Arquivo do autor:Danilo Balu

Ah o Trigo…

A Nutrição sabe muito bem como manipular a multidão.” (*um trocadilho com uma frase do filme Gladiador de onde tirei a imagem).

Já reparou que o símbolo da Nutrição traz o TRIGO, um alimento NÃO-natural à espécie?? SURREAL, não?! Hoje me mandaram o cartaz de um curso de Nutrição Esportiva que contém aveia e bolacha de água e sal na imagem. É mole?! Teria MEDO de entrar num curso assim!

SEMPRE que se fala que deveríamos evitar o trigo por ser um alimento NÃO-natural à espécie e conter glúten, um elemento pró-inflamatório, o argumento é sempre o mesmo: comemos trigo há muito.

Isso NÃO é verdade! A Revolução Agrícola é, em escala evolutiva, MUITO recente. Dizer que comer trigo por 5 mil anos o faz natural, nos faz adaptado, abre a possibilidade de que no futuro chocolate poderia entrar diariamente na dieta. Isso é verdade? É óbvio que não.

O trigo como o conhecemos e consumimos tem MEIO século de vida. Fritz HABER foi o químico alemão que desenvolveu trabalhos para a produção de fertilizantes químicos MUITAS vezes mais eficientes que o até então natural esterco. Seu trabalho na área o levou ao Nobel de Química (1918).

Na metade do século passado os pés de trigo anabolizados pelos novos fertilizantes desenvolvidos ficavam TÃO cheios de grãos que TOMBAVAM carregados. Era preciso mudar isso! Entra então Norman BORLAUG.

Este agrônomo em 1944 passa a desenvolver um NOVO trigo, o trigo anão! Estava assim resolvido o problema! Uma versão que NÃO tombava e resistia à adubação intensa, intensiva! Nos anos 60 praticamente TODOS passaram a usar o novo trigo. Isso deu a Borlaug o Nobel da Paz (1970).

NÃO, o trigo de Jesus na Santa Ceia NÃO é o trigo que comemos, o atual é MUITO mais inflamatório, é SEIS vezes mais produtivo e MUITO mais viciante.

Você acha MESMO seguro e adequado comer algo TÃO novo, recente e NÃO natural?

p.s.: o que trago aqui NÃO foi tirado do livro “Barriga de Trigo”, mas ele explica como ninguém as diferenças entre o trigo atual e o trigo que a Nutrição ainda acredita que você come…

A Nutrição Esportiva é míope

Dos maiores males da sociedade é a busca por conforto. Modernidade, progresso e tecnologia tornaram tangível conforto entorpecente a preço módico. Era de se esperar que um dos males do corredor moderno fosse a busca por conforto. As perguntas mais recorrentes são sobre o que tomar durante e após treinos. Corredores querem nadar sem se molhar, correr sem se cansar.

Que os bons nutricionistas (vários!) me perdoem, mas buscar nutricionista esportivo é um fracasso em seu fim, só faz sentido a quem estiver acima do peso. Isso porque lhes faltam um entendimento BÁSICO, MÍNIMO, ELEMENTAR de treinamento. O papo é sempre o mesmo: pré treino, suplemento durante e pós-treino. Isso é um ATESTADO de que não compreenderam absolutamente NADA do esporte. Sabe por quê?

Porque a busca pelo conforto é CONTRAPRODUCENTE. Vai na CONTRAMÃO do esporte. À medida que treinamos mais, nosso condicionamento aumenta porque é ISTO que queremos. A meta NÃO é bem-estar ou conforto, mas desempenho, o fim maior. Porém, fadiga/cansaço/desconforto TAMBÉM aumenta nesses períodos de treino intenso. Digo mais: eles PRECISAM aumentar. No Esporte DESCONHECEMOS atletas que ganharam desempenho SEM desconforto.

Após um período de treino, de grande desconforto, você NÃO vê muito progresso, melhoria. E É ISTO que Nutricionistas não são capazes de enxergar porque não ENTENDEM do esporte! Sabe por que progresso não vem DURANTE o treino? Justamente porque só quando as cargas de treinamento são REDUZIDAS (polimento!) e a fadiga DESAPARECE que um melhor condicionamento aparece.

É ao REDUZIRMOS a fadiga (e não evitá-la!) que VIVENCIAMOS ganho de desempenho. É NESTE momento que estamos fisicamente melhor.

