Arquivo do autor:Danilo Balu

Livro novo na área: O Veterinário Clandestino!

É com enorme satisfação e alegria que venho até você, que compartilha muitas das minhas ideias, dizer que minha nova obra finalmente ganhou vida! Sou dono (ou como gostam de dizer, tutor) de duas cadelas.

Uma delas ficou obesa enquanto eu morava no exterior. Isso resultou em questionamentos, uma pós-graduação em Nutrição Animal e um livro que questiona tudo – absolutamente TUDO! – o que os especialistas acham que sabem sobre a silenciosa epidemia recente de obesidade em nossos amigos de 4 patas.

Em O Veterinário Clandestino faco questão de trazer estudos esquecidos, alguns escondidos, outros ignorados sobre como combater esse problema tão grave. Você irá se surpreender, eu te GARANTO!

Caso você queira saber mais, basta clicar e entrar no site do livro (e-book)!

http://www.oclandestino.com.br/veterinario

Muito obrigado!

Anúncios

Fast Food vs Supermercado

Questão de duas semanas atrás eu estava no supermercado com um cliente (sim, vou com eles ao supermercado) e enquanto falava e explicava, tive um estalo. Bem ali, eu me dava conta: de todos os corredores pelos quais passamos (desconsidere os produtos de limpeza) percebi e concluí comigo, sem falar a ele, que não compro por volta de 70 ou 80% do que há em um supermercado comum.

Questão de um mês atrás postei uma foto no Instagram da sessão de “saudáveis” (é esse o nome) do Carrefour perto de casa. Eu te garanto: não tenho coragem de comer 1/3 do que vai nela. Não tenho coragem de dar 10% do que vai ali para meus sobrinhos ou às minhas cachorras.

Costumo dizer aos clientes que é fácil saber o que comer. Basta imaginar uma feira “comum” e eliminar seus extremos, onde ficam (ao menos em SP) as barracas de pastel e de caldo de cana. É difícil você ter uma dieta ruim consumindo o que vai no “miolo” de uma feira (a maioria delas, para minha sorte, nem grãos vende). Você tem folhas, frutas, legumes, tubérculos, carnes, ovos e temperos secos. Tente engordar comendo isso! E se estiver muito acima do peso, emagreça para só então reintroduzir os tubérculos.

Sucos, barras integrais e leite de soja… junk food envelopada como saudável.

Quem já estudou idioma conhece os “falsos amigos”, aquelas palavras que te enganam. Eventually (inglês) não é eventualmente, assim como allora (italiano) não é agora. O que a indústria faz é envelopar comida lixo como se fosse saudável. E aí temos uma armadilha! Porque a pessoa que quer perder peso ela evita o McDonald’s, por exemplo. Mas ai ela corre para o supermercado (que como disse, não consigo consumir nem metade dos alimentos vendidos).

No fundo, para mim, comer em um supermercado é similar a achar que dá para jantar de forma saudável em uma bomboniere. A diferença é que na bomboniere você sabe que não dá! Meu ponto é: no supermercado você já NÃO sabe mais o que te faz mal. Mas na lanchonete junk food você sabe!

Ou ainda, como disse meu colega Victor Miranda, médico: No supermercado você vai em busca do que te mata, sem saber. No fast food você vai em busca do que te mata com prazer.
 

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

De Café, Placebo & “skin in the game”…

Já não acompanho mais matérias sobre café e cafeína na corrida. Não há como acompanhar esse tipo de abordagem no volume que são publicadas ou requentadas frequentemente (é isso que fazem portais e perfis de saúde, agem como revistas de adolescentes dos anos 90 que não existem mais, sinal claro de que não são terreno fértil para buscarmos informação com um mínimo de qualidade).

Primeiro porque estudos dos 2 lados não faltam, seja provando ou “desprovando” X ou Y, que consumir faz BEM ou faz MAL. Lembremos que você consegue achar pesquisas para tudo, por isso a maior parte delas é puro ruído, não sinal. Sinal você encontrará utilizando 2 recursos: o TEMPO e quando existe SKIN IN THE GAME “pele em jogo”).

Uma heurística (ou proxy ou regra) muito simples que uso com Esporte e Nutrição quando o assunto é suplementação passa por quem usa ou o recomenda. Se vem de acadêmicos, simplesmente não me importa nada. Por quê? Eles não têm “skin in the game”. No esporte o resultado é soberano. Já o sonho do acadêmico não sobrevive à realidade. Se o acadêmico vivesse fora do mundo de unicórnios, estaria no esporte. Acadêmico é aquela pessoa que sabe dar uma aula teórica sobre natação, mas que você jamais teria como salva-vidas da piscina da escola do seu filho. Isso é skin in the game.

E o que diz o mundo real sobre a cafeína?

