, como se estivesse embriagado, sem reação, coisa típica de quem está mais do que nauseado, mas sob efeito de DROGAS.

Qualquer um que já correu no Parque do Ibirapuera bem de noite já descobriu que gambá é um marsupial que começa a caçar/coletar alimentos de noite. Porém, sua alimentação na natureza consiste basicamente de ovos, frutos, vermes, insetos, lagartos, anfíbios e até mesmo filhotes de pássaros. Não precisa ser grande entendedor pra deduzir que sua dieta é à base de proteínas. (*ok você leu “frutos” ali, mas apenas no Pão de Açúcar e no Carrefour frutas estão disponíveis o ano todo, no mundo REAL, aquele que a Nutrição INSISTE em ignorar, elas são raras e sazonais).

Enquanto escrevia O Veterinário Clandestino um “mandamento” recorrente de um autor ficou na minha cabeça: NADA é mais engordativo do que o alimento feito pelo homem. Daí deduzimos que se você quer manter-se magro precisa FUGIR daquilo que foi “inventado” pelo homem! É MUITO, mas MUITO difícil engordar alimentando-se de alimentos NATURAIS à espécie! *Por isso que a recomendação de veterinários que dizem que ração é o alimento ideal a cães e gatos é SURREAL.

Por algumas vezes já escrevi aqui da capacidade da farinha e açúcar em causar dependência. Existem obviamente os profissionais que adoram negar a realidade e insistem em dizer que não. Repare no animal da foto. Um animal selvagem que está EXPOSTO, correndo risco de VIDA porque está vulnerável aos seus predadores naturais porque não consegue dizer “não” a uma comida NÃO-natural, que foi feita para nos VICIAR (o vendedor, tenha SEMPRE isso em mente, quer vender MAIS, ele não tem o MÍNIMO compromisso com sua saúde).

Esses alimentos têm uma combinação NÃO existente na natureza. NÃO existe naturalmente a combinação carboidrato-gordura nem a combinação muito açúcar/baixa fibra. Uma vez que nos deparamos com isso, comemos sem NENHUM controle. A ponto de abrir mão do que nos há de mais valioso, a própria VIDA.

 
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De Influenciadores, “Skin in the Game” & Expertise

EXPERTISE: palavra de origem francesa que significa experiência, especialização, perícia. Conjunto de conhecimentos de alguém”.

Não é saber o que importa, mas saber aquilo que NÃO importa.” Novamente é a superioridade da Via Negativa, pois sabemos mais aquilo que NÃO é. O conhecimento é, pois, SUBTRATIVO.

Dias atrás com o Silas Rodrigues e o Leo Moratta o tema treinamento veio à tona. Acho que o Silas quem disse: sabe como sei que Bosu, prancha, fitball e esses malabarismos NÃO funcionam (pra ganho de força)? Porque quem orienta NÃO usa isso em SEU próprio treino pessoal. Elas mandam os OUTROS usarem. Eles não usam!

Uns leitores se assustaram qdo eu disse que NÃO leio artigos e que pra algumas coisas você NÃO precisa ler absolutamente NADA. O meio FILTRA a você o que REALMENTE importa.

Veio à tona uma denúncia GRAVE. 3 famosos influenciadores britânicos foram gravados aceitando ($$) promover uma bebida pra perda de peso. Só que eles NUNCA tinham experimentado e o produto tinha propositadamente um ingrediente LETAL ao ser humano.

Voltamos ao “faça o que eu faço” DESDE QUE de graça! Eu NUNCA vi alguém que recomendasse BCAA, Coenzima Q10 ou Palatinose que USE isso e que não tenha benefício ($) por usar. Temos que: ou a pessoa NÃO usa porque sabe que NÃO funciona, ou SÓ usa porque isto lhe é conveniente ($)! Expertise é sem precisar ler NADA saber que esse consumo NÃO é bom!

A teoria do Silas me fez lembrar de um episódio de anos atrás. Eu me reunia com mais 5 treinadores, todos experientes, conhecidos e ainda hoje no mercado. Corríamos 12km juntos 2 vezes na semana. Zero educativos, sem alongar (antes ou depois), sem hidratação a cada 15 minutos, sem FC, sem tênis pra “nossa pisada” (ganhávamos tênis), sem análise biomecânica. Por quê? Porque SABEMOS o que importa. Ignoramos o que não importa. É nosso EXPERTISE.

