Arquivo mensal: novembro 2017

O que NUNCA te contaram sobre Ácido Úrico

Gota acomete 6% dos homens adultos americanos. Mas olhe que interessante: sua incidência dobrou entre os anos 60 e 90! Você acha que o consumo proteico (carnes, por exemplo) aumentou nesse período por lá? Não. Sabe qual nutriente “coincidentemente” aumentou nesse tempo? Açúcares.

O mecanismo da Gota foi descoberto na metade do século 19 por um médico britânico que percebeu que havia acúmulo de ácido úrico no sangue desses doentes. O ácido acumulado se cristaliza e faz pequenos cristais pontudos que inflamam o local, incham as extremidades (dedão o exemplo mais comum) e… AI! Dor!

O ácido úrico é resultado da quebra de um subproduto proteico chamado “purina”. Onde há MUITA purina? Na carne. Hmmm Solução? Cortar o consumo de carne, certo? Calma… vamos ver?

O que acontece quando a pessoa vira vegetariana (e ela passa a comer mais carboidrato, mas vamos deixar isso para depois)? Ela melhora? Não. Uma dieta sem purina não é efetiva (FOX, 1984). Se uma com ZERO carne não funciona, por que uma com menos/pouco funcionaria?

Olhe que interessante… a gota em vegetarianos é em incidência ACIMA do que se espera. Na Índia, o país mais vegetariano do mundo, por exemplo, a incidência é de 7% (americanos adultos 6%). Agora vem a parte interessante… quando analisadas populações primitivas em diversas partes da África ou mesmo na Nova Zelândia, a incidência era de menos de 1 em 1.000 em casos. Mas a partir de 1970, com a industrialização de alguns desses povos, a incidência aumentou (junto com a obesidade, hipertensão, problemas no coração…).

Entre 1960 e 1990 uma série de estudos começou a relacionar a concentração do ácido não com consumo de carne, mas com outra coisa, de nome difícil: hiperinsulinemia. Traduzindo: elevação dos níveis de insulina na pessoa (fora das refeições). E a gente já sabe bem o que faz alguém ter elevação da insulina: consumo de açúcar, farináceos, amido (integral ou não).

A hiperinsulinemia “se resolve” com: muito exercício, jejum intermitente e dieta de BAIXO carboidrato. E quando a pessoa não come carne (ou a evita) ela passa necessariamente a comer mais carboidrato, o que eleva mais a insulina. É um ciclo sem fim.

Por fim, se há 2 nutrientes que alguém com gota ou alto ácido úrico deveria evitar seriam:

1. Álcool;
2. Frutose. Onde há muita frutose (em quantidade)? Açúcar de mesa, refrigerantes, sucos de fruta (natural ou não), xarope de milho (que adoça os alimentos industrializados) e doces.

E observemos outra “coincidência”: o xarope de milho que adoça praticamente todos os alimentos industrializados, foi inventado na década de 70, quando dobrou o número de incidência de gota. E o açúcar de mesa refinado explodiu também na segunda metade do século passado…

E aí? A gota explodiu, o consumo de açúcar também e o homem comia carne há milhares de anos sem sofrer gota. Quem você acha que é o culpado? Seu médico tem um palpite, o problema é que a lógica tem outro…

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De Foie Gras, Terremotos, Sucos e Nutricionistas – Parte 2.

Um nutricionista que sugere suco de fruta como algo saudável ou seguro é amoral, inútil e antes de tudo um incompetente. É uma questão lógica, de risco. Mas é também uma questão de fisiologia.

Foie Gras é uma iguaria culinária feita com fígado de gansos. Para ela ser melhor, o fígado da ave tem que estar patologicamente gordo, doença essa que em humanos chamamos de Esteatose Hepática, um acúmulo de gordura nas células do fígado. Ela pode ser dividida em doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou doença gordurosa não-alcoólica do fígado, quando não existe histórico de ingestão de álcool significativa.

