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Por que não consumo Xilitol

Nem Eritritol, nem Maltitol.

Em casa temos apenas um adoçante: stevia. Tento usar o mínimo possível. Acho sucralose o de melhor sabor dentre todos, mas como acredito que acessibilidade é uma questão CRUCIAL a uma boa dieta, justamente POR ISSO não o tenho em casa.

Qual o problema da sucralose? Há apenas UM problema na sucralose: nós não sabemos seus efeitos. Há 30 anos fazemos uso mais massificado deste adoçante sem encontrar problemas graves em seu consumo. Você pode munido de evidências razoáveis argumentar que ele agride a flora intestinal e que pode ter impacto negativo no controle de peso e mesmo na saúde. Nada muito além disso.

Câncer? Mortes? Eu jamais iria tão longe, nem com ele nem com outros adoçantes que parecem menos seguros, como o aspartame ou a sacarina.

Num cenário assim, de temor e incertezas sobre a segurança dos atuais adoçantes comercializados, o xilitol, que é um poliálcool, ganha popularidade. Sabor doce, de comércio liberado e baixas calorias ele parece bom demais para ser verdade. E é aí que mora o perigo…

TODA AÇÃO GERA REAÇÃO

Um dos meus melhores professores na faculdades de Nutrição em sua primeira aula na disciplina Biologia I me abriu os olhos a um conceito básico dos adoçantes. Ele nos disse o que já sabíamos décadas atrás e que seguimos (sem) saber: as consequências de seu consumo. Por literalmente milhões de anos ensinamos nosso organismo que após o consumo de algo doce, haveria energia disponível. E de repente, do dia pra noite, podemos ingerir litros e quilos de alimentos doces sem NADA de energia. O corpo entra em pane. Ele NUNCA teve que lidar com isso. Ele vai reagir. Como? Não sabemos. Ninguém sabe! Ainda não houve sequer UMA geração que o consumiu do nascimento até a 3a idade.

“NÃO HÁ ALMOÇO GRÁTIS”

Atualmente proliferam receitas e recomendações para usarmos o xilitol. O que recomenda a prudência? FUJA. Com quais argumentos? A Nutrição tem um histórico MISERAVELMENTE incompetente ao tentar nos oferecer alternativas “melhores”. Ela pediu que trocássemos gordura saturada por óleos vegetais. Errou. Que trocássemos manteiga por margarina. Que substituíssemos o jejum por refeições frequentes. Errou. Leite e laticínios integrais pelos desnatados. Errou.

Parece não ter havido UMA VEZ sequer na HISTÓRIA um acerto das diretrizes nutricionais em suas alternativas sugeridas!

Sucralose PARECE ter um custo relativamente baixo à saúde. Porém, quando sinalizamos de que há uma alternativa segura ao açúcar (xilitol) isso é a promessa de almoço grátis, de que você vai ter o sabor doce sem o preço dele. Essa é a ingenuidade dos especialistas ao adotar um hábito como seguro por causa de suas consequências opacas no atual momento.

Por fim, tenho duas cachorras. Cães parecem trituradores, comem o que acham… lixo, fraldas, grama, terra… mas xilitol? Elas NÃO podem comer. Pode ser FATAL em cães! Semanas atrás, na última vez que compramos xilitol, ao cair na mesa percebemos que as formigas desviavam dele. Aquilo me deu medo. De lá pra cá NUNCA mais.

Devemos regular nossa exposição ao sabor doce. Fim de papo. Não há alternativa segura. Aceite pagar o preço ao aplacar esse desejo. Quando quero doce, vou no açúcar. Tento o mínimo possível. Você deveria fazer o mesmo. Entre ele, adoçantes e xilitol, NADA parece ser mais seguro que o velho, engordativo e viciante pó branco. Ao menos dele sabemos o preço que nos cobra.

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“Diz-me o que comes; eu te direi quem és”.

Parafraseando alguém dia desses: não sei bem como a coisa funciona, mas parece certo que o projeto “mundo vegano” recebeu um reforço orçamentário recentemente.

Basta ver o número de reportagens, ~pesquisas~ e matérias fazendo paralelos entre sustentabilidade e melhor saúde nos alimentos de origem vegetal.