 *****

p.s.: tempo atrás postei agradecimento a uma marca por me enviar um tênis que escolhi. Um influencer que gosto muito mandou mensagem dizendo que me igualei aos que critico. Ele disse pra NÃO agradecer, ou agradecer postando link de venda comissionada. O meu ponto é: eu NÃO posso ter NENHUM benefício ($).

O Esporte sempre ensinou à Nutrição

Estou lendo a biografia da velocista Betty Robinson (EUA). O livro “Fire on the Track” conta o triunfo das primeiras velocistas olímpicas da história. Na viagem transatlântica da delegação americana até Amsterdã, sede dos Jogos Olímpicos de 1928, aconteceu um equívoco que se repetiria em 1936 na viagem até Berlim. Para oferecer o máximo de conforto aos seus atletas, os dirigentes resolveram oferecer um conforto que nunca serviu para construir excelência atlética.

A bordo do S.S. Roosevelt os atletas tinham à sua disposição acesso livre a: biscoito com molho de carne, galinha frita, panquecas com cobertura, tortas, cookies, licor, chocolate e sorvete. Para surpresa dos dirigentes, e acho que somente deles, os atletas chegaram à Europa muito acima do peso.

Um jornal inglês fez piada com o ocorrido, isso porque à bordo do navio britânico os atletas tinham: chá, salada, galinha, carne bovina e vegetais cozidos. E o que aconteceu com a delegação da rainha? Mantiveram a forma.

De um lado por décadas a Nutrição Esportiva tenta nos convencer que um praticante qualquer de atividade física não só pode como até mesmo “deve” comer alimentos ricos em carboidratos refinados (farinhas). Isso seria essencial ao desempenho.

E de outro lado a Nutrição insiste com sua teoria nunca testada de que a causa do ganho de peso é o balanço calórico positivo (consumo maior que gasto).

A Nutrição vive de teorias, o Esporte de prática. Para manter a forma de seus atletas, o comitê britânico manteve longe do navio alimentos “engordativos”. Já os atletas americanos mesmo treinando diariamente e incessantemente pelo cais e academias da embarcação só viu seu peso subir.

Um dos maiores delírios das diretrizes atuais à sociedade é ficar repetindo o mantra ineficaz de que para manter a forma ou perder a obesidade que assola o planeta deveríamos nos mexer mais. Isso não serviu para manter a silhueta dos melhores e mais dedicados atletas do planeta um SÉCULO atrás. Mas a Nutrição insistentemente ignora um célebre ditado: é BURRICE esperar resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa.

“Damos conselhos, mas não exemplos”.

Nenhum médico obtém prazer com a saúde de seus amigos; nenhum soldado, com a paz de sua cidade.”*

OU AINDA:

Nunca pergunte ao médico o que você deveria fazer. Pergunte a ele o que ele faria se estivesse em seu lugar. Você ficaria surpreso com a diferença.”
(Gerd Gigerenzer)

Tempo atrás sentei com calma pra conversar com um amigão, um dos caras que mais admiro e respeito na área de treinamento. Ele estava “voando”, na melhor forma física da vida mesmo com pouco tempo e já pra lá dos 20-30 anos. Ele me contava da sua rotina de treino. Treinava com MUITA intensidade, menos de 1h30 por semana e em paralelo havia decidido abolir o carboidrato da dieta.

Mas eu perguntei se seus clientes continuavam “high-carb” e a treinar uma hora por dia por 3 vezes na semana.

Lógico!”, ele disse.

Estou escrevendo isso no vácuo de um levantamento revelador (Hendrix, J.K. et al, 2019). Uma pesquisa feita com médicas sobre emagrecimento dá razão às citações do texto. O que as médicas fazem quando ELAS estão querendo manter o peso ou emagrecer? JEJUM e dieta CETOGÊNICA!

Mas o que elas mais recomendam aos PACIENTES querendo emagrecer? Jejum? Cetogênica? Não! Para eles é restrição calórica mesmo!

A Dieta Mediterrânea é uma das maiores invenções (no sentido de farsa mesmo!) recentes. Você acha que as médicas usam nelas? Óbvio que não! Elas recomendam é aos… PACIENTES! A eles até dietas comerciais emagrecedoras valem!

*Nul medecin ne prent plaisir à la santé de ses amis mesmes, dit l’ancien Comique Grec, ny soldat à la paix de sa ville: ainsi du reste.

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Nos EUA “fat is the new black”?

