Arquivo mensal: setembro 2021

Dica Ruim #5

FAÇA EXERCÍCIO E BEBA 2L DE LÍQUIDOS POR DIA”

No começo dessa série eu disse que das 8 dicas britânicas para se manter um peso bom, eu não fazia 6 delas. Se o Reino Unido é o país mais obeso da Europa, acho que estou certo em ir na contramão deles!

Junto neste post duas das dicas. A primeira é a que estabelece o exercício como ferramenta emagrecedora (“se movimente“). Porem, as evidências são bem robustas: o exercício é uma ferramenta MUITO ineficiente no emagrecimento.

Veja bem, o exercício é maravilhoso à saúde! É difícil sequer conseguir listar todos os seus benefícios à saúde. Mas emagrecimento não é uma de suas vantagens. Exercício, ao contrário o que o leigo pensa, gasta pouca energia. E ele gera fome.

Não há nenhum problema se uma entidade do estado recomenda que se faça exercício, mas quando você pede que alguém faça algo desconfortável e que não gere efeitos, a consequência dessa ação gera enorme frustração. O efeito pode ser péssimo, o afastamento da pessoa que começou a se movimentar. Pior ainda, o problema permanece porque em vez de usarmos o remédio errado, usamos um que é inócuo!

Na segunda recomendação os britânicos metem os pés pelas mãos. Primeiro eles estabelecem uma medida determinada décadas atrás por pura aproximação. A segunda é que para atingir esse valor arbitrário (2 litros por dia) eles sugerem água, mas também suco e mesmo refrigerante zero.

Não tem cabimento! Por que você pediria a alguém acima do peso de beber suco e refrigerante diet sem sede? É contraproducente!

A Grã Bretanha ser hoje o país mais obeso do continente parece não ser apenas acaso, mas um projeto. Pra terminar deixo duas recomendações de saúde e emagrecimento:

Faça exercício! Ele é maravilhoso, mas eles cuidam dos músculos. Para reduzir a gordura corporal, foque na alimentação.

E beba água! Conforme a sede! Não se estresse tentando atingir uma cota diária. Simplesmente tenha água por perto e evite toda bebida que tenha calorias e/ou adoçantes.

Dica Ruim #4

“COMA MENOS SAL, MENOS DE 6g POR DIA”

Começo com duas frases:

  1. Não tenha medo do sal! Consumir o que pedem as diretrizes fará sua saúde PIORAR, acredite;
  2. Não culpe o SAL pelo que o AÇÚCAR fez!

Duvida? Então veja abaixo como era o consumo de sal nos EUA ao longo dos tempos (*lembre-se da recomendação atual: 6g/dia). Repare!

1500: 40g/dia
1600: primeiro caso de hipertensão!
1800: ~20g/dia

Como comiam 7 VEZES mais da meta atual sem hipertensão?

Vejamos mais dados, dessa vez da incidência da hipertensão na história americana:

1900: 5-10%
1939 (Chicago): 11-13%
1975: 25%
2004: 31%
2014: 33%

Porém, o consumo de sal caiu até por volta de 1800 e não se alterou muito nos últimos 50 anos. Basicamente médicos e nutricionistas estão nos dizendo que a incidência da doença vem subindo AINDA QUE venhamos comendo menos sal do que comíamos quando NÃO sofríamos da doença.

Lembrando que a diretriz de consumo de sal para evitar hipertensão é baseada em um estudo de TRINTA dias.

Não é à toa a foto com uma vaca lambendo sal. Qualquer pecuarista unha de terra sem diploma é mais competente que o corpo docente de qualquer faculdade de Nutrição.

Eles são eficientes naquilo que propõe (engordar um rebanho)! O sal é tão essencial à vida que é mais fácil matar alguém SEM sal do que por excesso. Animais como elefantes, cachorros, carneiros e mesmo borboletas fazem de tudo para conseguir esse elemento.

Tribos africanas trocavam mel por sal, tão essencial ele é. Isso porque nosso corpo lida MUITO bem com o excesso dele, mas muito mal com a falta. Por isso que é mais fácil matar alguém pela falta. Por isso salário deriva da palavra sal.

Por fim, os pecuaristas colocam sal porque o gado que se alimenta várias vezes ao dia de grãos para engordar (enxerga semelhança com a dieta tradicional??) precisa de mais sal que o gado solto.

O consumo de carboidrato AUMENTA a NECESSIDADE por sal. Então a diretriz primeiro pede pra você comer como um rebanho de engorda, você obviamente engoda e adoece, como todo pecuarista sabe.

E aí o especialista diz que a culpa é do sal.
Dá pra entender?

Esqueça a dica britânica! Não tenha medo do sal! Não o culpe pelo que o açúcar fez!

Dica Ruim #3

Corte o consumo de gordura saturada e de açúcar

Uma das coisas que eu daria um rim pra poder ensinar a mim mesmo ainda quando estava estudando Nutrição lá atrás é: não tema a gordura saturada natural dos alimentos.

Um dos maiores equívocos lógicos é: ao ser incapaz de analisar devidamente os dados e informações a pessoa mistura tudo e condena o produto final da soma.

Coloquialmente falando: você joga fora a água da banheira com o bebê dentro.

Hoje no supermercado um senhor de 85 anos explicava a uma mulher que ele só usa banha e às vezes azeite. E ele emendava: “isso aqui (óleos vegetais) é veneno”. Minha avó fazia a mesma coisa.