Antes, vamos à minha sequência de proxy para suplementos:

1. Se o suplemento não foi banido, provavelmente não é efetivo;
2. Se o suplemento é efetivo, provavelmente já foi banido;
3. Há algumas exceções. Porém, não sabemos quais.

Duvida?

No caso da cafeína ela era anteriormente proibida pelo COI. Sabe o que aconteceu quando ela foi liberada? Seu consumo entre atletas CAIU. Por quê? Porque a liberação era um sinal claro de que ela NÃO melhorava tanto o desempenho. Lembrem-se: o acadêmico que fala que jejum não deveria ser feito entre atletas ou que tenta determinar protocolos de consumo de cafeína NÃO tem “skin in the game”, atletas SIM.

Voltando à cafeína. Ela é um estimulante. Porém, nosso organismo cria tolerância a algo em função de 2 variáveis: frequência e intensidade. Vejamos o caso da pimenta. Caso você se sente à mesa com um baiano (ou um tailandês ou um mexicano) verá que terá enorme dificuldade de acompanhar o consumo deles de pimenta (ou outros condimentos). Isso porque eles consomem em enorme frequência e/ou intensidade esse alimento.

Com a cafeína não deixa de ser parecido. Há pessoas mais sensíveis (como o há, por exemplo, com o consumo de sal) e menos sensíveis. Um consumo regular de cafeína (seja na forma de café, refrigerante cola ou energético) atinge pessoas de forma individual e pode gerar uma sensibilidade diferente com o tempo (em função da frequência e intensidade, lembra?).

Mas o mais importante é: SIM, a cafeína pode gerar estímulos (positivos) na prática da atividade física, mas eles são de forma individual (de acordo com nossa tolerância ou sensibilidade). E o mais importante: estão longe de serem garantidos OU do tipo “mais é melhor”, se fosse, os atletas continuariam a usar independentemente do que dizem os acadêmicos sem “skin in the game”.

Se você consome uma xícara de café e vai correr e se sente bem, siga o jogo! Quer experimentar duas? Tente, experimente! Agora se você acha que 18 xícaras te fará mais veloz ou segue recomendação de acadêmico sem “skin in the game” achando que pode ser melhor que a prática, eu tenho uma má notícia a te dar…

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Treinador Clandestino!

Danilo Balu
autor

De Trump, Emagrecimento, Low-Carb e a bolha dos Especialistas.

As eleições que levaram Donald Trump ao posto de homem mais poderoso do mundo, assim como nossas próximas eleições em outubro me lembram muito o cenário da Nutrição atual. Há já 5 anos que a dieta low-carb supera a dieta low-fat nas buscas do Google, o principal portal de busca do mundo: a sociedade parece ter compreendido na prática que as pessoas fizeram e fazem muito mal ao seguir as recomendações dietéticas de nutricionistas e médicos que recomendam restrição no consumo de gordura e calorias.

MAS… E TRUMP?

Não é fruto de mero acaso que a profissão de Nutricionistas está ao lado da de políticos como uma das de menor credibilidade perante a sociedade. Cerca de 40 anos atrás, ainda na década de 70, Médicos e Nutricionistas pediram que mudássemos nossos hábitos à mesa. Obedecemos. O que ocorreu? A maior explosão de obesidade, diabetes, hipertensão e de síndrome metabólica que se tem conhecimento.

Qual seria a solução prática e imediata? Esquecer e ignorar tudo que eles pediram e nos pedem ainda hoje. Vou ser mais sucinto: você não deveria dar ouvidos ao que dizem as diretrizes das duas categorias quando o assunto é dieta, emagrecimento e saúde.

Vivemos um dilema, afinal, a sociedade ajudou a formar uma elite de profissionais que são em sua maioria (mas não em sua totalidade!) ineficientes em entender do assunto Nutrição. Sendo assim, ao encaminharmos a eles as pessoas doentes, a decisão é contraproducente. Porque há neles uma enorme incapacidade de entender o que fazer, como vimos nas últimas 4 décadas.

Uma metáfora recente e brilhante de Filipe G. Martins coloca “de um lado, um bando de ‘intelectuais mas idiotas’ (*a alcunha aqui é traduzida de IYI, criada por Nassim Taleb), que fingem dominar assuntos que não dominam, que não possuem nenhum contato efetivo com a realidade e que nunca arriscam a própria pele, mas que se veem como donos de uma sabedoria elevada e superior”.

Dias atrás, soubemos que a Rainha da Inglaterra restringiu o consumo de massa à nova “princesa” para ajudá-la a manter a silhueta. Vem ganhando destaque ainda a adesão de cada vez mais pessoas à dieta cetogênica, que é de extrema restrição de carboidrato, para desespero dos profissionais e acadêmicos de saúde tradicionais que quanto mais estudam, menos entendem. Temos aqui, mais uma vez citando Martins, o “homem comum, que se expressa como todo homem comum e que tem humildade e sinceridade o bastante para não finge saber o que não sabe. Há um abismo entre esses dois lados. Duas perspectivas. Dois imaginários. Duas formas de entender o mundo. Duas atitudes perante os problemas e os desafios da realidade”.