Então na próxima vez que um ativista vier lhe dizer que o mundo precisa se alimentar de forma mais “vegetal”, explique que a dieta americana, por exemplo, já tem mais de 70% das calorias vindas de fontes… VEGETAIS.

A frase de 2 séculos do francês J. A. Brillat-Savarin na abertura do texto diz muito sobre o mundo contemporâneo. No momento que escrevo estou fazendo 15 dias na Dieta Paleo, onde não entram laticínios, grãos, açúcar e óleos vegetais, além dos alimentos processados. Eu DUVIDO você conseguir engordar (ou adoecer!) se alimentando em uma dieta estritamente paleolítica!

E aí entro no meu segundo ponto. Sua dieta está na linha na mesma porcentagem das calorias que você consegue obter se alimentando exclusivamente daquilo que encontra em uma feira e um açougue. Simples, não?!

Assim como na Paleo eu arrisco que você NÃO adoece/engorda se sua alimentação for à base de planta (folha & legume) e bicho (carne & ovos). NÃO me importa a distribuição do que você come desde que seja DENTRO desta amostra!

E por que o mundo está OBESO??

Uma análise recente com +230.000 produtos alimentares encontrou que 71% são ultra-processados e que dos mais vendidos 86% os são. Isso é o OPOSTO do feira/açougue, planta/bicho…

A indústria que te empurra “hambúrguer impossível”, açougue vegano, ovo-não-sei-o-quê, whey protein de ervilha não te vende saúde, vende os MESMOS alimentos ultra-processados que adoeceram e engordaram todo um planeta!

Pense nisso!

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As armadilhas do supermercado – BISCOITOS.

A SOBREMESA (DE GOSTO RUIM) DISFARÇADA…

Um mito na Nutrição ainda vai demorar muito a cair: a ideia de que devemos comer a cada 3 horas para não reduzir nosso metabolismo.

A ideia é tão ESTÚPIDA por si só que espanta ver gente da área a defendendo. Uma explicação básica para essa vida longa é que esta é uma ideia patrocinada. Com dinheiro mesmo! Afinal, para que isso seja feito exige que compremos pequenos lanches. E isso por outro lado explica por que o jejum, seguro e eficiente, não vingue com a mesma força: NINGUÉM o patrocina(rá) (falamos novamente de dinheiro mesmo).

Semana passada falei como a indústria envelopou toda uma seção de sobremesas refrigeradas como sendo saudável (iogurte). Temos ainda outro caso INCRÍVEL nos supermercados: biscoitos “saudáveis”.

O termo em si já é surreal… Mas olhemos com atenção. Uma das marcas mais famosas coloca sempre uma atriz magra e naturalmente linda comendo um produto com gosto de serragem passando a ideia de que isso a emagrece, a deixa bela, acelera o seu, o dela, o nosso metabolismo.

Quando comparamos esse produto com o Oreo, por exemplo, talvez o biscoito mais famoso do mundo, temos que ali no “falso saudável” há a mesma quantidade de açúcar que uma bolacha sabidamente indulgente (Oreo)!

Mais!

Quando comparamos com outra bolacha, Calipso, a coisa PIORA. A “saudável” tem MAIS carboidrato que uma sobremesa que viciou toda minha geração.

Faz sentido?!
Óbvio que NÃO.

O que a indústria faz é chamar uma sobremesa – ruim, mas sobremesa – e suas concorrentes todas como snack saudável. Uma você comeria para emagrecer, é ruim e engorda. A outra, que é gostosa (acho Oreo horroroso, mas gosto é gosto) você evita comer para poder emagrecer e ela engorda MENOS que aquela com gosto de serragem! PORÉM, a propaganda dá a entender que é o melhor a se fazer!

Uma vez, em tom de piada, expliquei a uma cliente que no intervalo do trabalho fazia mais sentido ela tomar uma Heineken long neck (12g de carboidrato por garrafinha) que um desses biscoitos que ela comia, pois engordaria menos! Mas a indústria nos convenceu do contrário.

Apelando a uma frase histórica de Churchill que disse que “entre a desonra e a guerra, (os franceses) escolheram a desonra e terão a guerra”, aquele que come esses produtos, entre a saúde e o sabor escolheram a saúde e ficarão sem os dois! 

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As armadilhas do supermercado – IOGURTES.

