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De azeitonas, mangas e suco de tomate…

Estava em férias pela Grécia. Um dos produtos locais é o azeite. Eu NUNCA tinha visto tantas oliveiras carregadas e elas existem pelas ruas em canteiros abertos. A azeitona é biologicamente uma fruta, igual uma manga, um limão e um… tomate.

Quando era moleque, em minhas férias escolares ia a Tietê (SP), cidade de minha avó. Quando era época de manga (frutas são sazonais, tenha isso em mente! O homem é que a fez disponível por 365 dias ao ano) a molecada subia no pé para pegar as mangas ainda verdes que AINDA ASSIM são mais doces que qualquer azeitona ‘in natura’.

As oliveiras gregas não contam com crianças brigando para comê-las ainda no pé. Por quê? Porque elas carecem daquilo que faz as pessoas comerem frutas de sobremesa: açúcar.

Por que as pessoas não fazem saladas de frutas com azeitonas, limão, berinjela, maracujá e tomate? Porque são baixas em açúcar e relativamente altas em fibras.

 

As pessoas buscam em uma fruta o mesmo que buscam em um bombom, um kit-kat ou num Oreo: muito açúcar, baixa fibra. Quando não encontram, como acontece na azeitona ou no tomate, não o consomem como fruta. Ou, no melhor dos casos, fazem SUCO de tomate, que é um modo de você CONCENTRAR o açúcar e REDUZIR a fibra.

Não entendo a dificuldade que profissional de saúde tem de não entender algo tão básico: SUCO oferece MUITO açúcar em escala NÃO-NORMAL, sendo assim, NÃO TEM COMO seu consumo ser saudável!

As frutas como as conhecemos hoje foram TÃO alteradas para ter MUITO açúcar, POUCA fibra e estar disponível o ano todo, que devem ser consumidas com muita moderação. Legumes e folhas SIM. Fruta? É indulgência.

”Mas sempre comemos arroz-feijão e não éramos obesos…”

Semana passada estive no interior de Sergipe visitando a parentada. Não precisa ser especialista para saber que arroz, feijão, farinha, macarrão, mandioca, tapioca e frutas são partes majoritárias no cardápio. Carne? Pouca, muito pouca. Mas a imagem que ainda temos é de magreza e pobreza.

Visito a região desde sempre (menos do que gostaria ou deveria). Quando era menino era quase uma aula prática de Biologia ou Geografia. Crianças desnutridas. Agora que volto adulto a obesidade é rampante, mesmo em povoados que dependem financeiramente do Bolsa Família.

O que se conclui? Que o amido dos grãos ou raízes não engorda, que a culpa é do “balanço calórico”. Se você quer estar à frente da absoluta maioria dos especialistas em Nutrição, basta você entender algo que a ortodoxia faz questão de não entender: a questão calórica EXISTE, óbvio! Não se nega a realidade! O que é preciso entender é que ela é uma CONSEQUÊNCIA de uma dieta ruim, não CAUSA dela.

CORRER É BOM?

Lógico! Mas se você tem um fêmur (ou tíbia) trincado, é uma péssima escolha de exercício. Arroz e feijão com farinha é veneno? ÓBVIO que não! Mas em um caso de obesidade passa a ser uma EXCELENTE alternativa MOMENTANEAMENTE restringir fortemente seu consumo. GRÃO é alimento de sociedade POBRE (um dia falo mais à respeito). Ele é MUITO pobre nutricionalmente.

Se o balanço calórico positivo e a obesidade são AMBOS CONSEQUÊNCIAS de uma dieta ruim, não CAUSA, temos que MELHORAR, ENRIQUECER a dieta comendo alimentos RICOS nutricionalmente.

E QUAIS SÃO OS ALIMENTOS NUTRICIONALMENTE RICOS?

(fora de ordem) Carnes, Ovos, Legumes de baixo amido, Castanhas e Cogumelos.

Frutas? Não. Grãos? Não. Tubérculos? Não.

Restringir esses alimentos no caso de sobrepeso/obesidade é o deixar de correr no caso da perna quebrada. Não é difícil de entender, vai…?

