Arquivo mensal: novembro 2018

E se a recomendação #1 da Nutrição for um erro?

Ou ainda: FUJA QUANDO LHE SUGERIREM “DIETA BALANCEADA”!

Conheço MUITO Nutricionista e MUITO Médico que entende MUITO do que fala quando o assunto é se alimentar bem. E eles diriam a mesma coisa: as diretrizes nutricionais vigentes são um completo engano, um enorme equívoco, uma máquina de criar obesos e doentes.

Porém, TODO E QUALQUER programa de TV quando vai dar dicas de Nutrição afirma: tenha uma dieta variada, equilibrada. Mas… e se isso for TUDO um ENORME erro?

Uma dieta balanceada é algo totalmente NÃO-natural. Mais. Não há NENHUMA evidência de que isso seja melhor, que dê suporte a essa recomendação nutricional.

Meus clientes meio que se assustam quando falo para eles que minhas refeições são sempre iguais. As mesmas carnes, os mesmos legumes, os mesmos ovos. O ser humano, como animal, SEMPRE se alimentou daquilo que a natureza próxima a ele lhe oferecia. A variedade de frutas e folhas, por exemplo, foi sempre ditado pela época do ano e pela geografia. Hoje em uma mesma refeição as diretrizes acham bonito você misturar abacate (México), com kiwi (Sudeste Asiático) com laranja (Oriente Médio) com jabuticaba (Brasil). Mais. Alguém do interior do Maranhão, o bolso deixando, consegue comer essas frutas o ano inteiro, algo IMPOSSÍVEL de se repetir na natureza, afinal, frutas são sazonais.

Quando olhamos à natureza temos que as diversas espécies comem do MESMO alimento seguidamente SEM prejuízo à sua saúde. Mesmo os chimpanzés têm acesso sazonal às frutas (silvestres, jamais uma manga do tamanho de uma bola de vôlei ou uma banana que sequer existe mais na natureza. Uma vez que comemos sua versão domesticada, retiramos dela até sua capacidade de se reproduzir, ou seja, elas não mais possuem sementes, foram por nós esterilizadas). E olha que interessante… justamente quando eles TÊM acesso às frutas, os chimpanzés engordam MAIS, isso porque a frutose, o açúcar da fruta, não dá ao símio a sensação de saciedade, o feedback, a retroalimentação de saciedade que a glicose dá em maior quantidade.

A meu ver, na enorme preguiça que as Ciências da Saúde têm em estudar e relevar a matemática, mora sua maior limitação. TODA a variedade que a Nutrição prega precisa ser atingida NÃO em UMA sentada à mesa (ou mesmo um dia), mas no longo prazo. Você NÃO precisa ter um prato colorido, mas você precisa que seu prato seja colorido no LONGO prazo (provavelmente um ano, o ciclo natural de quase tudo na natureza).

Você NÃO precisa que no seu prato haja porção “certa” de proteína, de gordura, de carboidrato… Você NÃO precisa que a cada dia os valores dos micronutrientes (vitaminas e minerais) sejam atingidos. Isso porque o equilíbrio na dieta precisa vir no LONGO prazo. SEMPRE foi assim.

Mais do que isso. Esse equilíbrio a cada dia, a cada prato, É NOCIVO. Porque os efeitos (ou consequências) do equilíbrio no longo prazo são DIFERENTES dele no curto prazo. O ser humano (como animal) foi feito para alcançá-lo no LONGO prazo. E quanto MAIS engordamos, MAIS as diretrizes falam para equilibrarmos mais.

NÃO.
FAZ.
NENHUM.
SENTIDO.

O Nutricionista que nega essa característica INTRÍNSECA da espécie, de uma dieta estável, radical e sazonal teria que aceitar que viver com uma sonda dando – sei lá – 50cal a cada 30 minutos, seria melhor do que o de fazer 2 refeições ao dia. Eles AINDA não sugerem isso (*mas ao pedir 6 refeições ao dia, eles até tentam!!).

