O que a Pecuária ensina à Nutrição?

Quando falamos de abordagens na saúde, deveríamos seguir pessoas que têm “skin in the game” (pele em jogo), que aplicam e seguem aquilo que pregam. A área da Saúde tem um enorme desafio porque os profissionais (seja médicos, treinadores ou nutricionistas) não só não têm “o deles na reta” como têm dissociação de interesses, ou seja, o que eles mais querem é bem diferente daquilo que você mais quer.

A imagem que vai ao final desse texto é um extrato de uma recomendação de 1908 a pecuaristas criadores de porcos. Não vou traduzir por completo o texto original em inglês porque é desnecessário. O que precisamos sempre saber é que o pecuarista só ganha SE e somente se sua criação engorda. Então ele precisa por uma questão de sobrevivência ser eficiente, ou ele morrerá de fome. Quanto mais eficiente ele for, mais ele fatura ($). O criador de porco tem assim “skin in the game”.

O Nutricionista, Médico e Treinador fatura ($) assim que você põe o pé no escritório/consultório dele. O profissional de saúde NÃO tem a pele em jogo. Você não precisa ser efetivo para faturar quando trabalha com saúde. Ao menos quando falamos em “controle de peso”, um pecuarista de unha preta, pé cheio de barro e sem qualquer diploma é muito mais eficiente e competente que toda a história da ortodoxia na Medicina, Nutrição e Educação Física.

O texto de 100 anos atrás fala sobre como melhor engordar uma suinocultura. O texto fala da enorme importância de usarmos leite desnatado para engordar porcos. E o que mais? Grãos. No caso ele fala de milho, mas atualmente eles adicionaram soja. Qualquer pessoa que trabalha com engorda de criações sabe que você deve:

– oferecer várias refeições;
– oferecer grãos;
– oferecer alimentos ricos em carboidratos.

O que dizem as diretrizes nutricionais no emagrecimento em nós humanos? Entre outras coisas:
– oferecer várias refeições;
– oferecer grãos;
– oferecer alimentos ricos em carboidratos.

A pecuária é extremamente eficiente. A Nutrição no emagrecimento é extremamente ineficiente. A lógica nos diz que uma coisa que serve para engordar um mamífero onívoro como o porco não deveria ser muito bom para nos fazer emagrecer.

E se você ainda se pergunta sobre essa aberração que é o consumo de leite desnatado (ou mesmo semidesnatado), temos que nos fundamentar em uma hipótese: qualquer recomendação nutricional que envolva a substituição de um alimento ingerido por milênios (no caso o leite integral) por um produto industrial moderno (aquela água branca e suja chamada de leite desnatado) deve estar necessariamente errada.

Se seu Médico ou Nutricionista recomenda que você substitua o leite integral pelo desnatado, sugiro que você substitua…. substitua o profissional que você consulta.

 

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A Sabedoria das Multidões

Tempo atrás pude ler um livro bem interessante. Em “The Wisdom of Crowds” (traduzido livremente para “A Sabedoria das Multidões”) James Surowiecki explora uma ideia um tanto quanto inesperada: grandes grupos de pessoas são mais inteligentes do que uma elite. Não importa o quão brilhante sejam os especialistas, as multidões chegam muitas vezes a decisões mais sábias nos mais diversos campos como Psicologia, Biologia, Economia, História e…

Bom, essa semana saiu a 13ª edição de uma importante pesquisa americana feita nos EUA. Os resultados da IFIC são sempre interessantes. Um deles me chamou a atenção. Mas antes, aos especialistas…

A obesidade é resultado de um desbalanço energético, ou seja, quando a quantidade de energia (calorias) ingerida através dos alimentos é maior do que aquela gasta pelo organismo”. Você encontrará essa definição nos portais da OMS e das sociedades e associações ~especialistas~. Mas… e se eles estiverem errados!?

Quando analisados os dados populacionais nos EUA, temos que a população de fato fez aquilo que lhe foi pedido. Mas ainda assim nunca estiveram tão obesos e tão doentes. Ou seja, a orientação não funcionou. Pela definição dos especialistas, todas as calorias são iguais. Mais: pela orientação dos mesmos especialistas, gordura engorda, carboidrato salva. Não sou eu que estou dizendo, basta olhar as diretrizes oficiais. E o que encontrou o IFIC?

  1. Que as calorias não são iguais. A população tem “skin in the game” (pele em jogo). Ela já descobriu na prática que as calorias não são iguais.