A tese de que gordura saturada faz mal é tão frágil e pode ser derrubada em 2 pontos tão básicos que fico constrangido que eu não tenha percebido antes:

  1. O leite materno é o alimento mais rico que existe em gordura saturada;

2. Há literalmente milhões de anos o homem se alimenta de gordura saturada (carnes) sem encontrarmos problemas.

Existe um trocadilho que eu gosto é para não culparmos a carne pelo mal que o açúcar fez.

Nosso medo de gordura saturada é fruto de 2 enormes erros “científicos”. O colesterol, mal compreendido no começo do século passado em um estudo mambembe feito com coelhos (herbívoros) e que NÃO encontrou resultados semelhantes quando feito com cães.

E o segundo são os estudos dos 7 Países e o das 6 Nações. Em ambos o autor FRAUDOU os resultados. Mas uma vez que as diretrizes já haviam sido traçadas, o governo não mais podia voltar atrás.

Concluindo, a minha recomendação vai novamente bem distante da oficial no Reino Unido: NÃO tenha medo NENHUM da gordura saturada natural dos alimentos! E fuja é do açúcar!

Dica Ruim #2

A segunda das 8 dicas britânicas para manter a saúde é: “Coma muitas frutas e vegetais”.

Novamente a minha orientação passa bem longe disso.

A justificativa dos ingleses é que você precisa de 5 porções diárias de frutas e vegetais. De onde viria essa informação?

Quem me conhece há mais tempo sabe que uso um trocadilho com uma frase que não é de minha autoria: “Nutrição não é Ciência, é um sentimento.”

A recomendação de 5 porções por dia é baseada em evidências ou ciência? Não. Nada. É um número que foi inventado sem qualquer base. Tanto é que varia. EUA pedem 9. Austrália? 7. Dinamarca 6. Irlanda 4 ou mais. Suíços, belgas e austríacos 5.

Ou seja, cada país chuta um número qualquer. Mas querem saber qual a âncora, a base de saída dessa diretriz? Em 1991 um evento de combate ao câncer nos EUA juntou forças com uma entidade. Quais eram os patrocinados da entidade? Produtores de frutas e sucos.

Interessante, não? Seria mais ou menos como pedir à Nestlé determinar qual a recomendação diária de seus produtos em nossa dieta. É pedir para as raposas cuidarem do galinheiro.

Como a Nutrição não tem qualquer cuidado com suas diretrizes, você passa anos na faculdade aprendendo a entupir as pessoas de frutas. Acontece que esse alimento é o doce da natureza. Pobre em nutrientes, rico em açúcar, pobre em fibras. Na natureza ele é um sinalizador de engorda nos animais. Por que seria diferente nos humanos?

Para piorar, o Reino Unido diz à sua população que na impossibilidade de comer frutas, serve beber suco. Você consegue imaginar alguém acreditando que refrigerante emagrece ou te mantém saudável? Por que suco faria isso?

É basicamente fé, é basicamente pensamento mágico e sentimento.

Nos meus atendimentos a minha recomendação passa bem longe da dos britânicos. Seria mais ou menos assim:

Coma muita proteína. E trate a fruta como uma sobremesa, ou seja, não são diárias nem em todas as refeições”.

Não esqueça se mandar o texto ao seu amigo que acha que está abafando tomando suco…

Dica Ruim #1

Quem já conhece esse espaço sabe da minha descrença quando o assunto é saúde e diretrizes oficiais. Basicamente defendo que governo não deveria jamais se meter no assunto alimentação. Nunca acertaram no passado. Não parece que aprenderam com ele. Não há sinais de que no futuro serão melhores.

Quando eu quis aprender sobre corrida eu fui à África. É natural termos a inclinação de “Pele em Jogo”, de ir atrás dos melhores. Não faz sentido então ir atrás dos piores.

Então por que dar ouvidos ao que dizem as autoridades britânicas quando o assunto é comer bem ou emagrecimento? O Reino Unido é a nação mais obesa do continente. Suas diretrizes se assemelham em muito com a dos EUA, país sabidamente muito obeso.

Sabe o que ambos têm em comum? Diretrizes similares e totalmente alinhadas às quais aprendemos nas faculdades de Nutrição. Então minha máxima é: o governo (ou o nutricionista tradicional) te pediu algo, faça o diametralmente oposto! É mais seguro, mais eficaz e mais garantido! Lembre-se: eles são os piores! Não ensinam o sucesso, mas possuem a receita do fracasso.

E ao cair nas 8 orientações oficiais dada aos ingleses, descobri que faço o completo oposto de pelo menos 6 delas (6 e meio, na verdade). Comecemos hoje pela UM:

Baseie sua dieta em vegetais de alto amido”.

Segundo essa dica “muy amiga” você deveria consumir 1/3 de sua dieta em pães, batatas, arroz, massa e grãos. Minha dica vai 100% na contramão.

Minha versão: baseie sua dieta em carne (qualquer corte e de qualquer animal) podendo acompanhá-la de vegetais de BAIXO amido. Basicamente minha dica é: evite aquilo que o governo britânico pede que você coma na dica Um.

A lista britânica é formada 100% por alimentos não-naturais à espécie, de baixo valor nutricional e riquíssima em um elemento NÃO-essencial à saúde e sabidamente engordativo: o amido. Amido é glicose pura que ingerido estimula nosso hormônio mais engordativo, a insulina.

Qualquer pecuarista sabe que amido engorda. Os especialistas dizem que ele emagrece. Quem tem pele em jogo e é competente no que faz? Pecuaristas. Então eu fico 100% com eles.

Amanhã destrincho a dica 2.

Marque seu amigo que acha que emagrecerá comendo isso!