O SAL, uma história – parte 4.

Ou ainda: sobre SAL, CABRAS, ALCES, NORMAL & SUPERNORMAL

Um amigo me enviou dias atrás as imagens de cabras subindo enormes e assustadoras barreiras verticais para poderem lamber suas pedras em busca de sal. Recebi também a notícia de órgãos canadenses pedindo que a população por segurança não deixe os alces lamberem os carros (em busca de sal).

A maioria dos especialistas dirá para você evitar o sal. Já a mãe natureza, MUITO mais sábia, ensina animais a correrem enormes risco de vida atrás desse elemento ESSENCIAL à vida.

Reforço: é mais fácil morrer (ou matar alguém) retirando sal do que dando sal em excesso.

Esse ponto é crucial para entender a questão do sal! Sua falta é tão perigosa que animais correm riscos atrás dele. E por que não precisamos nos preocupar com seu excesso? Por dois motivos:

O primeiro é que o corpo não sabe lidar bem com a falta de sal, mas sabe MUITO bem o que fazer de forma segura com seu excesso.

E o segundo motivo é uma consequência disso. O sal nos dá um feedback (retroalimentação) do tipo NORMAL. Isso quer dizer que quando consumimos sal em quantidade suficiente o corpo tem um modelo que sinaliza pedindo que paremos.

Mas há ainda outro tipo de feedback, o do tipo SUPERNORMAL. Esse é aquele que faz você querer consumir algo sem parar! Você quer consumir mais e mais, até quase morrer por causa de suas consequências. Você tem essas características no açúcar e nos narcóticos, por exemplo. Mas você NÃO tem isso no sal ou na carne!

O sal – novamente, é essencial que compreenda isso para melhor entender nossa relação com este elemento – é um marcador de MUITOS alimentos que possuem feedback do tipo supernormal.

Como NÃO existe na natureza alimentos que tenham açúcar (ou amido) E gordura, estes são comidas com feedback supernormal. Fast-food é assim! Só que o problema do fast-food NÃO é o sal, mas a combinação de açúcar, amido e dos óleos vegetais!

Encare o sal, um marcador, quase como os carros de bombeiro. Eles não CAUSAM o incêndio (hipertensão), mas lá estão quando ele acontece! Vilanizar o sal é vilanizar os bombeiros. Porém, ambos são MUITO bem-vindos!

Uma ideia sobre “O SAL, uma história – parte 4.

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