Como o próprio nome diz, ocorre por acúmulo de gordura no fígado. Você não tem dificuldade de encontrar ~especialista~ que diga que a primeira abordagem seria retirar/diminuir a ingestão de gordura na dieta. Não duvido que esse profissional ache que se você comer ervilha, você ficará verde.

O fígado tem algumas particularidades. É ele quem metaboliza “todo” o álcool que ingerimos (isso já é sabedoria popular). O que muita gente não sabe é ele também quem metaboliza “toda” a frutose que consumimos.

Como adoecemos os gansos os engordando? Dando uma quantidade estúpida de glicose na forma de milho forçadamente goela abaixo dos animais, com mangueiras, diretamente em seu estômago. Milho é um grão, tal qual arroz, um alimento rico em amido. O que é amido? Um polímero de glicose, ou seja, centenas de moléculas de glicose ligadas uma a uma que em sua boca e seu estômago viram… “pura” glicose. E atualmente sabemos que a esteatose hepática é muito comum em outras condições que não as relacionadas ao abuso da ingestão crônica de álcool (“doença gordurosa não alcoólica do fígado”).

O QUE OS GANSOS DOENTES NOS ENSINAM?

Suco de laranja, o mais consumido, tem em sua composição cerca de 28g a cada 250ml de suco. Uma lata de Coca-Cola (350ml) tem 37g. Vc pode dizer que um é industrializado o outro é natural. Duas observações: a Coca-Cola é feita com açúcar de milho, tão natural quanto uma laranja, em uma composição de aproximadamente 55% de frutose e 42% de glicose, composição mto parecida com o açúcar branco de mesa (50-50%). E o suco de laranja? Formado por frutose E glicose, tal qual… refrigerantes!

Lembra da história do fígado? É ele e só ele quem metaboliza a frutose que ingerimos. Só que ele tem um “teto” de armazenamento que é de cerca de 100-120g (*precisamos assumir que esse tanque não se esvazia completamente). O que ele faz com o excesso? O transforma no melhor jeito de depositar energia em nosso corpo: gordura.

Suco de laranja é a história do evento de cauda… em uma sentada eu consigo tomar 500ml (56g de açúcar), 1L… isso sem contar o que eu vou ingerir de glicose e frutose além do suco. Porém, suco e refrigerante são bebidas “universalizadas” apenas recentemente. Vamos olhar o histórico?

Um sinal indicativo do futuro sombrio que nos aguarda é saber que a presença dessa doença era praticamente desconhecida em crianças até 15 anos atrás. Agora estima-se que 1 em cada 10 delas tenha esteatose hepática (sempre do tipo não alcoólico). Mas se você olhar apenas aos garotos mexicanos e americanos obesos, essa chance passa a ser de 50%! Mais! Em 2001 de cada 100 transplantes de fígado nos EUA, um era em razão da doença. Em 2010 esse valor já estava em 10%.

O especialista em diabetes Gerald Reaven (Stanford University), por exemplo, diz que para induzir ratos a adquirir esse problema, basta aumentar a frutose da dieta. Como o açúcar frutose (de refrigerantes E sucos) é metabolizado no fígado, seu excesso geraria esse acúmulo adiposo no órgão.

Um estudo oferecendo 480ml de suco de uva por 3 meses causou resistência à insulina em mulheres, doença atrelada à doença do fígado (HOLLIS et al, 2009). Se seu nutricionista topar tomar o dobro disso (1L por 6 meses), aí ele pode usar o raciocínio torto dele para dizer que suco é uma bebida saudável e segura.

Será que ele topa? Ou ele vai usar um dos discursos mais estúpidos da Nutrição, o da “moderação e equilíbrio”?

*fruta pode dar o mesmo problema? Um copo de suco usa cerca de 3,5 laranjas. Você consegue beber 1, 2 copos. Eu nunca vi alguém comendo isso na minha frente. “É o Risco, estúpido”. 

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De Foie Gras, Terremotos, Sucos e Nutricionistas.

Antes de mais nada, para seguir lendo, é importante que saiba desde já o seguinte: Nutrição não é uma ciência.