Como disse Steve Magnessestar desconfortável é um sinal de que estamos em uma condição pra crescer. Adaptação e desenvolvimento NÃO acontecem quando estamos em conforto, mas sim quando estamos ultrapassando nossos limites.

E o que quer um nutricionista com seus lanchinhos? Que evitemos um estado SINE QUA NON para ganho de desempenho. NÃO TEM COMO DAR CERTO!

Aos meus orientados sou sucinto: NÃO vá ao Nutricionista. A menos que você não queira melhorar. Ou a menos que esteja bem acima do peso.

O Sal não é um vilão… É um marcador!

Dias atrás postei aqui sobre não termos medo do SAL… Você pode salgar sua comida o quanto quiser, isso porque:

1. Você tem o sabor como medidor dizendo a hora de parar;
2. Porque um organismo saudável sabe lidar muito bem com seu excesso.

E sabemos que um corpo NÃO SABE lidar bem com sua restrição. É mais fácil matar alguém NÃO dando chance de ela ter sal do que salgando sua comida.

Em um dos comentários sobre meu post sobre sal apareceu mais um inteligentizinho querendo dar aula. Querendo que eu desse referências. Eu não dou! Não de graça!

O consumo de sal ao longo da história vem CAINDO e a incidência de hipertensão vem SUBINDO. O que você deduz? Que o sal NÃO pode “per se” causar hipertensão. O que dizem as diretrizes? Exatamente o OPOSTO. É ou não caso de internação?

O sal é um estabilizante para comidas processadas e ultraprocessadas. Ele é um MARCADOR de que o que você come NÃO é Comida de Verdade.

A imagem que vai acima é uma piada retirada do Twitter. Mas um comediante que não sabe diferenciar um abacate de um salame sabe o básico, que comida lixo leva um monte de LIXO e Sal.

E o que dizem médicos e nutricionistas? Que o problema não é comer um CD e uma camiseta, mas comer sal.

Não é pra internar?!?

A humanização de nossos cachorros.

Acredito que nosso maior desafio individual é como aprender a viver em escassez em um mundo de abundância. Quem é o vilão da humanidade? O açúcar? O óleo vegetal? Não acredito que seja exatamente isso. O que irá nos salvar? Meia hora de caminhada? Jejum de 12 horas?

Dieta Low-carb, dieta Paleolítica, Atividade Física regular e Jejum servem para mimetizar um ambiente que moldou nossos organismos por milhões de anos. O que a ortodoxia da Saúde não consegue compreender é que suas diretrizes serão SEMPRE ineficientes se não enfrentarmos DE FRENTE o conforto! E o que eles nos pedem? Que nos entupamos de amido e comamos a cada 3 horas. É um delírio coletivo de especialistas. São os “intelectuais, porém idiotas”, abundantes como professores nas faculdades de Saúde. Não entendem as causas, nos dão soluções esdrúxulas, contraproducentes.

Dia desses saía na rua e vi um casal trazendo consigo 2 bulldogues franceses, a raça da moda. Ambos carregavam seus animais no colo! Uma visita à qualquer loja de animais (as pet shops) e você se vê apresentado a rações veganas, biscoitos com farinha, panetones e bolos para cães. As pessoas se recusam a dar carne (mais barata que qualquer desses lanchinhos!) a um animal que, dada a opção, é carnívoro!

Nossos cães NUNCA estiveram tão obesos porque passamos a alimentá-los com as mesmas coisas que nos engordou (o amido da ração e o açúcar que vai nos aperitivos). Carregamos eles no colo achando que ajudamos, mas que os adoece, assim como as diretrizes nutricionais.

Quando escrevi o livro O Veterinário Clandestino caí em um mundo que literalmente me assombrou. Me incomodava. Os donos (ou tutores) agora humanizam seus cães. O resultado? Obesos e doentes. Quando falo que dou carne sem picotar as pessoas se espantam! Sugerir carne dessa maneira no livro é um dos modos que encontrei para mimetizar a realidade canina e promover saúde. Quando você o carrega e coloca sapatinhos você gera conforto, o adoece. E ninguém faz isso melhor do que nós e nossas diretrizes oficiais!

É assim com humanos, é assim com os cães!

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Veterinário Clandestino! Se preferir a versão impressa, compre aqui!