A essa diferença de resultados de média (uma no curto prazo, a cada refeição, e outra atingida no longo prazo, digamos um ano) foi explicada brilhantemente pelo dinamarquês Johan Ludwig Jensen que ainda no século passado (1.906) deu origem ao teorema que ganha seu nome: “Desigualdade de Jensen”.

Se há UMA coisa que sempre falo aos meus clientes é: Nutrição NÃO é sobre equilíbrio. Isso historicamente e evolutivamente NUNCA deu certo. A Natureza é feita, como sabemos, de extremos.

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

Danilo Balu
autor

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Sobre Obesidade, Sedentarismo e Equilíbrio.

Talvez a busca pelo “equilíbrio e moderação” seja o maior e mais grave equívoco na Nutrição. Maior até do que a pirâmide alimentar que nunca funcionou, o medo da gordura saturada ou a tese do balanço calórico como controlador do nosso peso.

É até engraçado quando alguém diz que “o nutricionista recomendou 3 castanhas depois do almoço”. O ser humano foi feito para comer ou zero ou 38 castanhas, jamais 3. O profissional que tenta “melhorar” o ser humano é um profissional que não sabe lidar com a realidade.

Sentar-se à mesa e se entupir de comida, como fazemos no Natal, por exemplo, é algo COMPLETAMENTE NATURAL. Não é só normal, é saudável! Sim, acredite! Comer dessa forma é completamente esperado. Não é questão de gula ou baixa força de vontade! O que NÃO é natural é JUSTAMENTE não comer demasiado!

Quando olhamos a natureza, temos que animais herbívoros têm linearidade na oferta de alimento. Mas observe os onívoros (como nós) ou os carnívoros. Na oferta de alimento, eles se acabam de comer. Foi a natureza quem tornou a esbórnia alimentar algo intermitente, irregular. Se o cenário fosse de estabilidade (como é com uma zebra ou com um boi, por exemplo), a natureza nos teria dado o MESMO mecanismo de controle do que seria excessivo. (*e aqui um porém, o pecuarista, que sabe de engorda mais do que um nutricionista sabe de emagrecimento, a oferta de grãos/amido cria uma condição ótima que DESREGULA um mecanismo que a natureza criou. E, ainda assim, a diretrizes nutricionais acham uma boa ideia comer grãos no emagrecimento).

Comer muito SEMPRE foi exceção (essa é a ideia por trás de banquetes das datas especiais). É a modernidade quem permite que eu possa todos os dias comer, pães, um frango inteiro a R$3/kg, tudo isso bebendo 2L de refrigerante, uma dieta que nem os mais ricos do planeta poderiam sonhar algumas décadas atrás. Resultado? Explosão de obesidade.

E por fim, e acho o mais importante, é que a segunda orientação mais dada, a de se movimentar mais, NÃO ENCONTRA SUPORTE na realidade.

Sempre foi a NORMA comer demasiado quando possível. E isso gera letargia. Quem já teve cachorro, já viu uma cobra ou já comeu feijoada sabe do que estou falando. E aqui algo que parece estranho: é JUSTAMENTE quando temos uma grande fonte de energia (exógena) é que ficamos mais lentos (queda endógena)! Isso é o cérebro avisando ao corpo que não precisamos mais ser ativos para encontrar comida.

Por isso é um ENORME erro INTERPRETATIVO querer que uma pessoa com sobrepeso seja MAIS ativa. Esse indivíduo tem tamanho estoque energético (endógeno) que o corpo cronicamente pede, implora por sedentarismo.

Não é que o sedentarismo leve ao sobrepeso. É o sobrepeso quem leva ao sedentarismo! Enquanto não entendermos o BÁSICO, não poderemos seguir adiante.

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (a versão impressa você acha aqui!)

Danilo Balu
autor