E ASSIM VOLTAMOS AO FALASTRÃO TRUMP…

Jornalistas analistas de TV e grandes portais, outra categoria que parece em sua esmagadora maioria formada por IYI, ainda tentam entender a vitória do Republicano. Vivendo em sua bolha, entre os seus, em completo desconexão coma realidade, não podiam entender como alguém como ele venceria. Acontece que ele falava o idioma da pessoa comum. Podemos fazer um paralelo com João Doria vencendo em SP (”como pode Fernando Haddad ter perdido em TODAS as zonas eleitorais se todos os meus amigos do Facebook votaram nele?!”), ou mesmo periga no futuro os mesmos analistas passarem anos tentando entender uma eventual vitória de Bolsonaro.

A vida real ao cidadão comum é simples demais. Ele quer comer de forma saudável e emagrecer. Basta comer o que sua avó chamava de comida de verdade quando ela era jovem. Não tem erro. Você não precisa nem de Médico nem de Nutricionista. É como saber se vai chover; ninguém precisa consultar um Meteorologista, você apenas olha para o céu.

Podemos dizer que o leigo tem skin in the game. Enquanto médicos e nutricionistas NÃO o têm, os acadêmicos, que orientam aqueles, não têm os mesmos interesses que nós. Em sua dinâmica de sobrevivência, o que lhes importa é apenas parecer interessante e inteligente frente aos demais acadêmicos, produzindo mais artigos que dizem as mesmas coisas, ainda que para isso em sua teimosia e arrogância tentem suplantar duas entidades insuperáveis: o tempo e a realidade.

E aqui reside seu erro.

“A PRÁTICA SUPLANTA A TEORIA. SEMPRE.”

Por não ter skin in the game, os acadêmicos e os profissionais AINDA alinhados com as atuais diretrizes nutricionais esquecem de algo essencial: olhar para o mundo encarando a realidade. Eles vivem em sua bolha, produzindo ao lado de colegas artigos de coisas que não funcionam na vida real. Isso “porque não há sustentação teórica que se sobreponha à realidade concreta. (…) O resumo de tudo é que não há significado FORA da realidade.”

Quando falamos de nutrição no emagrecimento, deveríamos olhar NECESSARIAMENTE ao passado, quando éramos magros, uma vez que o tempo é a variável mais robusta de segurança. E quando falamos de Nutrição na saúde, o futuro, temos que – além de relembrar que no passado, quando não sofríamos de diabetes nem hipertensão, que adquirimos como consequência da obesidade que ganhamos ao seguir as diretrizes nutricionais atuais – devemos olhar a quem tem skin in the game. Isso porque “a ideia de ter a ‘pele em jogo’ é a de que ninguém deveria causar danos a outros sem impunidade.” Acadêmicos e as atuais sociedades/associações, médicas e nutricionais, NÃO têm skin in the game. Mas seu maior pecado é ainda o fato dessa elite ser desconectada da realidade teimando em ignorar que não há mentira que se sobreponha à realidade.

“ORTODOXIA É NÃO PENSAR, NÃO PRECISAR PENSAR”

Low-carb já vem superando consistentemente as buscas por low-fat. A população já compreendeu que é o carboidrato o maior obstáculo no emagrecimento. O que dizem as diretrizes e acadêmicos? Que low-carb e cetogênica são ineficientes, não seguras. Um dos motivos pelos quais não deveriam haver diretrizes nutricionais oficiais é que o governo nunca irá assumir que estava errado. Os atuais acadêmicos vivem de nos convencer que estavam certos. Nem que para isso ignorem a realidade e tentem entortar, – de novo – a variável mais robusta: o tempo. No desespero de se provarem certos, eles preferem a ignorância, porque é mais fácil. E se desconectam com a realidade. Os leigos, com skin in the game, cada vez mais vão descobrindo e cada vez mais os deixam falando sozinhos.

Igual o jornalista que ainda não entendeu como Trump é presidente, os nutricionistas tradicionais vão ignorar por muito tempo ainda o chamado da realidade que bate à porta das pessoas comuns. E ficarão falando sozinhos…

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no livro O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

O que a Pecuária ensina à Nutrição?

Quando falamos de abordagens na saúde, deveríamos seguir pessoas que têm “skin in the game” (pele em jogo), que aplicam e seguem aquilo que pregam. A área da Saúde tem um enorme desafio porque os profissionais (seja médicos, treinadores ou nutricionistas) não só não têm “o deles na reta” como têm dissociação de interesses, ou seja, o que eles mais querem é bem diferente daquilo que você mais quer.