Eu não sei exatamente o que ela é. Mas lhe é mais útil que sempre quando veja um Nutricionista, que você o enxergue como um religioso. E isso não é ruim! O religioso de certa forma quer o seu bem. O nutricionista convencional também é assim. E para tal ele frequentemente abre mão da ciência em nome da fé dele.

E – repito – não há problema nisso.

Sou à minha medida religioso. Poucas vezes me emocionei tanto diante de um túmulo, como me emocionei no Vaticano em frente ao do João Paulo II. Mas nem por isso acho que o Papa Francisco possa ser candidato a um Nobel que não seja o da Paz. Porque ele não defende a ciência, mas a fé católica. Ser religioso não faz de alguém moralmente melhor ou pior “per se”. Um nutricionista não é mau per se, mas pode fazer mal, muito mal, justamente por disfarçar em sua fala uma ciência que não existe.

Tempo atrás houve um debate sobre suco ser ou não saudável. Uma blogueira, mostrando sua falta de intimidade com fisiopatologia, teria dito que suco faz mal. Nutricionistas, mostrando sua falta de intimidade com conceitos básicos de lógica, disseram que não.

FAZ OU NÃO FAZ?

Um desavisado diria que água em excesso faz mal. Porém, quando falamos de consumo voluntário, ainda que não infalível, temos que talvez que o primeiro indicador lógico de que algo possa fazer mal (ou não fazer bem) é sobre seu consumo “ad libitum” (a bel-prazer, à vontade) implicar riscos consideráveis. Em nome de uma melhor (ou boa saúde) podemos comer bomba de chocolate ad libitum? Não. E comer brócolis ad libitum? Sim. Vodka ad libitum? Não. Água? Sim. Laranja? Sim. E Suco de laranja?? (*ou de qualquer outra fruta.)

Quando um nutricionista vem em um suposto compromisso com a ciência afirmar “me traga um estudo que mostre que suco faz mal”, ele recorre ao argumento de que um estudo querendo promover lesões ao fígado em crianças ou adultos seria possível. Não, não seria. Eu não posso eticamente querer acabar com o fígado ou engordar um grupo de pessoas.

Esse argumento falha ainda em outro ponto. Evidência de ausência (de danos) é diferente de ausência de evidências. Mais do que isso, as evidências (ainda que não 100% seguras, falarei outro dia) já nos mostram quem está errado no debate. Um profissional de saúde que fala que “não existem estudos” está querendo dizer que todos os cisnes são brancos, que há evidência de ausência. Quando a ÚNICA coisa CERTA a ser feita é buscar cisnes pretos para provar-se errado em um incansável exercício de ausência de evidências.

Ou então ele pode ainda fazer algo moralmente maior:

O quanto você realmente acredita em algo só pode se manifestar através do que você está disposto a arriscar por isso.”
OU AINDA
Faça o que você fala!

Um nutricionista que diz que “OK beber suco” o tomaria em quantidades absurdas? Digamos 2L por dia por 6 meses? E por que absurdas? Porque o risco à saúde de bebermos sucos está justamente em seu caráter de ser um evento de cauda. O que seria isso? Eventos de cauda não são mensurados na grande maioria das análises. Os eventos de cauda podem ser positivos ou negativos e são praticamente impossíveis de prever ou quantificar. Eles são a priori invisíveis, imprevisíveis, difíceis de mensurar e podem ser extremamente destrutivos.

Lembra do nutricionista argumentando a dupla falácia “não há estudos”?
Não há estudos sobre paraquedas. Ele saltaria sem um? Ele beberia 2L por 6 meses?

Suco faz mal (pronto, já sabe o que eu acho) por alguns fatores:
1. Ele não pode ser consumido ad libitum.
2. Sua capacidade de fazer estrago está em seu caráter de podermos consumir muitas calorias (açúcar) que NÃO é possível na forma de fruta.