Talvez fotos de ambientes públicos revelem mais sobre os nossos tempos do que qualquer análise antropológica seja capaz de fazer. Vez ou outra rolam fotos no whatsapp com momentos que as lentes fotográficas capturaram de praias e espaços públicos nos anos 60 e 70, ou mesmo fotos de então crianças nos anos 80. O que se vê? Uma sociedade que era magra, mas que “especialistas” tentam explicar sua obesidade dizendo que ela é genética. Para isso precisaríamos que uma mutação tivesse transformado radicalmente nossa espécie que estava em forma por milhões de anos até décadas atrás e que agora sofre MAJORITARIAMENTE com o excesso de peso.

Não existe obesidade na natureza. Basicamente a natureza NÃO oferece aos animais alimentos de forma a deixá-los patologicamente gordos. O homem é o animal que, ao fazer seu alimento, faz algo que o adoece. NADA é capaz de engordar mais do que o alimento que o homem produz (ou fabrica).

E aqui uma dica! Quer engordar? Coma alimentos processados. Quer emagrecer? Não consuma NADA que não seja alimentos não-processados. Por isso que é DOENTIA (para não dizer burra) a ideia de que óleos vegetais (soja, canola, girassol ou milho) sejam alimentos e não venenos. Mesmo azeite e óleo de côco devem ser consumidos com MUITA parcimônia. “Carne vegetal”? Deixe para os que acham que vão salvar o planeta. (*os demais óleos vegetais podem ter seu consumo ZERADO, assim como a visita a qualquer profissional de “saúde” que os recomendes)

Escrevo essas linhas no vácuo de uma pesquisa que parece mostrar que ou o americano desistiu de vez da vida ou decidiu que estar gordo é a nova moda. O país nunca esteve tão acima do peso, mas AINDA ASSIM eles dizem cada vez mais estarem com o peso ideal e/ou cada vez mais dizem que não pretendem perder peso.

Ou eles desistiram de perder os quilos extras porque já sabem que as diretrizes nutricionais são uma tremenda piada (e isso não deixa de ser triste) ou não enxergam problemas com o sobrepeso (há uma onda que tenta vender a ideia do obeso saudável).

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ESPORTE & NUTRIÇÃO: que sejam vistos SEMPRE aos olhos do natural

Porque a realidade é soberana“…

É comum aqui a pessoa que discorda vir com o discurso do “mostre estudos“. Isso é ignorância lógica, burrice metodológica. É como se EU precisasse mostrar que palatinose NÃO funciona quando na verdade cai sobre “ela” o ônus da prova, de que é melhor.

Eu NÃO preciso de estudos quando basta olharmos à realidade, que é sempre soberana.

NA NATUREZA NÃO EXISTE RECOMPENSA ANTES DO ESFORÇO

O argumento de que nosso desempenho físico precisa de alimento prévio NÃO se sustenta porque nosso máximo desempenho e eficiência se faz necessário JUSTAMENTE na ausência de comida, quando precisamos encontrá-la usando nosso físico!

Não comemos para fazer exercício. Fazemos é exercício para comermos! Só um acadêmico ou nutricionista pra ser míope o suficiente pra pensar o contrário!

Tem mais! Dizer que pós-treino é essencial IGNORA a realidade de que MUITAS vezes o indivíduo FALHA na obtenção do alimento. Ou seja…

PRÉ-TREINO e PÓS-TREINO (esse após todas as sessões) são ECOLOGICAMENTE NÃO-naturais!

Escrevo isso no dia que vejo o post de um ultramaratonista profissional que diz esticar o desconforto mesmo APÓS o fim do treino como que estendendo a sessão. Não poderia concordar mais! Fazia isso “escondido” há tempos. Pra mim NUNCA fez sentido a história do comer pós-treino quando sem fome!

A Nutrição Esportiva DELIRA ao criar a diretriz de comer após o treino baseando a lógica do profissional no amador. Isso não faz o MENOR sentido!

Como a nutrição esportiva, ao contrário do esporte, NÃO se baseia na prática, mas em FÉ, ela deve ser SEMPRE QUE POSSÍVEL evitada.

PALATINOSE – 3 funções essenciais

Pro leitor entender, palatinose é basicamente um açúcar caro. Pro leigo saber, tudo que termina em “ose” na nutrição possui grandes chances de ser açúcar (glicose, frutose, dextrose… palatinOSE). A dificuldade que profissional de saúde tem com carboidrato é de não entender que ele vai virar açúcar no organismo (e isso NÃO É necessariamente ruim!!!)… É a FÉ que rege basicamente todas as diretrizes da área.

