Arquivo mensal: abril 2019

O Esporte tem “Skin in the game” (pele em jogo). A Nutrição NÃO.

Dias atrás postei no meu instagram (@DaniloBalu) minha lista de melhores livros de corrida/atletismo. Essa semana irei atualizar a lista. Nela agora irá “Tigerbelle”, a biografia da ESPETACULAR Wyomia Tyus, primeira pessoa (homem ou mulher) a ser bicampeã olímpica dos 100m (1964 & 68). Era uma mácula que eu carregava.

Leia abaixo o trecho que separei e traduzi:

Você está muito grande! Você nunca foi tão grande! E você está perto da prova mais importante da sua vida. Nós vamos ter que fazer algo. Você precisa se afastar da mesa. Você precisa se afastar das batatas, precisa se afastar do arroz e precisa se afastar do pão.”

 

A frase foi dita por Ed Temple, primeiro americano a ir duas vezes seguidas a Jogos Olímpicos como treinador de atletismo, algo que era proibido. Isso dá um indício de como ele era especial.

Mr. Temple, como era chamado, sem saber a diferença entre insulina e glucagon tinha apele em jogo. Pedia à sua melhor velocista para perder peso. Como? Jejum e evitando arroz, massa e pão. Resultado? Ouro e recorde mundial!

Aí vem nutricionista e pede o quê ao amador? Comer de 3 em 3h e ênfase onde? Carboidrato! Minha bronca é ENORME quando vejo nutricionista falando em “peso ideal” ou em empurrar carboidrato goela abaixo de atleta amador é porque para mim fica CLARO justamente que eles NÃO entenderam NADA ainda desse esporte!

Temple entendia como o peso é CRUCIAL. Por isso que em 2008 o americano Chris Solinsky assombrou o mundo do atletismo. Não era só um recorde. Ele era o primeiro atleta na história com mais de 70kg a entrar no clube dos sub-27minutos nos 10.000m!

Entre os maratonistas o clube sub-2h06 tem uma MINORIA de atletas com mais de 60kg. Por quê? Porque peso (baixo) importa MUITO! Por isso que algumas atletas japonesas APANHAM de seus treinadores quando ganham peso.

A imagem abaixo que ilustra esse texto e é uma plotagem do peso dos fundistas nos Jogos Olímpicos do Rio/2016. Este é um padrão que se reproduz, não importando a edição olímpica!

Quando um nutricionista oferece carboidrato a um atleta acima do peso, ele dificulta que ele PERCA peso, um ENORME limitante de desempenho. Sabemos que low-carb é a estratégia nutricional que MELHOR traz perda de peso e que torna mais FÁCIL a manutenção de um baixo peso.

NÃO há correlação de (maior) consumo de carboidrato com desempenho. Mas HÁ uma relação de (menor) peso com melhor desempenho. Entendeu, nutricionista? Se você empurra carboidrato a um atleta eu SEI que você ainda NÃO entendeu esse esporte. Controle do peso vem À FRENTE de qual macronutriente consumir quando falamos em desempenho!

Simples assim.

 

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Sobre Ovos…

Parece que saiu mais um daquele estudos associativos que são inconclusivos e LONGE do definitivo, quase inúteis, quando falamos de definição de diretrizes ou recomendações.

Vou colocar uma parte que falo de OVOS no meu livro “O Nutricionista Clandestino”…

 

Os ovos, por exemplo, talvez sejam o melhor exemplo de alimento saudável e seguro que sofre de tempos em tempos alguma restrição e são condenados. O ovo é um alimento TÃO nutritivo a ponto de permitir que uma célula fecundada possa dar origem a um filhote de galinha.

O ovo é um dos alimentos mais demonizados na atual cultura de combate ao colesterol na dieta porque ele é rico nesse nutriente. Porém, seu consumo não aumenta os valores do colesterol LDL. A questão é que o colesterol na dieta NÃO necessariamente implica em elevação da colesterolemia e o ovo nunca teve seu consumo provado como perigoso.

