Arquivo mensal: novembro 2021

Dica Ruim #6

Não pular café da manhã?!?”

Para fechar a série de “dicas britânicas ruins de nutrição” eu trago um clássico! Mais uma vez digo: se o país mais obeso da Europa fala que é ruim pular o café da manhã, eu deduzo que pular o café seja o melhor a se fazer.

Deixemos de lado o fato que “muitos – se não a maioria – dos estudos que concluem que aqueles que tomam café da manhã são mais saudáveis e administram melhor o próprio peso (…) foram patrocinados pela Kellogg ou outras empresas de cereais matinais”.

Melhor irmos aos fatos. Pois bem, a mais importante revisão no tema “pular ou não o café da manhã” analisou 52 estudos e concluiu NÃO haver evidências que apoiem a afirmação de que pular o café da manhã cause ganhe de peso ou reduza nosso metabolismo.

A diretriz do café da manhã como importante, promotora de emagrecimento e um modo de evitar redução da taxa metabólica é puro desejo e pensamento mágico sem suporte em evidências.

O surgimento deste mito de não pular o café da manhã não tem origem exata ou certa. Talvez seja um estudo de mais de 30 anos atrás. É de certa forma constrangedor relatar, mas ele teve uma intervenção de basicamente tão somente 4 semanas em 7 indivíduos.

Ou seja, os pesquisadores e “especialistas” extrapolaram como deveria ser a vida de 7 bilhões de pessoas baseado no que aconteceu em uma frágil metodologia com 7 pessoas por tão somente um mês.

Nutrição não é ciência, é um sentimento.

Se você acorda com fome, coma. Se não tem fome. Pule a refeição. Se quer emagrecer, faz bem pular.

Por que você deveria evitar ao máximo o consumo de açúcar

Vivemos em uma crise de obesidade sem paralelo na história da humanidade. Por que isso ocorreu? Os especialistas dizem que é porque comemos mais calorias do que gastamos. Isso é tão útil como tentar explicar a pobreza na África dizendo que africanos gastam mais do que ganham.

Ou ainda que uma determinada sala de cinema está cheia porque entrou mais gente do que saiu. Isso não nos diz nada das razões reais!

Achar que de repente houve uma sincronização de toda a sociedade em seu comportamento alimentar é de certa forma um jeito que profissionais fazem para fugir de sua incompetência.

O nutricionista que faz isso atribui à pessoa com sobrepeso 2 pecados: o da gula e o da preguiça.

A explosão de obesidade é bem recente. Ele coincidiu com 3 fatores. A tecnologia que possibilita alimentos ultraprocessados, o aumento do consumo de óleos vegetais e o aumento do consumo de açúcar, fruto da vertiginosa queda de preço.

Vamos nos fixar hoje no açúcar.

Ninguém consome óleo “puro”, mas o açúcar… hmmm quem não gosta dele e do sabor doce? Até eu que sou mais bobo gosto!

Ele é muito gostoso, barato e fácil de encontrar. Mas ele cobra um preço. Ele compromete a saúde e seu peso (nos faz engordar). E justamente por isso deve ser consumido com muita parcimônia e cuidado! Vejamos:

1. Açúcar, talvez essa seja a regra número 1, vicia!

Temos que ter cuidado com nosso consumo de álcool, jogo, entorpecentes e qualquer coisa que libere muita dopamina. Não é à toa que os governos regulam esses produtos. Mas o açúcar não. Então NÓS que devemos nos cuidar.

2. Açúcar piora nossos marcadores de saúde!

Cáries, saúde do coração, aumenta os riscos de câncer, Alzheimer, hipertensão e todo tipo de doença que você possa imaginar.

3. Açúcar promove obesidade.

O açúcar não só sinaliza que nosso corpo engorde como ele nos faz comer mais poluindo nossos mecanismos naturais de saciedade. Em TUDO que você coloque açúcar, nosso consumo aumenta porque é como se nosso corpo ficasse bobo ou cego às calorias do alimento.

Sim, açúcar é delicioso, mas seu preço à saúde é caro! Cuide-se!

Existe alguma relação do Jejum com o emagrecimento?

Antes de mais nada o que é jejum? Ele é a abstinência voluntária de alimento. E o que os faz engordar? Comer alguns determinados tipos de alimento. Sendo assim, levado ao extremo, o jejum emagrecerá. Até porque sem comer nós não ingerimos aquilo que nos engorda e ainda obriga o corpo a gastar as reservas de energia.

A ideia de que ficar sem comer engorda não faz sentido algum! Vai contra a lógica mais elementar possível. Até porque para engordar temos que comer algo!

Porém, a relação do jejum com emagrecimento é diferente do que a maioria pode pensar. Isso porque temos que enxergar o jejum como um sinalizador.

Do mesmo jeito que o exercício de força sinaliza pra que corpo fique forte, o ato de não comer também gera sinais ao organismo. O principal e mais conhecido deles é reduzir de forma sem paralelo nossos níveis de insulina.

E retomando o que foi dito semana passada, a insulina é nosso hormônio mais engordativo. Ao baixar seus níveis, o corpo pode assim queimar suas reservas de gordura. Então temos que:

  1. O jejum é a forma não-medicamentosa mais eficiente de baixar nossos níveis de insulina;
  2. É apenas com níveis baixos de insulina que somos eficientes na queima de gordura.
  3. Ao jejuar não há como comer os alimentos que nos engordam.
  4. O jejum reduz a nossa resistência à insulina, um marcador com relação direta com sobrepeso.
  5. Jejum NÃO queima músculos porque ele é ao lado do sono o maior estimulador da produção do hormônio do crescimento (GH), uma potente e poderosa ferramenta de anabolismo muscular.
  6. Jejum NÃO reduz o metabolismo, NÃO nos deixa letárgico!

Jejuar produz adrenalina (aumenta a atenção). O que nos deixa letárgicos é dieta de baixa caloria que não permite nem a redução drástica da insulina (a insulina impede o uso da gordura) e impede ainda a liberação do GH, que aumenta a queima da gordura.

É verdade que o jejum NÃO emagrece de forma direta, mas ele sinaliza ao corpo para que ele gaste sua gordura corporal e assim emagreça.