A imagem que vai ao final desse texto é um extrato de uma recomendação de 1908 a pecuaristas criadores de porcos. Não vou traduzir por completo o texto original em inglês porque é desnecessário. O que precisamos sempre saber é que o pecuarista só ganha SE e somente se sua criação engorda. Então ele precisa por uma questão de sobrevivência ser eficiente, ou ele morrerá de fome. Quanto mais eficiente ele for, mais ele fatura ($). O criador de porco tem assim “skin in the game”.

O Nutricionista, Médico e Treinador fatura ($) assim que você põe o pé no escritório/consultório dele. O profissional de saúde NÃO tem a pele em jogo. Você não precisa ser efetivo para faturar quando trabalha com saúde. Ao menos quando falamos em “controle de peso”, um pecuarista de unha preta, pé cheio de barro e sem qualquer diploma é muito mais eficiente e competente que toda a história da ortodoxia na Medicina, Nutrição e Educação Física.

O texto de 100 anos atrás fala sobre como melhor engordar uma suinocultura. O texto fala da enorme importância de usarmos leite desnatado para engordar porcos. E o que mais? Grãos. No caso ele fala de milho, mas atualmente eles adicionaram soja. Qualquer pessoa que trabalha com engorda de criações sabe que você deve:

– oferecer várias refeições;
– oferecer grãos;
– oferecer alimentos ricos em carboidratos.

O que dizem as diretrizes nutricionais no emagrecimento em nós humanos? Entre outras coisas:
– oferecer várias refeições;
– oferecer grãos;
– oferecer alimentos ricos em carboidratos.

A pecuária é extremamente eficiente. A Nutrição no emagrecimento é extremamente ineficiente. A lógica nos diz que uma coisa que serve para engordar um mamífero onívoro como o porco não deveria ser muito bom para nos fazer emagrecer.

E se você ainda se pergunta sobre essa aberração que é o consumo de leite desnatado (ou mesmo semidesnatado), temos que nos fundamentar em uma hipótese: qualquer recomendação nutricional que envolva a substituição de um alimento ingerido por milênios (no caso o leite integral) por um produto industrial moderno (aquela água branca e suja chamada de leite desnatado) deve estar necessariamente errada.

Se seu Médico ou Nutricionista recomenda que você substitua o leite integral pelo desnatado, sugiro que você substitua…. substitua o profissional que você consulta.

 

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

 

A Sabedoria das Multidões

Tempo atrás pude ler um livro bem interessante. Em “The Wisdom of Crowds” (traduzido livremente para “A Sabedoria das Multidões”) James Surowiecki explora uma ideia um tanto quanto inesperada: grandes grupos de pessoas são mais inteligentes do que uma elite. Não importa o quão brilhante sejam os especialistas, as multidões chegam muitas vezes a decisões mais sábias nos mais diversos campos como Psicologia, Biologia, Economia, História e…

Bom, essa semana saiu a 13ª edição de uma importante pesquisa americana feita nos EUA. Os resultados da IFIC são sempre interessantes. Um deles me chamou a atenção. Mas antes, aos especialistas…

A obesidade é resultado de um desbalanço energético, ou seja, quando a quantidade de energia (calorias) ingerida através dos alimentos é maior do que aquela gasta pelo organismo”. Você encontrará essa definição nos portais da OMS e das sociedades e associações ~especialistas~. Mas… e se eles estiverem errados!?

Quando analisados os dados populacionais nos EUA, temos que a população de fato fez aquilo que lhe foi pedido. Mas ainda assim nunca estiveram tão obesos e tão doentes. Ou seja, a orientação não funcionou. Pela definição dos especialistas, todas as calorias são iguais. Mais: pela orientação dos mesmos especialistas, gordura engorda, carboidrato salva. Não sou eu que estou dizendo, basta olhar as diretrizes oficiais. E o que encontrou o IFIC?

  1. Que as calorias não são iguais. A população tem “skin in the game” (pele em jogo). Ela já descobriu na prática que as calorias não são iguais.

Se elas não são iguais, algumas devem engordar mais. Os especialistas, cujas recomendações tornaram a população obesa e doente, apostaram que era a gordura. Porém…

  1. Hoje mais da metade dos americanos já atribui ao açúcar e ao carboidrato o peso de nutriente mais engordativo.

Por que isso? Porque as pessoas têm skin in the game, os especialistas acadêmicos não. Ou ainda, como diria Nassim Taleb: “Para as pessoas reais, se algo funciona em teoria, mas não na prática, isso não funciona. Já para os acadêmicos, se algo funciona na prática, mas não na teoria, não existe.”

É por isso que não faltam ~especialistas~ indo à TV, rádio e suas redes sociais dizendo que ou low-carb não funciona ou que você só perde músculo e água. É o jeito deles negarem a realidade que até um leigo já enxerga, mas ele não.

