Obesidade e aposentadoria no Esporte.

Tempo atrás eu criticava o uso de esteiras no treinamento de corredores. Aí alguém disse que então eu precisava avisar a NFL, em uma clara alusão de que se os americanos fazem, só podem estar corretos e eu errado. A NFL é uma empresa fenomenal, mas quem entende MESMO de velocidade é o atletismo e seus velocistas, não a NFL. E você não tem velocistas americanos e jamaicanos treinando em esteira, então errado está a NFL. Eu só apontei o óbvio.

A NFL ainda faz vista grossa ao doping e ao número de concussões, ou seja, basta ligarmos os dois pontos… ela é uma empresa, os atletas são apenas um caminho. Tenha skin in the game sempre!

Estou falando isso porque li ontem uma matéria sobre a obesidade entre jogadores aposentados. Chegamos à Lua, mas ainda temos a ideia do balanço calórico como diretriz “oficial” no emagrecimento. Quando você vê um ex-atleta ficar obeso é MUITO tentador achar que é essa a culpa: comer demais, gastar de menos.

Um dia volto ao tema para explicar do motivo de isso ser pensamento por aproximação. O que quero é chamar a atenção a algo mais agonizante, desesperador.

A parte mais dura frustrante e angustiante da minha rotina é ver gente (bem) acima do peso se dedicando, se esforçando, treinando arduamente porque acredita que o exercício é ferramenta essencial ao emagrecimento. NÃO É.

  1. Se você precisa treinar (ou fazer jejum) para manter o peso ou emagrecer é porque sua dieta é RUIM.
  2. Você deveria fazer atividade física por mil motivos, emagrecer NÃO é um deles!

No texto do New York Times estão as orientações de sempre aos ex-atletas. Entre elas algumas interessantes como a de abandonar o sedentarismo, consumir menos pães e açúcar, e comer menos vezes. Uma das estratégias para ganhar peso na fase profissional, aliás, era a de comer MAIS vezes ao dia, a MESMA estratégia sugerida na Nutrição para quem quer PERDER peso. Faz sentido?!

Óbvio que não! Entre a NFL e uma diretriz nutricional, eu fico SEMPRE com a NFL (skin in the game). Se a NFL diz que comer mais vezes engorda, eu acredito NELA, não nos meus ex-professores que NUNCA treinaram NINGUÉM porque a NFL depende de atletas mais pesados, uma vantagem competitiva. É a ideia de ter a pele em jogo!

Porém, entre as orientações para atletas aposentados perderem peso está o consumir menos carboidrato trocando por… aveia, um alimento que digo aos meus clientes ser “o açúcar não doce”. Eles ainda são orientados a tomar smoothies (um modo caro de vender algo ruim, o suco) e shakes proteicos, um alimento que fornece calorias e nada de saciedade.

Mais angustiante é ver atletas de mais de 150kg tendo que nadar e fazer elíptico por 1h00 por sessão. Você acha que eles emagrecem? Lógico que não! É só ir na largada das corridas… correr NÃO torna as pessoas magras. Os atletas nem sequer, como eles mesmo relatam no artigo, têm forças para irem treinar!

Isso porque é JUSTAMENTE quando temos uma grande fonte de energia endógena (gordura corporal) nosso cérebro avisa ao corpo de que não precisamos mais ser ativos para encontrar comida. Já disse antes aqui: é um ENORME erro interpretativo esperar que uma pessoa com sobrepeso seja MAIS ativa, mais disposta.

Esse indivíduo tem tamanho estoque energético endógeno que o corpo cronicamente pede, implora por sedentarismo, preguiça. E quando você oferece alimentos LIXOS como aveia, grãos, smoothies, você mantém alto os níveis de insulina, impedindo fisiologicamente o corpo de acionar os estoques de gordura corporal.

Não é que o sedentarismo leve ao sobrepeso, como a NFL e a nutrição pensam. É o sobrepeso desses caras que leva à preguiça e ao sedentarismo! Enquanto não entendermos isso, esses caras continuarão a agonizar com 200kg. Eles morrerão tentando em vão por culpa desses “especialistas”.

É desesperador! 

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

2 ideias sobre “Obesidade e aposentadoria no Esporte.

  1. Pingback: Leituras de 3a Feira | Blog Recorrido

  2. Pingback: Obesidade e aposentadoria no Esporte – parte 2 | Blog Recorrido

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