Se elas não são iguais, algumas devem engordar mais. Os especialistas, cujas recomendações tornaram a população obesa e doente, apostaram que era a gordura. Porém…

  1. Hoje mais da metade dos americanos já atribui ao açúcar e ao carboidrato o peso de nutriente mais engordativo.

Por que isso? Porque as pessoas têm skin in the game, os especialistas acadêmicos não. Ou ainda, como diria Nassim Taleb: “Para as pessoas reais, se algo funciona em teoria, mas não na prática, isso não funciona. Já para os acadêmicos, se algo funciona na prática, mas não na teoria, não existe.”

É por isso que não faltam ~especialistas~ indo à TV, rádio e suas redes sociais dizendo que ou low-carb não funciona ou que você só perde músculo e água. É o jeito deles negarem a realidade que até um leigo já enxerga, mas ele não.

É a sabedoria das multidões.

 

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Dieta Mediterrânea? E se ela também for um grande equívoco?

OU AINDA: era muito bom para ser verdade…

Imagine uma dieta praticamente infalível, com poucos ingredientes, que agrade praticamente toda a comunidade de profissionais da Saúde (menos aqueles que são vegetarianos), que tenha um embasamento em estudos apontando resultados surpreendentes, melhores até que a medicação em doentes. Imaginou? Ótimo, não?! Ela existe! Pena que… não é de verdade.

Dieta Mediterrânea (ou do Mediterrâneo) é um dos maiores engôdos recentes da Nutrição. Recentes porque por mais que queiram dizer que tem centenas de anos, ela foi fabricada na década de 70, apoiada em estudos de má qualidade que tinham mais esperança do que metodologia, mais fé do que lógica.

Ela é apaixonante porque parte do princípio que bastaríamos consumir aquilo que um povo que vive muito mais anos (e de forma saudável) que a média da população ocidental e voilà, a mágica se realizaria. Tem mais, a Dieta Mediterrânea prega um baixo consumo de carne. Chuto que uns 8 ou 9 entre 10 profissionais da saúde devem comer churrasco com um sentimento de culpa, porque aprenderam na faculdade que carne faz mal, que um alimento consumido pelo homem por milhares de anos, o que demonstra sua segurança, é o que passou de repente a nos matar de câncer, do coração e de diabetes dos anos 60 em diante. Eles ignoram essa falta de lógica. Eles não podem acreditar. Não dá para culpá-los, aprenderam assim. E continuam a também a ensinar assim.

A dieta do mediterrâneo também tem seus adeptos porque ela contém azeite. Outro produto do marketing. Azeite é saudável, não me entenda mal! Mas foi impulsionado mundialmente por marketing muito bem feito. Fabricantes de outros alimentos viram o resultado e adotaram a mesma estratégia. Veja a batata doce e a tapioca, por exemplo! Agora basta besuntar qualquer coisa com azeite que as artérias do coração não se entupirão. Basta trocar o pão pela tapioca que a academia fará efeito. E basta trocar a batata tradicional pela doce que temos um “fast food do bem”. É tão bom… se fosse verdade.

Escrevo isso porque veio à tona mês passado que o estudo que prometia milagres a quem seguisse tal dieta tinha enormes falhas. Voltamos à estaca zero. Levantamentos anteriores mostravam que aqueles que comiam a dieta agregando mais carne, tinha benefícios maiores. Mas daí ia contra um dos mandamentos da crença da Medicina e da Nutrição que insistem que ela mata.

Quem nos literalmente vendeu a Dieta Mediterrânea convenientemente deixou de lado justamente aquilo que faz aquele povo viver tanto: TODO seu estilo de vida. Eles vivem sob baixo estresse, fazem atividade física não-orientada (caminhadas, sobem escadas…), fazem menos refeições e em um período diário mais curto (tempo entre a primeira e a última refeição do dia), fazem jejum ou restrição alimentar por cerca de metade do ano e, muito importante, NÃO comem daquilo que nos adoece (açúcar, óleos vegetais, farinhas, fast food, etc.).

Como fazer tudo isso dá muito trabalho (além de ser quase inviável em algumas cidades), preferimos ficar apenas com a parte do “colocar muito azeite em cima da pizza às 11 da noite”. Pior: fazemos isso seguindo orientações profissionais!

Parafraseando o grande Thomas Sowell, posso dizer que “As diretrizes nutricionais atuais em geral têm um histórico de fracasso tão flagrante que apenas um Nutricionista poderia ignorá-las ou evitá-las.”

p.s.: mais uma vez parece não ser o que fazemos que nos faz bem, mas aquilo que NÃO fazemos. Não há hábito que faça compensar totalmente o fumo, por exemplo, a menos que você pare de fumar. É a tese da Via Negativa.

p.s..2: bastava uma olhada rápida no Atlas para saber que a Dieta Mediterrânea é puro fruto da imaginação de um bom vendedor. É como inventar uma dieta da Região Sudeste do Brasil. Isso não existe!
 