É a sabedoria das multidões.

 

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

Dieta Mediterrânea? E se ela também for um grande equívoco?

OU AINDA: era muito bom para ser verdade…

Imagine uma dieta praticamente infalível, com poucos ingredientes, que agrade praticamente toda a comunidade de profissionais da Saúde (menos aqueles que são vegetarianos), que tenha um embasamento em estudos apontando resultados surpreendentes, melhores até que a medicação em doentes. Imaginou? Ótimo, não?! Ela existe! Pena que… não é de verdade.

Dieta Mediterrânea (ou do Mediterrâneo) é um dos maiores engôdos recentes da Nutrição. Recentes porque por mais que queiram dizer que tem centenas de anos, ela foi fabricada na década de 70, apoiada em estudos de má qualidade que tinham mais esperança do que metodologia, mais fé do que lógica.

Ela é apaixonante porque parte do princípio que bastaríamos consumir aquilo que um povo que vive muito mais anos (e de forma saudável) que a média da população ocidental e voilà, a mágica se realizaria. Tem mais, a Dieta Mediterrânea prega um baixo consumo de carne. Chuto que uns 8 ou 9 entre 10 profissionais da saúde devem comer churrasco com um sentimento de culpa, porque aprenderam na faculdade que carne faz mal, que um alimento consumido pelo homem por milhares de anos, o que demonstra sua segurança, é o que passou de repente a nos matar de câncer, do coração e de diabetes dos anos 60 em diante. Eles ignoram essa falta de lógica. Eles não podem acreditar. Não dá para culpá-los, aprenderam assim. E continuam a também a ensinar assim.

A dieta do mediterrâneo também tem seus adeptos porque ela contém azeite. Outro produto do marketing. Azeite é saudável, não me entenda mal! Mas foi impulsionado mundialmente por marketing muito bem feito. Fabricantes de outros alimentos viram o resultado e adotaram a mesma estratégia. Veja a batata doce e a tapioca, por exemplo! Agora basta besuntar qualquer coisa com azeite que as artérias do coração não se entupirão. Basta trocar o pão pela tapioca que a academia fará efeito. E basta trocar a batata tradicional pela doce que temos um “fast food do bem”. É tão bom… se fosse verdade.

Escrevo isso porque veio à tona mês passado que o estudo que prometia milagres a quem seguisse tal dieta tinha enormes falhas. Voltamos à estaca zero. Levantamentos anteriores mostravam que aqueles que comiam a dieta agregando mais carne, tinha benefícios maiores. Mas daí ia contra um dos mandamentos da crença da Medicina e da Nutrição que insistem que ela mata.

Quem nos literalmente vendeu a Dieta Mediterrânea convenientemente deixou de lado justamente aquilo que faz aquele povo viver tanto: TODO seu estilo de vida. Eles vivem sob baixo estresse, fazem atividade física não-orientada (caminhadas, sobem escadas…), fazem menos refeições e em um período diário mais curto (tempo entre a primeira e a última refeição do dia), fazem jejum ou restrição alimentar por cerca de metade do ano e, muito importante, NÃO comem daquilo que nos adoece (açúcar, óleos vegetais, farinhas, fast food, etc.).

Como fazer tudo isso dá muito trabalho (além de ser quase inviável em algumas cidades), preferimos ficar apenas com a parte do “colocar muito azeite em cima da pizza às 11 da noite”. Pior: fazemos isso seguindo orientações profissionais!

Parafraseando o grande Thomas Sowell, posso dizer que “As diretrizes nutricionais atuais em geral têm um histórico de fracasso tão flagrante que apenas um Nutricionista poderia ignorá-las ou evitá-las.”

p.s.: mais uma vez parece não ser o que fazemos que nos faz bem, mas aquilo que NÃO fazemos. Não há hábito que faça compensar totalmente o fumo, por exemplo, a menos que você pare de fumar. É a tese da Via Negativa.

p.s..2: bastava uma olhada rápida no Atlas para saber que a Dieta Mediterrânea é puro fruto da imaginação de um bom vendedor. É como inventar uma dieta da Região Sudeste do Brasil. Isso não existe!
 

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

Low-carb e Corrida. Ou ainda: o corredor low-carb.

*texto originalmente publicado no Blog Recorrido.

Tomei a liberdade de roubar os prints que vão ao final desse texto para falar algo de um tema um tanto quanto atual: O CORREDOR LOW-CARB. No dia que escrevo esse texto descobri que duas meias maratonas deste final de semana tiveram palestrantes na retirada de kit falando sobre “suplementação de carboidrato em corredores (amadores)”.

Para falar sobre um assunto é essencial, fundamental diria, que aquele que fala entenda do fenômeno em questão. O quanto nutricionistas entendem de esporte e corrida? Pouco, bem pouco, quase nada. Não é o assunto de sua formação, por mais que alguns se ofendam com a afirmação.