Por fim, no povoado que fico há hoje mais açúcar, refrigerante, sorvete e pães que a família mais rica jamais comeu décadas atrás. É sobre a DISPONIBILIDADE de comidas “erradas” que a sociedade tem hoje.

A igreja dos alimentos errados!

Quando falei de AVEIA dias atrás descobri toda uma religião por trás dela que a defenderá custe o que custar. Consumidores (já falo deles) eu entendo, já profissional da área dizendo que alimento rico em carboidrato reduz absorção de carboidrato me confunde a cabeça (mentira! Só me reforça a ideia que a Nutrição vive um delírio coletivo).

Resolvi então falar de SUCO. Um alimento, no delírio de diretrizes, tido como saudável. Descobri nos comentários que há até nutricionista que recomenda dar suco a crianças. É mole?!

SEMPRE que você fala de suco o consumidor, que não é bobo, virá defendê-lo. Custe o que custar! Até eu que sou mais bobo gosto de suco! Errado é quem não gosta de suco! Torta de maçã, que eu também gosto, não há quem a defenda. E por quê? Porque ele se esconde atrás do mito do “natural”.

Algumas palavras, como “natural”, “orgânico”, o mercado sabe bem: ajuda MUITO a vender. Mas urtiga também é natural e ninguém passa na cara. Grama é natural e ninguém faz suco. Faltam-lhes fiéis defensores, mas principalmente…AÇÚCAR.

No mundo paralelo do nutricionista que recomenda suco a uma criança ou aveia ao diabético, a enorme quantidade de amido e frutose deles se esvaem no ar como esperança, é uma FÉ de que aquilo ali será saudável ao corpo, mesmo contra toda lógica ou… EVIDÊNCIAS.

SUCO versus REFRIGERANTE

O argumento é SEMPRE o mesmo. “Suco é melhor que refrigerante”! Mascavo é melhor que açúcar refinado, NEM POR ISSO o faz livre ou bom ao consumo. Suco e Refrigerante compartilham da riqueza em frutose. O açúcar da Fanta não vem de Saturno!

A imagem do texto de hoje é de um refrigerante orgânico, sem elementos artificiais, produzido – ironia das ironias – pela Coca-Cola. Misturando fibra e um polivitamínico a um refrigerante desses faz dele melhor que um suco?

No fundo no fundo o consumidor já decidiu que vai tomar suco. Por quê? É doce, tem açúcar e é gostoso! Ele apenas PRECISA e está desenvolvendo um racional para fazê-lo aplacando a sua culpa. E para tal ele vai argumentar com o que for preciso. Ele PRECISA é acreditar… Ele irá se enganar se preciso for!

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Os 4 piores alimentos a se ter em casa!

ÓLEOS VEGETAIS

NUNCA fomos tão enganados! A ideia que um produto 100% industrializado como os Óleos Vegetais (Soja, Milho, Girassol e Canola) é um bom alimento para consumo é ultrajante! Esses óleos são as piores alternativas alimentares que você tem para usar na cozinha. Eles são obesogênicos (sim, engordam), inflamatórios e fazem mal ao coração. Muito importante: Azeite NÃO entra neste grupo!

Não há NENHUMA justificativa para usá-lo em casa, uma vez que ele é 100% substituível sem perda de sabor por alternativas (mais caras) como o azeite e o óleo de côco ou outras (mais em conta) como a banha e manteiga. Se seu profissional de saúde pede que você insista e não troque o óleo vegetal, sou eu que insisto: troque de profissional.

MARGARINA

A história da farsa das recomendações nutricionais passa pelo delírio da recomendação da margarina. É comum ver profissional da área sugerindo. Se existe UM alimento que NÃO deveria ser consumido é ela. Ela é 100% substituível (ganhando em qualidade nutricional, sabor e segurança) pela MANTEIGA. Manteiga passou pelo crivo do tempo, a margarina NÃO. Proibir dar margarina aos prisioneiros de guerra deveria estar no Tratado de Genebra. Se seu profissional de saúde recomenda margarina, você não precisa de inimigos.