Além disso, o ovo é um alimento de alto valor nutricional, possuidor de vitaminas, minerais e antioxidantes. Ele acaba por MELHORAR o perfil lipídico aumentando os valores do colesterol HDL. Outros estudos mostram que o consumo de ovos NÃO está relacionado com aumento do nosso risco cardíaco. Como está na gema a maior parte dos nutrientes, a recomendação facilmente encontrada para que se descarte a gema comendo apenas a clara, poderia ser descrita como uma das mais ESTÚPIDAS recomendações nutricionais de toda a história da Nutrição.

O colesterol LDL por sua vez parece que visto isoladamente tampouco é um ótimo marcador. Essa é a conclusão feita por um levantamento com 231.986 pacientes hospitalizados que possuíam níveis de LDL adequados.

Fim da citação.

Coma seu ovo tranquilamente! Há milhares de anos são consumidos de forma SEGURA. É ÚTIL saber que profissional reforçou o coro de que ovo nos mata do coração… isso facilita a NOSSA vida pra identificar quem ainda não entendeu NADA de Nutrição.

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Mel é saudável?

O SABOR DOCE ESCONDE O FERRÃO DO CONSUMO CRÔNICO

Melhor ainda… pergunto: Mel é bom pra saúde?

Complicado. Sempre que atribuímos o caráter de BOM para algo na Nutrição caímos em uma armadilha. Isso dá a entender que mais desse elemento (no caso mel) seria sempre melhor à saúde. Mas NÃO é verdade!

Temos que ter em mente que nosso corpo não lê rótulos. Ele não sabe se o açúcar que você consumiu vem do mel, do mel industrial ou da Coca-Cola. Ele sabe SIM que vai ter que lidar (o fígado na verdade) com aquela frutose toda consumida de algum jeito.

Mas o especialista disse que “faz bem” e que por isso é “saudável”. Bom, operadores de raio-X, isoladas todas as variáveis, tendem a viver mais do que a população média porque estão expostos à uma radiação que em excesso mata a nós humanos.

O QUE NÃO MATA, NOS FORTALECE

A gordura vegetal (chamemos de ômega-6) NÃO é RUIM! Os óleos vegetais industrializados (canola, girassol, milho, soja e margarina) são RUINS porque são industriais, mas porque PRINCIPALMENTE nos oferecem um consumo em escala NÃO-normal.

O MEL na natureza é raro, escasso, sazonal. Sendo assim ele só PODERIA ser consumido assim para ser saudável… de tempos em tempos, sazonalmente e de forma rara, bem eventual.

Não faz sentido ALGUM dizermos que alguns microelementos (seja frutose do mel ou não, radiação, álcool ou outro qualquer que venha do vinho, por exemplo) são bons ou ruins. É a FREQUÊNCIA de sua exposição que dirá se fará bem ou mal ao organismo.

MODERAÇÃO É A CHAVE?

NÃO. Moderação é um dos MAIORES erros da Nutrição. Um dia falo melhor a respeito. Mas comer 1kg de mel numa sentada provavelmente é MUITO melhor do que comermos 50g de mel por 20 dias. (*vocês entenderam bem a ideia nesses números arbitrários)

 

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Manteiga e Ovos? NÃO! Fast food e Margarina? Pode!

As recomendações dietéticas à população são PURO fruto de política, não de ciência. NÃO são resultados de pesquisas, mas de acordos com a indústria e o pensamento por aproximação dos especialistas. Esses que dão aula. São assim os guias, são assim também TODOS os cursos superiores na área. Você NÃO aprende nutrição fazendo faculdade.

Semanas atrás um distribuidor de alimentos britânico veio a público protestar. O motivo você tem na foto que ilustra este texto. Nela não parece haver nada de errado, mas quando você olha a imagem original, descobre que ela foi editada para poder ser veiculada no metrô londrino.