Sobre Dieta Low-carb em corredor amador

*texto originalmente publicado no Blog Recorrido.
É MUITO comum corredores me perguntarem: se a elite não faz low-carb por que um amador deveria fazer?
Ou ainda, dessa vez é a leitura míope de nutricionistas: a elite, para correr rápido, consome muito carboidrato, então você amador também deveria consumir.
Ambos raciocínios estão errados, ainda que façam algum sentido (do amador se perdoa o equívoco, de nutricionistas não! Mas como não sabem nada de esporte, é de certa forma compreensível). Cada esporte deveria ser visto em função de suas demandas que nem sempre são aquilo que nos aparece em um olhar mais apressado.
As pessoas acham que os jogadores de basquete são altos. São mais do que altos! Eles têm é uma ENVERGADURA enorme. O corredor de longa distância, quanto mais longa a especialidade, MENOR deve ser seu peso.
Não temos que olhar o esporte SOMENTE pelo que fazem a elite porque isso por si só NÃO explica serem fora da curva.
É legal ver que o baixinho gosta de jogar de basquete ou o cara lento insiste em correr provas de 800m. O filme da Disney e de Hollywood gostam de dizer que “tudo é possível“. Você até PODE escolher o seu esporte, mas é o ESPORTE quem escolhe quem fará sucesso nele. E na corrida ele escolhe pessoas rápidas E leves! Isso por uma questão mecânica!
E a elite do atletismo, igual o defensor da NBA tem envergadura MAIOR que a altura, acaba tendo enorme tolerância ao carboidrato. Tolerância essa que permita que ele se ENTUPA de carboidrato sem efeitos adversos (ganho de peso, hipertensão, resistência à insulina). Desses efeitos o peso é o que MAIS nos interessa (amadores). E sabemos que uma dieta de baixo carboidrato é a de mais fácil manutenção de um baixo peso.
SIM, uma dieta rica em carboidrato na elite permite maior POTÊNCIA aeróbia, capacidade determinante em provas de 5km e 10km. Então nada melhor do que eles comerem muito já que são tolerantes.
O amador não! Come muito, tem poucos benefícios com a potência aeróbia em provas de 10km em diante, engorda, fica lento… Ficou mais claro?
É sempre MUITO pertinente olhar o que faz a elite. Mas SEMPRE que o fizer saiba que aquilo ali não explica tudo afinal eles foram ESCOLHIDOS pelo esporte deles. Você não. Com você as regras podem ser diferentes.

GASTO ENERGÉTICO: uma entidade pouco compreendida

Fiz 3 anos de Engenharia Civil. Eu achava que seria engenheiro porque sempre gostei de contas. Tanto no colégio quanto no Laboratório de Física, já na POLI-USP, fazíamos experimentos de termodinâmica. Aquecíamos materiais isolados fazendo cálculos pra ver como se comportavam.

A Nutrição, em um reducionismo, num “pensamento por aproximação”, passou a tratar nosso organismo (biológico!) como uma lâmpada incandescente ou uma esteira ergométrica, ou seja, considera tudo pelo lado físico, matemático, ignorando inúmeras DEZENAS de hormônios que regulam nosso organismo, seu peso e funcionamento. Não tinha como dar certo, por isso é um fracasso no controle do peso!

Sábado fui treinar na volta da grade do Ibirapuera com um amigo de longa data. Pelo pensamento por aproximação e reducionista da nutrição, você poderia ADICIONAR o gasto do treino ao total energético de nosso dia. Na faculdade ensinam equações de gasto energético que funcionam PURAMENTE por FÉ. A base dessas equações NÃO passariam em “Laboratório de Física Elementar pra Iniciantes” se existisse. Por quê? Elas se baseiam em PURA e PORCA extrapolação.

Na POLI se você errasse UMA conta o professor de Resistência de Materiais dava zero e dizia “o caminhão derrubou a ponte” (aconteceu COMIGO!). Na Nutrição você faz a conta, a pessoa não emagrece e você dá zero é pra ele.

No mesmo sábado dormi de tarde. Foi a primeira vez em semanas! Motivo? Foi meu treino mais longo no período! Foi o jeito que meu corpo encontrou pra me trazer ao equilíbrio, de COMPENSAR um maior gasto energético matinal! Eu NÃO gastei mais energia no dia, eu CONCENTREI o gasto pela manhã! POR ISSO que aumento de volume de treino NÃO vem com gasto energético ou perda de peso equivalentes! Já disse antes: eu DORMIA TODO sábado (longos) em minhas últimas maratonas. Não CONSEGUIA ficar acordado.