Os supermercados (ao lado dos restaurantes do tipo buffet) são os melhores laboratórios que existem quando o assunto é Nutrição. Por isso sempre vou com meus clientes lá!

Uma parte onde sempre paro é a de IOGURTES. Iogurte nada mais é que uma combinação de LEITE+FERMENTO+(ação do)TEMPO. Qualquer coisa (eu disse qualquer coisa!) agregada nesse trio, o aproxima mais a um Chandelle. (*sim, comprar “iogurte” proteico, a nova moda, é de um erro tremendo… caro, ruim e nutricionalmente pior porque tem 17 ingredientes)

A sacada mais genial da indústria alimentar foi transformar toda uma seção de sobremesas refrigeradas nomeando-a como “iogurtes”.

Veja um exemplo da Vigor (eu tenho absolutamente NADA contra a marca… Todas as marcas são iguais nesse critério)… Um iogurte natural REAL deles tem 10g de carboidrato. Mas ele é azedo, né? E se colocarmos ameixa. Ameixa é fruta, a diretriz nutricional diz que fruta é saudável, então o iogurte fica melhor, correto?

Pois agora o mesmo copo passa a ter 28g de carboidrato. Seria mais ou menos como pegar o copo original e colocar quatro sachês de açúcar. E o de sabor Cenoura/Mel/Laranja? Não menos pior… 26g…. o mesmo que 3 daqueles pacotes de açúcar…

E se optarmos pelo CHANDELLE? Bingo! 20g! Tem MENOS que o iogurte com FRUTA!

Quando optamos por iogurtes desnatados (que por isso têm MAIS carboidrato que os integrais) ou optamos por sobremesas disfarçadas de iogurte (como esses de frutas) acabamos levando algo de gosto PIOR achando que é mais saudável que aquele de gosto MELHOR.

Ah, mas e as calorias“…

É um ERRO CONCEITUAL achar que nosso corpo responde à aritmética e não à Biologia.

Fique esperto nas compras! 

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“Não são as calorias, estúpido!”*

Fiz propositadamente um trocadilho com uma frase célebre. Isso porque aos meus clientes eu SEMPRE falo: me importa MUITO pouco o quanto você come, mas O QUE você come!

Não trabalho com quantidades nem porções. Considero que acho inútil a contagem de calorias (com fórmulas feitas por uma especialidade que não trabalha nem tem apreço seja por matemática ou física). Aliás, se ter ciência do consumo calórico fosse MESMO importante, como a sociedade teria permanecido magra (ou longe da globesidade) por MILHARES de anos? Como teríamos feito isso se o conceito que temos de calorias é muito recente (além de extremamente falho)?

Exatamente quando escrevo este texto, ao acabar com outros colegas um experimento de ficarmos 28 dias na Dieta Paleo, vejo que divulgaram um estudo REVELADOR! Pela primeira vez se demonstrou de forma forte a relação de CAUSALIDADE entre alimentos processados e os não-processados, ou seja, aquilo que chamamos de “comida de verdade”, uma das bases da dieta paleolítica.

No estudo as pessoas comiam por 15 dias um dos grupos de alimentos ad libitum, ou seja, SEM controle das porções. O que aconteceu? Ao comerem “comida de verdade”, elas emagreceram 1kg. Reforço: sem controle calórico.

Já quando comeram por 15 dias alimentos processados elas ENGORDARAM 1kg.

Ao olhar o gráfico, os especialistas de sempre, que dizem que jejum perde músculo, que gordura mata do coração e que carboidrato é essencial, só enxergarão uma coisa: quem engordou também comeu mais calorias.

SIM!

LÓGICO!

Isso é física elementar! O ponto é: o que é causa? O que é consequência?

O ser humano foi moldado por milhões de anos comendo “comida de verdade”. Quando nos deparamos com um alimento que NUNCA existiu em nossa evolução, temos um organismo NÃO preparado a isso. Nós assim não sabemos lidar com ele, não há mecanismo apurado de saciedade. Ele se desregula!

Se ele não se sacia, é uma ESTUPIDEZ achar que fazer alguém comer poucas calorias de um alimento processado é uma boa ideia. Basta para isso dar ao indivíduo aquilo para o qual ele foi FEITO para comer: comida de verdade.