A edição (à revelia da empresa!) cortou da foto: baconovos e a manteiga da mesa. Por quê? Boa pergunta!

Vira e mexe me perguntam o que eu acho do novo “Guia Alimentar para a população brasileira”. Ele é melhor do que o anterior, mas não deixa de ser ruim. Sabe por quê? Porque governos não deveriam nunca se meter com isso porque NÃO irão admitir que estavam errados o tempo todo.

Atualmente está em debate novas regras para rotulagem de alimentos. Pois sem NENHUM fundamento a nutrição ortodoxa já condenou 2 nutrientes ESSENCIAIS à vida: a gordura saturada e o sal. E em paralelo recomenda como base da dieta o único macronutriente NÃO-essencial, o carboidrato. Faz sentido? Lógico que não faz! Eles fazem malabarismos para explicar o delírio coletivo da categoria.

Por causa dessa alucinação a lei pede que alimentos consumidos de forma segura por séculos e séculos (como bacon, queijo e ovos) sejam retirados de qualquer anúncio. Mas o mais incrível é que o McDonald’s PODE fazer anúncios no local porque está dentro das regras!

SIM, você leu certo!

A ideia de indicar que alimentos ricos em gordura saturada, sal e calorias são ruins cria a condição absurda e IRRACIONAL de que alimentos NATURAIS como abacate, ovos, carnes, peixes e frutos do mar NÃO POSSAM ser recomendados. Mas margarina (um VENENO que até HOJE a Nutrição recomenda) e fast food possam!

Faz ALGUM sentido pra você?!?
Eu juro que tento entender… 

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Por que insistimos TANTO com vegetais?

Por que insistimos TANTO dizendo que vegetais deveriam ser a base da dieta? Deixando de lado a questão de sustentabilidade, para mim a razão é puramente ideológica, não fisiológica.

Não precisa ser especialista para deduzir que vegetais têm por peso menos calorias que alimentos de origem animal. Pois a ideia de que uma dieta hipocalórica (restrição energética) deveria ser a primeira abordagem no combate da obesidade (seja em cães ou humanos) tem um histórico TÃO longo e deprimente de INEFICIÊNCIA que somente acadêmicos e especialistas (veterinários e nutricionistas) podem ainda defendê-lo.

Dias atrás recebi inbox o post de uma veterinária especialista em Nutrição. Ela está claramente acima do peso (e antes de me chamar de gordofóbico, isso só parece um artifício “ad-hominem”), mas tenta passar a impressão de que entende de como fazer um cão, gato ou pessoa emagrecerem. O texto não é pra explicar por que NÃO deveríamos procurar especialistas em Nutrição que estejam fora de forma (*por “skin in the game”, por pele em jogo, não deveríamos contratar alguém que não faz aquilo que prega, no caso, emagrecer, porque a estratégia ou não é feita ou não funciona, excetuando-se aqui graves sérios de doença).

Em um dos posts dela um cão para emagrecer recebe uma refeição que – acredite! – é um refogado de legumes e verduras (!!) e “um pedacinho de carne”. Eu não sei de onde alguém pode tirar que um cão poderia ou deveria ter na dieta “abobrinha, cenoura, chuchu, folhas ou grãos”.

É a tara pelos vegetais! Você olha na natureza e os carnívoros estritos (felinos) ou predominantes (lobos) são magros. Já os herbívoros, muitas vezes gordos. Qual a sugestão dela (e de MUITOS “especialistas”), então? Tirar a carne (que oferece muita energia/nutrientes e que SEMPRE os manteve magros) para dar vegetal, que NUNCA foi consumido naturalmente e que atualmente JÁ É a base das rações engordativas.

A mesma profissional aparece tomando açaí com granola e deixando o gato lamber. Ela NÃO sabe ainda que esse combo a ENGORDA, NÃO é saudável e que NUNCA foi consumido por felinos. 

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