O gráfico do post mostra um modelo compensatório de gasto energético porque ele parte da premissa de que nosso corpo NÃO funciona como uma máquina, mas como um organismo biológico, VIVO. A extrapolação de gasto calórico NÃO faz sentido porque o gasto NÃO é linear.

Meu experimento com a Coenzima Q10 (CoQ10)

Acabei recentemente outro experimento pessoal. Como sempre faço com essas papagaiadas que aparecem na corrida, terminei um período de 60 dias de suplementação com a CoQ10, a Coenzima Q10, uma das preferidas dos atuais “vendedores”.

Por que faço isso?

No começo, em meus tempos mais ingênuos, eu fazia porque acreditava. Foi ainda em 1997 que usei um tempo BCAA. Ex-professores, que não correm, não dão treino nem trabalham com corrida, apenas vendem para corredores, falavam de seus (supostos) benefícios. Então comprei (por isso ninguém tem que ter vergonha quando for enganado. Você só precisa rever por que você QUER SER enganado).

Eles ainda vivem de vender essas coisas. Deve ser duro 20 anos buscando evidências sem sucesso que não seja comissão…

Pra quem já usou palmilha de silicone, multivitamínico e até recovery pós-treino, 60 dias de Q-10 era fácil. Então comprei.

Comprei porque é mais honesto. 2 ou 3 telefonemas e teria amostras em casa (vez ou outra um desavisado me oferece “parceria” de suplemento… Ninguém elogia isso em rede social de graça!).

Primeiro efeito colateral: estou R$75 mais pobre. Único benefício observado: estou livre da ideia de que CoQ10 sirva pra algo na corrida.

Tem gente muito boa que acompanho que usa esse suplemento. Pedem que seus clientes (NÃO-corredores!) usem algumas semanas quando estão em transição de uma dieta “junk” para uma dieta low-carb.

Alguma intenção de desempenho? Não! Para evitar fadiga mitocondrial, buscando melhora de disposição e cognição nessa mudança de dieta.

Não há lógica para o desempenho. Dá um alívio ouvir isso dos 2!

Todo janeiro é sempre igual…

O que engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, mas entre o Ano Novo e o Natal”… Essa frase faz sentido? Em partes! Um levantamento BEM interessante mostra que os americanos engordam entre o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) e o Ano Novo um peso do qual eles nunca mais se livram. Sendo assim, CUIDADO! Talvez agora seja MESMO a hora de fazer regime!

A mudança no calendário tem um poder quase incalculável de nos motivar. Roberto Pompeu de Toledo chamou de gênio quem teve “a ideia de cortar o tempo em fatias” porque isso “industrializou a esperança, (…) aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente”.

Hoje fui à academia. Tudo deserto. Sabendo que mesmo ao contrário do que diz o ditado, em média REALMENTE ganhamos um peso do qual não mais nos livramos. Então, encare a realidade! Se mexa! Não só no sentido de ir treinar (já que atividade física é INEFICIENTE ferramenta pra isso)! Mas comece HOJE a mudança a que se propôs no final de dezembro!

A imagem que separei neste post foi de uma pesquisa que fiz no Google… repare no padrão… há picos de procura pela palavra DIETA em janeiro, para depois o interesse cair enquanto sobe o número da balança.

Você pode esperar 2a feira para começar, mas saiba que até lá estará já ao menos dias ATRASADO. A gente SABE que se você começar 2a feira e não AMANHÃ, no final do ano você renovará a promessa, tudo começará outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente. Mas será tudo igual…

Comece! De verdade! Uma dieta saudável é uma das coisas que melhor você pode fazer pela sua saúde.

Açúcar? Farinha? É de comer até morrer! Literalmente!

Ou AINDA: não são as calorias, estúpido!

A imagem abaixo viralizou no Twitter. Nela há um gambá que invadiu uma padaria e comeu tantos doces e farináceos que ficou assim, como se estivesse embriagado, sem reação, coisa típica de quem está mais do que nauseado, mas sob efeito de DROGAS.