Negar a realidade é uma especialidade da Nutrição. Irão especular os motivos pelos quais engordaram mais. Dirão que é a falta de fibras (não é), excesso de sal (também não)… Isso muito POUCO IMPORTA! O que importa é o resultado: não são QUANTAS calorias, estúpido! Mas DE ONDE elas vêm!
 

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Sobre o vício do açúcar.

Uma das coisas mais interessantes que aprendi quando pesquisava para escrever meu livro “O Veterinário Clandestino” é sobre o impacto que o açúcar tem no nosso consumo alimentar. Estudos feitos com ratos colocam em xeque a ideia do balanço calórico como regulador de saciedade. A coisa é MUITO mais complexa.

Em ratos que recebiam água com açúcar o consumo calórico aumentava. Ou seja, eles NÃO deixavam de comer um pouco da ração diária… PIOR, na verdade os ratos bebiam a água com açúcar e comiam MAIS da ração. Era assim, ratos à base de ração comiam X, mas quando recebiam também água com açúcar comiam X mais Y (além das calorias da bebida adocicada).

E o mesmo já foi feito com outros animais. O efeito do açúcar é mais do que apenas adoçar um alimento, ele nos faz comer mais dos dois! Ele DESREGULA nosso consumo energético.

Qualquer pessoa da indústria alimentar sabe disso. Não à toa eles colocam açúcar em praticamente TUDO. Objetivo? Nos fazer consumir mais do seu produto. E esta é uma prática recente sabe por quê? Porque somente agora açúcar se tornou barato.

Uma das coisas que mais ouço nos meus atendimentos é “sou formiga”, “gosto de doce”, “não vivo sem açúcar”. Há duas observações aqui. A primeira é que de certa forma é bom que você goste de doce, é um sinal de que você é normal. O ser humano foi feito para gostar de doce, de açúcar.

A segunda, um pouco mais séria, é que isto não te dá liberdade de satisfazer essa vontade sempre. Senão poderíamos fazer tudo conforme nossos desejos, mas a vida não pode ser assim.

Quando comecei a ideia dos 28 dias na Dieta Paleolítica, que não permite nem açúcar nem doces processados, uma das desculpas mais ouvidas dadas a mim por quem queria um motivo pra não participar foi: não aguento ficar sem doce.

Um conceito pouco compreendido é que essa vontade de consumo de doce não diminui quando consumimos algum doce no curto prazo, mas quando passamos a consumir MENOS dele no longo prazo. Para alguém reduzir esse vício, você não oferece mais da substância em questão, mas MENOS.

Isso entre outras coisas porque o excesso de açúcar TIRA a nossa sensibilidade ao sabor doce… É na AUSÊNCIA dele que os sentidos são regulados. Para melhorarmos nosso paladar doce precisamos é justamente comer MENOS dele.

Eu não sou daqueles que acha que o açúcar é um veneno. NADA na Nutrição deveria ser olhado que não seja aos olhos das doses e frequências de consumo.

Então, se você acha que “não vive sem açúcar” há grandes 2 equívocos. Sim, você vive sem, ainda que não tenha razões para fazê-lo. E segundo, justamente por achar que não vive sem, você deveria consumir MENOS. Até porque seu consumo nos faz comer mais, pior e vicia.

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O que Dostoievsky nos ensina sobre Nutrição…

CARBOIDRATO É NÃO-ESSENCIAL. Ou ainda:

“ACIMA DE TUDO, NÃO NEGUE A REALIDADE”

Tenho um grandessíssimo amigo que sempre usa uma frase de Dostoevsky (em “Irmãos Karamazov“): “Acima de tudo, não minta para si mesmo”.

Não negar a realidade tem sido o meu motto este ano. Soubemos agora que a poderosa ADA (Associação Americana de Diabetes), que sempre pareceu mais lutar em prol da doença que dos doentes, que sempre gostou mais do dinheiro que do diabético, FINALMENTE reconheceu que nosso corpo NÃO tem uma necessidade mínima deste macronutriente.

Um dos capítulos de meu livro “O Nutricionista Clandestino” é JUSTAMENTE sobra a NÃO-essencialidade do carboidrato. O que isto quer dizer? Que este é um nutriente que TOLERAMOS, que NÃO HÁ necessidade mínima diária de consumo dele. Que na ausência dele a saúde PODE ser mantida SEM prejuízos.

