Arquivo mensal: dezembro 2019

O Esporte sempre ensinou à Nutrição

Estou lendo a biografia da velocista Betty Robinson (EUA). O livro “Fire on the Track” conta o triunfo das primeiras velocistas olímpicas da história. Na viagem transatlântica da delegação americana até Amsterdã, sede dos Jogos Olímpicos de 1928, aconteceu um equívoco que se repetiria em 1936 na viagem até Berlim. Para oferecer o máximo de conforto aos seus atletas, os dirigentes resolveram oferecer um conforto que nunca serviu para construir excelência atlética.

A bordo do S.S. Roosevelt os atletas tinham à sua disposição acesso livre a: biscoito com molho de carne, galinha frita, panquecas com cobertura, tortas, cookies, licor, chocolate e sorvete. Para surpresa dos dirigentes, e acho que somente deles, os atletas chegaram à Europa muito acima do peso.

Um jornal inglês fez piada com o ocorrido, isso porque à bordo do navio britânico os atletas tinham: chá, salada, galinha, carne bovina e vegetais cozidos. E o que aconteceu com a delegação da rainha? Mantiveram a forma.

De um lado por décadas a Nutrição Esportiva tenta nos convencer que um praticante qualquer de atividade física não só pode como até mesmo “deve” comer alimentos ricos em carboidratos refinados (farinhas). Isso seria essencial ao desempenho.

E de outro lado a Nutrição insiste com sua teoria nunca testada de que a causa do ganho de peso é o balanço calórico positivo (consumo maior que gasto).

A Nutrição vive de teorias, o Esporte de prática. Para manter a forma de seus atletas, o comitê britânico manteve longe do navio alimentos “engordativos”. Já os atletas americanos mesmo treinando diariamente e incessantemente pelo cais e academias da embarcação só viu seu peso subir.

Um dos maiores delírios das diretrizes atuais à sociedade é ficar repetindo o mantra ineficaz de que para manter a forma ou perder a obesidade que assola o planeta deveríamos nos mexer mais. Isso não serviu para manter a silhueta dos melhores e mais dedicados atletas do planeta um SÉCULO atrás. Mas a Nutrição insistentemente ignora um célebre ditado: é BURRICE esperar resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa.

“Damos conselhos, mas não exemplos”.

Nenhum médico obtém prazer com a saúde de seus amigos; nenhum soldado, com a paz de sua cidade.”*

OU AINDA:

Nunca pergunte ao médico o que você deveria fazer. Pergunte a ele o que ele faria se estivesse em seu lugar. Você ficaria surpreso com a diferença.”
(Gerd Gigerenzer)

Tempo atrás sentei com calma pra conversar com um amigão, um dos caras que mais admiro e respeito na área de treinamento. Ele estava “voando”, na melhor forma física da vida mesmo com pouco tempo e já pra lá dos 20-30 anos. Ele me contava da sua rotina de treino. Treinava com MUITA intensidade, menos de 1h30 por semana e em paralelo havia decidido abolir o carboidrato da dieta.

Mas eu perguntei se seus clientes continuavam “high-carb” e a treinar uma hora por dia por 3 vezes na semana.

Lógico!”, ele disse.

Estou escrevendo isso no vácuo de um levantamento revelador (Hendrix, J.K. et al, 2019). Uma pesquisa feita com médicas sobre emagrecimento dá razão às citações do texto. O que as médicas fazem quando ELAS estão querendo manter o peso ou emagrecer? JEJUM e dieta CETOGÊNICA!

Mas o que elas mais recomendam aos PACIENTES querendo emagrecer? Jejum? Cetogênica? Não! Para eles é restrição calórica mesmo!

A Dieta Mediterrânea é uma das maiores invenções (no sentido de farsa mesmo!) recentes. Você acha que as médicas usam nelas? Óbvio que não! Elas recomendam é aos… PACIENTES! A eles até dietas comerciais emagrecedoras valem!

*Nul medecin ne prent plaisir à la santé de ses amis mesmes, dit l’ancien Comique Grec, ny soldat à la paix de sa ville: ainsi du reste.

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

Nos EUA “fat is the new black”?