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Low-carb e Corrida. Ou ainda: o corredor low-carb.

*texto originalmente publicado no Blog Recorrido.

Tomei a liberdade de roubar os prints que vão ao final desse texto para falar algo de um tema um tanto quanto atual: O CORREDOR LOW-CARB. No dia que escrevo esse texto descobri que duas meias maratonas deste final de semana tiveram palestrantes na retirada de kit falando sobre “suplementação de carboidrato em corredores (amadores)”.

Para falar sobre um assunto é essencial, fundamental diria, que aquele que fala entenda do fenômeno em questão. O quanto nutricionistas entendem de esporte e corrida? Pouco, bem pouco, quase nada. Não é o assunto de sua formação, por mais que alguns se ofendam com a afirmação.

Na corrida de longa distância temos que nos atentar a duas questões FUNDAMENTAIS, CRUCIAIS no desempenho. A primeira delas é que amadores e profissionais praticam dois esportes completamente diferentes. Enquanto um maratonista profissional corre 42km em pouco mais de 2h00, o atleta médio o faz em bem mais de 4h00. Qualquer livro vagabundo de fisiologia dirá o mesmo: são modalidades diferentes dentro de suas características metabólicas mais intrínsecas e fundamentais, ainda que tenham a mesma distância (*até por isso recomendar que maratona deva ser feita em split negativo carece de lógica, é apenas fé e raciocínio raso). Mesmo atletas amadores mais velozes, o bico da pirâmide, menos de 3%, correm 50% mais lento! Fisiologicamente eu não pratico o mesmo esporte que o Kenenisa Bekele!

MUITO do que envolve ATUALMENTE treinamento em academias de musculação é feito tomando como base o que foi feito em fisiculturistas ultradedicados meio século atrás que em seu protocolo corriqueiro envolvia consumo estratosféricos de substâncias proibidas anabolizantes, Pois bem, nutricionistas geralmente estabelecem protocolos de dieta em corredores amadores seguindo o que fazem alguns dos homens mais rápidos do mundo. Ou seja, aplicamos em pessoas normais que ficam 1h00 na academia duas vezes por semana o que faziam atletas diariamente que suavam recursos ergogênicos. Pedimos que um amador que corre 4h30 consuma de carboidrato o que come um queniano que faz 200km por semana e corre em 2h09. Faz sentido para você? A donos de academia e nutricionistas convencionais acham que faz. Ambos não têm skin in the game.

O QUE DETERMINA O SUCESSO NA CORRIDA?

Basicamente são 3 os fatores que determinam o sucesso de alguém (amador ou profissional) na longa distância. Um deles é bem básico e qualquer um pode imaginar. Há uma muito alta correlação positiva entre quem corre mais quilômetros e desempenho. Os atletas que correm 42km em 2h20 correm mais volume do que os que correm 3h00 que por sua vez correm mais do que os que correm em 3h40. Apenas revistas de corrida e treinadores que ainda não entenderam o jogo acreditam que ciclismo, natação e deep running fazem alguém correr mais do que… corrida!

O segundo fator que determina o sucesso é a capacidade do nosso corpo em dissipar calor. Não é à toa que as melhores marcas são obtidas em ambientes frios e secos (que nos ajudam a dissipar mais calor). Não é por acaso ainda que a elite corre usando regatas minúsculas e shortinhos. Por isso que para fazer uma Paula Radcliffe ou uma Shalane Flanagan usarem meia de compressão ou um Mo Farah usar manguitos você tem que investir muito dinheiro, porque eles sabem que aquilo os faz mais lentos. Amador paga para piorar a si próprio, a elite fatura alto para usar penduricalhos que sabidamente comprometem seu desempenho.

O treinamento e a vestimenta são feitos entre outras coisas para proporcionar que o corpo dissipe calor. Aí chegamos ao terceiro fator que contém relação grande com este segundo: o baixo peso do atleta. *gordura atrapalha a dissipação do calor, além de tornar mais ineficiente pela relação superfície/peso. Até mesmo músculos atrapalham esta relação, por isso você não encontra bons atletas fortes na longa distância.

O peso é tão crucial no desempenho que hoje sabemos que 100g a menos no peso do tênis aumenta em 1% a eficiência do atleta. Sim, apenas amadores lentos acham que tênis pesado pode ser bom. Mas quem quer mesmo correr rápido usa é calçado leve, com pouca entressola que só traz peso e ineficiência.

Esquecendo o equipamento, quando olhamos desempenho temos que: baixo peso é crucial.

