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A 2a Guerra Mundial e a Nutrição

Poucas coisas fazem o mundo avançar mais do que períodos de guerra, goste vc ou não. Nutrição e guerra andam mais próximos do imaginamos.

Na faculdade NUNCA essa relação me foi citada. Vou trazer umas curiosidades.

EMAGRECIMENTO

O mais espetacular estudo já feito no tema é o Minnesota Experiment Starvation. A obra feita por causa da 2a Guerra reconta um estudo irreplicável por questões éticas. Basta ler pra saber que a ideia do déficit calórico como promotor do emagrecimento não se sustenta que não seja por desejo, preguiça ou ignorância da categoria. Reforço: o estudo mais incrível e totalmente ignorado nas faculdades chega a conclusões que derrubam a tese central da profissão.

CIGARROS

O autor do tal estudo foi Ancel Keys, que virou nome da “ração K”, dada aos combatentes. O que ia nela entre outras coisas? Cigarro. Sim, médicos prescreviam cigarros aos “atletas” mais importantes da geração. Mas você aí ainda acha uma boa ideia seguir diretriz nutricional ortodoxa.

GORDURA MATA?

Pouca gente matou mais do que Keys ao longo da história moderna. Ele é o pai da teoria da gordura saturada (e depois colesterol) como causador de doenças cardíacas. A teoria, sem embasamento sólido, é até hoje o pilar das recomendações nutricionais e médicas pra saúde do coração. E você insiste em seguir diretriz nutricional ortodoxa.

JEJUM

A escassez de alimentos durante a guerra nos reforça a tese de que a alimentação regular (a cada 3 horas) não faz sentido algum. Números históricos do período mostraram que foi na AUSÊNCIA de refeições que a saúde britânica melhorou.

GLÚTEN

O cartaz real desse post pede aos britânicos pra não comer pão, deixar aos soldados. Na Holanda foi mais duro. Sem pães eles deixaram de consumir glúten. Médicos notaram a melhora da saúde das crianças celíacas que deixavam de morrer. Resolvia-se assim um mistério de séculos! Mas não falta quem ainda ache que restringir glúten seja ruim.

LEGADO ALEMÃO

Com o fim da Guerra “pegava mal” ser adepto da “ciência alemã”. Tudo de lá era pra ser enterrado. Bom ou ruim! Eles tinham o conceito da obesidade como algo biológico, não matemático. Mas em seu lugar, nos anos 50 ganhou força um trabalho falho que ia na direção oposta.

Super alimentos!

Bate um pouco de preguiça de responder algumas perguntas recorrentes no meu instagram como: iogurte é mesmo tudo isso? E o grão de bico? O que você acha do Kefir? Queijo é bom? E a quinoa??

Perguntaram sobre se correr faz o “leite (da mãe amamentando) secar”. No privado ela disse que amigas pararam de correr porque o médico, que nunca entende de esporte, pediu.

Eu disse: não é preciso muito pra convencer alguém a parar de treinar.

Agora tente convencer a mãe a parar de comer pudim. É mais fácil fazer parar de correr do que de fumar e beber por 9 meses.

Uma nutricionista X postou que nutrição não é sobre exclusão, é sobre inclusão. Não nos ensinam via negativa na faculdade. Tirar o estressor é sempre mais efetivo num tratamento. Por isso ela fala essa bobagem.

Quer 3 super alimentos?

AÇÚCAR, ÓLEOS VEGETAIS e FARINHAS.

São 3 super alimentos negativos. Ou seja, retire os 3 da sua dieta (via negativa) e você verá a mágica acontecer.

Mas como ninguém quer correr, só quer comer pudim, vão seguir na ilusão buscando um Santo Graal e vão seguir perguntando… “E o iogurte? O queijo, o grão de bico, o kefir, a quinoa…”

P.s.: repare que nas imagens não há carne e ovos, 2 dos alimentos mais ricos que existem. Motivo: Nutrição não é ciência, é sentimento, é doutrinação.

Obesidade e Aposentadoria no esporte – parte 5

O homem da foto é Orlando Franklin. Ele é um ex-jogador profissional da NFL, a poderosa franquia americana de Futebol Americano. Ao se aposentar Franklin decidiu emagrecer.

As diretrizes da Nutrição dizem que, apesar de nossa Biologia, o nosso peso é resultado de uma equação matemática, consequência do (des)balanço entre calorias ingeridas e gastas.

Uma das duas orientações principais é reduzir o consumo calórico. Basicamente passar fome, ou comer alimentos com gosto de serragem. Isso porque há 2 elementos que dão sabor ao ser humano: carboidrato e gordura.