Qualquer um que já correu no Parque do Ibirapuera bem de noite já descobriu que gambá é um marsupial que começa a caçar/coletar alimentos de noite. Porém, sua alimentação na natureza consiste basicamente de ovos, frutos, vermes, insetos, lagartos, anfíbios e até mesmo filhotes de pássaros. Não precisa ser grande entendedor pra deduzir que sua dieta é à base de proteínas. (*ok você leu “frutos” ali, mas apenas no Pão de Açúcar e no Carrefour frutas estão disponíveis o ano todo, no mundo REAL, aquele que a Nutrição INSISTE em ignorar, elas são raras e sazonais).

Enquanto escrevia O Veterinário Clandestino um “mandamento” recorrente de um autor ficou na minha cabeça: NADA é mais engordativo do que o alimento feito pelo homem. Daí deduzimos que se você quer manter-se magro precisa FUGIR daquilo que foi “inventado” pelo homem! É MUITO, mas MUITO difícil engordar alimentando-se de alimentos NATURAIS à espécie! *Por isso que a recomendação de veterinários que dizem que ração é o alimento ideal a cães e gatos é SURREAL.

Por algumas vezes já escrevi aqui da capacidade da farinha e açúcar em causar dependência. Existem obviamente os profissionais que adoram negar a realidade e insistem em dizer que não. Repare no animal da foto. Um animal selvagem que está EXPOSTO, correndo risco de VIDA porque está vulnerável aos seus predadores naturais porque não consegue dizer “não” a uma comida NÃO-natural, que foi feita para nos VICIAR (o vendedor, tenha SEMPRE isso em mente, quer vender MAIS, ele não tem o MÍNIMO compromisso com sua saúde).

Esses alimentos têm uma combinação NÃO existente na natureza. NÃO existe naturalmente a combinação carboidrato-gordura nem a combinação muito açúcar/baixa fibra. Uma vez que nos deparamos com isso, comemos sem NENHUM controle. A ponto de abrir mão do que nos há de mais valioso, a própria VIDA.

 
*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Veterinário Clandestino! Se preferir a versão impressa, compre aqui!

De Influenciadores, “Skin in the Game” & Expertise

EXPERTISE: palavra de origem francesa que significa experiência, especialização, perícia. Conjunto de conhecimentos de alguém”.

Não é saber o que importa, mas saber aquilo que NÃO importa.” Novamente é a superioridade da Via Negativa, pois sabemos mais aquilo que NÃO é. O conhecimento é, pois, SUBTRATIVO.

Dias atrás com o Silas Rodrigues e o Leo Moratta o tema treinamento veio à tona. Acho que o Silas quem disse: sabe como sei que Bosu, prancha, fitball e esses malabarismos NÃO funcionam (pra ganho de força)? Porque quem orienta NÃO usa isso em SEU próprio treino pessoal. Elas mandam os OUTROS usarem. Eles não usam!

Uns leitores se assustaram qdo eu disse que NÃO leio artigos e que pra algumas coisas você NÃO precisa ler absolutamente NADA. O meio FILTRA a você o que REALMENTE importa.

Veio à tona uma denúncia GRAVE. 3 famosos influenciadores britânicos foram gravados aceitando ($$) promover uma bebida pra perda de peso. Só que eles NUNCA tinham experimentado e o produto tinha propositadamente um ingrediente LETAL ao ser humano.

Voltamos ao “faça o que eu faço” DESDE QUE de graça! Eu NUNCA vi alguém que recomendasse BCAA, Coenzima Q10 ou Palatinose que USE isso e que não tenha benefício ($) por usar. Temos que: ou a pessoa NÃO usa porque sabe que NÃO funciona, ou SÓ usa porque isto lhe é conveniente ($)! Expertise é sem precisar ler NADA saber que esse consumo NÃO é bom!

A teoria do Silas me fez lembrar de um episódio de anos atrás. Eu me reunia com mais 5 treinadores, todos experientes, conhecidos e ainda hoje no mercado. Corríamos 12km juntos 2 vezes na semana. Zero educativos, sem alongar (antes ou depois), sem hidratação a cada 15 minutos, sem FC, sem tênis pra “nossa pisada” (ganhávamos tênis), sem análise biomecânica. Por quê? Porque SABEMOS o que importa. Ignoramos o que não importa. É nosso EXPERTISE.

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p.s.: tempo atrás postei agradecimento a uma marca por me enviar um tênis que escolhi. Um influencer que gosto muito mandou mensagem dizendo que me igualei aos que critico. Ele disse pra NÃO agradecer, ou agradecer postando link de venda comissionada. O meu ponto é: eu NÃO posso ter NENHUM benefício ($).