Baixo peso é essencial no desempenho da corrida de longa distância

EIS QUE AQUI ENTRA O LOW-CARB

Nenhuma dieta torna mais fácil ou factível a vida de um atleta em se manter em baixo peso. Atualmente mais da metade da população está obesa ou com sobrepeso, acima do peso. E aí voltamos aos prints do começo do texto.

Existe uma crença na Nutrição (não corroborada pela prática) de que corredores amadores precisam de muito carboidrato para correr. A prática nos mostra que esse tipo de pessoa precisa de baixo peso, conseguir dissipar calor e correr muitos quilômetros. Reforçando: não existe uma correlação positiva entre maior consumo crônico de carboidrato e desempenho.

O ser humano retira energia na atividade física pela gordura E pelo carboidrato. Não importa quão radical seja sua dieta (low-fat ou low-carb), o corpo faz as duas coisas como dito em uma ótima analogia em um texto incrível de Mark Cuccuzella. Ele diz que nosso corpo correndo funciona como um veículo híbrido (com 2 tipos de combustível). E é mesmo, trata-se de uma mistura de carboidrato e gordura, não é algo binário entre um OU outro. É com o treinamento em longa distância, menor intensidade e/ou em baixa reserva de carboidrato que você aprimora esta via lipídica (de queima de gordura como combustível).

Por mais treinado que você esteja, não há como “aumentar” nosso tanque de glicogênio (carboidrato) para que ele tenha autonomia de 42km. Por outro lado, este tanque pode ser muito pequeno que ainda assim você tem combustível para correr 10km (por isso apenas desavisados usam gel em provas menores que uma São Silvestre). E ainda usando outro extremo, mesmo atletas magérrimos como os africanos da elite têm gordura corporal para correr 42km sem esgotar essas reservas.

Voltando ao ponto central, low-carb e corrida, temos que:

  1. Na corrida o baixo peso é essencial;
  2. É a dieta low-carb a maneira mais factível de mantermos baixo o nosso peso, algo fundamental à corrida;
  3. Não existe uma correlação positiva entre consumo crônico de carboidrato e desempenho.

Neste momento você deve estar se perguntando duas coisas:

Como vou correr sem carboidrato?

Como estará minha reserva de glicogênio ao final da prova? Não vou quebrar assim?

Primeiro, o corpo consegue correr, como dito, extraindo energia de ambos combustíveis, mas ele só “aprende” a ser eficiente queimando gordura na ausência/restrição do consumo de carboidrato, por isso se treina aquilo que pretendemos replicar em um evento esportivo. O estoque de glicogênio é bem limitado, o de gordura não. Um corredor muito bem adaptado é quase à prova de quebras. E isso exige treinar nessas condições de baixo carboidrato.

Por fim, nossas reservas de combustível.

Algo que surpreendeu até os maiores defensores de dietas low-carb ou cetogênica (very low-carb) é que as reservas de glicogênio desses atletas, ao contrário do que eles queriam muito acreditar, NÃO estavam maiores ao final da prova. Basicamente os atletas chegam na hora do sprint com o tanque igualmente vazio, mas apenas os low-carb têm a via metabólica treinada para continuar tirando energia de gorduras. Porém, aqui um aspecto sempre relegado, a reserva de glicogênio gera um peso extra. Para cada grama de glicogênio vão outros 4g de pura água.

Enfim, estou acabando (prometo!)… o esporte pauta muito de seus protocolos baseado naquilo que fazem os vencedores. E não há na corrida um grupo que tenha conseguido resultados expressivos, consistentes e duradouros com uma dieta low-carb ou cetogênica. Por que um amador deveria então ir nessa contramão? São 2 os motivos:

O primeiro é que os amadores não seguem NADA dos protocolos da elite, nem mesmo seu equipamento, mas insistem em usar suas estratégias alimentares. Não seguir sua dieta é apenas ser coerente.

E segundo porque uma dieta low-carb não é necessariamente ir na contramão do que fazem os melhores, mas é buscar um fator que é sabidamente decisivo para um melhor desempenho: baixo peso (que impacta positivamente ainda outro dos 3 fatores).

Para finalizar, repare nos valores da imagem inicial que reposto abaixo. A glicemia desta corredora amadora SUBIU após um treino LONGO em jejum. O temor teórico de que correr em low-carb ou jejum compromete nossa glicemia não sobrevive ao mais preguiçoso escrutínio. Entre o que diz o sonho do nutricionista tradicional e a prática da corrida, espero ter esclarecido alguns pontos. Entre a prática e a teoria, fico sempre com a prática.

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Distância é diferente de Equilíbrio!