Talvez fotos de ambientes públicos revelem mais sobre os nossos tempos do que qualquer análise antropológica seja capaz de fazer. Vez ou outra rolam fotos no whatsapp com momentos que as lentes fotográficas capturaram de praias e espaços públicos nos anos 60 e 70, ou mesmo fotos de então crianças nos anos 80. O que se vê? Uma sociedade que era magra, mas que “especialistas” tentam explicar sua obesidade dizendo que ela é genética. Para isso precisaríamos que uma mutação tivesse transformado radicalmente nossa espécie que estava em forma por milhões de anos até décadas atrás e que agora sofre MAJORITARIAMENTE com o excesso de peso.

Não existe obesidade na natureza. Basicamente a natureza NÃO oferece aos animais alimentos de forma a deixá-los patologicamente gordos. O homem é o animal que, ao fazer seu alimento, faz algo que o adoece. NADA é capaz de engordar mais do que o alimento que o homem produz (ou fabrica).

E aqui uma dica! Quer engordar? Coma alimentos processados. Quer emagrecer? Não consuma NADA que não seja alimentos não-processados. Por isso que é DOENTIA (para não dizer burra) a ideia de que óleos vegetais (soja, canola, girassol ou milho) sejam alimentos e não venenos. Mesmo azeite e óleo de côco devem ser consumidos com MUITA parcimônia. “Carne vegetal”? Deixe para os que acham que vão salvar o planeta. (*os demais óleos vegetais podem ter seu consumo ZERADO, assim como a visita a qualquer profissional de “saúde” que os recomendes)

Escrevo essas linhas no vácuo de uma pesquisa que parece mostrar que ou o americano desistiu de vez da vida ou decidiu que estar gordo é a nova moda. O país nunca esteve tão acima do peso, mas AINDA ASSIM eles dizem cada vez mais estarem com o peso ideal e/ou cada vez mais dizem que não pretendem perder peso.

Ou eles desistiram de perder os quilos extras porque já sabem que as diretrizes nutricionais são uma tremenda piada (e isso não deixa de ser triste) ou não enxergam problemas com o sobrepeso (há uma onda que tenta vender a ideia do obeso saudável).

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

ESPORTE & NUTRIÇÃO: que sejam vistos SEMPRE aos olhos do natural

Porque a realidade é soberana“…

É comum aqui a pessoa que discorda vir com o discurso do “mostre estudos“. Isso é ignorância lógica, burrice metodológica. É como se EU precisasse mostrar que palatinose NÃO funciona quando na verdade cai sobre “ela” o ônus da prova, de que é melhor.

Eu NÃO preciso de estudos quando basta olharmos à realidade, que é sempre soberana.

NA NATUREZA NÃO EXISTE RECOMPENSA ANTES DO ESFORÇO

O argumento de que nosso desempenho físico precisa de alimento prévio NÃO se sustenta porque nosso máximo desempenho e eficiência se faz necessário JUSTAMENTE na ausência de comida, quando precisamos encontrá-la usando nosso físico!

Não comemos para fazer exercício. Fazemos é exercício para comermos! Só um acadêmico ou nutricionista pra ser míope o suficiente pra pensar o contrário!

Tem mais! Dizer que pós-treino é essencial IGNORA a realidade de que MUITAS vezes o indivíduo FALHA na obtenção do alimento. Ou seja…

PRÉ-TREINO e PÓS-TREINO (esse após todas as sessões) são ECOLOGICAMENTE NÃO-naturais!

Escrevo isso no dia que vejo o post de um ultramaratonista profissional que diz esticar o desconforto mesmo APÓS o fim do treino como que estendendo a sessão. Não poderia concordar mais! Fazia isso “escondido” há tempos. Pra mim NUNCA fez sentido a história do comer pós-treino quando sem fome!

A Nutrição Esportiva DELIRA ao criar a diretriz de comer após o treino baseando a lógica do profissional no amador. Isso não faz o MENOR sentido!

Como a nutrição esportiva, ao contrário do esporte, NÃO se baseia na prática, mas em FÉ, ela deve ser SEMPRE QUE POSSÍVEL evitada.