O que faz a Nutrição tradicional? Nega a realidade. Ela usa um nutriente NÃO-essencial, DISPENSÁVEL à “manutenção” da saúde, como BASE de nossa alimentação. Isso é delírio coletivo. Isso é alucinação de toda uma categoria que se julga especialista.

O mais perturbador disso tudo é que esta é uma informação que sabemos em um estudo clássico de 1967 e que TODAS as entidades, sociedades e associações de saúde decidiram TODAS ignorar. Sabe por quê?

Porque para negar a realidade elas decidiram, “acima de tudo”, mentir para elas mesmas.

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Mel é saudável?

O SABOR DOCE ESCONDE O FERRÃO DO CONSUMO CRÔNICO

Melhor ainda… pergunto: Mel é bom pra saúde?

Complicado. Sempre que atribuímos o caráter de BOM para algo na Nutrição caímos em uma armadilha. Isso dá a entender que mais desse elemento (no caso mel) seria sempre melhor à saúde. Mas NÃO é verdade!

Temos que ter em mente que nosso corpo não lê rótulos. Ele não sabe se o açúcar que você consumiu vem do mel, do mel industrial ou da Coca-Cola. Ele sabe SIM que vai ter que lidar (o fígado na verdade) com aquela frutose toda consumida de algum jeito.

Mas o especialista disse que “faz bem” e que por isso é “saudável”. Bom, operadores de raio-X, isoladas todas as variáveis, tendem a viver mais do que a população média porque estão expostos à uma radiação que em excesso mata a nós humanos.

O QUE NÃO MATA, NOS FORTALECE

A gordura vegetal (chamemos de ômega-6) NÃO é RUIM! Os óleos vegetais industrializados (canola, girassol, milho, soja e margarina) são RUINS porque são industriais, mas porque PRINCIPALMENTE nos oferecem um consumo em escala NÃO-normal.

O MEL na natureza é raro, escasso, sazonal. Sendo assim ele só PODERIA ser consumido assim para ser saudável… de tempos em tempos, sazonalmente e de forma rara, bem eventual.

Não faz sentido ALGUM dizermos que alguns microelementos (seja frutose do mel ou não, radiação, álcool ou outro qualquer que venha do vinho, por exemplo) são bons ou ruins. É a FREQUÊNCIA de sua exposição que dirá se fará bem ou mal ao organismo.

MODERAÇÃO É A CHAVE?

NÃO. Moderação é um dos MAIORES erros da Nutrição. Um dia falo melhor a respeito. Mas comer 1kg de mel numa sentada provavelmente é MUITO melhor do que comermos 50g de mel por 20 dias. (*vocês entenderam bem a ideia nesses números arbitrários)

 

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O AÇÚCAR nos faz agir como crackeiros.

Tempo atrás escrevi sobre um povo que vive na região do deserto de Kalahari, ao sul da África. Nele falei sobre como a escassez e a abundância moldaram e moldam nossa saúde ao longo de toda a evolução.

Sigo estudando esse povo e assim cheguei ao modo interessante como eles buscavam por mel. Até hoje eles não dominam o refino do açúcar. O ser humano tem uma atração e um prazer tão grande pelo sabor doce que isso nos faz capaz de ficarmos viciados pelo açúcar.

Sempre que vejo nutricionista dizendo para optarmos pelo açúcar mascavo eu enxergo um pneumologista dizendo para que a população opte pelo Marlboro Light, um cigarro mais saudável. Ou então que fume charuto cubano, um cigarro mais “natural”.

Não existe tal coisa!

Tempo atrás, quando escrevi sobre o vício que o açúcar proporciona, um nutricionista disse em tom bravo que açúcar não vicia. Ele mesmo, que estava com enorme sobrepeso, consumia apenas porque “ele queria”, que ele “poderia parar quando bem entendesse”, num típico argumento de viciado que não reconheceu ainda a doença.

E assim voltamos à tribo de Kalahari…

Não havendo docerias, ao avistarem uma abelha, o indivíduo esperava o trabalho da operária e SEGUIA o inseto o quanto fosse preciso até encontrar a colmeia! É ou não coisa de crackeiro?! E se ele a perdesse de vista ele voltava ao lugar, não importasse onde, para buscar mais pistas.