Na corrida de longa distância temos que nos atentar a duas questões FUNDAMENTAIS, CRUCIAIS no desempenho. A primeira delas é que amadores e profissionais praticam dois esportes completamente diferentes. Enquanto um maratonista profissional corre 42km em pouco mais de 2h00, o atleta médio o faz em bem mais de 4h00. Qualquer livro vagabundo de fisiologia dirá o mesmo: são modalidades diferentes dentro de suas características metabólicas mais intrínsecas e fundamentais, ainda que tenham a mesma distância (*até por isso recomendar que maratona deva ser feita em split negativo carece de lógica, é apenas fé e raciocínio raso). Mesmo atletas amadores mais velozes, o bico da pirâmide, menos de 3%, correm 50% mais lento! Fisiologicamente eu não pratico o mesmo esporte que o Kenenisa Bekele!

MUITO do que envolve ATUALMENTE treinamento em academias de musculação é feito tomando como base o que foi feito em fisiculturistas ultradedicados meio século atrás que em seu protocolo corriqueiro envolvia consumo estratosféricos de substâncias proibidas anabolizantes, Pois bem, nutricionistas geralmente estabelecem protocolos de dieta em corredores amadores seguindo o que fazem alguns dos homens mais rápidos do mundo. Ou seja, aplicamos em pessoas normais que ficam 1h00 na academia duas vezes por semana o que faziam atletas diariamente que suavam recursos ergogênicos. Pedimos que um amador que corre 4h30 consuma de carboidrato o que come um queniano que faz 200km por semana e corre em 2h09. Faz sentido para você? A donos de academia e nutricionistas convencionais acham que faz. Ambos não têm skin in the game.

O QUE DETERMINA O SUCESSO NA CORRIDA?

Basicamente são 3 os fatores que determinam o sucesso de alguém (amador ou profissional) na longa distância. Um deles é bem básico e qualquer um pode imaginar. Há uma muito alta correlação positiva entre quem corre mais quilômetros e desempenho. Os atletas que correm 42km em 2h20 correm mais volume do que os que correm 3h00 que por sua vez correm mais do que os que correm em 3h40. Apenas revistas de corrida e treinadores que ainda não entenderam o jogo acreditam que ciclismo, natação e deep running fazem alguém correr mais do que… corrida!

O segundo fator que determina o sucesso é a capacidade do nosso corpo em dissipar calor. Não é à toa que as melhores marcas são obtidas em ambientes frios e secos (que nos ajudam a dissipar mais calor). Não é por acaso ainda que a elite corre usando regatas minúsculas e shortinhos. Por isso que para fazer uma Paula Radcliffe ou uma Shalane Flanagan usarem meia de compressão ou um Mo Farah usar manguitos você tem que investir muito dinheiro, porque eles sabem que aquilo os faz mais lentos. Amador paga para piorar a si próprio, a elite fatura alto para usar penduricalhos que sabidamente comprometem seu desempenho.

O treinamento e a vestimenta são feitos entre outras coisas para proporcionar que o corpo dissipe calor. Aí chegamos ao terceiro fator que contém relação grande com este segundo: o baixo peso do atleta. *gordura atrapalha a dissipação do calor, além de tornar mais ineficiente pela relação superfície/peso. Até mesmo músculos atrapalham esta relação, por isso você não encontra bons atletas fortes na longa distância.

O peso é tão crucial no desempenho que hoje sabemos que 100g a menos no peso do tênis aumenta em 1% a eficiência do atleta. Sim, apenas amadores lentos acham que tênis pesado pode ser bom. Mas quem quer mesmo correr rápido usa é calçado leve, com pouca entressola que só traz peso e ineficiência.

Esquecendo o equipamento, quando olhamos desempenho temos que: baixo peso é crucial.

Baixo peso é essencial no desempenho da corrida de longa distância

EIS QUE AQUI ENTRA O LOW-CARB

Nenhuma dieta torna mais fácil ou factível a vida de um atleta em se manter em baixo peso. Atualmente mais da metade da população está obesa ou com sobrepeso, acima do peso. E aí voltamos aos prints do começo do texto.

Existe uma crença na Nutrição (não corroborada pela prática) de que corredores amadores precisam de muito carboidrato para correr. A prática nos mostra que esse tipo de pessoa precisa de baixo peso, conseguir dissipar calor e correr muitos quilômetros. Reforçando: não existe uma correlação positiva entre maior consumo crônico de carboidrato e desempenho.

O ser humano retira energia na atividade física pela gordura E pelo carboidrato. Não importa quão radical seja sua dieta (low-fat ou low-carb), o corpo faz as duas coisas como dito em uma ótima analogia em um texto incrível de Mark Cuccuzella. Ele diz que nosso corpo correndo funciona como um veículo híbrido (com 2 tipos de combustível). E é mesmo, trata-se de uma mistura de carboidrato e gordura, não é algo binário entre um OU outro. É com o treinamento em longa distância, menor intensidade e/ou em baixa reserva de carboidrato que você aprimora esta via lipídica (de queima de gordura como combustível).