Não me pergunte pra quê ingerir palatinose antes ou durante a corrida… Eu não sei a razão… O que eu sei é que em um mundo com tamanho fluxo de informação aprendi que ela serve pelo menos pra 3 coisas. E a última dela é ESSENCIAL.

1. ELA ATRAPALHA. Skin in the game.

Esporte é a prática mostrando sua superioridade funcional sobre a teoria. Em TUDO no esporte você antes observa a prática e só então CRIA a teoria, a explicação. NÃO o inverso. Se os melhores do mundo não ficam carregando palatinose antes dos treinos, quem a consome gera um ritual que tira o foco daquilo que REALMENTE importa. Mantra: faça aquilo que os melhores da prática fazem, não o que teóricos pregam!

2. ILUDE.

São conhecidos os efeitos do placebo. A pessoa que acha que palatinose funciona pra algo só nos reforça o poder do placebo. A energia que ela oferece é tão irrisória, é tão sem fundamento, que somente um nutricionista ou um acadêmico ou um vendedor são capazes de defender vantagens de seu consumo. Então, e aqui não há nenhum problema, é preciso admitir que seu efeito é TÃO SOMENTE como placebo. É como uma confissão: sua eficiência se baseia num conhecido NÃO-funcionamento. Ela te ilude ou ainda: você PRECISA ser iludido.

3. ELA POUPA O MEU TEMPO (o meu mesmo!!)

Ela me ajuda porque de cara sei duas coisas. A primeira: eu sei que quem consome foi enganado (e aqui vale dizer: NÃO há NENHUM problema nisso! Eu mesmo fui enganado por anos nas faculdades… Seja por professores que nunca correram, seja por professores que invertiam a ordem essencial de prática e teoria, seja por professores que não sabiam o que estavam falando e ainda pelo pior tipo deles, professores que nos forçavam a comprar seus livros nas disciplinas que davam.

Além do uso da palatinose me mostrar quem foi iludido, enganado (reforço: não há NENHUM problema aqui!), em uma vida corrida ela me mostra ainda que o profissional que recomenda ou não tem IDEIA do que está falando (e é só burrinho, coitado). Ou está só nos vendendo mesmo. Aí é preciso de classificá-lo pelo que ele é: vendedor. E não há mal nisso. É só mais direto. E poupa meu tempo.

De azeitonas, mangas e suco de tomate…

Estava em férias pela Grécia. Um dos produtos locais é o azeite. Eu NUNCA tinha visto tantas oliveiras carregadas e elas existem pelas ruas em canteiros abertos. A azeitona é biologicamente uma fruta, igual uma manga, um limão e um… tomate.

Quando era moleque, em minhas férias escolares ia a Tietê (SP), cidade de minha avó. Quando era época de manga (frutas são sazonais, tenha isso em mente! O homem é que a fez disponível por 365 dias ao ano) a molecada subia no pé para pegar as mangas ainda verdes que AINDA ASSIM são mais doces que qualquer azeitona ‘in natura’.

As oliveiras gregas não contam com crianças brigando para comê-las ainda no pé. Por quê? Porque elas carecem daquilo que faz as pessoas comerem frutas de sobremesa: açúcar.

Por que as pessoas não fazem saladas de frutas com azeitonas, limão, berinjela, maracujá e tomate? Porque são baixas em açúcar e relativamente altas em fibras.

 

As pessoas buscam em uma fruta o mesmo que buscam em um bombom, um kit-kat ou num Oreo: muito açúcar, baixa fibra. Quando não encontram, como acontece na azeitona ou no tomate, não o consomem como fruta. Ou, no melhor dos casos, fazem SUCO de tomate, que é um modo de você CONCENTRAR o açúcar e REDUZIR a fibra.

Não entendo a dificuldade que profissional de saúde tem de não entender algo tão básico: SUCO oferece MUITO açúcar em escala NÃO-NORMAL, sendo assim, NÃO TEM COMO seu consumo ser saudável!

As frutas como as conhecemos hoje foram TÃO alteradas para ter MUITO açúcar, POUCA fibra e estar disponível o ano todo, que devem ser consumidas com muita moderação. Legumes e folhas SIM. Fruta? É indulgência.