Essa tribo, que desconhece a obesidade e o câncer, não pratica a agricultura, ou seja, vive de caça e coleta. Ao contrário do que pregam alguns profissionais low-carbers mais radicais, eles consomem inclusive tubérculos, alimentos de alto amido (glicose) e baixos nutrientes. Porém, eles vivem muito é do resultado de sua caça.

E assim voltamos ao texto original: é sobre escassez e sobre não-linearidade!
Não há linearidade na dieta daquele povo, seja de calorias (aqui entra o jejum forçado), seja de alimentos vegetais (dependendo do acaso de encontrar ou não raízes), seja de alimentos de origem animal (ter sucesso ou não de caça).

E diferentemente de um brasileiro típico, por exemplo, uma tribo economicamente miserável varia mais seu cardápio do que nós que comemos apenas partes “nobres” (e nutricionalmente mais pobres) de 3 animais, enquanto eles os comem por inteiro, inclusive miúdos (as partes mais ricas), dos quais numa inversão ilógica e irracional fugimos.

SIM, o açúcar vicia. Mas mais do que isso: ele PRECISA ser muito restrito.

Dieta é sobre DESEQUILÍBRIO! Almejar por “equilíbrio”, seja de nutrientes (“recomendações nutricionais”, as DRIs) ou de qualquer alimento (ex: uma fruta ao dia) vai CONTRA o mais essencialnão foi assim que nos desenvolvemos como espécie.

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A Dieta Carnívora e o Experimento com N=1

Semana passada terminei pouco mais de 1 semana experimentando a Dieta Carnívora. Demorei para achar uma foto boa que a resuma bem, porque as pessoas pensam que é só comer picanha. Basicamente nela você come livremente CARNE (de qualquer tipo), OVOS & DERIVADOS DE LEITE (qualquer queijo, creme de leite, requeijão, chantilly e nata) conforme a fome o guia. Nada mais.

Funciona? Depende para quê…

Quer melhorar seus indicadores sanguíneos (glicemia, colesterol e TG)? Melhoram e não é pouco. Emagrecer? Sim, e não é pouco! Por quê?!

Basicamente porque dieta “boa” é mais sobre o que NÃO comer. A dieta carnívora, por experiência própria, ao contrário do que muita gente pensa, é difícil! Nela, não há NADA de açúcar, não há cerveja, não há farinha, não há pão… Quando você tira tudo isso, não “tem como” engordar, não “tem como” seus indicadores não melhorarem.

Não falta teórico que diga que exercício exige carboidrato. Com zero dele segui treinando normalmente 2x ao dia, bati meu recorde no TGU (Turkish Get Up) e no Double Clean, trabalhei, fiz tudo. Só um acadêmico que tenha lido muito para afirmar essa bobagem de que exercício exige carboidrato. Um prático vai lá, ignora e faz.

Mas… a Carnívora é a ideal??

Nem de longe acho isso! Fiz por puro experimento. A acho incompleta, tenho convicção de que ela vai CONTRA a nossa natureza e nossa evolução (assim como o vegetarianismo, o que dizer do veganismo). Mas ela atende uma premissa da qual sou fiel e enorme seguidor: não-linearidade da dieta.

Dieta e exercício são sobre extremos. Por isso cálculo de nutrientes diários é de uma tolice sem tamanho (*aqui novamente somente acadêmicos muito estudados para poder defender tamanha besteira). A carnívora atende a um lado de nosso onivorismo e nos “protege” de vegetais que oferecem em escala gigante alguns micronutrientes dos quais, SIM, algumas vezes deveríamos evitar (alguns mais, outros menos). E seguindo esse raciocínio o vegetarianismo temporário também seria MUITO bem-vindo (farei esse ano!).

Se você é diabético, EXPERIMENTE! Está num platô de emagrecimento? Experimente! Está com alguma intolerância/alergia sem saber de onde vem? Experimente! Mas se acha uma boa ideia levá-la ao longo prazo, saiba que não faz sentido! Tem que distorcer DEMAIS a lógica para dizer que os 2 extremos (carnívora e vegetarianismo) estão algo próximos do ideal.

*perdi peso mesmo comendo muita carne (acem moído, sobrecoxa e barrigada) com queijo e uns 4-5 ovos também com queijo ao dia. Isso sacia assustadoramente. Fiz jejum sem me programar uns dias porque a noite caiu e a fome não deu as caras.

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