Na 3ª feira comprei sobremesa para comer no jantar com minha mulher. Era um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate de um café fantástico que tem do lado de casa. Fazia meses que não comia esse bolo! Pois bem, minha sobremesa no jantar (não as como no almoço, uma regra pessoal) é 90-95% dos dias uma laranja (uma de minhas frutas favoritas, não há nada de mágico nessa fruta!). Então era um dia “especial”. Isso foi 3ª feira.

Na 4ª feira eu voltava pra casa depois de um treino quando pensei: por que não comprar outro pedaço de bolo? Dessa vez mais simples, em um supermercado do lado de casa de onde eu nunca comprei bolo. A verdade é que eu queria muito um doce de sobremesa. Doce e açúcar são viciantes! Quem estudou história na escola sabe que boa parte da nossa história econômica foi centrada em… plantar e produzir açúcar! É o petróleo que a gente come, que move boa parte da sociedade moderna!

Tenho tremores quando vejo profissional da área da Saúde dizer que açúcar não vicia… eu só penso em bolo desde ontem! Tabaco, álcool, jogo de azar, açúcar, não estão na nossa sociedade há séculos por puro acaso. Você tem que fazer forca para acreditar nisso. Ou fazer malabarismo argumentativo, como faz o profissional que pede equilíbrio. Ele pede equilíbrio com tóxico? Ele pede é distância.

Distância é diferente de equilíbrio

Bom, hoje, 5a feira, é dia que eu dou “tiros” (de corrida). É uma regra antiga que tenho. Não-negociável. Ontem li uma frase no best-seller “12 Regras para a Vida“. Era algo mais ou menos assim (desculpe se ela é famosa e eu não a conhecia):

“(Em um mundo) Sem regras, rapidamente nos tornamos escravos de nossas paixões – e não há nada de libertador nisso.”

O pior profissional de Nutrição que existe é o incompetente que argumenta que a limitação do low-carb (ou da paleolítica) é o fato de ser restritiva. Tudo na Nutrição é restritivo na natureza. Absolutamente TUDO. Ele mesmo não come cogumelos selvagens ou grama (ou talvez até coma). Ele mesmo geralmente pede restrição no consumo de gordura saturada. Ele é desonesto intelectualmente, é ignorante.

Nossa relação com a comida ao longo dos séculos passou da escassez (do açúcar ruim, de beterraba, caro, que custava o salário de 1 mês), para um mundo onde até uma criança pode comprar bolo de cenoura a R$3 a qualquerhora do dia. Você não bebe uísque cowboy logo cedo, mas come tapioca com nutella. Você não faz reunião fumando um cubano, mas faz comendo pão doce e suco. Você não acorda 11h00 todos os dias, mas acha normal comer chocolate diariamente.

Em um mundo de abundância ao qual não estamos acostumados e nem preparados, ou criamos regras rígidas de consumo daquilo que vicia (SIM, açúcar vicia), ou vamos virar escravos da comida. Escravos gordos, hipertensos, diabéticos e doentes.

E não falta profissional de saúde que chame isso de liberdade de consumo.

*não comprei o bolo, saí do Carrefour com 2 laranjas.

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Qual o melhor Jejum? O de 16, 24 ou 48h?

Não se passam dias sem perguntarem: qual o melhor protocolo? Jejum de 16 ou de 24 horas? Escolher UM protocolo de jejum é como querer saber qual o melhor treino (10km em corrida contínua ou 6 tiros de 1km?). São coisas distintas, que não se anulam, que não se comparam. Peras não são melhores que laranjas, são diferentes em todas as suas nuances.

Confesso – é errado eu sei – que nutro certa pena de profissional de saúde (Educação Física ou Nutrição) que advogue contra o jejum. É sinal de que ainda não entenderam absolutamente nada. Nem de Risco, nem de Fisiologia, nem de História, nem do mais básico: nosso corpo responde de forma diferente, não-linearmente, a estímulos distintos. Se essa pessoa for orientar um maratonista, ela cometerá um erro que um corredor iletrado JAMAIS cometerá, ela dirá que correr 10km na 6ª feira, sábado e domingo é o mesmo que alguém fazer um longo de 30km no sábado descansando um dia antes e um depois.

Cargas iguais, efeitos diferentes. Nadar um dia com a água a 10C e outro a 46C é diferente de nadar 2 dias água a 28C. O mundo é não-linear. Por isso que restringir um pouco de alguns alimentos sempre é completamente diferente de restringir todo tipo de alimento algumas vezes. A oferta contínua de alimento vai contra tudo o que foi feito até agora quando falamos de evolução bem-sucedida (do contrário não estaríamos aqui).