A ortodoxia pede que você corte a gordura (dieta low-fat) e passe a tirar sabor do carboidrato, justamente o nutriente que estimula a produção do nosso hormônio engordativo (insulina).

Por um delírio coletivo, os profissionais da ortodoxia acham ser possível ter dietas insípidas (a menos que venham com elementos artificiais) e carregadas do elemento engordativo (+carboidrato -> +insulina -> +gordura corporal). *aqui um adendo, o nutriente mais rico, a proteína, é temida pela ortodoxia.

A outra ponta da diretriz pede maior gasto energético. Mas como gastar mais calorias que os atletas mais bem pagos do mundo segundo a Forbes??

Franklin, que não é da área, mas possui “pele em jogo”, escolheu outra saída. Sabe qual?

O ex-jogador adotou a Dieta Paleo.

Vou confessar uma coisa: a primeira vez que ouvi falar da dieta eu a rechacei com força. Como a dieta “do homem das cavernas” pode ser melhor que a dos doutores que me deram aula??

Enquanto meus professores negam a realidade, a Dieta Paleo replica a dieta que serviu MUITO BEM à espécie por centenas de milhares de anos. Com ela – atenção! – é MUITO difícil engordar porque ela NÃO estimula nosso hormônio mais engordativo!

Em um ambiente BIOLOGICAMENTE NÃO engordativo, o corpo de Franklin foi voltando ao equilíbrio, saiu do ESTADO METABÓLICO (=síndrome) de obesidade e derreteu 38kg.

Como disse, eu tinha MUITO preconceito com o conceito Paleo, mas ele tem algo que a Nutrição não tem: um histórico de SEGURANÇA e de ENORME sucesso evitando a obesidade.

WORKSHOP Jejum, Saúde & Atividade Física!

É com enorme alegria que chegamos pra lançar nossa turma 3 do Workshop JEJUM, SAÚDE & ATIVIDADE FÍSICA!
Uma semana inteira falando o que você nunca ouviu sobre o tema!
Duvida? Participe! Encontrará coisas que nunca te disseram! 

Você sairá mais afiado do que a maioria dos profissionais da área!

QUANDO? De 14 a 18 de dezembro.

O SAL, uma história – parte 4.

Ou ainda: sobre SAL, CABRAS, ALCES, NORMAL & SUPERNORMAL

Um amigo me enviou dias atrás as imagens de cabras subindo enormes e assustadoras barreiras verticais para poderem lamber suas pedras em busca de sal. Recebi também a notícia de órgãos canadenses pedindo que a população por segurança não deixe os alces lamberem os carros (em busca de sal).

A maioria dos especialistas dirá para você evitar o sal. Já a mãe natureza, MUITO mais sábia, ensina animais a correrem enormes risco de vida atrás desse elemento ESSENCIAL à vida.

Reforço: é mais fácil morrer (ou matar alguém) retirando sal do que dando sal em excesso.

Esse ponto é crucial para entender a questão do sal! Sua falta é tão perigosa que animais correm riscos atrás dele. E por que não precisamos nos preocupar com seu excesso? Por dois motivos:

O primeiro é que o corpo não sabe lidar bem com a falta de sal, mas sabe MUITO bem o que fazer de forma segura com seu excesso.

E o segundo motivo é uma consequência disso. O sal nos dá um feedback (retroalimentação) do tipo NORMAL. Isso quer dizer que quando consumimos sal em quantidade suficiente o corpo tem um modelo que sinaliza pedindo que paremos.

Mas há ainda outro tipo de feedback, o do tipo SUPERNORMAL. Esse é aquele que faz você querer consumir algo sem parar! Você quer consumir mais e mais, até quase morrer por causa de suas consequências. Você tem essas características no açúcar e nos narcóticos, por exemplo. Mas você NÃO tem isso no sal ou na carne!

O sal – novamente, é essencial que compreenda isso para melhor entender nossa relação com este elemento – é um marcador de MUITOS alimentos que possuem feedback do tipo supernormal.

Como NÃO existe na natureza alimentos que tenham açúcar (ou amido) E gordura, estes são comidas com feedback supernormal. Fast-food é assim! Só que o problema do fast-food NÃO é o sal, mas a combinação de açúcar, amido e dos óleos vegetais!

Encare o sal, um marcador, quase como os carros de bombeiro. Eles não CAUSAM o incêndio (hipertensão), mas lá estão quando ele acontece! Vilanizar o sal é vilanizar os bombeiros. Porém, ambos são MUITO bem-vindos!