Arquivo mensal: outubro 2019

”Mas sempre comemos arroz-feijão e não éramos obesos…”

Semana passada estive no interior de Sergipe visitando a parentada. Não precisa ser especialista para saber que arroz, feijão, farinha, macarrão, mandioca, tapioca e frutas são partes majoritárias no cardápio. Carne? Pouca, muito pouca. Mas a imagem que ainda temos é de magreza e pobreza.

Visito a região desde sempre (menos do que gostaria ou deveria). Quando era menino era quase uma aula prática de Biologia ou Geografia. Crianças desnutridas. Agora que volto adulto a obesidade é rampante, mesmo em povoados que dependem financeiramente do Bolsa Família.

O que se conclui? Que o amido dos grãos ou raízes não engorda, que a culpa é do “balanço calórico”. Se você quer estar à frente da absoluta maioria dos especialistas em Nutrição, basta você entender algo que a ortodoxia faz questão de não entender: a questão calórica EXISTE, óbvio! Não se nega a realidade! O que é preciso entender é que ela é uma CONSEQUÊNCIA de uma dieta ruim, não CAUSA dela.

CORRER É BOM?

Lógico! Mas se você tem um fêmur (ou tíbia) trincado, é uma péssima escolha de exercício. Arroz e feijão com farinha é veneno? ÓBVIO que não! Mas em um caso de obesidade passa a ser uma EXCELENTE alternativa MOMENTANEAMENTE restringir fortemente seu consumo. GRÃO é alimento de sociedade POBRE (um dia falo mais à respeito). Ele é MUITO pobre nutricionalmente.

Se o balanço calórico positivo e a obesidade são AMBOS CONSEQUÊNCIAS de uma dieta ruim, não CAUSA, temos que MELHORAR, ENRIQUECER a dieta comendo alimentos RICOS nutricionalmente.

E QUAIS SÃO OS ALIMENTOS NUTRICIONALMENTE RICOS?

(fora de ordem) Carnes, Ovos, Legumes de baixo amido, Castanhas e Cogumelos.

Frutas? Não. Grãos? Não. Tubérculos? Não.

Restringir esses alimentos no caso de sobrepeso/obesidade é o deixar de correr no caso da perna quebrada. Não é difícil de entender, vai…?

Por fim, no povoado que fico há hoje mais açúcar, refrigerante, sorvete e pães que a família mais rica jamais comeu décadas atrás. É sobre a DISPONIBILIDADE de comidas “erradas” que a sociedade tem hoje.

Emagrecedor: Xadrez vs Corrida

O ano é 1984, o Campeonato Mundial de Xadrez é temporariamente adiado porque o defensor do título, o russo Anatoly Karpov, havia perdido 10kg por causa das partidas.

Em outra edição, 20 anos depois, era a vez do campeão Rustam Kasimdzhanov sair 8kg mais magro.

Eu sempre falo que a ideia de que nosso peso (para mais ou para menos!) é resultado da teoria nunca antes DEVIDAMENTE testada do “balanço calórico” ainda permanece viva e forte é porque ela é apaixonante! (na verdade ela já foi N vezes refutada)

Ela é tão simples! É só jogar um conceito matemático em algo que SABEMOS ser biológico. Nela você ainda joga a culpa do sobrepeso em um fator meio puritano (a gula e preguiça do obeso!) e tira 100% das costas do especialista o caráter de incompetente por não compreender de conceitos básicos de sua área.

Se um profissional de saúde Marciano chegasse à Terra e fosse a um parque público sairia de lá com a teoria de que correr engorda, tamanha é a quantidade de pessoas acima do peso correndo.

Mentira!

Sabe por quê? Porque depois ele iria à África ver quenianos e etíopes magérrimos também correndo e concluiria que não é que corrida engorda ou emagrece.

É que africanos correm PORQUE são magros (e não para FICAR magros). E que os amadores acima do peso correm porque querem ser magros porque aqueles que são pagos para nos emagrecer ainda não entenderam que é uma questão de biologia… É sobre O QUE se come… E que não é matemático, sobre o QUANTO se come.

Donos com sobrepeso? Cães mais gordos!

Vivemos em um mundo tão maluco que especialistas debatem se a crise global de obesidade tem causa majoritariamente genética. Segundo esta lógica, em questão de décadas mudamos os genes do globo. Seria tudo uma grande coincidência que a mudança nas diretrizes nutricionais (que pede que consumamos mais carboidrato, menos gordura, consumamos laticínios desnatados, comamos 6 vezes por dia, usemos óleos vegetais, nos movimentemos mais e aumentemos nosso consumo de grãos e frutas) tenha vindo junto desta explosão da obesidade.

Fazemos o que pedem, engordamos. É genética? NÃO. É pura miopia dos especialistas. Não há NADA (além do “se movimente mais”) em suas diretrizes que não PIORE nossa briga com a balança.

Os dados de um interessante levantamento dinamarquês veio nos apontar o óbvio: pessoas com sobrepeso são duas vezes mais propensas a ter cães também com sobrepeso.

Comparado com a Nutrição Humana, a Medicina Veterinária é igualmente ineficiente e incompetente quando o assunto é sobrepeso em cães e gatos. Não espanta que a conclusão do estudo também seja míope: “os tutores desses cães obesos são em parte culpado porque alimentam seus animais mais vezes e com guloseimas”.

Já escrevi aqui como não faz muito sentido buscar orientação com Nutricionista com sobrepeso. Se ele não sabe emagrecer a si próprio, como pode ensinar você a comer melhor?