Ainda não compreendemos direito as adaptações positivas que os diferentes jejuns (16, 24, 72h, uma semana) causam no corpo humano. Mas elas são inegáveis E seguras (só quem não entende nem estuda nada de risco afirma o contrário). O que sabemos é que são adaptações distintas, ainda que algumas se sobreponham. Querer saber exatamente quais elas são exatamente é inútil, desnecessário até, porque as explicações e teorias mudam, os seus efeitos não. Dormir faz bem. A explicação dos motivos pouco importa, seus benefícios seguem.

Assim como eu tenho umas metas de curto prazo, semanais, com treinamento (1 dia de tiro, 3 treinos leves, um longo, um de força…), tento fazer o mesmo com jejum (diferentes horas, treinando antes, treinando depois, jejuns mais longos…). Assim como você faz uma maratona por ano, por que não uma maratona de jejum? (*eu pretendo fazer ainda esse ano algo entre 3 e 5 dias, mas por que não um de 24h??)

Jejum não é dieta. É exatamente o oposto disso, é sobre não comer. Mas se você faz isso para emagrecer, é equivocado como correr para emagrecer, pois não é a melhor ferramenta. Jejum é sobre saúde. E os protocolos são tão diferentes que é impossível dizer qual o melhor. Mude, varie, mas faça!

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Hábito e Regras – Escassez em um mundo de abundância.

Costumo dizer que um dos maiores desafios do ser humano moderno no que diz respeito à saúde é, na Nutrição, aprender e conseguir viver em escassez em um mundo de abundância.

Já disse inúmeras vezes: é incompetente e ignorante o profissional que diz que na dieta deveria prevalecer o equilíbrio. Isso porque na natureza prevalecem sempre os extremos. Aqui entenda-se: número de refeições (baixo), jejuns intermitentes (com eventuais bem longos, de 48h ou mais) e consumo extremo de nutrientes (sim, baixo carboidrato e pouca atenção ou preocupação ao consumo diário e regular de alguns micronutrientes).

Nossa sociedade está doente porque encontra açúcar na forma mais barata e abundante como jamais obteve em toda nossa história. Somos programados biologicamente para obter enorme prazer nele. Veja o sorvete, por exemplo. É fonte de algo que você nunca encontra na natureza: uma combinação de açúcar e gordura!

Por isso você não consegue parar de tomar, quebrar esse estímulo supernormal. Por isso também temos que forçar voluntariamente que seu consumo seja apenas ocasionalmente.

Com atividade física é parecido (carros, elevadores, malas de rodinha…). O conforto do mundo moderno nos obriga a regularmente buscarmos desconforto físico fazendo alguma atividade física. Novamente aqui o extremo. Você perde tempo se vai à academia e faz qualquer coisa com mais de 15 repetições seguidas ou corre mais de 1h00 e não quer um recorde pessoal na Maratona. Quando falamos de saúde você tem que fazer força, Bastante. (ou se enganar, lógico, sempre há essa possibilidade)

Tempo atrás escrevi sobre “regras mentais” e o porquê acredito nelas. Existem diversas teorias sobre força de vontade, hábito, etc (sim, também como muitos de vocês, li o best-seller “O Poder do Hábito”). Algumas hipóteses dizem que nossa força de vontade é finita no ciclo de um dia. Não sei, pouco me importa. O que eu sei é que é muito mais fácil quando tiramos uma decisão de discussão, quando você torna algo inegociável. Por exemplo: usar cinto de segurança. Você não se pergunta se deve ou não usá-lo. Particularmente faço isso com correr, escovar os dentes, dirigir sóbrio… Eu nunca me pergunto se devo correr diariamente (eu corro), se devo escovar o dente (escovo) ou não dirigir depois de beber (não dirijo).

Oriento e sugiro alguns dos meus clientes da mesma forma. Eu não tomo Coca-Cola Zero nem sobremesa no almoço (sou viciado em Coca Zero). Está fora de questão. Não como tapioca quando não treino. Sorvete de flocos apenas na rua porque em casa não tenho maturidade para não matar os 2L em uma sentada. Aos finais de semana não faço duas refeições ruins seguidas. Porque sou bobo? (não responda!) Porque esse (não citei todas as regras) é meu jeito de viver em escassez em um mundo de abundância.

Acredito demais que estabelecer algumas regras que me empurrem para um hábito mais saudável ainda que tire parte de um prazer tão barato e alcançável é o jeito factível de não cair na armadilha de achar que vou conseguir dizer “não” a algo a que somos biologicamente programados a querer e buscar mais do que devíamos, já que tempo atrás a norma era viver em escassez em um mundo de… escassez.

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Sessão de autógrafos – O Nutricionista Clandestino!

Semana que vem, noite de autógrafos!