Suco é o terremoto que mata muito. A fruta é o asteroide que pode matar alguém. As calorias (na forma de açúcar) do suco vêm com a magnitude de um terremoto enquanto as de uma fruta caem como asteroides.

Por fim, não esqueçamos nunca que como a Nutrição convencional ainda não é ciência, temos que partir para outras facetas ou mesmo filosofia para buscar explicações. Nutrição, tal qual religião, ainda é uma cultura de fé. A ciência é a da dúvida. Temos que ter medo das certezas quando quem discursa não corre o próprio risco. Ou então beba 2L de suco por dia antes.

Se você chegou até aqui, dentro de alguns dias explico fisiologicamente o porquê suco não deveria jamais ser consumido como outra coisa que não seja sobremesa (o momento que abrimos voluntariamente mão da saúde em nome do prazer).

O Nutricionista que te fala que “suco tudo bem” é amoral, não o faz por mal. E ele o é sem deixar de ser inútil (por não te proteger, dando conselhos baseados em raciocínio que qualquer um faria). Mas ele é antes de tudo um incompetente. 

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O que nunca te contaram sobre Hipertensão…

Dizem que devemos consumir sal com moderação. Profissionais correm para dizer que ele é nocivo, pois causaria hipertensão e risco cardíaco e renal. Mas… Será mesmo!? Qual a base disso? Ciência ou Fé?

Como tantas coisas nas diretrizes nutricionais, ainda que devessem existir evidências, elas não existem. A meta foi inventada SEM fundamento. A tese do sal como precursor de hipertensão (crônica) é de 1904 (Ambard & Beauchard) e baseada em SEIS pacientes. Depois deles, ALLEN reforçou o coro com apenas QUATRO estudos entre 1920 e 1922 não replicados. Muito mais grave foi KEMPNER em 1944 que criou a sua “Dieta do Arroz” para tratar hipertensos.

Esse médico alemão foi quem convenceu uma geração de médicos que espalharam a tese. Sua dieta restringia fortemente o sal. Funcionou em parte. O que ele fez? Basicamente duas coisas. A primeira foi NÃO revelar que não deu certo em muita gente. Nada mais humano. A outra foi ignorar que a dieta mexia com inúmeros outros nutrientes, entre eles, a dieta continha altas quantidades de Potássio, um sabido nutriente que influencia positivamente na redução da hipertensão.

Como acreditavam na tese sal-hipertensão, era preciso bater o martelo. Como fizeram isso? Simples. Como precisavam de um número, a qualquer custo, eis então que chancelaram tudo apoiando-se basicamente em um único estudo. O Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) de 2001 e que durou apenas 30 dias com somente 412 indivíduos. Realmente o DASH observou uma queda da pressão no grupo que reduziu o sal. Porém, ela foi pequena, modesta e em nada descobriu sobre seus efeitos na hipertensão ou nos efeitos crônicos na mortalidade ou no risco cardíaco ao longo prazo. NADA.

É o delírio coletivo mais uma vez aplicado no mundo real na Nutrição. Pois vejamos… Quando dado acesso livre a sal, as pessoas consomem quantidades semelhantes dele, não importa de onde sejam. E nem por isso o mundo é hipertenso. Mais do que isso. 80% das pessoas não são sensíveis ao sal, ou seja, não sofrem aumento momentâneo dela. Mais do que isso. Entre pré-hipertensos 75% também não são sensíveis! Ou seja, consomem sal, não aumentam sua pressão. Ainda mais revelador: 55% dos hipertensos também não o são! Incrível, não? Agora o mais revelador. Veja abaixo como era o consumo de sal nos EUA ao longo da história (*lembrando que hoje a recomendação é algo como 6g/dia). Repare!

1.500: 40g/dia (!)
1.600: primeiro caso de hipertensão!
1.800: ~20g/dia

Não faz sentido, faz? Como comiam 7 VEZES mais da meta atual sem hipertensão? Mais dados… vejamos a incidência da doença na história americana:

1900: 5-10%
1939 (Chicago): 11-13%
1975: 25%
2004: 31%
2014: 33%

Porém, o consumo de sal caiu até ~1.800 e não se alterou muito nos últimos 50 anos! Basicamente Médicos e Nutricionistas estão nos dizendo que a incidência da doença vem subindo ainda que venhamos comendo menos sal do que comíamos quando não sofríamos da doença!

