Arquivo mensal: abril 2019

Mel é saudável?

O SABOR DOCE ESCONDE O FERRÃO DO CONSUMO CRÔNICO

Melhor ainda… pergunto: Mel é bom pra saúde?

Complicado. Sempre que atribuímos o caráter de BOM para algo na Nutrição caímos em uma armadilha. Isso dá a entender que mais desse elemento (no caso mel) seria sempre melhor à saúde. Mas NÃO é verdade!

Temos que ter em mente que nosso corpo não lê rótulos. Ele não sabe se o açúcar que você consumiu vem do mel, do mel industrial ou da Coca-Cola. Ele sabe SIM que vai ter que lidar (o fígado na verdade) com aquela frutose toda consumida de algum jeito.

Mas o especialista disse que “faz bem” e que por isso é “saudável”. Bom, operadores de raio-X, isoladas todas as variáveis, tendem a viver mais do que a população média porque estão expostos à uma radiação que em excesso mata a nós humanos.

O QUE NÃO MATA, NOS FORTALECE

A gordura vegetal (chamemos de ômega-6) NÃO é RUIM! Os óleos vegetais industrializados (canola, girassol, milho, soja e margarina) são RUINS porque são industriais, mas porque PRINCIPALMENTE nos oferecem um consumo em escala NÃO-normal.

O MEL na natureza é raro, escasso, sazonal. Sendo assim ele só PODERIA ser consumido assim para ser saudável… de tempos em tempos, sazonalmente e de forma rara, bem eventual.

Não faz sentido ALGUM dizermos que alguns microelementos (seja frutose do mel ou não, radiação, álcool ou outro qualquer que venha do vinho, por exemplo) são bons ou ruins. É a FREQUÊNCIA de sua exposição que dirá se fará bem ou mal ao organismo.

MODERAÇÃO É A CHAVE?

NÃO. Moderação é um dos MAIORES erros da Nutrição. Um dia falo melhor a respeito. Mas comer 1kg de mel numa sentada provavelmente é MUITO melhor do que comermos 50g de mel por 20 dias. (*vocês entenderam bem a ideia nesses números arbitrários)

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Manteiga e Ovos? NÃO! Fast food e Margarina? Pode!

As recomendações dietéticas à população são PURO fruto de política, não de ciência. NÃO são resultados de pesquisas, mas de acordos com a indústria e o pensamento por aproximação dos especialistas. Esses que dão aula. São assim os guias, são assim também TODOS os cursos superiores na área. Você NÃO aprende nutrição fazendo faculdade.

Semanas atrás um distribuidor de alimentos britânico veio a público protestar. O motivo você tem na foto que ilustra este texto. Nela não parece haver nada de errado, mas quando você olha a imagem original, descobre que ela foi editada para poder ser veiculada no metrô londrino.

A edição (à revelia da empresa!) cortou da foto: baconovos e a manteiga da mesa. Por quê? Boa pergunta!

Vira e mexe me perguntam o que eu acho do novo “Guia Alimentar para a população brasileira”. Ele é melhor do que o anterior, mas não deixa de ser ruim. Sabe por quê? Porque governos não deveriam nunca se meter com isso porque NÃO irão admitir que estavam errados o tempo todo.

Atualmente está em debate novas regras para rotulagem de alimentos. Pois sem NENHUM fundamento a nutrição ortodoxa já condenou 2 nutrientes ESSENCIAIS à vida: a gordura saturada e o sal. E em paralelo recomenda como base da dieta o único macronutriente NÃO-essencial, o carboidrato. Faz sentido? Lógico que não faz! Eles fazem malabarismos para explicar o delírio coletivo da categoria.

Por causa dessa alucinação a lei pede que alimentos consumidos de forma segura por séculos e séculos (como bacon, queijo e ovos) sejam retirados de qualquer anúncio. Mas o mais incrível é que o McDonald’s PODE fazer anúncios no local porque está dentro das regras!

SIM, você leu certo!

A ideia de indicar que alimentos ricos em gordura saturada, sal e calorias são ruins cria a condição absurda e IRRACIONAL de que alimentos NATURAIS como abacate, ovos, carnes, peixes e frutos do mar NÃO POSSAM ser recomendados. Mas margarina (um VENENO que até HOJE a Nutrição recomenda) e fast food possam!

Faz ALGUM sentido pra você?!?
Eu juro que tento entender… 

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Por que insistimos TANTO com vegetais?

Por que insistimos TANTO dizendo que vegetais deveriam ser a base da dieta? Deixando de lado a questão de sustentabilidade, para mim a razão é puramente ideológica, não fisiológica.

Não precisa ser especialista para deduzir que vegetais têm por peso menos calorias que alimentos de origem animal. Pois a ideia de que uma dieta hipocalórica (restrição energética) deveria ser a primeira abordagem no combate da obesidade (seja em cães ou humanos) tem um histórico TÃO longo e deprimente de INEFICIÊNCIA que somente acadêmicos e especialistas (veterinários e nutricionistas) podem ainda defendê-lo.

Dias atrás recebi inbox o post de uma veterinária especialista em Nutrição. Ela está claramente acima do peso (e antes de me chamar de gordofóbico, isso só parece um artifício “ad-hominem”), mas tenta passar a impressão de que entende de como fazer um cão, gato ou pessoa emagrecerem. O texto não é pra explicar por que NÃO deveríamos procurar especialistas em Nutrição que estejam fora de forma (*por “skin in the game”, por pele em jogo, não deveríamos contratar alguém que não faz aquilo que prega, no caso, emagrecer, porque a estratégia ou não é feita ou não funciona, excetuando-se aqui graves sérios de doença).

Em um dos posts dela um cão para emagrecer recebe uma refeição que – acredite! – é um refogado de legumes e verduras (!!) e “um pedacinho de carne”. Eu não sei de onde alguém pode tirar que um cão poderia ou deveria ter na dieta “abobrinha, cenoura, chuchu, folhas ou grãos”.

É a tara pelos vegetais! Você olha na natureza e os carnívoros estritos (felinos) ou predominantes (lobos) são magros. Já os herbívoros, muitas vezes gordos. Qual a sugestão dela (e de MUITOS “especialistas”), então? Tirar a carne (que oferece muita energia/nutrientes e que SEMPRE os manteve magros) para dar vegetal, que NUNCA foi consumido naturalmente e que atualmente JÁ É a base das rações engordativas.

A mesma profissional aparece tomando açaí com granola e deixando o gato lamber. Ela NÃO sabe ainda que esse combo a ENGORDA, NÃO é saudável e que NUNCA foi consumido por felinos. 

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