ADOÇANTES

Não importa qual! Xilitol? Sucralose? Stevia? NADA. Um dos maiores responsáveis pela atual crise de obesidade no planeta não é sedentarismo, genética (que piada!) ou açúcar, mas haver ALIMENTOS ENGORDATIVOS de forma MUITO barata muito acessível 24 horas por dia. A solução que o mercado dá? Produtos de segurança NÃO comprovada “ao nosso alcance muito barato 24 horas por dia”. Você enxerga um padrão aqui? Se você não tem em casa, você não consome. Simples assim.

SUCOS DE FRUTA

Em casa é melhor beber vinhos ou destilados (com responsabilidade) porque ele dá um feedback que o açúcar não dá. Frutas são os doces da natureza. Suco é o refrigerante da natureza. Se você não pode beber Coca-Cola quando quer, por que acha que suco pode? Faz algum sentido? Seu profissional de saúde fala que suco é saudável? Ele te quer gordo e doente pra te atender, só pode ser isso!

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Por que não consumo Xilitol

Nem Eritritol, nem Maltitol.

Em casa temos apenas um adoçante: stevia. Tento usar o mínimo possível. Acho sucralose o de melhor sabor dentre todos, mas como acredito que acessibilidade é uma questão CRUCIAL a uma boa dieta, justamente POR ISSO não o tenho em casa.

Qual o problema da sucralose? Há apenas UM problema na sucralose: nós não sabemos seus efeitos. Há 30 anos fazemos uso mais massificado deste adoçante sem encontrar problemas graves em seu consumo. Você pode munido de evidências razoáveis argumentar que ele agride a flora intestinal e que pode ter impacto negativo no controle de peso e mesmo na saúde. Nada muito além disso.

Câncer? Mortes? Eu jamais iria tão longe, nem com ele nem com outros adoçantes que parecem menos seguros, como o aspartame ou a sacarina.

Num cenário assim, de temor e incertezas sobre a segurança dos atuais adoçantes comercializados, o xilitol, que é um poliálcool, ganha popularidade. Sabor doce, de comércio liberado e baixas calorias ele parece bom demais para ser verdade. E é aí que mora o perigo…

TODA AÇÃO GERA REAÇÃO

Um dos meus melhores professores na faculdades de Nutrição em sua primeira aula na disciplina Biologia I me abriu os olhos a um conceito básico dos adoçantes. Ele nos disse o que já sabíamos décadas atrás e que seguimos (sem) saber: as consequências de seu consumo. Por literalmente milhões de anos ensinamos nosso organismo que após o consumo de algo doce, haveria energia disponível. E de repente, do dia pra noite, podemos ingerir litros e quilos de alimentos doces sem NADA de energia. O corpo entra em pane. Ele NUNCA teve que lidar com isso. Ele vai reagir. Como? Não sabemos. Ninguém sabe! Ainda não houve sequer UMA geração que o consumiu do nascimento até a 3a idade.

“NÃO HÁ ALMOÇO GRÁTIS”

Atualmente proliferam receitas e recomendações para usarmos o xilitol. O que recomenda a prudência? FUJA. Com quais argumentos? A Nutrição tem um histórico MISERAVELMENTE incompetente ao tentar nos oferecer alternativas “melhores”. Ela pediu que trocássemos gordura saturada por óleos vegetais. Errou. Que trocássemos manteiga por margarina. Que substituíssemos o jejum por refeições frequentes. Errou. Leite e laticínios integrais pelos desnatados. Errou.

Parece não ter havido UMA VEZ sequer na HISTÓRIA um acerto das diretrizes nutricionais em suas alternativas sugeridas!

Sucralose PARECE ter um custo relativamente baixo à saúde. Porém, quando sinalizamos de que há uma alternativa segura ao açúcar (xilitol) isso é a promessa de almoço grátis, de que você vai ter o sabor doce sem o preço dele. Essa é a ingenuidade dos especialistas ao adotar um hábito como seguro por causa de suas consequências opacas no atual momento.

Por fim, tenho duas cachorras. Cães parecem trituradores, comem o que acham… lixo, fraldas, grama, terra… mas xilitol? Elas NÃO podem comer. Pode ser FATAL em cães! Semanas atrás, na última vez que compramos xilitol, ao cair na mesa percebemos que as formigas desviavam dele. Aquilo me deu medo. De lá pra cá NUNCA mais.

