Arquivo mensal: abril 2021

Livro: EM DEFESA DO JEJUM (pré-lançamento!)

E se de repente tudo o que você ouve dizer ou acha que sabe sobre jejum for um grande e enorme equívoco? E se de repente alguém te mostrasse, baseado em evidências sólidas e rigoroso controle, que esta prática milenar tem benefícios quase inimagináveis e nunca trazidos ao grande público de forma clara, didática e objetiva?

O jejum, ou seja, a abstinência voluntária de alimento e alimento, mas não de água, tem sido utilizado e praticado por nossa espécie desde os seus primórdios. Seja por falta de opção (miséria), seja por uma busca voluntária por seus benefícios. Porém, essa ferramenta de saúde é alvo constante de críticas por boa parte dos profissionais da área. 

​Diferentemente de muitos que emitem opiniões técnicas sem embasamento, o leitor verá que nenhum dos assuntos abordados no livro vem da opinião ou apenas “achismo” do autor. Não há uma tentativa de se reinventar a maneira ou a prática do jejum. O livro é apenas um veículo, em língua portuguesa, revisitando esta que é uma das práticas mais antigas e naturais de nossa espécie.

Revisitar esta prática não deixa de ser também um modo de rever nossa relação atual com a abundância constante de alimentos que parece ser uma das causas motores dos males de saúde, entre eles, a obesidade e todas as suas consequências prejudiciais à saúde.

​Será que combater o jejum, como fazem as diretrizes oficiais e os profissionais ortodoxos da saúde, é mesmo a melhor opção? Não estaríamos fazendo algo de muito errado ao abandonar um hábito que durante toda nossa existência mostrou ser fonte e promotora de saúde?

​Você verá na obra, por exemplo, que jejum não é nem nunca foi dieta! Que não há perda de massa magra em sua prática. Que ao contrário do que dizem em tempos de pandemias, ele é um poderoso promotor da imunidade. Assim como, impossível ignorar o tema em um mundo obeso e diabético, uma ferramenta útil no emagrecimento e no controle de inúmeras doenças.

​Leia e descubra por si só! Benefícios bem documentados na história e outros que você nunca imaginou haver. Venha em uma viagem com um material e estudos nunca antes publicados ou trazidos em língua portuguesa. Você vai se surpreender!

Visite o site oficial do livro e veja como adquirir o seu neste pré-lançamento!

De Ramadã, jejum e a Nutrição como religião

Ontem começou mais um Ramadã, o jejum anual dos muçulmanos, que é quando por aproximadamente 30 dias seguidos eles praticam um jejum que os impede de comer durante o dia, entre o nascer e o pôr-do-sol.

Umas das coisas que merece nossa atenção é que o período do Ramadã varia ao longo dos anos, possibilitando assim, uma análise interessante de seus efeitos.

O Ramadã nos ensina muito sobre o jejum com outras finalidades, pois o crente que for idoso, criança, estiver muito doente, amamentando ou for gestante, está dispensado da prática.

Um dos tantos objetivos da prática do jejum está, veja só, a correção pessoal e o autodomínio.

O QUE O RAMADÃ ENSINA AO ESPORTE?

Quando escrevia meu livro “O Treinador Clandestino” mergulhei no tema porque, como dito, por ser em períodos diferentes do ano isso possibilitava analisar de forma mais interessante os efeitos da prática no desempenho de atletas. Isso porque eles possuem calendários rígidos de competição.

E o que encontrei? Que cruzando-se os dados NÃO conseguimos ver qualquer risco aumentado de lesão, assim como não notamos perda de desempenho!

JEJUM E DIRETRIZES NUTRICIONAIS

É meio inexplicável as diretrizes nutricionais condenarem o jejum com a ideia NÃO fundamentada de que o jejum engorde ou promova perda de massa magra. Há ainda outra esquizofrenia da categoria, que diz que o jejum (uma restrição alimentar) aumente as chances de distúrbios alimentares (ex: bulimia e anorexia).

De vez em quando as pessoas me perguntam se no futuro as diretrizes nutricionais sairão do atual delírio coletivo. Sou bem pessimista e me explico.

A população muçulmana é de cerca de 1 bilhão de pessoas. Falamos assim de uma religião milenar e com uma amostragem quase incalculável. Se os malefícios que a ortodoxia da Nutrição diz que o jejum acarreta fossem de alguma forma verdade, teríamos aqui evidências em números que tornariam as afirmações incontestáveis.

Não é o caso. Não há números que mudem o posicionamento na Nutrição. Isso porque ela é uma profissão que não se move por ciência, mas puramente por fé. E fé não se discute.

O que um galo nos ensina sobre jejum?

No blog Viva Toscana fui apresentado à lenda do “Gallo Nero”, símbolo de um vinho local.

Em tempos medievais, Firenze e Siena lutavam pela posição da fronteira dos territórios. Entre elas encontrava-se a valorizada região de Chianti, local do vinho.

Cansados de tantas batalhas decidiram terminar o impasse com uma disputa peculiar. Um desafio com só 2 cavaleiros, um de cada cidade. Ao nascer do sol, quando o galo cantasse, cada cavaleiro partiria de sua respectiva cidade em direção à oposta. A fronteira seria determinada no exato ponto em que eles se encontrassem.

Os cidadãos de Siena escolheram um galo branco e o deram comida pra que ao nascer do sol ele tivesse o canto mais forte. Já os fiorentinos escolheram um galo preto e não lhe deram comida. Ou seja, jejum.

No dia do desafio, o preto fiorentino começou a cantar antes do nascer do sol. Já o galo branco, satisfeito por tanta comida, dormia. Assim, o cavaleiro fiorentino iniciou seu galope mais cedo que o de Siena que teve que esperar até o galo cantar.

O resultado foi que os dois cavaleiros se encontraram havia poucos quilômetros dos muros de Siena, e assim a República Fiorentina ganhou a região do Chianti!

A natureza ensina demais. Qualquer um que já teve um cachorro sabe como eles ficam prostrados depois de comer. Quem usa cão como segurança do lar sabe que não deve dar jantar.

É na ausência de alimento que nossos sentidos ficam mais à flor da pele. Olfato, visão, paladar e… capacidades atléticas.

É na ausência do alimento que temos que ter nosso máximo desempenho para superar a caça, por exemplo. Animais aumentam sua energia exógena no JEJUM, ou seja, na falta da endógena! E ficam letárgicos quando há energia endógena (após comer ou no caso da obesidade).

Tive a experiência de treinar com 2 lutadores profissionais de MMA. Perguntei no treino nem tão cedo se haviam comido. NÃO. Motivo: manter o estado de alerta. Não deve ser agradável tomar um chute giratório na boca logo às 10h00.

E nos meus treinos na Etiópia? Atletas 100% em jejum.

Mas certo devem estar meus ex-professores que não trabalham com esporte ou o nutricionista de assessoria, que pede suco de beterraba, palatinose, bisnaguinha, água de côco…