Faz algum sentido pra você? Para mim não.

É verdade que para muitos, comer sal/sódio tem um efeito agudo (imediato, mas nem tanto) no aumento da pressão. Isso porque ao ingerir sal, o corpo retém mais água para compensar o aumento da concentração de sódio no sangue. Por isso que alimentos salgados dão sede, é uma resposta natural, é a homeostase “cuidando” do equilíbrio do corpo. O resultado desta retenção líquida é um aumento da pressão que cairá apenas quando os rins conseguirem eliminar o sal e a água. Ou seja, é uma hipertensão momentânea. Porém, pressão não é necessariamente sempre ruim. Fosse assim, como atividade física também a aumenta, teríamos que sugerir não fazermos exercícios.

Essa fobia por má interpretação das consequências do sal é um equívoco perigoso. Isso porque ao ficarmos focando toda nossa atenção nele como causador de graves problemas como a hipertensão, corremos o enorme risco de deixar passar o verdadeiro “vilão” causador do problema. Mais do que isso, sal (sódio) é essencial à vida. Não sabemos ainda qual o excesso de sal que nos faz mal, mas já sabemos que pouco dele, próximo das metas sugeridas pelos profissionais de Saúde, sim, é bem perigoso.

Se SAL não é vilão, quem pode sê-lo? Há populações que consomem muito pouco sal que praticamente não sofrem de hipertensão. E há ainda populações que comem muito sal e também não sofrem. Há algo em comum entre elas: elas comem pouco açúcar.

Uma das coisas mais agradáveis que tive esse ano orientando 3 pessoas em particular foi que elas eram todas hipertensas, medicadas e ao mudar a dieta deixaram de tomar remédio (liberadas pelos respectivos médicos). Como? Ao reduzir o açúcar, essa redução do seu consumo de açúcar (e de carboidratos) gerou uma perda de água por causa da queda inevitável dos níveis de insulina quando restringimos esses alimentos. Assim, os rins acabam liberando sódio e também água, reduzindo a pressão.

Isso não é uma invenção minha. Você aprende isso na aula 2 de “Fisiologia e Endocrinologia”… de que a insulina faz o rim reabsorver o sódio. Aí voltamos ao começo de tudo. O que as populações que se entupiam de sal em 1.500 até 1.900 tinham em comum? Baixíssimo consumo de açúcar. E qual o nutriente que vem crescendo regularmente em seu consumo década a década desde 1900, tal qual a hipertensão? Bingo – Açúcar!

No non-sense que são as diretrizes, o açúcar até 1980 NÃO tinha limite superior de consumo. Sal, gordura saturada e colesterol todos ainda têm. O limite superior ao açúcar só chegou em 2002: 25% das calorias totais.

Por fim, não só a restrição de sal é inútil do ponto de vista teórico ou prático (a pressão cai pouquíssimo e o que mais assusta: em muitos ela e a FC em repouso sobem como resposta fisiológica à retenção do sal, gerando maior estresse fisiológico pela falta de um nutriente essencial à vida).

Para acabar (prometo!) sugerir consumir menos sal é como sugerir ao diabético anda não medicado que beba menos água. Estúpido, mas há muita gente que sugere o primeiro, mas não concebe recomendar o segundo. Se números ajudam a te convencer, vou te dar de brinde um dado que 99% dos profissionais de saúde desconhecem: a recomendação atual é de cerca de 6g de sal por dia. Nossos rins são capazes de filtrar isso a cada 5 minutos.

Faz sentido pra você?

*não sou médico e jamais orientei alguém a tomar ou largar remédios para pressão alta. Mas se você vem evitando sal e é hipertenso, entendeu o recado… é bem provável que seu foco esteja no pó branco errado… converse com seu médico. 

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