Devemos regular nossa exposição ao sabor doce. Fim de papo. Não há alternativa segura. Aceite pagar o preço ao aplacar esse desejo. Quando quero doce, vou no açúcar. Tento o mínimo possível. Você deveria fazer o mesmo. Entre ele, adoçantes e xilitol, NADA parece ser mais seguro que o velho, engordativo e viciante pó branco. Ao menos dele sabemos o preço que nos cobra.

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“Diz-me o que comes; eu te direi quem és”.

Parafraseando alguém dia desses: não sei bem como a coisa funciona, mas parece certo que o projeto “mundo vegano” recebeu um reforço orçamentário recentemente.

Basta ver o número de reportagens, ~pesquisas~ e matérias fazendo paralelos entre sustentabilidade e melhor saúde nos alimentos de origem vegetal.

Então na próxima vez que um ativista vier lhe dizer que o mundo precisa se alimentar de forma mais “vegetal”, explique que a dieta americana, por exemplo, já tem mais de 70% das calorias vindas de fontes… VEGETAIS.

A frase de 2 séculos do francês J. A. Brillat-Savarin na abertura do texto diz muito sobre o mundo contemporâneo. No momento que escrevo estou fazendo 15 dias na Dieta Paleo, onde não entram laticínios, grãos, açúcar e óleos vegetais, além dos alimentos processados. Eu DUVIDO você conseguir engordar (ou adoecer!) se alimentando em uma dieta estritamente paleolítica!

E aí entro no meu segundo ponto. Sua dieta está na linha na mesma porcentagem das calorias que você consegue obter se alimentando exclusivamente daquilo que encontra em uma feira e um açougue. Simples, não?!

Assim como na Paleo eu arrisco que você NÃO adoece/engorda se sua alimentação for à base de planta (folha & legume) e bicho (carne & ovos). NÃO me importa a distribuição do que você come desde que seja DENTRO desta amostra!

E por que o mundo está OBESO??

Uma análise recente com +230.000 produtos alimentares encontrou que 71% são ultra-processados e que dos mais vendidos 86% os são. Isso é o OPOSTO do feira/açougue, planta/bicho…

A indústria que te empurra “hambúrguer impossível”, açougue vegano, ovo-não-sei-o-quê, whey protein de ervilha não te vende saúde, vende os MESMOS alimentos ultra-processados que adoeceram e engordaram todo um planeta!

Pense nisso!

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As armadilhas do supermercado – BISCOITOS.

A SOBREMESA (DE GOSTO RUIM) DISFARÇADA…

Um mito na Nutrição ainda vai demorar muito a cair: a ideia de que devemos comer a cada 3 horas para não reduzir nosso metabolismo.

A ideia é tão ESTÚPIDA por si só que espanta ver gente da área a defendendo. Uma explicação básica para essa vida longa é que esta é uma ideia patrocinada. Com dinheiro mesmo! Afinal, para que isso seja feito exige que compremos pequenos lanches. E isso por outro lado explica por que o jejum, seguro e eficiente, não vingue com a mesma força: NINGUÉM o patrocina(rá) (falamos novamente de dinheiro mesmo).

Semana passada falei como a indústria envelopou toda uma seção de sobremesas refrigeradas como sendo saudável (iogurte). Temos ainda outro caso INCRÍVEL nos supermercados: biscoitos “saudáveis”.

O termo em si já é surreal… Mas olhemos com atenção. Uma das marcas mais famosas coloca sempre uma atriz magra e naturalmente linda comendo um produto com gosto de serragem passando a ideia de que isso a emagrece, a deixa bela, acelera o seu, o dela, o nosso metabolismo.

Quando comparamos esse produto com o Oreo, por exemplo, talvez o biscoito mais famoso do mundo, temos que ali no “falso saudável” há a mesma quantidade de açúcar que uma bolacha sabidamente indulgente (Oreo)!

Mais!

Quando comparamos com outra bolacha, Calipso, a coisa PIORA. A “saudável” tem MAIS carboidrato que uma sobremesa que viciou toda minha geração.

Faz sentido?!
Óbvio que NÃO.