É com enorme prazer e satisfação que fazemos o convite para a sessão de autógrafos e lançamento da 2a edição da obra “O Nutricionista Clandestino” na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos (SP)!

Semana que vem, 5a feira dia 10/Maio a partir das 19h00, estarei recebendo você, leitor, na Livraria Cultura para dividir esse momento!

Será um prazer! Na semana que vem diremos qual a promoção!

Endereço: Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros

De Ulisses, Sereias e o canto hipnotizador dos doces

A mitologia grega nos conta em uma de suas histórias a do mortífero canto das Sereias. Vivendo em uma ilha no Golfo de Nápoles (Itália), as Sereias eram ninfas cantoras que enfeitiçavam os marinheiros pelo canto, atraindo-os para a morte. Ulisses não foi o primeiro a sobreviver ao estratagema delas, porém foi o primeiro que para passar por elas adotou uma atitude diferente.

Ulisses amarrou-se ao mastro do seu navio e obrigou sua tripulação a todos taparem seus ouvidos com cera. As sereias ficaram tão aflitas com o estratagema de Ulisses que se jogaram no mar e se afogaram (*na antiguidade as sereias eram representadas como aves, com a parte superior do corpo de mulher).

Uma coisa que todo mundo parece saber bem é o que atrapalha DE FATO nossa dieta e silhueta (**ainda que o contrário não seja bem verdadeiro, ou seja, temos como falsos-amigos alimentos que por anos de marketing benfeito ou pesquisa malfeita atribui a alimentos como aveia, pão integral, soja ou biscoitos integrais, qualidades que sabemos hoje que eles não têm). Então como dizer não a uma torta de morango depois do almoço quando temos enorme dificuldade em pensar em nós mesmos em um futuro distante, quando comer alguma guloseima dá um prazer imediato, ainda que a um alto preço (“a minute on the lips, a lifetime on the hips“)?

Todo adulto responsável tem que manter em dia suas obrigações: trabalhar, pagar contas, escovar os dentes, usar cinto de segurança. Sempre – eu digo SEMPRE – que ele tem que cumprir uma “obrigação” ele o faz sem pensar. Você acorda para trabalhar quando o despertador chama, você não se pergunta se neste dia específico você quer (ou precisa) trabalhar. Você levanta e vai. Quando o boleto vai vencer, você não se pergunta se são justas as taxas, você paga (até porque sabe que os juros e as consequências serão ainda maiores no futuro). Quando senta no carro, você não pergunta se a viagem é longa, você afivela o cinto de segurança. Você, ao menos esperamos, tem o hábito de escovar os dentes e lavar as mãos como rotina. Você não se pergunta, você age.

Um jeito fácil de driblar a tentação de colocar à prova nossa força de vontade é mudar o padrão para “fazer” sempre e não fazer em casos específicos, especiais, MUITO pontuais.

Por algum motivo – não me pergunte qual, pois não sei – com nutrição e dieta fazemos diferentes. Acabamos tomando diversas vezes ao dia a decisão se merecemos ou não comer doces, sobremesas ou qualquer outra coisa que atrapalhe a dieta (alimentos ricos em amido, por exemplo).

Eu gosto de sobremesas tanto qualquer um de vocês. Mas eu tenho minhas regras. Estou proibido de comê-las no almoço. Está fora de questão. O mesmo vale para Coca-Cola Zero (meu vício). Sendo assim, eu não tenho que tomar a decisão de comer ou não quando vejo uma. Comer sobremesa no almoço é como sair dirigindo sem usar o cinto de segurança, ou dormir até as 11 da manhã em plena 3a feira. Está fora de questão. Até porque a imaginação humana é muito criativa e você sempre – reforço novamente: SEMPRE – terá um motivo para “merecer” uma sobremesa ou refrigerante (“meu chefe está enchendo o saco“, “treinei ontem“, “vou treinar hoje“, “está em promoção“, “está calor“, “está frio“, “está chovendo“…).

 

O que Ulisses fez para salvar a si mesmo e a todos os seus homens foi aceitar que o canto das sereias era um canto tão doce quanto um mousse de chocolate. Ele não estava aberto a negociações achando que ele poderia raciocinar. Colocar cera no próprio ouvido foi o “criar uma regra” pessoal.

Eu não estou dizendo que a minha regra é a melhor (tenho outras ainda), mas acredito mesmo que devemos tê-las. Sim, devemos. A mente humana é maluca. É sempre mais fácil tornar o “não” como padrão do que tentar tomar racionalmente uma decisão de dizer “não” várias vezes ao dia. Fazemos isso, como disse, naturalmente com outras obrigações envolvendo compromissos profissionais, por exemplo. Mas somos otimistas, achamos que a decisão de não escapar da dieta é como se fosse possível não escutar o canto da sereia apenas fazendo força para sermos momentaneamente surdos.