Por mais treinado que você esteja, não há como “aumentar” nosso tanque de glicogênio (carboidrato) para que ele tenha autonomia de 42km. Por outro lado, este tanque pode ser muito pequeno que ainda assim você tem combustível para correr 10km (por isso apenas desavisados usam gel em provas menores que uma São Silvestre). E ainda usando outro extremo, mesmo atletas magérrimos como os africanos da elite têm gordura corporal para correr 42km sem esgotar essas reservas.

Voltando ao ponto central, low-carb e corrida, temos que:

  1. Na corrida o baixo peso é essencial;
  2. É a dieta low-carb a maneira mais factível de mantermos baixo o nosso peso, algo fundamental à corrida;
  3. Não existe uma correlação positiva entre consumo crônico de carboidrato e desempenho.

Neste momento você deve estar se perguntando duas coisas:

Como vou correr sem carboidrato?

Como estará minha reserva de glicogênio ao final da prova? Não vou quebrar assim?

Primeiro, o corpo consegue correr, como dito, extraindo energia de ambos combustíveis, mas ele só “aprende” a ser eficiente queimando gordura na ausência/restrição do consumo de carboidrato, por isso se treina aquilo que pretendemos replicar em um evento esportivo. O estoque de glicogênio é bem limitado, o de gordura não. Um corredor muito bem adaptado é quase à prova de quebras. E isso exige treinar nessas condições de baixo carboidrato.

Por fim, nossas reservas de combustível.

Algo que surpreendeu até os maiores defensores de dietas low-carb ou cetogênica (very low-carb) é que as reservas de glicogênio desses atletas, ao contrário do que eles queriam muito acreditar, NÃO estavam maiores ao final da prova. Basicamente os atletas chegam na hora do sprint com o tanque igualmente vazio, mas apenas os low-carb têm a via metabólica treinada para continuar tirando energia de gorduras. Porém, aqui um aspecto sempre relegado, a reserva de glicogênio gera um peso extra. Para cada grama de glicogênio vão outros 4g de pura água.

Enfim, estou acabando (prometo!)… o esporte pauta muito de seus protocolos baseado naquilo que fazem os vencedores. E não há na corrida um grupo que tenha conseguido resultados expressivos, consistentes e duradouros com uma dieta low-carb ou cetogênica. Por que um amador deveria então ir nessa contramão? São 2 os motivos:

O primeiro é que os amadores não seguem NADA dos protocolos da elite, nem mesmo seu equipamento, mas insistem em usar suas estratégias alimentares. Não seguir sua dieta é apenas ser coerente.

E segundo porque uma dieta low-carb não é necessariamente ir na contramão do que fazem os melhores, mas é buscar um fator que é sabidamente decisivo para um melhor desempenho: baixo peso (que impacta positivamente ainda outro dos 3 fatores).

Para finalizar, repare nos valores da imagem inicial que reposto abaixo. A glicemia desta corredora amadora SUBIU após um treino LONGO em jejum. O temor teórico de que correr em low-carb ou jejum compromete nossa glicemia não sobrevive ao mais preguiçoso escrutínio. Entre o que diz o sonho do nutricionista tradicional e a prática da corrida, espero ter esclarecido alguns pontos. Entre a prática e a teoria, fico sempre com a prática.

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você encontra aqui!)

Distância é diferente de Equilíbrio!

Na 3ª feira comprei sobremesa para comer no jantar com minha mulher. Era um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate de um café fantástico que tem do lado de casa. Fazia meses que não comia esse bolo! Pois bem, minha sobremesa no jantar (não as como no almoço, uma regra pessoal) é 90-95% dos dias uma laranja (uma de minhas frutas favoritas, não há nada de mágico nessa fruta!). Então era um dia “especial”. Isso foi 3ª feira.

Na 4ª feira eu voltava pra casa depois de um treino quando pensei: por que não comprar outro pedaço de bolo? Dessa vez mais simples, em um supermercado do lado de casa de onde eu nunca comprei bolo. A verdade é que eu queria muito um doce de sobremesa. Doce e açúcar são viciantes! Quem estudou história na escola sabe que boa parte da nossa história econômica foi centrada em… plantar e produzir açúcar! É o petróleo que a gente come, que move boa parte da sociedade moderna!

Tenho tremores quando vejo profissional da área da Saúde dizer que açúcar não vicia… eu só penso em bolo desde ontem! Tabaco, álcool, jogo de azar, açúcar, não estão na nossa sociedade há séculos por puro acaso. Você tem que fazer forca para acreditar nisso. Ou fazer malabarismo argumentativo, como faz o profissional que pede equilíbrio. Ele pede equilíbrio com tóxico? Ele pede é distância.