O que a indústria faz é chamar uma sobremesa – ruim, mas sobremesa – e suas concorrentes todas como snack saudável. Uma você comeria para emagrecer, é ruim e engorda. A outra, que é gostosa (acho Oreo horroroso, mas gosto é gosto) você evita comer para poder emagrecer e ela engorda MENOS que aquela com gosto de serragem! PORÉM, a propaganda dá a entender que é o melhor a se fazer!

Uma vez, em tom de piada, expliquei a uma cliente que no intervalo do trabalho fazia mais sentido ela tomar uma Heineken long neck (12g de carboidrato por garrafinha) que um desses biscoitos que ela comia, pois engordaria menos! Mas a indústria nos convenceu do contrário.

Apelando a uma frase histórica de Churchill que disse que “entre a desonra e a guerra, (os franceses) escolheram a desonra e terão a guerra”, aquele que come esses produtos, entre a saúde e o sabor escolheram a saúde e ficarão sem os dois! 

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As armadilhas do supermercado – IOGURTES.

Os supermercados (ao lado dos restaurantes do tipo buffet) são os melhores laboratórios que existem quando o assunto é Nutrição. Por isso sempre vou com meus clientes lá!

Uma parte onde sempre paro é a de IOGURTES. Iogurte nada mais é que uma combinação de LEITE+FERMENTO+(ação do)TEMPO. Qualquer coisa (eu disse qualquer coisa!) agregada nesse trio, o aproxima mais a um Chandelle. (*sim, comprar “iogurte” proteico, a nova moda, é de um erro tremendo… caro, ruim e nutricionalmente pior porque tem 17 ingredientes)

A sacada mais genial da indústria alimentar foi transformar toda uma seção de sobremesas refrigeradas nomeando-a como “iogurtes”.

Veja um exemplo da Vigor (eu tenho absolutamente NADA contra a marca… Todas as marcas são iguais nesse critério)… Um iogurte natural REAL deles tem 10g de carboidrato. Mas ele é azedo, né? E se colocarmos ameixa. Ameixa é fruta, a diretriz nutricional diz que fruta é saudável, então o iogurte fica melhor, correto?

Pois agora o mesmo copo passa a ter 28g de carboidrato. Seria mais ou menos como pegar o copo original e colocar quatro sachês de açúcar. E o de sabor Cenoura/Mel/Laranja? Não menos pior… 26g…. o mesmo que 3 daqueles pacotes de açúcar…

E se optarmos pelo CHANDELLE? Bingo! 20g! Tem MENOS que o iogurte com FRUTA!

Quando optamos por iogurtes desnatados (que por isso têm MAIS carboidrato que os integrais) ou optamos por sobremesas disfarçadas de iogurte (como esses de frutas) acabamos levando algo de gosto PIOR achando que é mais saudável que aquele de gosto MELHOR.

Ah, mas e as calorias“…

É um ERRO CONCEITUAL achar que nosso corpo responde à aritmética e não à Biologia.

Fique esperto nas compras! 

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“Não são as calorias, estúpido!”*

Fiz propositadamente um trocadilho com uma frase célebre. Isso porque aos meus clientes eu SEMPRE falo: me importa MUITO pouco o quanto você come, mas O QUE você come!

Não trabalho com quantidades nem porções. Considero que acho inútil a contagem de calorias (com fórmulas feitas por uma especialidade que não trabalha nem tem apreço seja por matemática ou física). Aliás, se ter ciência do consumo calórico fosse MESMO importante, como a sociedade teria permanecido magra (ou longe da globesidade) por MILHARES de anos? Como teríamos feito isso se o conceito que temos de calorias é muito recente (além de extremamente falho)?

Exatamente quando escrevo este texto, ao acabar com outros colegas um experimento de ficarmos 28 dias na Dieta Paleo, vejo que divulgaram um estudo REVELADOR! Pela primeira vez se demonstrou de forma forte a relação de CAUSALIDADE entre alimentos processados e os não-processados, ou seja, aquilo que chamamos de “comida de verdade”, uma das bases da dieta paleolítica.

No estudo as pessoas comiam por 15 dias um dos grupos de alimentos ad libitum, ou seja, SEM controle das porções. O que aconteceu? Ao comerem “comida de verdade”, elas emagreceram 1kg. Reforço: sem controle calórico.