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Visita à Praça de Alimentação

Dias atrás fui à Praça de Alimentação de um shopping em SP. Na bandeja do buffet vinha um folheto com recomendações nutricionais. Eu infelizmente tenho a mania de ler esse tipo de coisa já sabendo que não vou encontrar muita informação boa. Quando a lista falava sobre proteínas (imagem) ela lista supostas 4 fontes ricas em proteínas. Antes que algum apressado desinformado venha supor algo, eu não tenho nada contra vegetarianos ou veganos. Dá para ter uma dieta muito boa sendo vegetariano, anda que dê mais trabalho. Porém, quando você faz uma lista dessas e não cita carne, há algo de errado. Neste momento a ciência virou ideologia. Um nutricionista assim é um inútil e/ou incompetente.

Para piorar as coisas há ali má instrução ao informar que feijão (ou lentilha) são ricas em proteína. Não, não são. São ricas em amido (carboidrato). Você como vegetariano pode recorrer às leguminosas como fonte proteica, mas isso não muda uma característica intrínseca deste alimento.

A leitura não melhorava de qualidade quando corria o olhar agora nos carboidratos indicados. A lista argumenta que carboidrato bom é carboidrato absorvido lentamente (seriam os tais carboidratos complexos que não resistem à mais preguiçosa das análises em estudos). Dos listados (imagem), apenas a Quinoa tem Índice Glicêmico (IG) menor do que o AÇÚCAR. Aveia empata! *Café com açúcar ao menos tem sabor melhor que café com aveia

Do ponto de vista nutricional, poucos alimentos “naturais” (comida de verdade) são mais pobres que Arroz, Batata, Aveia. Esta é uma característica intrínseca dos grãos e dos tubérculos ricos em amido. Macarrão (integral ou o convencional) são tão pobres que você precisa enriquecê-lo artificialmente com vitaminas. Para piorar, a lista não possui nenhum legume de baixo amido, as fontes nutricionalmente mais ricas de carboidrato. Isso se chama “dissociação cognitiva”. A Nutrição até quer te ajudar, mas vive em um delírio e por isso não sabe nem consegue te ajudar de uma maneira eficiente. Para conseguir isso, você tem que recorrer aos profissionais que não aplicam o que é recomendado pelas diretrizes.

Quer outro exemplo? Na terceira imagem há uma comum recorrência ao equívoco (técnico e conceitual) da Nutrição em insistir que uma alimentação para ser saudável tem que ser “equilibrada”. É exatamente o oposto. Uma vez que não existe dieta equilibrada na natureza, nada é pior que esse tal equilíbrio quando falamos em alimentação. *expliquei melhor aqui, em meu texto “Nutrição não é sobre equilíbrio”.

Eu tenho comigo que um profissional que sugere isso é tão inútil quanto o Tony, o Tigre do Sucrilhos, como seu orientador. Isso porque todas as multinacionais alimentícias querem justamente que seu nutricionista acredite nessa bobagem porque elas assim fazem crer que obesidade é sobre se movimentar (fisicamente) de menos. A culpa seria SUA, não do LIXO nutricional que eles fabricam e vendem.

Duvida? Coca-Cola, McDonald´s, Pepsico, Unilever, Mars Nestlé… Todasessas em alguma campanha já fizeram uso de combinação das palavras “balanceado”, “(fisicamente) ativo” e “estilo de vida”. Entre o Tony, o Mc Donald´s, a Coca e o Nutricionista que prega “dieta balanceada” o discurso é exatamente igual! Faz sentido esse matrimônio do equívoco técnico com a inutilidade? Para que ouvi-lo se bastaria ler a folha da bandeja enquanto come um Big Mac?

Por exemplo, a europeia CIAA promove por lá uma “dieta balanceada e estilo de vida saudável” na base do EQUILÍBRIO. Quem banca financeiramente o projeto? As citadas, mais Danone, Cadbury, Kellogg´s, Kraft e outras. Já no Brasil, um texto INCRÍVEL vem revelar como um famoso vendedor disfarçado de pesquisador, há anos na TV e em projetos públicos defende ferrenhamente quem lhe paga: uma marca de refrigerante.

A certeza que eu tiro quando leio recomendações como essa é que isso é texto escrito por um Nutricionista. Com a mais absoluta certeza! Como eu sei?! Ninguém escreveria isso impune. Alguém tem que ter feito faculdade para ser capaz de escrever tamanha bobagem.
A área da Nutrição é um delírio!

*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Nutricionista Clandestino! (você encontra a versão impressa aqui)