Um dono de cachorro gordo não sabe direito aquilo que o faz ter sobrepeso. Não espere que ele saiba alimentar um cão. Não à toa a incidência de crianças acima do peso também é maior em pais obesos (mas os míopes dirão que é genético).

Tente engordar um cão com alimento da espécie. Convido você: TENTE engordar um cão dando carne. Tente! Você não consegue! Agora dê ração e snacks comerciais e veja o que acontece…

Não é sobre genética! Esta ideia como causa da globesidade é ESTÚPIDA. Não é necessariamente sobre comer muito ou muitas vezes. Mas é PRINCIPALMENTE sobre O QUE você dá ao seu animal.

A igreja dos alimentos errados!

Quando falei de AVEIA dias atrás descobri toda uma religião por trás dela que a defenderá custe o que custar. Consumidores (já falo deles) eu entendo, já profissional da área dizendo que alimento rico em carboidrato reduz absorção de carboidrato me confunde a cabeça (mentira! Só me reforça a ideia que a Nutrição vive um delírio coletivo).

Resolvi então falar de SUCO. Um alimento, no delírio de diretrizes, tido como saudável. Descobri nos comentários que há até nutricionista que recomenda dar suco a crianças. É mole?!

SEMPRE que você fala de suco o consumidor, que não é bobo, virá defendê-lo. Custe o que custar! Até eu que sou mais bobo gosto de suco! Errado é quem não gosta de suco! Torta de maçã, que eu também gosto, não há quem a defenda. E por quê? Porque ele se esconde atrás do mito do “natural”.

Algumas palavras, como “natural”, “orgânico”, o mercado sabe bem: ajuda MUITO a vender. Mas urtiga também é natural e ninguém passa na cara. Grama é natural e ninguém faz suco. Faltam-lhes fiéis defensores, mas principalmente…AÇÚCAR.

No mundo paralelo do nutricionista que recomenda suco a uma criança ou aveia ao diabético, a enorme quantidade de amido e frutose deles se esvaem no ar como esperança, é uma FÉ de que aquilo ali será saudável ao corpo, mesmo contra toda lógica ou… EVIDÊNCIAS.

SUCO versus REFRIGERANTE

O argumento é SEMPRE o mesmo. “Suco é melhor que refrigerante”! Mascavo é melhor que açúcar refinado, NEM POR ISSO o faz livre ou bom ao consumo. Suco e Refrigerante compartilham da riqueza em frutose. O açúcar da Fanta não vem de Saturno!

A imagem do texto de hoje é de um refrigerante orgânico, sem elementos artificiais, produzido – ironia das ironias – pela Coca-Cola. Misturando fibra e um polivitamínico a um refrigerante desses faz dele melhor que um suco?

No fundo no fundo o consumidor já decidiu que vai tomar suco. Por quê? É doce, tem açúcar e é gostoso! Ele apenas PRECISA e está desenvolvendo um racional para fazê-lo aplacando a sua culpa. E para tal ele vai argumentar com o que for preciso. Ele PRECISA é acreditar… Ele irá se enganar se preciso for!

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

Os 4 piores alimentos a se ter em casa!

ÓLEOS VEGETAIS

NUNCA fomos tão enganados! A ideia que um produto 100% industrializado como os Óleos Vegetais (Soja, Milho, Girassol e Canola) é um bom alimento para consumo é ultrajante! Esses óleos são as piores alternativas alimentares que você tem para usar na cozinha. Eles são obesogênicos (sim, engordam), inflamatórios e fazem mal ao coração. Muito importante: Azeite NÃO entra neste grupo!

Não há NENHUMA justificativa para usá-lo em casa, uma vez que ele é 100% substituível sem perda de sabor por alternativas (mais caras) como o azeite e o óleo de côco ou outras (mais em conta) como a banha e manteiga. Se seu profissional de saúde pede que você insista e não troque o óleo vegetal, sou eu que insisto: troque de profissional.

MARGARINA

A história da farsa das recomendações nutricionais passa pelo delírio da recomendação da margarina. É comum ver profissional da área sugerindo. Se existe UM alimento que NÃO deveria ser consumido é ela. Ela é 100% substituível (ganhando em qualidade nutricional, sabor e segurança) pela MANTEIGA. Manteiga passou pelo crivo do tempo, a margarina NÃO. Proibir dar margarina aos prisioneiros de guerra deveria estar no Tratado de Genebra. Se seu profissional de saúde recomenda margarina, você não precisa de inimigos.

ADOÇANTES

Não importa qual! Xilitol? Sucralose? Stevia? NADA. Um dos maiores responsáveis pela atual crise de obesidade no planeta não é sedentarismo, genética (que piada!) ou açúcar, mas haver ALIMENTOS ENGORDATIVOS de forma MUITO barata muito acessível 24 horas por dia. A solução que o mercado dá? Produtos de segurança NÃO comprovada “ao nosso alcance muito barato 24 horas por dia”. Você enxerga um padrão aqui? Se você não tem em casa, você não consome. Simples assim.

SUCOS DE FRUTA

Em casa é melhor beber vinhos ou destilados (com responsabilidade) porque ele dá um feedback que o açúcar não dá. Frutas são os doces da natureza. Suco é o refrigerante da natureza. Se você não pode beber Coca-Cola quando quer, por que acha que suco pode? Faz algum sentido? Seu profissional de saúde fala que suco é saudável? Ele te quer gordo e doente pra te atender, só pode ser isso!

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)