Distância é diferente de equilíbrio

Bom, hoje, 5a feira, é dia que eu dou “tiros” (de corrida). É uma regra antiga que tenho. Não-negociável. Ontem li uma frase no best-seller “12 Regras para a Vida“. Era algo mais ou menos assim (desculpe se ela é famosa e eu não a conhecia):

“(Em um mundo) Sem regras, rapidamente nos tornamos escravos de nossas paixões – e não há nada de libertador nisso.”

O pior profissional de Nutrição que existe é o incompetente que argumenta que a limitação do low-carb (ou da paleolítica) é o fato de ser restritiva. Tudo na Nutrição é restritivo na natureza. Absolutamente TUDO. Ele mesmo não come cogumelos selvagens ou grama (ou talvez até coma). Ele mesmo geralmente pede restrição no consumo de gordura saturada. Ele é desonesto intelectualmente, é ignorante.

Nossa relação com a comida ao longo dos séculos passou da escassez (do açúcar ruim, de beterraba, caro, que custava o salário de 1 mês), para um mundo onde até uma criança pode comprar bolo de cenoura a R$3 a qualquerhora do dia. Você não bebe uísque cowboy logo cedo, mas come tapioca com nutella. Você não faz reunião fumando um cubano, mas faz comendo pão doce e suco. Você não acorda 11h00 todos os dias, mas acha normal comer chocolate diariamente.

Em um mundo de abundância ao qual não estamos acostumados e nem preparados, ou criamos regras rígidas de consumo daquilo que vicia (SIM, açúcar vicia), ou vamos virar escravos da comida. Escravos gordos, hipertensos, diabéticos e doentes.

E não falta profissional de saúde que chame isso de liberdade de consumo.

*não comprei o bolo, saí do Carrefour com 2 laranjas.

**Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você encontra aqui!)

Qual o melhor Jejum? O de 16, 24 ou 48h?

Não se passam dias sem perguntarem: qual o melhor protocolo? Jejum de 16 ou de 24 horas? Escolher UM protocolo de jejum é como querer saber qual o melhor treino (10km em corrida contínua ou 6 tiros de 1km?). São coisas distintas, que não se anulam, que não se comparam. Peras não são melhores que laranjas, são diferentes em todas as suas nuances.

Confesso – é errado eu sei – que nutro certa pena de profissional de saúde (Educação Física ou Nutrição) que advogue contra o jejum. É sinal de que ainda não entenderam absolutamente nada. Nem de Risco, nem de Fisiologia, nem de História, nem do mais básico: nosso corpo responde de forma diferente, não-linearmente, a estímulos distintos. Se essa pessoa for orientar um maratonista, ela cometerá um erro que um corredor iletrado JAMAIS cometerá, ela dirá que correr 10km na 6ª feira, sábado e domingo é o mesmo que alguém fazer um longo de 30km no sábado descansando um dia antes e um depois.

Cargas iguais, efeitos diferentes. Nadar um dia com a água a 10C e outro a 46C é diferente de nadar 2 dias água a 28C. O mundo é não-linear. Por isso que restringir um pouco de alguns alimentos sempre é completamente diferente de restringir todo tipo de alimento algumas vezes. A oferta contínua de alimento vai contra tudo o que foi feito até agora quando falamos de evolução bem-sucedida (do contrário não estaríamos aqui).

Ainda não compreendemos direito as adaptações positivas que os diferentes jejuns (16, 24, 72h, uma semana) causam no corpo humano. Mas elas são inegáveis E seguras (só quem não entende nem estuda nada de risco afirma o contrário). O que sabemos é que são adaptações distintas, ainda que algumas se sobreponham. Querer saber exatamente quais elas são exatamente é inútil, desnecessário até, porque as explicações e teorias mudam, os seus efeitos não. Dormir faz bem. A explicação dos motivos pouco importa, seus benefícios seguem.

Assim como eu tenho umas metas de curto prazo, semanais, com treinamento (1 dia de tiro, 3 treinos leves, um longo, um de força…), tento fazer o mesmo com jejum (diferentes horas, treinando antes, treinando depois, jejuns mais longos…). Assim como você faz uma maratona por ano, por que não uma maratona de jejum? (*eu pretendo fazer ainda esse ano algo entre 3 e 5 dias, mas por que não um de 24h??)

Jejum não é dieta. É exatamente o oposto disso, é sobre não comer. Mas se você faz isso para emagrecer, é equivocado como correr para emagrecer, pois não é a melhor ferramenta. Jejum é sobre saúde. E os protocolos são tão diferentes que é impossível dizer qual o melhor. Mude, varie, mas faça!

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino (a versão impressa aqui)!