Já quando comeram por 15 dias alimentos processados elas ENGORDARAM 1kg.

Ao olhar o gráfico, os especialistas de sempre, que dizem que jejum perde músculo, que gordura mata do coração e que carboidrato é essencial, só enxergarão uma coisa: quem engordou também comeu mais calorias.

SIM!

LÓGICO!

Isso é física elementar! O ponto é: o que é causa? O que é consequência?

O ser humano foi moldado por milhões de anos comendo “comida de verdade”. Quando nos deparamos com um alimento que NUNCA existiu em nossa evolução, temos um organismo NÃO preparado a isso. Nós assim não sabemos lidar com ele, não há mecanismo apurado de saciedade. Ele se desregula!

Se ele não se sacia, é uma ESTUPIDEZ achar que fazer alguém comer poucas calorias de um alimento processado é uma boa ideia. Basta para isso dar ao indivíduo aquilo para o qual ele foi FEITO para comer: comida de verdade.

Negar a realidade é uma especialidade da Nutrição. Irão especular os motivos pelos quais engordaram mais. Dirão que é a falta de fibras (não é), excesso de sal (também não)… Isso muito POUCO IMPORTA! O que importa é o resultado: não são QUANTAS calorias, estúpido! Mas DE ONDE elas vêm!
 

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Sobre o vício do açúcar.

Uma das coisas mais interessantes que aprendi quando pesquisava para escrever meu livro “O Veterinário Clandestino” é sobre o impacto que o açúcar tem no nosso consumo alimentar. Estudos feitos com ratos colocam em xeque a ideia do balanço calórico como regulador de saciedade. A coisa é MUITO mais complexa.

Em ratos que recebiam água com açúcar o consumo calórico aumentava. Ou seja, eles NÃO deixavam de comer um pouco da ração diária… PIOR, na verdade os ratos bebiam a água com açúcar e comiam MAIS da ração. Era assim, ratos à base de ração comiam X, mas quando recebiam também água com açúcar comiam X mais Y (além das calorias da bebida adocicada).

E o mesmo já foi feito com outros animais. O efeito do açúcar é mais do que apenas adoçar um alimento, ele nos faz comer mais dos dois! Ele DESREGULA nosso consumo energético.

Qualquer pessoa da indústria alimentar sabe disso. Não à toa eles colocam açúcar em praticamente TUDO. Objetivo? Nos fazer consumir mais do seu produto. E esta é uma prática recente sabe por quê? Porque somente agora açúcar se tornou barato.

Uma das coisas que mais ouço nos meus atendimentos é “sou formiga”, “gosto de doce”, “não vivo sem açúcar”. Há duas observações aqui. A primeira é que de certa forma é bom que você goste de doce, é um sinal de que você é normal. O ser humano foi feito para gostar de doce, de açúcar.

A segunda, um pouco mais séria, é que isto não te dá liberdade de satisfazer essa vontade sempre. Senão poderíamos fazer tudo conforme nossos desejos, mas a vida não pode ser assim.

Quando comecei a ideia dos 28 dias na Dieta Paleolítica, que não permite nem açúcar nem doces processados, uma das desculpas mais ouvidas dadas a mim por quem queria um motivo pra não participar foi: não aguento ficar sem doce.

Um conceito pouco compreendido é que essa vontade de consumo de doce não diminui quando consumimos algum doce no curto prazo, mas quando passamos a consumir MENOS dele no longo prazo. Para alguém reduzir esse vício, você não oferece mais da substância em questão, mas MENOS.

Isso entre outras coisas porque o excesso de açúcar TIRA a nossa sensibilidade ao sabor doce… É na AUSÊNCIA dele que os sentidos são regulados. Para melhorarmos nosso paladar doce precisamos é justamente comer MENOS dele.

Eu não sou daqueles que acha que o açúcar é um veneno. NADA na Nutrição deveria ser olhado que não seja aos olhos das doses e frequências de consumo.

Então, se você acha que “não vive sem açúcar” há grandes 2 equívocos. Sim, você vive sem, ainda que não tenha razões para fazê-lo. E segundo, justamente por achar que não vive sem, você deveria consumir MENOS. Até porque seu consumo nos faz comer mais, pior e vicia.

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